segunda-feira, julho 30, 2007
sábado, julho 14, 2007
Entrada de Tordos
Não resisti a publicar aqui um dos meus locais favoritos de entradas de tordos.Quanto mais não seja, para relembrar uma das minhas caças favoritas.
O pano de fundo é a Serra da Adiça e este local é encostado à Herdade dos Machados, que, como sabem, é dos melhores locais em Portugal para se caçar aos Tordos ( quando os há, que este ano foi uma desgraça ).
Esta fotografia representa fielmente a minha porta e para onde estou virado. Os tordos, esses, vêm quase sempre do lado direito , escondidos pelo vale , e aparecem-me de repente, de frente, neste local. Um autentico espectáculo de porta.É o meu tiro favorito, o de entrada pela frente.
Esperemos que este ano seja bem melhor para este tipo de caça.
Para melhor visualizarem cliquem em cima da foto para aumentar a sua dimensão.
Abraço amigo
sábado, junho 30, 2007
Bafejado pela Sorte
Todos nós caçadores, face ao actual panorama da caça em Portugal, ansiamos alguma vez virmos a caçar perdizes, lebres e coelhos, em terrenos de caça de salto , dobrados , mas com a existência de caça a sério.
Gestão de critério, seriedade,e, por conseguinte, qualidade, é o que ainda se pode encontrar em algumas zonas de caça no eixo Mértola - Beja - Moura - Vila Nova de S Bento.
Este ano finalmente fui bafejado pela sorte e consegui integrar-me numa das melhores Zonas de Caça Associativas da Região de Vila Nova de S. Bento ( será a melhor ? )
Organizámos já o nosso primeiro almoço convívio, onde, após alguns pratos quebrados em percurso de caça no campo de tiro de um dos Sócios, degustámos um belo ensopado de borrego, deu-se as boas vindas aos novos sócios e distribuiu-se uma medalha comemorativa do evento.
Daqui a algum tempo divulgarei o nome da minha nova ZCA.
Abraço Amigo.
domingo, maio 27, 2007
quarta-feira, maio 16, 2007
Época de Caça 2006-2007
Época de Caça 2006-2007.
Foi regular.
Caracterizou-se sobretudo pelo estrear do meu novo pointer, o "pachola".
Saiu-se bem, muito bem, acima das minhas expectativas, especialmente ao nível da sua tenacidade, caçando quer com o calor quer com a intempérie. Do nariz já nem falo - um prodígio.
Tem ainda um defeito :um pouco teimoso e alarga-se nos primeiros minutos da jornada, o que me deixa sempre um pouco ansioso. Vamos ver este ano, já que agora está bem mais obediente.
Quanto à época de caça, classifico-a da seguinte forma:
Rolas: regular/boa
Codornizes: Muito boa
Perdizes e Lebres: Muito boa
Coelhos: nas zonas onde caço não abundam.
Patos: Bom, muito bom.
Tordos: um dos piores anos de sempre
Javali: não cacei este ano.
Abraço
sexta-feira, abril 13, 2007
quinta-feira, janeiro 25, 2007
Aos Patos lá bem longe
domingo, janeiro 14, 2007
domingo, janeiro 07, 2007
Pais Caçadores , Filhos Caçadores ?
A primeira jornada de tordos com o Miguel.
Santo Amador
Moura - 07-01-2007
Sabemos que em Portugal infelizmente o número de caçadores tem vindo a decrescer significativamente, e, pior ainda, a idade média deste grande colectivo tem vindo a aumentar perigosamente. Encontramos cada vez menos jovens no campo, nesta tão nobre prática.
Como Pai de 2 filhos ainda jovens e membro de família onde a caça até tem algumas tradições ( o meu Pai e avô paterno caçavam , e, por parte da minha mulher, os meus cunhados são também caçadores ) tenho tentado procurar algumas explicações para este fenómeno de se verem poucos jovens a caçar, ao contrário do que se passa na Europa, onde se verifica precisamente o fenómeno inverso.
Recordo-me que o meu Pai fazia-nos desejar a caça e, de certa forma, até nos obrigava a sofrer um pouco se queríamos aceder a ela. Recordo-me dele dizer que só o acompanharia na caça desde que tivesse boas notas no Liceu e Faculdade. O sistema não devia ser mau pois, de 2 irmãos , acabámos os 2 por ter grande paixão por este desporto.
