segunda-feira, novembro 16, 2009

À antiga Portuguesa

Serpa 15-11-2009
Vento sul, bem forte, quase de rajada e a puxar as chuvas. Mesmo assim, não choveu.

A caçada de salto começou com o vento pelas costas, a ajudar-nos a percorrer os alqueives. As perdizes levantavam longe e as lebres, invejosas, não se ficavam atrás.

O caminho que percorremos, se estivesse sol e sem vento, teríamos feito... um "caçadão".

Mas com o vento que se fez sentir, as vermelhudas cruzavam as linhas e entravam às portas e às linhas como que a dizer-nos que aviões a jacto talvez não fizessem melhor. Fez-me relembrar velhos tempos, muito distantes, quando caçava no livre, com total liberdade, à antiga portuguesa, em que as mais bravias perdizes se punham nas asas lá ao longe e que, quando nos conseguíamos "cruzar" com elas obrigavam-nos sempre a reflexos muito rápidos no tiro e pontaria bem afinada, isto se queríamos ter algum êxito e pendurar meia dúzia delas.

Da minha parte, em mais um dia azarado, em que fui na qualidade de convidado, um autentico desastre, falhei diversas, bastantes mesmo, segundo o Zé S. com descontos muito adiantados.

Mas a manhã foi um verdadeiro divertimento. Como eu gosto, muitos tiros, muitos gritos, lebres paradas pelos cães, bem esticadas, a galope, algumas com 3 tiros atrás e iam-se embora, outras não evitando as fatais cambalhotas, algumas perdizes bem "despegadas" lá do alto, perdigueiros com bons cobros.

Um gosto de se ver.

Ao todo ( desta vez vou dizer ) 31 espingardas "renderam" , se a memória não me falha muito, 87 perdizes e 56 lebres.

Da minha parte o resultado foi o que se pode ver na foto.

Ao almoço, leitão bem assado no forno, tostadinho, acompanhado com vinho espumante branco trazido ( como sempre ) pelo Zé S. que arranja estas pingas fora de série lá para o Norte, salada de tomate e batata frita. Um aniversariante ajudou à festa ( que conte muitos ) com bolo e parabéns à mistura. A gente perde-se mesmo por ali....! Claro está que esta semana terá de ser inteiramente passada com dieta a rigor.

Local: Zona de Caça Associativa da Vendinha.

Para a semana que vem, no sábado, temos uma de coelhos em Mértola. A ver vamos. Fica o convite. Venham aqui ver.

Abraço amigo.

segunda-feira, novembro 02, 2009

Não houve Rei do Bando































31-10-2009
ZCA Vendinha - Serpa

Às 6h30 da madrugada apanhei o Zé G e o Horácio na Estalagem de S .Gens em Serpa pois tinham lá ficado de véspera. Tomei um 2º pequeno almoço com eles, mudámos a bagagem para a minha carrinha, incluindo a braco alemão "fifi" ( que raio de nome Zé!...) e fomos para a Vendinha.

Mais uma jornada às perdizes nesta reserva. Desta vez foi um "fartar vilanagem" de falhar tiros.
Por onde andava então o meu F2 Classic?

Com as temperaturas a arrefecerem significativamente, iniciámos a caçada numa linha bem organizada e com o claro objectivo de empurrar as perdizes pela frente até as encurralarmos numa vasta área de mato, onde elas só podiam fazer uma de duas coisas: ou conseguir ultrapassar algumas portas muito bem colocadas no terreno e correrem o risco de por lá ficarem, ou voltarem para trás, em voos suicidas por cima da linha de caçadores, tentando escapar. Muitas, com a sua poderosa astúcia, ludibriaram as linhas e voltaram para trás, muitas vezes sem sequer serem descobertas.

É assim que se caça à perdiz selvagem no Alentejo.

Ao chegar perto de uma cerca de arame farpado, oiço o Zé S. , que ia na minha direita, a gritar, "Sérgio, Sérgio vão para aíííí .....", logo um par delas aparece-me de frente, em voo trepidante, em bater de asas rapidíssimo.

