domingo, janeiro 08, 2012

Irresistível apelo









































Irresistível apelo a uma última caçada à Patiroja em 2011.

Zona: Mértola
ZCT Moinho de Vento
5.000 hectares

Resultado:
9 espingardas
40 perdizes
2 lebres
7 coelhos

Por convite do meu amigo G. fizémos uma grande manhã de caça nesta vastíssima Herdade do Concelho de Mértola.

Os resultados de lebres e coelhos parecem aqui desproporcionados em relação aos das perdizes abatidas. A razão foi muito simples: o Gestor da caça não quis privar ninguém de, querendo, levarem um coelhinho ou uma lebre. Porque o que também não falta para lá é coelhos e lebres. Os perdigueiros que o digam pois não foram raras as vezes que se "marravam" com um coelho ou uma lebre e o dono deixava-a ir.

Recordo-me de um braco alemão que marrou um "lapin" numas estevas e que sai com o coelho em corrida por um lavrado, direitinhos a mim. O coelho parece que ia a brincar com o cão. Corria à frente dele cerca de 2 metros e o Braco já ia todo "esfalfado", a enterrar as patas nos torrões e a deitar os bofes pela boca. Quando o coelho chegou perto de mim, pressentindo-me, "disparou" autenticamente em corrida desenfreada para dentro dos matos. O cão, parecendo admirado, estacou de repente, cabeça alta, surpreendido, a olhar para o coelho em fuga, como que a querer dizer" vai lá vai, tens pedalada a mais para mim...!" e voltou a trote direito ao dono.

Estávamos lá era para lidar com as patirojas. Essa é a autêntica rainha da caça.

Abraço

domingo, dezembro 18, 2011

Dia de Glória !





































































Último dia de Caça à Patiroja.

Uma das melhores manhãs de caça da minha vida.

Manhã inteira a caçar de salto.

A SV10 funcionou muito bem, a pontaria esteve boa e os B&P 34 gr D20 estiveram no seu melhor.

Um grande almoço e uma boa "safra" de caça que se levou para casa.

Agora os campos entram em descanso.

Um abraço de amizade.

segunda-feira, dezembro 12, 2011

Poucos Tordos este ano



















11 Dez 2011
Clube de Caçadores da Serra da Adiça

Mais uma vez a sorte do meu lado e uma das melhores portas.
26 "bicos", meia dúzia de falhados e o resto foi tudo corrido a 5-10-15 etc.
Valha-me os meus ricos cartuchos JK8 com 33 ( sim 33) gr carregados propositadamente
para o tordo. A Pólvora, essa é a A2 e no chumbo ficamos pelo 8.

Abraço amigo

Tordos em Santa Iria




































03 de Dezembro 2011

Poucos tordos em geral.
Ainda assim da minha parte a sorte habitual com as portas.
Três dezenas de tordos e perto de 100 tiros disparados. O melhor mesmo foi o almoço de leitão que veio despreocupadamente para a mesa nas instalações da Herdade.
Abraço amigo

terça-feira, dezembro 06, 2011

domingo, novembro 06, 2011

De salto, à perdiz!



















Bom cupo de perdizes.
Vendinha, 06-11-2011
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segunda-feira, outubro 31, 2011

Lebres e Coelhos


















ZCA Vendinha
Vales Mortos - Serpa
30/10/2011

Caça ao Coelho


















ZCT Santa Iria
Serpa
29/10/2011

domingo, outubro 02, 2011

Abertura Geral da Caça 2011












































Escrevo no próprio dia e a esta hora se Deus quiser já
todos estaremos no conforto dos
nossos lares.

Olhemos para estas fotos. Temos de dar graças a Deus por
termos saúde, podermos tentar partilhar esta nossa paixão
em sã convivência.

Não estou a ser lamechas não. Foi um dia bom e um dia mau.

Na véspera, no dia 01, pelas 15 horas já o Zé G parava em frente à minha casa em S João Estoril. Nas traseiras do carro, a sua inseparável "norma" cadela pointer de ano e meio de idade, preta e branca, que ia fazer a sua estreia este ano às perdizes da Vendinha. Arrumámos o melhor que pudémos o material de caça.

Pelo caminho, no meio de animada conversa , não deixámos de parar a viatura em Sta Margarida do Sado.

Na esplanada, espraiámo-nos à sombra mas com aquele calor anormal e tórrido de Outubro, acompanhados de 2 cervejolas bem geladas e um pires de torresmos alentejanos, para o petisco, conforme só ali se fazem. Tostadiços e crocantes, como mandam as boas regras.

Estômagos compostos rumámos para Vila Nova S Bento onde ia dormir a casa do Zé . Assim, pouparia o encargo da estadia na Residencial, o que dá sempre jeito nesta altura de crise instalada, e tinha ao mesmo tempo a oportunidade de rever a família da mulher dele. Enfim, estar num ambiente de aldeia alentejana, diferente, nem sempre está ao alcance de todos. Ao cair da tarde, em VN S Bento, a temperatura é amena e passear por aquelas ruas torna-se então um autentico prazer.

Pela noite combinámos e fomos jantar ao Restaurante "A piscina " em Serpa - considerada nos roteiros como a cidade mais branca de Portugal . Uns secretos bem cortados e passados, salgados no ponto e acompanhados de batata frita, com um pudin flan delicioso e um café simples, arremataram a refeição, que se pretendia algo calórica, pois no outro dia esperáva-nos uma árdua manhã de caça. A nós juntou-se ainda o Ze S. de Serpa , o Vit e o Pedro que vieram propositadamente de Famalicão

Às 6 da manhã, meus caros, levantámo-nos, duche tomado e fomos direitinhos ao Monte do P.