Normalmente, avisava-me com um ou dois dias de antecedência e, na véspera, apenas dormitava com aquela emoção e o desejo enorme de sair para o campo.
Na actualidade, são frequentes os Pais que, sendo possuidores de um desejo tão grande que os seus filhos sigam os seus passos e sejam caçadores que, desde logo em tenra idade ( 4-5 anos ) pegam neles e levam-nos para o campo, para os acompanhar na caça. Penso que, na maior parte dos casos, estes filhos chegarão à adolescência fartos que os seus pais os obriguem quase todos os domingos a irem para a caça.
É na política oposta que deveremos apostar.
Os tempos de hoje também não contribuem de todo para que um menino seja caçador. Na maioria dos colégios chegam aos ouvidos das crianças contínuas teorias contra a caça e os caçadores, por parte dos professores , ignorantes em matéria de caça e do que os caçadores fazem, e que acabam por embotar e destruir o "embrião predador" que todos nós temos enquanto crianças.
Recordo-me de, em África, com apenas 7 anos, sair sozinho para os matagais à volta das nossas casas, com uma pequena espingarda de madeira nas mãos, procurando... o "leão".
O tal "embrião ou instinto predador" é, assim, completamente castrado pelas circunstancias da educação dada nas escolas dos nossos dias.
Tenho 2 filhos,um de 7 anos e outro com 18. O pequeno tem, no mínimo, a mesma "afición" ao campo e aos animais. Quando regresso ao fim de semana da caça , mexe nas perdizes, nas lebres, nos coelhos, vira-os , observa-os, faz perguntas e, sobretudo, ouve-me com muita atenção.
O meu filho mais velho, pelo contrário tem pouca vocação de campo. Gosta muito mais da informática e desfruta mais dos muitos e variados aliciantes que o Século XXI oferece à juventude. Não perdi, no entanto, ainda, a esperança de um dia ele despertar para este desporto
Honestamente, também gostaria que qualquer um deles, ou mesmo os dois, venham um dia a praticar este belo desporto.
Depois de inúmeras e contínuas insistências por parte do mais novo - na fotografia - e em ano tão pobre de tordos sabia que, nesta zona, ainda circulavam alguns pássaros, e acabei por ceder e... levei-o aos tordos!
Combinámos e encontrámo-nos na véspera, na casa do "Manel" em Oeiras, pelas 4 da tarde. Iríamos apanhar o meu outro cunhado, o Belmiro, e rumaríamos para Santo Amador , concelho de Moura.
Arrumada a bagagem no Jeep, sentei-me no banco de trás com o Miguel, tendo feito uma deliciosa viagem quase sempre na brincadeira com o miúdo.
Jantámos no restaurante em Pias e fomos dormir a Moura à "residencial alentejana"
Às 5 horas da madrugada o telefone tocou a despertar-nos e, em vez de ser o pai a acordar e a levantar-se não, foi o Miguel : "pai , pai, levanta-te , vamos para a caça" - que autentica delícia ouvir isto!
Às 5h30 juntámo-nos todos na parte do restaurante para tomarmos o pequeno almoço. Esta residencial, tem a vantagem de, a partir das 5h00,os caçadores poderem tomar o seu pequeno-almoço e seguir viagem com o estômago mais "confortado".
Seguimos para a Zona de Caça Municipal de Santo Amador e, à chegada, dentro do monte, já havia migas em cima da mesa e entrecosto a grelhar na grande lareira da casa.
Os tordos, sendo poucos este ano, lá foram aparecendo continuamente até meio da manhã, sendo esta zona, no meu entender, uma das melhores "cortadas" de tordos da zona da Serra da Adiça.
À medida que iam caindo, lá ia o Miguel a correr a apanhar os tordos. Pai olha que vem lá um - dizia-me. Não filho, isto não é um tordo, é um pássaro, um pardal, e não é permitido caçar. Porquê ? - perguntava. Com muito tacto, explicava-lhe sobre as leis, sobre as regras, da caça, das armas, do estar no campo etc.