Dois tiros e desplumo uma no ar, que vai tombar a uns 25/30 metros de distancia , com enorme estrondo no chão. Cobro a perdiz, espreito-lhe as penas da cauda à procura do perdigão real ,pois era um macho de 2 esporões, e , rápido , recarrego a Benelli.

O Zé, neste espaço de tempo, dispara a uma lebre que, ferida e depois de corrida algumas centenas de metros, é cobrada pela sua pointer "cátia". Mais à frente, entre mim e o Zé, observo uma perdiz a esgueirar-se para trás da linha de caçadores, fugindo a pés que nem uma desalmada no meio das giestas. Aqui é completamente proibido atirar-se a perdiz que esteja no chão, a não ser que esteja ferida, para a rematar. E aquele não era o caso. Teve de ir. Ainda bem.

Por aqui e por ali, ia reparando que, muitas perdizes, com longos e magníficos voos , iam-se escapulindo para outras paragens. Quer na linha quer nas portas não ficaram mais de 20 nesta volta.Para o que se viu de perdizes, foi uma satisfação vermos escapar tantas. Tanto mais que o Presidente da Associação já disse que naquela zona, este ano, já não se toca. Por aqui se pode aferir do cuidado posto na gestão dos efectivos.

Na 2ª volta, saltei para cima de uma carrinha e, com o amigo Horácio, fui para uma porta.
E aqui é que a "porca torceu o rabo" ou melhor dizendo, "o marteleiro torceu a orelha".

Depois de esperar largos minutos começo a ouvir os tiros das linhas batedoras.

Atento, reparo num par de lebres a fugirem, emparelhadas, lá no alto do cabeço. Fico atento.

Um ou 2 minutos mais tarde, outra lebre começa a descer a galope para o meu lado e pára de repente, escutando, orelhas no ar, do outro lado da cerca. Apontei e desferi-lhe um tiro. Qual quê, virou-se e fugiu, chapada acima, a 150 à hora.
O Horácio, que estava sentado ao pé de mim, disse-me, por trás de toda a sua experiência nestas lides: "atiraste-lhe muito longe Sérgio, a lebre estava muito longe, só podia mais era fugir!"

"Ok continuemos" - pensei.

Alguns minutos mais tarde, entram à porta umas 5 ou 6 perdizes em voo planado, a grande velocidade. 3 tiros e fiquei a olhar para elas a irem embora. "Tá bem tá, grande marteleiro" - pensei. O Sr Horácio não disse absolutamente nada em jeito de crítica mas tenho a certeza que pensou o mesmo.

"Sérgio, estás a atirar ao bico das perdizes, os tiros estão a sair todos atrasados" - replicou com a sua habitual calma.

Mais uma a passar-me por trás. Não lhe atiro, já não tenho tempo. Volto-me para a frente.

Outra lebre matreira, a descer a encosta, tiro e ficou estendida. Ainda uma outra, mais ou menos pelo mesmo caminho. Sucedeu-lhe o mesmo. 2 lebres cobradas. A coisa está-se a compôr.

Uma perdiz entra da direita para a esquerda, corro a mão e disparo. Vem cair cá abaixo. Surpreso, vejo que está ferida e a pés, a tentar fugir para longe. Remato-a no chão.

Outro par delas "entra" à porta em velocidade estonteante. 3 tiros e vão-se todas embora.

Ainda uma outra, logo de seguida, também bem falhada, compôs finalmente o ramalhete de "marteleirice" pegada neste dia.

Bom, para o almoço, entrada de pedaços fritos de fígado de javali ( hum.. que delícia) , frango grelhado na brasa com salada e batatas fritas.

A tarde é acabada, como habitualmente, na esplanada do Luís da Vendinha, em amena tertúlia e muitas gargalhadas, pois o duo, Mr Horácio e Mr José G, são do melhor que há! Ainda se juntou a nós o Gonçalo S que tinha ido a Mértola matar meia dúzia de coelhos.