A azáfama por ali já era grande, tratava-se dos documentos de última hora, de quem ainda não tinha apresentado os documentos, pagavam-se as últimas quotas , cortavam-se os habituais papelinhos para se efectuar o sorteiodos batedores e das portas e pagavam-se os almoços para mais logo.

A mim saíu-me o papel de "batedor 3" e " porta 8" . " Caganeira, caganeira, és um cagão" - dizia-me o Zé - "vão-te cair todas em cima". Escusado será dizer que ele referia-se às perdizes e que o entusiasmo, esse, claro, redobrou a partir dali.

Iniciada a caçada com a P. Bereta sobrepostos, vejo a cadela braco do Bruno, animal já com 4 ou 5 anos, com a escola toda, a "marrar-se" com algo dentro do pasto. Estava imóvel, inerte, estátua. O dono aproximou-se e ali estivémos, eu e ele, cerca de 1 ou 2 minutos ( à vontade ) a disfrutar a paragem. Debaixo do focinho saltou-lhe, num repente, um coelho, fugindo em linha recta, rápido, de frente para o Bruno e de través para mim. 4 tiros, 2 dele e 2 meus e o coelho foi-se embora a rir à gargalhada. Do meu lado direito, o Angelo, não vi, mas também devia rir a bom rir, daqueles 2 "martelos" sem emenda que deixaram ir embora o coelho.

Algmas centenas de metros à frente e depois de pormos um bando de perdizes "em França", lá para os lados dos pinheiros, salta-me outro coelho. Que diabo este deixei-o alargar com calma e ao primeiro tiro derrubo-o. Pendurei-o pela cabeça. Já me aquecia a perna esquerda. Siga...!

Do meu lado direito, numa cova onde nem se via, o Angelo ia fazendo estragos. Quando apareceu ao pé de mim já pendurava um coelho, uma perdiz e uma lebre. É o que dá ter bons cães e eles, ali, garanto-vos, têm-nos, e dos bons.

Continuando a caçada oiço uns tiros do meu lado esquerdo. Um bando de perdizes é tocado e uma destaca-se em voo planado, de peito, direita a mim. A uns 50 metros vê-me e vira de repente para o meu lado direito. A Bereta funciona imediatamente pois já vinha na mira e, ao primeiro tiro, de ch 6, a perdiz tomba, com estrondo, a uns 30 metros, no pasto, seca !

A parte má do dia veio de seguida. O António seguia aí a uns 200 metros e pelo que me apercebi o cão dele ia entre uns matos e uma vedação a caçar. Uma lebre salta para fora dos matos e quando o António lhe desfere o tiro, o "chiquinho" - grande promessa de cachorro pointer - cruza-se com a lebre. Irremediavelmente o tiro cruza-se mas já com o cachorro e não com a lebre. Dois minutos depois morria com um tiro de lado, no peito. Sofreu pouco, muito menos que o dono que já não teve dia para nada.

E fico-me por aqui porque nada mais quero contar. O Antonio caça há 36 anos, tem 31 cães de coelhos, nunca matou um cão por acidente e o destino do "chiquinho" estava traçado naquele dia.

Repito, nada mais há a contar sobre este dia. Foi depois mau, muito mau, até chegar a Lisboa.

Local: Vendinha - Concelho de Serpa.

2 Outubro 2011
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quinta-feira, setembro 29, 2011

Parte II - Coelhos e Lebres 25/09/2011 -





























ZCA Vendinha

Dia de muito calor, muito seco.

No entanto, uma boa "colheita" nesta magnífica herdade
que... é "sempre certinha" !
Abraço - Estoria em breve

Parte I - Coelhos 24/09/2011











































Poucos Coelhos este ano em Mértola
Com o exército todo de Podengos e com um dia muito seco
os coelhos não deram mão e a "colheita" foi escassa.
Abraço, estoria em breve.

sábado, setembro 03, 2011

Abertura aos Coelhos em Sta Iria - Serpa













































2 de Junho 2011

Por amável convite do meu amigo Zé S. fui fazer a minha abertura aos coelhos em Serpa, mais propriamente à ZCT dos Peixotos em Santa Iria.

Só o Concelho de Serpa nos permite captar fotografias e landscapes tão bonitas como as que estão acima.

Como não tenho cães de coelhos, prontifiquei-me a fazer uma porta, isto para aqueles coelhos que vão fugindo pela frente das matilhas que, constantemente, vão no seu encalço. Sendo "porta" , e porque isso acarreta muito menos perigo com os tiros neste tipo de caça, resolvi levar o meu "mais novo".

Logo que chegámos à Serpínia onde já tínhamos um quarto duplo alugado, arrumámos a tralha e fomos ainda dar uns mergulhos à piscina pois o tempo estava abafado e fazia calor. Curiosamente, foi a primeira vez na vida que, enquanto estava a banhos numa piscina, começou entretanto a chover e trovejar. Apesar do engraçado da questão, comecei a pensar que tal combinação poderia não ser de facto a mais aconselhável ( água, com chuva e trovões ...) pelo que acabei por dizer ao Miguel para irmos para dentro, para o quarto.