Disse-lhe que uma perdiz vive entre um a cinco anos em plena liberdade, de cerro em cerro, no montado. Voa quando lhe apetece, come quando tem necessidade e põe ovos quando a natureza chama por ela. Disse-lhe ter a certeza de as perdizes terem muito melhor vida que as das galinhas enjauladas em gaiolas de 40cmx40cm , obrigadas a comer dia e noite para engordarem à força e porem ovos, e terem muito melhor vida que uma vaca encurralada num quadrado de cimento onde também é obrigada a comer continuamente para dar leite e mais tarde ser abatida sem dó nem piedade.
Bom, o Miguel estava visivelmente satisfeito. Fiz nascer nele a vontade de ajudar e de se sentir importante em estar a ajudar o Pai. Miguel, vai buscar-me mais cartuchos. Pelo canto do olho, observava-o e lá ia ele a correr direito ao saco, pegava numa luva de lã que tinha levado,enchia de cartuchos e trazia-ma com entusiasmo.
Pelas 12h00 terminámos e o regresso ao monte foi feito num tractor que por ali passava.
Para o Miguel foi uma autentica aventura andar no reboque do tractor agrícola.
À hora do almoço, acendemos uma fogueira no campo, em local apropriado para o efeito, grelhámos umas costeletas de porco, e deliciámo-nos com a refeição na frescura do montado alentejano.
No regresso, dentro do Jeep, o Miguel, cansado, adormeceu profundamente com a cabeça em cima da minha perna e passei a maior parte do caminho a fazer-lhe festas no cabelo, tentando adivinhar se estaria a sonhar ou não, com os Tordos da Serra da Adiça.
Agora, só para o ano é que o levo de novo. Ficará preservado na sua mente o gosto deste maravilhoso dia passado no campo. Estou seguro que na próxima época estará muito mais ansioso por regressar comigo à caça. Será que aguenta uma de codornizes ? Logo verei.
Um abraço amigo.
sexta-feira, novembro 10, 2006
quarta-feira, outubro 25, 2006
Zona de Caça Associativa de Alfamar / Serpa

Caçar Perdizes nos arredores de Serpa .
15-10-2006
O meu amigo Tomé tinha-me arranjado uma caçada às perdizes vermelhas na Zona de Caça Associativa de Alfamar.
Esta Herdade, de cerca de 1.600 hectares, situada nos arredores de Serpa e com aproximadamente 25 sócios, caracteriza-se essencialmente por uma condição única, rara hoje em dia, e que todos os caçadores dignos desse nome procuram: caçar à perdiz selvagem.
A tipologia do terreno é algo acidentada, com alguns cabeços bastante pronunciados, muita esteva e mato e algumas belíssimas zonas de pasto e cultura de cereal. Quer isto dizer : ideal para a criação e reprodução destas belas aves.
Ali à saída de Serpa, virando à direita rumo às Minas de S Domingos, percorridos alguns Km encontra-se a “Vendinha”, café à beira da estrada secundária, por onde muito pouco transito passa, e onde havíamos combinado o encontro às 7h00 da manhã de 15 de Outubro 06.
Ainda de noite escura sentámo-nos na esplanada completamente deserta do café, um pouco à conversa, e onde haveria depois de aparecer o Luís , sócio da Reserva, que me conduziria à mesma.
Após largos Km percorridos em estrada macdam mas em bom estado, por entre montes, vales e planícies, chegámos, finalmente, à ZCA de ALFAMAR .
Recebeu-me simpaticamente o Presidente da Associação de Caçadores, Sr Mário , homem de bom humor mas, pelo que me apercebi mais tarde, grande disciplinador das regras dentro da Reserva e cujos conselhos e instruções todos seguem sem grandes discussões.
É assim, para que os projectos de caça tenham êxito, é necessário liderança e espírito de camaradagem e cooperação.
Dadas as necessárias instruções sobre o dia de caça, todos os caçadores retiraram os seus cães das viaturas e reboques, e sentámo-nos todos em veículos de caixa aberta, com as espingardas e perdigueiros presos o melhor possível no meio das pernas e lá dirigimo-nos para uma das pontas da Herdade. Segundo me apercebi, fizeram-se 3 linhas de 5 ou 6 caçadores.
O tempo, o ideal para este tipo de caça: Solarengo e com uma ligeira brisa.
O terreno, nesta zona, era deveras acidentado e para baptismo no esforço inicial de andar as primeiras centenas de metros, confesso que foi algo violento, face aos autênticos barrancos que defrontámos nessa primeira meia hora, quarenta e cinco minutos de caça.