Abraço amigo. No Domingo vou ao Crespo procurar o rei do bando que escapou outra vez.
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quarta-feira, outubro 28, 2009

Paleta de cores vivas






























25/10/2009 - Outro bom dia de caça no Crespo.
Em cima: paleta de cores vivas da natureza que só a caça e as espécies do Alentejo nos trazem.
Em baixo: clicando na imagem quem pode imaginar não se tratar de perdiz selvagem ?

Neste domingo fomos caçar 2 zonas da reserva.

Uma, de barrancos profundos, por onde as perdizes desciam em fuga acelerada, em voos picados, de asas bem abertas, desafiando a gravidade e a capacidade dos caçadores que em baixo seguiam , alinhados, no meio de estevas que quase nos tapavam a visão, inclinações de terreno xistoso de 45 graus, pernas e músculos estoirados, corações já a sair da boca e uma boa série de tiros falhados. Por vezes o suor toldava-me a visão e os tiros saíam mas claramente mais na expectativa de ver cair e não de bem apontar. Tal devia-se, seguramente, ao cansaço.
C0mo por ali as lebres não abundavam, fiz os barrancos da Medronheira sem pendurar nada à cintura. Quando cheguei à carrinha, o "piolo" de pendurar a caça ia despido, vazio.

Outra, bem mais macia, mas, ainda assim, com algum mato e sobretudo vasta zona de pinheiro cortado e que entretanto por ali jaz, à espera que levem a madeira e restantes aproveitamentos.
Aqui, neste pedaço da herdade, fiz a caçada do dia.
Pela minha direita, o Miguel M. grita-me: "Sérgio vai aí uma lebre" - olho para o lado e lá vem ela em corrida desenfreada, a correr à minha frente, a uns 30 metros, da esquerda para a direita, atravessada. O meu B&P , F2 Classic 34 gr CH6 funcionou em beleza. Ao primeiro disparo fica estendida numa zona de pasto.
Coloco-a dentro da mochila e sigo caçando. O peso nas costas aquecia-me o coração e trazia-me a ilusão.
Sabia que havia 2 ou 3 perdizes escondidas naquela zona.
Algns metros e "brrrrrrrr" salta uma já larga. Benelli bem apontada, tiro rápido e perdiz "seca", no chão. Marquei-lhe o tombo e como a zona tinha muito mato e muito tronco de pinheiro derrubado, fui rápido, ao cobro. Um perdigão.
Olho para cima e vejo um avião a jacto, desculpem, uma perdiz a vir direitinha a mim, certamente à velocidade com que o Óscar Cardozo marca os penalties no Benfica, aponto para a tapar, disparo e quando dou por mim tinha já passado por cima de mim a altíssima velocidade. Virei-me para trás, mais um tiro precipitado e seguiu viagem. Que siga e que tenha boas proles.

Mais umas centenas de metros. Nova perdiz a fugir das linhas e a atravessar-se pela minha frente a uns 40 metros. Tiro. Queda. Cobro. Perdigão velho com 2 esporões. Procurei-lhe imediatamente as pintas pretas e arredondadas nas penas da cauda para identificar possível rei do bando... mas não era.
De joelhos no chão pendurava-a no "piolo", agarro na Benelli, levanto-me e eis que me surge outra, de novo de frente, fugida da linha que se adiantava pela minha direita. Mais uma vez não falho com o F2 Classic. Desta vez uma fêmea.
As mãos tremiam-me de entusiasmo e descargas de adrenalina.
Tiro da mochila a garrafa de água e bebo, em descanso, pelo menos 1/2 litro. Guardo.
Verifico que tenho a Benelli municiada e sigo a caçar.
Um barulho aos pés e salta-me outra lebre. Correndo o risco de não lhe atirar, deixo-a esticar-se. Um tiro. Falho. Esconde-se com mais troncos e matos e aparece numa pequeníssima clareira já aí aos 40 metros. Segundo tiro. Não falho. Para dentro da mochila que isto de lebres de 3 e 4 Kg só dentro da mochila.
A caçada estava feita. Sto Huberto estendeu-me a mão e, em meia hora, pendurei 3 perdizes e 2 lebres, resultado final do dia.
O almoço, um churrasco de frango, com batata frita cortada à mão e salada de alface e tomate.
Antes, porém, ainda estivemos sentados cá fora, a beber 1 ou 2 minis geladinhas, com as incomparáveis "gambas fritas" ( carapauzinhos fritos) que o Francisco T manda fazer no seu restaurante, o queijinho de Serpa laminado, de meia cura, azeitonas novas com sal grosso, rábanos cortados às rodelas, enfim iguarias do melhorAlentejo.