Entretanto, liguei ao Zé S. que me disse estarem todos ( naquele dia também tinham ido aos coelhos ) no "Arrozinho de Feijão", restaurante em Serpa, e para seguir para lá para beber uma cervejola. Lá estavam todos, um dos "Grupos do Norte" , amigos do Zé, gente calorosa no seu acolhimento, gente que vê os valores da amizade talvez de uma forma diferente, com mais tradição. Lembro-me sempre que quando pela Páscoa ia ao norte a casa da família da minha mulher, as portas abriam-se totalmente para as pessoas da procissão habitual entrarem e comerem do que estivesse em cima da mesa. Enchiam a casa num instante, comia-se e bebia-se e seguiam depois para visitar nova casa da Aldeia. De facto, nós aqui na parte sul do País não temos esta tradição e os valores e referencias são algo diferentes.

Bom, mas deixadas estas divagações e bebidas mais algumas cervejolas, em bom convívio, encontrámo-nos mais tarde à mesa do jantar. Para mim, optei por uma boa posta de bacalhau à lagareiro, ficando-se o Miguel pela picanha grelhada, sim porque isto de bacalhau e peixe não é lá muito com ele. Ainda por cima no Alentejo e sózinho com o Pai onde não tem a Mãe a "deitar-lhe o olho". O vinho tinto de Pias foi o escolhido e uma boa mousse de chocolate e um café forte encerraram a refeição. Para tudo terminar em beleza, Portugal tinha acabado de derrotar o Chipre por 4-0 para a fase de apuramento do Europeu 2012.

Já na Residencial , bebi uma água das pedras natural, na esplanada, pedi à D Teresa para me acordar às 05h45 e eu e o Miguel fomos dormir o sono dos justos, não sem antes prepararmos minuciosamente, para o dia seguinte, todo o equipamento e apetrechos da caça:
cartuchos, roupa da caça, botas, polainas, cintos, águas etc.

Acho que demorei menos de 5 minutos a adormecer. Às 06h15, depois de um duche rápido, já estávamos na sala de refeições a tomar o pequeno almoço. O Miguel, só à parte dele foram 2 enormes croissants com manteiga e doce, um pão também com manteiga e doce e um copo de sumo de laranja.

Aparece o Zé S e combinámos encontrarmo-nos à entrada de um macdam, a seguir à lagoa, logo antes do Monte dos Peixotos. Passados alguns minutos aparece o Zé e o António que tinham ido buscar o "exército" ( os podengos) ao Monte. Os cães ladravam incessante e alegremente dentro dos reboques já prevendo a "guerra" que tanto adoram dar à coelhada.

Soltos os cães, fui para uma porta em cima de um morro alto, autentica cidade de coelhos, tal era o número de buracos e tocas que o circundavam. A ideia era tentar apanhar alguns que viessem fugidos dos cães para procurarem maior segurança dentro das tocas. De facto, assim foi. Passados alguns minutos de caça , disse-me, ansiosamente, o Miguel: "Ó pai, ó pai, olha ali, olha ali " e apontava com o dedo um coelho que corria directamente para as tocas. Só tive tempo de endireitar a semi-automática e "sequei-o" mesmo junto à cova. Mais 1/2 metro e tinha encovado.

Algum tempo depois aparece-nos outro a correr desalmadamente para as tocas com os cães a laticar lá dentro dos matos. Aqui precipitei-me e joguei-lhe um tiro bem longe, aí a uns 50/60 metros. Com munição 28 gr, 7 1/2 B&P o coelho "levou" mas conseguiu dar meia volta e por ali foi entocar. Que pena, ainda andámos alguns minutos literalmente de rabo para o ar à procura dele mas a existencia de muitas covas fez-nos rapidamente desistir.

O terceiro que apareceu ... nem soube o que lhe aconteceu. "Vai buscar filho" - o Miguel desatou a correr e, agarrando-o pelas patas, como já aprendeu a técnica do golpe de cutelo por trás das orelhas, terminou-lhe rapidamente com o sofrimento.

Entretanto, dentro dos matos a "guerra" era grande. Gritaria, tiros, ladras, lá se iam pendurando aqueles coelhos que tinham sido menos afoitos a esconder-se dos cães. Devo já referir que, ali, naquela Herdade, atendendo à existencia de tantas tocas, só se consegue caçar uma percentagem ínfima do que lá existe. Ainda assim, e à hora do almoço, o Guarda da Herdade, o João R. avançava que naqueles 3 dias de caça, desde o dia 1 de Setembro, já estariam apanhados perto de mil coelhos, pelo que , por aqui, podemos aferir da riqueza cinegética desta Herdade em "Oryctolagus cuniculus" - coelho-bravo.

Depois de pararmos alguns minutos nos Jeeps e comermos "a bucha", seguimos a caçar de salto. Nesta fase, quem vai mais à frente nas portas geralmente é quem "se safa melhor". Eu e o Miguel íamos em terceiro lugar a contar da frente e, entre mais 3 ou 4 coelhos deixados fugir por tiros errados, outros por serem tão rápidos que não nos deram tiro, apanhámos ainda mais dois. Um deles dei-lhe um tiro, deu uma cambalhota e foi refugiar-se debaixo de um zambujeiro o que me obrigou a um autentico mergulho debaixo do arbusto para, no meio do pó, conseguir lançar-lhe a mão antes de cair para dentro de alguma cova.