Entretanto, as primeiras perdizes levantavam largas e desapareciam no horizonte à frente das linhas sem possibilidade de tiro.
Na minha linha, a do meio, alguns minutos mais tarde, comecei a ouvir os primeiros tiros da linha de enrola da direita.
A partir daqui, confesso meus amigos, que foi um autêntico festival de tiros, gritos, cobros e emoções fortes. As perdizes, autenticas “miuras” de raça autóctone , foram forçadas a regressar para trás das linhas, para os seus terrenos habituais, de onde tinham fugido.
Para isso, tiveram, como referi, de cruzar as linhas por cima. Umas apareciam a 30, 40 metros de altura permitindo autênticos tiros de batida ou “ojeo” como dizem os nossos amigos espanhóis. Assemelhavam-se a autenticas setas de asas abertas planando e esvoaçando, tentando ganhar velocidade e passarem por nós incólumes e ilesas.
Outras, não muitas, tresloucadas com os tiros, resolviam acomodar-se e ocultar-se nos pastos, lavrados e matos.
Estas eram levantadas ou paradas pelos cães perdigueiros.
A pouco e pouco os cinturões dos caçadores iam-se compondo, com perdizes e algumas lebres levantadas.
Registo, pela beleza dos lances, 2 casos. Uma perdiz, fugida das linhas de enrola, passando por cima de mim, muito alta e a uma velocidade estonteante, mereceu tiro certeiro da minha Beneli , indo cair a cerca de 90 – 100 metros atrás , qual autentica bola de penas. Hão-de passar alguns anos até esquecer este tiro.
Outro caso, uma perdiz amagada e, por isso, aterrorizada, que me saltou numa lavrada, aos pés, da esquerda para a direita, voando veloz a meia altura e aos cacarejos no meio de algumas oliveiras. Desferido o tiro, quase de chofre, penso que um bago terá atingido a cabeça da ave que, de repente, começou a voar na vertical , voou, voou, até ter morrido lá no alto e caído a pique, causando um enorme estrondo no chão.
O pachola meu perdigueiro de raça pointer deste ano, que a tudo ia assistindo, arranca, veloz, à queda da ave e cobra-a orguhosamente na boca, depositando-a a meus pés.
Finalmente, a cena do dia: percorria uma linha de água completamente seca, mas com algum juncal baixo mesmo no centro da ribeira. Duas lebres dormiam, uma atrás da outra. Arranca a da frente e, logo de seguida a de trás. Devo referir que levantaram ambas a uns 3, 4 metros de mim. Apontada a Beneli, desfiro um, dois, três tiros, e fico a olhar para as lebres que fugiram a sete patas. Só tive vontade de atirar a espingarda contra um sobreiro. Hoje recordo a cena mais humorado. Afinal, ficaram ambas lá nos terrenos para dar mais oportunidades de caça a outros.
No final o tableau de chasse: 58 perdizes ( metade fêmeas e metade machos – sim, porque os sócios desta ZCA fazem esta estatística ) e 8 ou 9 lebres abatidas.
A meio da manhã fez-se um taco no campo. Em cima da caixa aberta duma carrinha abriram-se, pães alentejanos, uns presuntos, uns paios e chouriços, queijos e umas cervejolas fresquinhas. À conversa e recompondo os estômagos já famintos, recuperaram-se forças para cumprir a 2ª parte da jornada.
Da minha parte, cobrei 6 perdizes e uma lebre.
Fiquei cheio de saudades de lá voltar o que acontecerá – ainda bem – no início de Novembro.
Parabéns a todos pelos magníficos terrenos de caça que têm.
sexta-feira, outubro 13, 2006
domingo, outubro 08, 2006
quinta-feira, outubro 05, 2006
Codornizes na ZCM de Santo Amador - Moura

Um desejado regresso a Safara - terras de codornizes
Setembro 2006
Nutro um carinho muito especial por estas terras de enormes planícies de restolhos , olivais e pastos.
Aqui, as codornizes encontram o seu habitat preferido: tranquilidade, comida com abundancia e pequenos veios de água ocultos por enormes tufos de junco que persistem através do verão e que lhe dão a bebida necessária para se manterem.