No regresso fomos beber o café da ordem à esplanada do Luis da Vendinha, e eu e o Zé S. de seguida fomos dar uma volta ao final da tarde onde consegui "matar" a perdiz que se vê na foto acima. Linda. Por acaso será naquela zona da Vendinha que iremos caçar no próximo domingo. Rei do Bando ? Pelo tamanho....
Abraço amigo



segunda-feira, outubro 19, 2009

Mais amigos.






























A estreia do JG , em cima à esquerda, decorreu no ambiente de um óptimo dia de caça.

Já nosso conhecido de épocas anteriores, nas andanças aos tordos, o JG tornou-se sócio da ZC e acompanhou-nos nesta jornada de salto, onde não faltaram as perdizes àsperas das encostas, as lebres sorrateiras e os imprevistos coelhos a saltarem dos matos rasteiros.

Ao almoço, um ensopado de borrego de se lhe tirar o chapéu, regado com um especialíssimo tinto verde particular do Zé S., animou ainda mais as hostes e, o final de tarde, foi na esplanada do Luís, na estrada da Vendinha, com conversas simples e sobre caça, claro, como não podia deixar de ser!.

Juntou-se a nós, ao almoço, o GS que tinha ido caçar ao Crespo.

Excelente companhia. Abraço a todos.


sábado, outubro 10, 2009

Caçada aos Coelhos






























Caçar aos coelhos é sempre um divertimento.
No feriado de 5 de Outubro fomos com os cães à Vendinha para uma "lide" aos coelhos.
O tempo áspero, seco, faz com que os coelhos brinquem dentro das manchas de mato com os cães e com os caçadores.
A concentração mental tem de estar a níveis muito elevados e só nas portas se conseguem alguns resultados.
Para mim, o saldo final limitou-se a um par deles, embora outros confrades tenham tido...bastante mais sorte.
Todos esperamos agora pela chuva bendita, quer para aliviar os agricultores na lavoura e na pecuária, quer para a caça.
Abraço amigo

terça-feira, outubro 06, 2009

Abertura Geral da Caça






























Por norma não gosto de expor os quadros gerais de caça.
A muitas pessoas pode ferir susceptibilidades.
Mas quando se gere bem a caça e os seus efectivos, não é por aí que vem mal ao Mundo.

A Abertural Geral deste ano foi bastante boa, acima das nossas expectativas e o registo de satisfação esteve bem patente nos rostos dos caçadores desta magnífica Associativa.

Na 2ª foto, o meu "mochileiro" mais novo, levantou-se às 04h15 da madrugada e deu uma valente ajuda ao Pai. Mais importante do que isso, foi um excelente companheiro durante todo o dia.

No dia seguinte, dia 05 Out desloquei-me para outra zona de caça e fui aos coelhos. Aí, já o meu mochileiro ficou a dormir na residencial, no paz dos anjos, entre perdizes revoadas e lebres que "escorregam" das mãos. Ele sabe o que eu quero dizer, mas o segredo fica entre nós, para toda a vida.

Abraço amigo.
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terça-feira, setembro 29, 2009

Abertura Geral 4 Outubro 2009















É sobretudo na abertura da temporada que todas as ilusões que encheram o nosso coração ao longo dos últimos meses irão ou não confirmar-se.

Com o cão de parar pela nossa frente, a caça da perdiz, de salto, é e será sempre a rainha das caças.

A todos os confrades, votos de uma excelente Abertura 2009, com toda a segurança do nosso lado, convívio são e muita alegria, e que todos os nossos desejos se concretizem, seja na planície , no montado ou nas serras , com a lebre pendurada e uma ou duas vermelhas a acompanhar.