No final, o saldo, para 9 espingardas, "sem carregar no acelerador" - relembro que no dia anterior já tinha havido outra sessão de caça com os mesmos protagonistas - foram 61 coelhos, o que permitiu uma média na ordem dos 7 coelhos por arma.

Depois da já tradicional fotografia de grupo, com a caça estendida no chão, regressámos a Serpa para o almoço. Antes disso, porém, um dos confrades que tinha tido um problema com um podengo demasiado gordo para aquelas andanças, ainda foi à veterinária para ver do cachorro que tinha sofrido um golpe de calor e felizmente que se safou pois estava mesmo bastante mal. É preciso sempre muito cuidado com os nossos cães e com a caça de verão e aqui o nosso companheiro esteve muito bem. Primeiro recuperar imediatamente o cão, depois o almoço.

À mesa foram servidos uns suculentos filetes de pescada com o tradicional arrozinho de feijão e, desta feita, acompanhei com cerveja sem álcool, pois ia regressar para S. João do Estoril.

Depois de mais um café na esplanada e feitas as despedidas regressei a casa. À saída de Serpa dizia-me o Miguel, de mansinho : " Pai ficava agora aqui milhares de anos". Ouvi e calei, continuei a guiar em silencio, mas fiquei satisfeito pois aquelas palavras significavam ...que tinha gostado.

Já em Beringel tinha combinado e encontrei-me com o Zé G. onde bebemos um café, conversámos sobre a caçada. Ele, no dia seguinte, ia caçar à codorniz com a sua pointer, com o António e com o Zé S, todos eles com pointers, quanto a mim o cão de excelencia para a caça desta pequena ave.

Um abraço de amizade , até à próxima.


Já eram !





























20/08/2011
Todos os anos vivemos na ilusão de nos podermos divertir com uma boa abertura às rolas.

A caça, por si só, é apelativa e bonita, chamada de verão, com manhãs frescas e, de seguida, com temperaturas geralmente muito mais elevadas. Mas aquelas 2 ou 3 horas iniciais da manhã, mais frescas, levam muita gente a percorrer centenas de Km, durante a madrugada, para os campos deste nosso País, esperando sempre algum dia de sorte que lhe permita pendurar meia dúzia de exemplares.

Por mim, este ano, talvez tenha desistido de vez deste tipo de caça em Portugal.

E isto porquê ? - de ano para ano é visível que são cada menos os efectivos de rola comum que nos visitam e nidificam em Portugal.

Eu sou dos que acreditam incondicionalmente que a espécie não está em decréscimo, sobretudo pelas excelentes caçadas que todos podemos observar são feitas anualmente nos Países do Norte de África.

A minha opinião é que Portugal deixou de ser, como diziam antigamente ? - " O celeiro da Europa". Agora subsidiam-nos para não semearmos, para não produzirmos nada, e o nosso País, a pouco e pouco, cada vez mais, vai sendo um imenso deserto de cereal e de outros cultivos de verão, de que as rolas tanto gostam. Não havendo, é lógico que elas só têm de alterar as suas rotas migratórias e ir nidificar onde têm à disposição comida e água abundantes, isto é, norte de áfrica ! - pelo menos para já.

Por outro lado, penso que será altura de acabar de vez com os cevadouros. Já se mataram tantos e tantos milhares de rolas nestes locais que, agora, tudo quanto se preze ser "zona de caça" tem 1 ou cevadouros para chamariz dos caçadores. Sabendo-se que a rola volta aos locais de nidificação todos os anos e acrescendo-se as autenticas hecatombes que de há muitos anos a esta parte se fizeram nos cevadouros, os resultados só poderiam ser: poucas rolas!! Muitos cevadouros por tudo o que é turístia, associativa e municipal e... poucas rolas.

Tudo isto para referir que, uma vez mais, fui fazer a minha habitual abertura às rolas, desta feita ao Torrão. Não resisti e tirei as 2 fotos acima, uma do meu sorteado e pequeno mal feito abrigo e outra do cenário de caça que tinha pela frente: pasto e mais pasto, a perder de vista. Culturas? - nenhumas !

Nas minhas traseiras, à chamada distancia regulamentar, lá estava um cevadouro de trigo e girassol visitado por centenas de rolas turcas, aquilo que já vi, num forum de caça, chamar, por sinal com muita graça, de... "problemas no ar"...

A minha captura, nesta abertura, foi de 2 rolas comuns e assisti a um autentico desfilar de centenas e centenas de "problemas no ar" ( acho que nunca vi tantas) que me deixou de boca aberta e pensativo sobre qual, afinal, é que se deveria abrir a caça às rolas em Portugal: à comum ou à turca ?

Para Portugal penso que me chega. Marrocos será certamente o meu destino no próximo ano. Até lá tenho mais de 10 meses para tudo preparar cuidadosamente, pois a abertura por lá começa em Junho ( os feriados do mês são óptimos para isto)

Um abraço amigo

domingo, fevereiro 20, 2011

Tordos - Grande despedida.



















20/02/2011
ZCT Sta Iria - Serpa
Extraordinária manhã de caça aos tordos.

Sábado, de véspera, já eu passeava por Serpa, onde, após o almoço, optei por dormir uma reconfortante sesta na Residencial Serpínia.