Esta caçada foi em Santo Amador, na sua zona de caça municipal.
A expectativa que tinha era grande, não só porque tinha informação de existirem codornizes na zona mas também porque era a verdadeira "prova de fogo" do meu novo cachorro pointer.
O "pachola" - assim se chama , já tinha nas pernas uma caçada em Estremoz às codornizes, onde, não tendo brilhado, saiu-se razoavelmente bem da sua missão. Aqui, em Santo Amador-Safara, seria onde, na prática,esperava ver evoluir os seus dotes naturais para a procura e paragem destas pequenas e esguias aves.
Às 5h30 da madrugada já entrava com a carrinha no macdam da Herdade, deixando para trás um longo rasto de poeira vermelha, em direcção ao monte da associação de caçadores.
Mal cheguei, notei um movimento algo anormal de caçadores que falavam muito em torcazes e rolas. Apercebi-me que uma parte significativa dos mesmos estaria ali para caçar rolas e pombos, e que a herdade estaria a ser muito visitada por estas aves.
Daí que haveria cerca de 25 caçadores para as rolas e ... só 5 para as codornizes. Óptimo, que quanto menos confusão melhor se caça e melhor para o cachorro.
Recebemos instruções para caçar em ambos os lados do barranco da ribeira, evitando ao máximo entrar nos restolhais para preservar e deixar em sossego lebres e perdizes. Por mim tudo bem... desde que houvesse codornizes no barranco.
E havia.
Parámos os carros debaixo de 2 sobreiros, por forma a deixá-los de forma a evitar o sol escaldante do dia quente que se adivinhava.
Montada a sobrepostos Bereta, colocada a cartucheira recheada de Melior 9 - 28 gramas, soltei o "pachola" que, tresloucado de alegria, galopava que nem louco, acima abaixo, atrás dos outros cães, na expectativa da brincadeira.
Uma apitadela e regressou rápido aos meus pés. "Tá lá sossegadinho que isto agora vai ser a sério"
Do meu lado esquerdo seguia um caçador acompanhado com um par de bracos alemão, também cachorros. Do lado direito da ribeira seguiam outros 3, também com os seus cães.
Do meu lado esquerdo havia um olival que se estendia quase até à ribeira. No seu interior muito pasto criava as condições necessárias para a existencia de codornizes. E foi exactamente para lá que me dirigi. Mal cheguei, logo à entrada, um trio delas arranca pela minha frente voando direitas à ribeira. Com um tiro, derrubo uma e deixo seguir as outras. Vamos vá a ver como se porta o pointer no cobro.
O pachola, depois de ouvir o tiro, já sabia que tinham saltado aves e era a sua vez de as procurar. Rápida e nervosamente o cachorro procurava a ave derrubada. Por fim, bloqueou numa atitude quase felina o local onde a cordorniz tinha caído. Aproximo-me, espreito por entre o pasto e descubro a codorniz morta. "Muito bem pachola, lindo !"
Recarrego a arma e continuo. saí do olival e fui direito a uma zona de pasto muito alto, da altura da cintura.
Mal entramos e mesmo junto à ribeira vejo o pachola imóvel. Rápido, avanço, e coloco-me do lado esquerdo do cão que, obedientemente, aguentou a paragem de forma magnífica.
"Brrrrrrrrr" - salta mais um par delas. Dois tiros e derrubo outra que caíu exactamente dentro da ribeira, numa zona com muito junco e algumas silvas. Procuro, procuro e..nada! Atiro uma pedra para o local onde me pareceu ter caído. O pachola arranca determinado a descobrir e trazer a pedra. No entanto, tal como eu esperava, foi descobrir a codorniz, não sem antes a ter parado momentaneamente, numa atitude belíssima que só os pointers nos sabem dar.
Entre tiros, paragens do cão, cobros, e muito entusiasmo à mistura, acabei por cobrar 7 codornizes no total. Não era o limite, mas para mim, conta mais a qualidade e variedade dos lances do que a quantidade.
Uma bela manhã de caça, onde tudo correu bem, o pachola "despertou" , dei uns bons tiros,tornámo-nos mais amigos - eu e o pachola - e descobri novas caras que já me deram a oportunidade de lá regressar, desta vez para as perdizes e lebres. Espero aqui relatar tal caçada.