Um abraço a todos e boa sorte !
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terça-feira, setembro 22, 2009

20 Setembro 2009 - Abertura






















Uma boa gestão por norma conduz quase sempre a bons resultados dando sempre lugar a manhãs bem passadas.

Neste caso, estive, por convite, na ZCA da Vendinha, em Serpa, onde "abrimos" aos coelhos e lebres.

Três grupos de caça espalharam-se nas herdades que integram esta ZCA e, com a preciosa ajuda dos sempre maravilhosos e fantásticos cães de coelhos, muita caça saiu dos extensos matagais, proporcionando muita gritaria, tiros e libertando muita adrenalina.

Abraço amigo.

terça-feira, setembro 08, 2009

Rolas 2009















Domingo, 6 de Setembro de 2009

Rolada em Vila Nova de S Bento

10 rolas e 8 torcazes ?

Estória em breve.

Abraço
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segunda-feira, agosto 17, 2009

Abertura de Verão















Confesso que nos dias anteriores as notícias que ia recebendo sobre o nº de torcazes e rolas que visitavam todos os dias a zona de caça em Vila Nova de São Bento não me deixavam nada animado.

Na véspera, noite que é quase sempre mal dormida atormentada pelo efeito daquele bem conhecido frenesim da ansiedade expectante da espera do dia seguinte da abertura da caça, acabei por acordar às 4h30, em Serpa, e admirado fiquei pois tinha dormido bem e, ainda por cima, na véspera, adormecido praticamente de imediato.Isto revela o pouco entusiasmo que a abertura me estava a suscitar.

"Bem, vamos lá ver o que isto vai dar" . Dei um salto da cama, vesti-me, peguei nas coisas da caça e fui direito ao pequeno almoço. A D Teresa, como sempre, estraga-nos com mimos, pois à disposição tínhamos tudo, sumos, café com leite, yogurtes, fruta variada, pão, bolos etc. " Se calhar vai ser o melhor do dia " - interiorizei.

Às 05h30, noite escura, chegava à sede da associação, ali às portas de Espanha e, depois de rever e cumprimentar todos os companheiros da época anterior, iniciou-se o sorteio das portas. Os ânimos - pude observar - não eram lá muito transbordantes pois esperava-se um dia de pouca caça.

Calhou-me, assim, por sorteio, a porta 33 na zona norte do cevadouro e num local onde cada rola ou pombo que caísse seguramente teria de andar bastante tempo à sua procura, pois à minha volta quase tudo era mato e estevas, o que não me deixou lá muito satisfeito. Ninguém gosta de deixar caça abatida no campo e o local que me foi sorteado não era de facto o melhor para evitar que tal acontecesse. Teria que estar com muita atenção.

Uma nota para o amanhecer que, ali, é sempre um espectáculo digno de cortar a respiração, só por isso valeu a pena madrugar neste dia.

Tive de esperar cerca de 1/2 hora para ver entrar o primeiro torcaz. Estava tão distraído - e já a desanimar - que deixei-o ir... com uma série de palavrões atrás mas foi.

Entrou um par deles e tentei o doble. Caíu um. O cartucho que estava a utilizar foi uma estreia: MB Light 30 gr chumbo 6 da Baschieri & Pellagri. Bom cartucho. O torcaz foi cair lá em baixo no barranco. Descer, procurá-lo e subir de novo, perdi quase 10 minutos. !

Os tiros iam soando, poucos, pelas outras portas. Refeito no lugar, entra outro de repente por cima da azinheira à minha esquerda. Tiro de instinto e pombo no chão. Este caíu mais perto e cobrei-o, rápido. As rolas teimavam em não aparecer, nem das bravas nem das turcas.

Mais 3 ou 4 pombos a entrarem, agachei-me, imóvel, - "deixa-os entrar bem" , pensei. Levanto-me, escolho um, disparo e...novamente para o barranco, lá para baixo. Vou cobrá-lo, pelo caminho saltam-me 2 coelhos, mais uns minutos e...perdi-o. " Vou para cima" senão perco a manhã nisto.