O Zé G. estaria a caminho. Embora tenha casa em Vila Nova de São Bento, vinha pernoitar sozinho, pois a mulher, por questões profissionais, optara por ficar em Lisboa.

Por volta das 19h30 toca o telefone e combinamos o jantar. Na casa do Zé S. por convite do mesmo. Havia já um cabritinho a assar no forno, com batatinhas, e convites destes, minha gente, é coisa que jamais se pode recusar.

Antes de chegar ao jantar ainda fui comprar uns chocolatinhos da Mars para oferecer ao Zé M. filho do S.

Ao jantar, como sempre, umas entradas cuidadosamente preparadas pela C. , uns tortulhos apanhados no campo, cortados aos bocados e fritinhos em azeite e alho. Uma iguaria meus caros !

A acompanhar o cabrito assado no forno, umas migas de espargos verdes e um verde tinto de Monção com 10º e, ainda, um branco gasoso especialíssimo para Senhoras.

A meio do jantar o sinal de alarme: um telefonema a avisar que, nessa noite, a GNR cercaria Serpa quase por completo para realizar uma gigantesca operação auto-stop. Geralmente bebo pouco, um ou dois copos de vinho, e, como ando sempre bem documentado, tal não me apoquentava.

Ainda assim, perto das 11h da noite, quando regressei à Residencial, confirmava-se. Todas as Rotundas até lá estavam ocupadas com um ou 2 carros patrulha da GNR, a interceptar tudo o que era veículo. Por acaso passei, devagar, e não me incomodaram. Mas a operação era mesmo das grandes.

A noite, essa, passei-a a ver tordos, uns a entrarem bem às portas, outros a piarem e ainda outros a cairem bem lá do alto. Os que mais gosto são os que caiem que nem hélices. Bem difícil, por isso, foi a tarefa de adormecer nesta noite.

O João R. , Guarda da Zona de Caça, por outro lado, tinha dado na véspera umas informações abonatórias da ZC, que havia por lá uns pássaros bons e que daria para nos divertirmos no último dia. Claro que, com esta informação...quem é que consegue dormir em condições? Mas, por fim, lá consegui entrar no Reino dos Deuses e adormecer aí pela meia noite e meia.

Às 5 da manhã já eu estava a saltar da cama para tomar um duche quente. Depois de tomar o pequeno almoço, arrumei rapidamente a tralha na carrinha e fui ter a casa do Zé. Entretanto, chegava, também, de Vila Nova, o Zé G. Também de Beja aparecia, ao mesmo tempo, o Gonçalo. Todos juntos, saímos perto das 06h00 e fomos beber um café quentinho a um dos cafés de Serpa já abertos àquela hora.

Sem perdas de tempo , seguimos de imediato para os Peixotos. Aqui, não posso deixar de dar uma breve menção honrosa a esta Herdade, Zona de Caça Turística de referencia no Concelho/Distrito / País? , há quem lhe chame já a "mãe dos tordos", pois mesmo em anos fracos de tordos, sempre se fazem lá excelentes caçadas. Coelhos é com fartura, perdizes ariscas e lebres matreiras é o que não falta por ali. Caça de cativeiro nada lá existe, é proibidíssimo, até de falar nela. Não é uma ZCT barata, mas é - seguramente - uma garantia de qualidade. Daí a dificuldade em conseguir lá caçar pois a procura excede largamente a oferta.

Bom, de regresso aos tordos, era noite escura quando o Zé S. me deixou na minha porta. Colocada em olival, num sítio alto, enquanto descarregava o equipamento o Zé ia-me dizendo como colocar o abrigo e de onde entravam os tordos.

Um " até já " e fiquei ali, calmamente, a equipar o material da melhor maneira. Como munições, um cartucho que já não o largo para caçar ao tordo: JK8, do Patalouco, de Viana do Alentejo. Carregado com Chumbo 8, pólvora A2 é um magnifico cartucho para esta caça. Certeiro, rápido e de grande alcance, chega a "despegar" tordos de alturas que parece mentira.

Ainda a amanhecer, praticamente sem se ver ainda, aconcheguei a PBereta nos braços, suspirei fundo, olhei para o horizonte ainda escuro e pensei: "venham eles!"

Alguns minutos mais tarde, começou a clarear e veio o 1º par , um ou dois disparos e tordo no chão. Ali, caçar ao tordo era uma maravilha pois o terreno era limpo de ervas e podia-se, inclusive abater 4 ou 5 que não se perdia as "pancadas" e recolhiam-se depois, numa só volta.

Matei aí uma dezena quando o Zé S. começou a chamar-me : " Ó Séeeergio, anda cá para baixo, eles estão a entrar é aqui pelo barranco". Bom, lá muito tiro dava ele pelo que... comecei a hesitar.

Mas como não sabia onde ele estava, lá entrava outro tordo ali no sítio, mais 1 ou 2 tiros, novo abate e, por ali fui ficando , naquele engodo de um tordinho aqui, outro tordinho ali, sempre a pingar.

Mas de facto eles lá em baixo continuavam mesmo a dar muitos tiros, o Zé e o Gonçalo. Coloquei o aguardo às costas e peguei na espingarda e na caixa de cartuchos e dei 2 passos. Outro par de tordos a entrar. Tudo para o chão, mais 2 tiros e outro estendido no chão. Voltei a armar o abrigo: "que se lixe, vou ficar por aqui, sempre vão caindo uns torditos"

Mas o Zé voltava à carga e insistia, aos gritos: "Ó Séeeergio, anda cá para baixo...!"