Ofegante, pouco mais aguardo quando entra-me uma rola a "200" à hora. Tiro atrás e queda aí a uns 50/60 metros.

Mais 2 torcazes ao longe a virem direitos à porta. Agacho-me, aguardo mas são disparados noutras portas e vão para melhores lugares.

Outra entrada pelo lado direito, encaro, disparo e queda livre, desplumou-se todo no chão. Certinho, à vista, foi só ir lá buscá-lo e pendurá-lo no porta-caça.

Meio da manhã e mudo de cartucho para F2 Classic 36 gr chumbo 6, também da B&P. Belo cartucho. Um bando aí de umas 7 rolas entram altas ao posto. Tiro na vertical e uma delas veio por aí abaixo. Caíu bem, cobro fácil.

O resto da caçada foi feita com esta munição. Saldo no final: 7 torcazes e 4 rolas.

Uma boa abertura afinal. Vamos esperar pelo final do mês, princípios de Setembro.

Aqui, em Vila Nova de São Bento é quando acontecem as melhores roladas. Vamos ver.

Abraço amigo.
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quinta-feira, maio 28, 2009

TORDOS


































O "bichinho" já vai "roendo" as nossas entranhas e já se vai olhando pelo canto do olho para a próxima época de caça.

Uma das minhas modalidades favoritas é sem dúvida a caça ao tordo.

Como nestas coisas o melhor é ir tratando devagarinho dos assuntos, já temos o olival garantido para 2009/2010. Um dos meus favoritos pois muito raro é o tordo que cai redondo e se perde no mato, que é uma coisa que sempre me aborrece.

É em Brinches , numa ZCT, e as fotos de cima retratam o local. Em baixo o Zé S. posando mas com parcos resultados, aliás como foi apanágio da época passada.

Como na época anterior fizémos lá óptimas caçadas e com o optimismo que sempre nos domina, já estamos a preparar o "Estádio" para o final do ano.

Abraço amigo, até à próxima para combinarmos quantos e quais os cartuchos para este ano !

sexta-feira, março 20, 2009

Primavera



Hoje dia 20 de Março de 2009, começou a Primavera, às 11h44 da manhã.

Embora não tivessem sido tiradas no dia, aqui deixo, em homenagem à minha estação do ano predilecta , um casal de perdizes já emparelhado, pronto a responder ao apelo da mãe natureza.

A foto foi tirada do carro, na estrada, num olival intensivo ( !) ali mesmo antes de chegar a Beja.
Fiquei algo surpreendido pelo local, mas o comportamento revelado, arisco à paragem do carro, com fuga imediata a pés, revelou bravura.

Que deixem no campo uma generosa prole de perdigotos. Se as quiserem ver melhor no ecran cliquem duas vezes na foto.

Abraço

segunda-feira, janeiro 05, 2009

Patos com fartura !



Herdade das Namoradas - Beja

Foto1. O resultado individual da jornada ao final da manhã.
Foto2. Preparando a ida para a espera da noite.
Foto3. A beleza profunda e tranquila do entardecer na barragem.

domingo, dezembro 14, 2008

2008 -Último dia de Caça à Perdiz















14-12-2008
Um dia bastante chuvoso assinalou-nos o fim das caçadas à perdiz de salto e em linha na ZCA do Crespo.
O tempo não esteve para melhor e aproveitou-se também a melhor das únicas 3 fotos tiradas.
O B., à esquerda, esteve pela primeira vez connosco no Crespo. Apesar da chuva copiosa espero que tenhas gostado de ver as perdizes a passar na tua porta, por cima de ti, em quase perfeita sintonia e imitação de caças a jacto em miniatura. Espero que tenhas gostado da paleta de cores das penas vermelhas das perdizes e do amarelo torrado e branco neve das lebres e da inexcedível alegria dos perdigueiros no seu encalce. Espero que tenhas gostado, no fundo, também, claro, da nossa companhia.
Igualmente espero que tenhas apreciado o " Cozido de Grão à Alentejana" , o vinho verde tinto cor de amora trazido de Guimarães pelo Zé S., o queijo curado de cabra cortado às fatias finas pelo Francisco T.
Para rebater tamanhas iguarias, o mordiscar dos rábanos vermelhos pontiagudos que os proprietários por ali plantam ( ou semeiam?) para atrair o Javali a cevadouro e que levam à mesa para serem cortados e degustados com as mais bem afiadas e pequenas navalhas alentejanas.

Entra agora a época dos tordos, uma das caças que mais me diverte.
Espero que eles nos visitem este ano, pelo menos com a mesma abundância com que o fizeram o ano passado.
Grandes cinturões para quê? O importante, o mais importante destas jornadas de caça é a saída ao campo, a comunhão pouco frequente que o ser humano tem hoje com a natureza, a satisfação plena de uma manhã de caça bem conseguida, um bom almoço reconfortante com bons amigos e um regresso nostálgico mas feliz a pensar já na caçada do domingo seguinte.
Um abraço de amizade!
Sérgio Vieira
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segunda-feira, dezembro 08, 2008

As Perdizes do Crespo











































Foto I - Sempre considerei as Perdizes do Crespo como aves de caça com dimensão e peso pouco comparáveis a muitas zonas do País.
Esta é muito provavelmente uma consideração polémica e, por isso, concerteza bastante discutível. Haverá muitas regiões onde a perdiz, sendo brava, terá o mesmo tamanho e peso das nossas.
No entanto, resolvi tirar esta foto, onde melhor se pode observar o seu real tamanho quando "à escala" com as traseiras da carrinha.
Foto II - No final da 1ª volta o regozijo, a satisfação estampadas na cara do caçador, com a companhia do seu companheiro de 4 patas.
FotoIII - Partindo para uma 2º volta de caça à perdiz.
Como dizem os sportinguistas ? - "só eu sei............ porque não fico em casa"
Abraço amigo





segunda-feira, novembro 24, 2008

Caçada aos coelhos e lebres


23-11-2008
Foto de cima:
a Yuka já em todo o seu esplendor dentro do ambiente a que ela verdadeiramente pertence, o mato, a caça, a Natureza.
Foto de baixo: o autor e o Zé S. no final de uma manhã muito bem disposta, entre muitos tiros certeiros e outros falhados, e ladras de cães.
O almoço, uma especialidade: na véspera matou-se um porco preto do montado, quase leitão, aí uns 30 Kg, foi todo cortado às tiras e grelhado ao almoço em carvão de madeira. Acompanhou com batata frita e salada de tomate e um tinto encorpado da Vidigueira. Uma delícia.
À tarde andámos pela Herdade com a Pick-up a "caçar"os bandos de perdizes com a câmara.
Lindas.
Local: ZCA da Vendinha, perto dos Vales de Mortos, à saída de Serpa e no caminho para Mértola.
Grande dia Zé !
Abraço amigo.

domingo, novembro 16, 2008

Programa Couto e Coutadas















Tal como disse num post anterior, a reportagem do Couto e Coutadas, no Crespo, vai ser emitido no próximo dia 30 de Novembro, Domingo, às 19h00.
Esperemos que tenha saído tudo bem e que este documentário intitulado "A perdiz vermelha" constitua um pequeno contributo para acrescentar um pouco mais sobre a divulgação da caça em Portugal.
Que os jovens constatem que os caçadores do nosso tempo , para além de amigos do ambiente, protegem e fomentam as espécies cinegéticas, mesmo que sendo para as caçar.
Que os caçadores do nosso tempo encaram a caça mais como um ritual domingueiro de boa disposição e prática de algum desporto, do que como uma arena onde se defrontam perdiz e caçador.
No final, desde que a caça seja controlada, como fazemos no Crespo, a perdiz sai sempre vencedora.
Abraço amigo
Sérgio Vieira

terça-feira, novembro 11, 2008

Peripécias ...