Finalmente lá me decidi. Deixei metade do material e desci o olival, à procura deles. Até porque lá em baixo, com os tordos a entrarem bem às portas, aquilo estava uma paródia pegada com as bocas do Gonçalo.

Mais meia dúzia deles derrubados e chamei eu o Zé G, para se chegar. Fizémos ali um quadrado de posições no olival, que deu belos resultados. Tordo atirado e falhado, em geral levava sempre atrás toda uma série de impropérios ( filho da p., cab., ) mas em geral ia passar a outra das nossas portas onde dava nova oportunidade de tiro.

Ali ficámos toda a manhã, aos tiros, e os tordos a entrarem com generosidade.

Foi com alguma nostalgia que vi chegar as 13h. Era tempo de arrumar os equipamentos, o que fiz em silêncio, lamentando, no meu subconsciente, ter findado mais uma grandiosa época de caça.

Sabia que a partir dali voltaria a atravessar novo "deserto" de 6 meses até chegar a nova época venatória. Esta, rendeu-me bastante. Não propriamente pelo número de peças cobradas que foram variadas e muitas, mas sim pelo convívio que a caça arrasta atrás, pelas amizades que se vão cimentando, pelas conversas durante a semana de onde vamos caçar no fim de semana seguinte, se à Associativa, se à Turística, se aos coelhos, se às perdizes e lebres. Tudo isso me passava pelo pensamento e estava a entrar numa de nostalgia por tudo acabar.

Contudo, rapidamente a nostalgia passou. Era tempo era de regressarmos a Serpa, dar umas gargalhadas pelo caminho, irmos ao último almoço de caça do ano. Almoçámos com o Guarda da Reserva. Ouvi-lo falar do campo, das espécies e da caça é por vezes tão bom como estar à caça, tal a riqueza de conhecimentos e saber daquele homem.

No final, o regresso a Lisboa. Os abraços de despedida, a certeza de que temos por ali verdadeiros amigos e que nos vamos ver diversas vezes, seguramente, antes de chegar a abertura das rolas e pombos.

Agora por isso, este ano há uns patos prometidos ali por Beja...

Um abraço e até lá.

domingo, fevereiro 13, 2011

Grande Tordada !



















12/02/2011
Santa Iria - Serpa
ZCT Peixotos
Tordos nos limites e o regresso do Miguel às caçadas.

segunda-feira, fevereiro 07, 2011

Tordos -afinal sempre vieram.
















5 e 6 de Fevereiro 2011
Monte Palhais - Serra da Adiça
Monte Branco - Moura / Santo Amador
Muito sol e 2 dias de divertimento puro.
Perto de 200 disparos e caça quase nos limites.

domingo, janeiro 30, 2011

2010 -Poucas historias para os nossos amigos tordos















Portalegre - 29/01/2011















Monte dos Palhais - Serra da Adiça
28/01/2011

Janeiro 2011 - Fecho das Perdizes


Pura vaidade !
Destas todas...
só 2 foram minhas !


























22/01/2011
Última caçada de salto da Época
ZCT Santa Iria
Herdade dos Peixotos - Serpa
Saldo: 19 Perdizes
Estória em breve

quarta-feira, dezembro 22, 2010

Que m...de cartuchos !



















19/12/2010
Dia inesquecível de caça de salto.
Peripécias com cartuchos novos, lebres mortas que ressuscitam, lebres fantasmas, perdizes que escapam entre os pingos da chuva, de tudo houve um pouco.

Na foto, da esquerda para a direita, eu , o Zé G e o Vit. Os pointers são 2 manos, a "norma" e o"chiquinho".

Para mim esta jornada contava como a última caçada de salto à perdiz, deste ano de 2010.

Escusado será dizer que nos dias anteriores já alguma nostalgia me ia invadindo aos poucos, à medida que me apercebia que a minha caça predilecta, a perdiz, chegava ao fim.

Como não consigo resistir à mudança ( asneira, como sempre ) resolvi levar a P. Beretta Ultralight e, na semana anterior, à hora do almoço, saí do escritório e passei ali pela Espingardaria Diana, mesmo em frente à estação de comboios do Rossio, em Lisboa.

Pedi um conselho para levar uns bons cartuchos carregados com chumbo 6 e com carga de 32 gr pois o peso da espingarda assim o aconselhava e os donos da casa não tiveram dúvidas: " Só comercializamos o cartucho Winchester, mas o meu amigo leve 1 ou 2 caixas que é um cartucho a sério, extraordinário, não se vai arrepender de certeza!" , " o problema é que só temos chumbo 7 mas para o efeito que quer vai ver que não se arrepende nada". Perante tanta convicção, lá me decidi por comprar 2 caixas de cartuchos.

No dia seguinte, íamos caçar na ZCA Vendinha, em 2 linhas de salto, a percorrer as 2 metades da totalidade da reserva, de uma ponta à outra. Daí a razão da minha escolha pela P. Beretta mais leve.

Ás 04h30 da manhã saltei da cama com o barulho do despertador e às 05h00 saía de casa direito a Vila Nova de S Bento para apanhar o Zé G.

Na véspera tinham caído chuvas diluvianas em Serpa, obrigando mesmo à intervenção dos Bombeiros durante a noite em alguns locais. Como se previa uma manhã de sol ( que acabou por aparecer tímidamente já muito tarde) e uma longa caminhada durante várias horas, levei só as minhas Chiruca de meio cano, deixando em casa as de borracha de cano alto.

Quando chegávamos à reserva cruzámo-nos com o Zé S.. Nesse dia não caçava connosco, ia para uma batida junto às margens do Guadiana, na Herdade da Nata. "Sérgio, tens alguns cartuchos a mais?-perguntou-me. "É pá, trouxe 2 caixas de Winchester chumbo 7, posso ceder-te uma, pois ainda tenho umas sobras de B&P, queres ?" - "Dá-me então uma pois para o que vou tenho poucos cartuchos". Seguimos, assim, viagem.

Depois do pequeno almoço, no sorteio calhou-me a ponta esquerda da linha. "Não tem nada que enganar, o Sérgio percorra junto à estrada alcatroada, sempre à distancia regulamentar, mas vá-se guiando por mim que vou à sua direita" - disse-me o Bob.

Iniciámos a caçada em zonas de matos muito altos. O objectivo era empurrar os bandos de perdizes para fora daquelas zonas e depois caçá-las já em zonas mais limpas, com a ajuda dos preciosos auxiliares, os cães.

O ceú estava cinzento bem escuro, o que para mim se traduzia em dificuldades acrescidas nos tiros, pois é nestes dias que sempre tenho piores resultados a atirar à perdiz vermelha.

Atravessei com algum custo umas ribeiras onde a água corria profunda, abundantemente, com as chuvadas dos dias anteriores. As calças, essas, já seguiam completamente ensopadas, dificultavam-me gradualmente o passo, mas, por fim, e depois de ver meia dúzia de vermelhas a escapulirem-se para longe, comecei a entrar em zonas menos cerradas.

O Bob. tinha feito um disparo lá para trás, a uma, e mesmo assim a perdiz foi cair longe."Sérgio, espere aí um pouco que eu vou lá com os cães, aquela perdiz onde caiu ficou".

Enquanto esperava por ele, vejo um bando de meia dúzia, levantado largas, no meu lado direito da linha, a cruzar-se aí a uns 100 metros à minha frente, para o meu lado esquerdo. "Maganas, estas já se safaram" - pensava.

Os minutos iam passando e o Bob. teimava em não aparecer. Já não via sequer o companheiro que caminhava ao seu lado direito o que queria dizer que estávamos os 2 já muito para trás da linha. O ruído dos tiros assim o dizia.

Comecei a chamá-lo em alta voz, diversas vezes, mas nem sequer resposta ouvia. Insisti, voltei a insistir, os minutos passavam e ele nada. "Será que já passou, acompanhou a linha e eu não vi?" - a dúvida assaltava-me.

Acabei por concluir que provavelmente era eu que tinha ficado para trás e segui, rápido, em frente, para tentar recuperar a linha.

Dobrei um cabeço e "brrrrrr" , salta-me um par delas, a tiro, boas de derrubar. Dois disparos e nada, foram-se as duas. "Não gostei nada do barulho dos tiros" - pensei, parecendo-me fracos.

Algumas centenas de metros mais à frente, caçava, atento aos pequenos matos ali existentes, onde havia muitos rastos de coelhos daquela noite. Levantei a cabeça e deparei-me com um bando de perdizes, em fuga, a atravessar as terras, voando de asas abertas, mesmo por cima de mim. Faço o "swing", atrás delas mais 2 disparos mas ...nada. "Que diabo, isto não é nada habitual. Por norma, algumas destas, quando me entram assim, desta maneira, costumam ficar" - pensava.

Adianto mais o passo, pela direita do Monte do P. que é da Associação, e, alguns metros mais à frente, ao passar uma vedação, salta-me uma vermelhuda dentro dos matos, aí a uns 15, 20 metros. Novo encare, 2 disparos e...nada. "Das 2 uma, ou eu estou a ficar cada vez mais marteleiro ou então é da porcaria dos cartuchos"

Entretanto, à frente ia apanhando a linha e cruzei-me com o Luís da Vend. "Luís viu o Bob?" -"Não , respondeu. Começámos a ficar preocupados.

À medida que íamos andando grita-me " Sérgio, por cima !!! - olho e vejo uma perdiz a cruzar-se, linda, comigo, dentro de tiro.Mais 2 tiros e fico completamente embasbacado ao vê-la seguir sem tugir nem mugir. Raios, vou mudar para B&P, 34 gr, ch 6. Dos poucos que tinha na mochila carreguei a arma com 2 e segui.

Já estava desanimado e, depois de atravessar um caminho, encostei-me por momentos a uma vedação. Entretanto, o sol já nos acompanhava há largos minutos o que me deixava extremamente satisfeito. Larga, a uns bons 40 ou mesmo 50 m ( é sempre difícil avaliar estas distancias) vejo outra perdiz a fugir da direita para a minha esquerda. Encaro a arma e ao primeiro tiro cai redonda, "seca", sem hipótese. "Até que enfim" - já safei o chibato. Corri a apanhá-la e vi que se tratava de uma fêmea. Enfiei-lhe a cabeça pelo cinto das calças, pendurei-a e regressei atrás.

Para já, tudo o que é Winchester vai já para dentro da mochila e só caço com B&P. "M... de cartuchos que comprei" -pensei.