A minha cadela Yuka, no atrelado em cima à esquerda. Ao centro a Diana ( a irmã) e na direita o Dominó, pointer inglês macho.

Depois de 3 fins-de-semana sem poder caçar por estar no cio ( senão era ela que era caçada !) a Yuka saiu este fim-de-semana de 9/11 à caça.

Cobrou-me uma perdiz de forma irrepreensível e deixou-me uma lebre a meio caminho. Talvez por ser demasido pesada ( era enorme ) ? De resto a mesma ternura de cadela de sempre. Este animal é um doce.

A caçada ficou marcada por uma peripécia que acontece com todos. Conheço um certo Sr. ali de Serpa que costuma caçar comigo no Crespo, e que tem um pointer malhado de preto e branco que lhe costuma "dar bastante caça".

Na foto de baixo, o cão, mais uma vez, já pelo final da manhã, efectuou uma paragem linda de se ver, do lado esquerdo da vedação que ali se vê. Deitada no pasto ( ainda não sabíamos) estava uma lebre, certamente com os sentidos todos alerta à envolvente, mas que, mesmo assim, aguentou muito tempo e muito bem a paragem do cão, aí digamos que a uns 3/4 metros de distancia.

Três caçadores de armas aprontadas para o que desse e viesse e eis que a lebre arranca, deixou a cama, passa por debaixo ( ou através de) da cerca e foge direita ao terreno lavrado. Esperámos em vão que o dono fizesse as honras ao cão, mas de repente soubemos, pela boca do dono, que afinal tinha-se esquecido do cartucho atravessado na culatra que lá tinha posto momentos atrás por questões de segurança. E já vinha a caçar assim há cerca de 15 minutos... ! Atirem , atirem - gritava.

Truz, a lebre acabou por enrolar e ficar estendida no lavrado, com um belo de um tiro... mas dado pelo companheiro de cima, na foto. Valeu-lhe ( ao dono ) a sua Diana, BAF, que, pode-se verificar, cobrou a lebre, "sem espinhas". O cão, o pointer, é que parece que ficou zangado... de costas voltadas para o dono.

ehehehe ! Vai lá vai...

Um abraço amigo

quinta-feira, outubro 30, 2008

A Lajinha
































A Lajinha é um dos "cantos" das Herdades do Crespo onde mais desfrutei na caça de salto.

Terra farta de lebres e de perdizes fez-nos a vontade e nela caçámos num dia de brisa muito forte, extraordinário para o nariz dos perdigueiros, e que fazia prever algumas paragens à "patiroja".

Bem que nos enganámos. As perdizes, mesmo com vento não se deixaram "marrar" pelos perdigueiros.

Pelo menos 2 ou 3 voos tiveram de fazer até entrarem em pânico e começarem a voar para trás, entrando, então, ao tiro, dentro da linha, quase que de forma suicida.

Lá uma ou outra se deixou enganar e foi cobrada a salto, a 25 ou 30 metros das espingardas. O resto foi praticamente tudo de passagem, de asa bem aberta e a "200 à hora".

A grande maioria acabaram por se "esgueirar" por entre a linha, voltando aos seus terrenos de nascença, mas com os bandos praticamente incólumes.

No entanto, como existem em grande número, acabámos por praticamente atingir o nosso limite diário estabelecido, criando no final um generoso quadro de caça.

Provavelmente este ano já lá não voltamos, não sei, mas, se tal acontecer, que vai deixar saudades vai . Foi uma manhã de caça... "à antiga" !

Um abraço amigo
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segunda-feira, outubro 20, 2008

A equipe do Couto e Coutadas












































Foto de cima: à espera que a linha de caça à perdiz se componha
Foto do meio: a simpática equipe da Retina Azul, a empresa produtora
que elabora os conteúdos do Programa Couto e Coutadas, esteve gentilmente connosco
a realizar uma filmagem
sobre a forma como caçamos à perdiz nas nossas Herdades.
Logo que o Programa esteja pronto na RTP 2 , avisaremos a data aqui no Blog.
Foto de baixo: Foto de família, os sócios da Associação Caçadores do Crespo !