Entretanto vimos o Bob lá atrás a chegar-se à linha. Então o que aconteceu? perguntei, fartei-me de chamar por si, não ouvia nada e acabei por pensar que tinha vindo para cima - disse-lhe.

"È pá Sérgio, nem imagina o que aconteceu, fui lá atrás como combinado buscar a perdiz que tinha abatido, caiu longe mas ela lá estava e os meus cães encontraram-na. Mas quando vinha outra vez para a linha, a atravessar a ribeira, escorreguei e distendi a virilha. Tive de ficar ali imobilizado, aí uns bons 15 ou 20 minutos sem me conseguir mexer - dizia-me. Só depois é que lá consegui levantar-me e continuar.

Bom, de novo refeita a linha entrámos em zona de lebres. As perdizes, muitas, escaldadas, não nos davam mão. O Bob. disparava e fazia cair mais uma, bem cobrada pelo cão. Enquanto via, oiço um restolhar por trás de mim, volto-me para trás e vejo uma lebre perto, em fuga. Um tiro e deixo-a de imediato estendida no pasto. "À pois, isto era mesmo dos cartuchos, só pode ser, que m.... de cartuchos que na 2ª feira já lá lhes vou dizer" . Meto-a dentro da mochila e sigo caminho.

A 2ª perdiz veio fugida da linha em velocidade de TGV . Um só tiro, enrolo-a toda no ar, desfaz-se em penas e cai redonda no chão.

A 2ª lebre cobrada salta-me também aos pés, junto a uma linha de água. Com as chuvas as lebres têm muito o costume de se acamarem junto às ribeiras. Caiu redondinha, sem espinhas. E eu a pensar nos cartuchos que tinha comprado e a ver a diferença quando mudei para os B&P.

Junto a um açude, saltou-me outra perdiz, em linha recta a fugir de frente. Encaro calmamente a arma e disparo. O tiro passou-lhe todo á volta e não sei como aquela perdiz conseguiu fugir. Vi todos os chumbos a embaterem no cabeço para onde ela de se dirigia e posso assegurar que escapou por milagre. Escapou entre os pingos da chuva, pensei.

Entretanto a linha começou a virar para a minha esquerda e era tempo de criar ali uma pausa.

O Bo. levanta uma lebre e ao primeiro tiro derruba-a. Os 2 cães disputam o cobro da lebre e ele tem de intervir para "pôr ordem na coisa".

Longe vejo uma lebre fugida . Estive tentado a não atirar para não a ferir. Disparei e senti que o animal levou em cheio e retraiu imediatamente. Porém, continuou a descida do cabeço. Largo a mochila e faço uma corrida para o outro lado para lhe cortar o caminho. Vejo-a de novo, vai lenta, está ferida de morte. Corro mais uns metros mas ela vai-se distanciando aos poucos. As minhas pernas já não chegam. Tiro 2 cartuchos ao calhas, e faço 2 disparos. A lebre continua. Quando vejo os cartuchos eram Winchester. Merda para isto. Recarrego com B&P. Mais uma corrida e disparo de novo, mas a lebre era "fantasma" . Depois de tanto tiro desaparece no meio do matagal de um barranco.

O suor escorria-me pela cara e pelas costas e voltei atrás para pegar na mochila que já carregava 2 lebres.

Quando lhe peguei , salta-me logo ali outra. Linda, pensei. Encaro a arma e ao 2º tiro derrubo-a. Ficou no chão estendida, a uns 20 metros, a torcer-se, a fazer o que habitualmente chamamos de "esticar o pernil".
Já te apanho, voltei atrás para ir buscar a mochila e quando voltei e vou a deitar-lhe a mão, a lebre de súbito levanta-se e foge cabeço abaixo numa velocidade diabólica. Tinha a arma descarregada e nunca tinha visto tal coisa na minha já longa vida de caçador. Fugiu. Se não voltasse atrás para ter ido buscar a mochila tinha-a apanhado de certeza. Assim, dei-lhe alguns segundos, conseguiu ganhar forças e lucidez e fugiu, sem deixar hipótese, tanto mais que tinha a arma descarregada. Fantástico.

Eram 14 horas a caçada chegava ao fim e o meu saldo eram 3 perdizes, 2 lebres e 1 coelho.

Ao almoço, um belo de um cozido à portuguesa. Juntou-se a nós o Zé S. que tinha ido caçar para a Herdade da Nata. Matou uma mão cheia de perdizes mas disse-me que mal começou a atirar com os Winchester falhava tudo. Teve de mudar de cartuchos para começar a ter resultados ( tal como eu).

Na véspera tinha comprado um Bolo-Rei no El Corte Inglês da Beloura e acabámos o almoço a beber o café e a comer uma fatias deliciosas, já a pensar no Natal.

No regresso fomos ao Monte do Zé S. buscar 2 cabritos que eu tinha encomendado para o Natal e que tinham sido "arranjados" na véspera. Esquartejados e em sacos de plástico efectuei o regresso, depois de mais uma sensacional jornada de caça.

Dia 26 será a última caçada na Vendinha. Nesse dia não irei, ficarei com a família, em quadra de Natal, mas quem vai em meu lugar, o Vit., vai, seguramente, viver gloriosa jornada de caça. Ali...só pode!!! Mas o meu coração vai por lá andar.

Um abraço amigo.

sábado, dezembro 18, 2010

Outra boa caçada



















12/12/2010
Vendinha
Perdizes ou aviões ?
Estória em breve
Abraço amigo
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