terça-feira, fevereiro 12, 2013

Tordos de Carnaval




















Moura
Monte Branco


Excelente caçada de tordos .
Este género de caça vai somando cada vez mais pontos nas minhas preferências.
Tinha prometido à minha mulher regressar a casa às 11h00 para fazer umas compras.
Assim o fiz ( depois de ter dado cerca de 110 tiros )

Como é apanágio nesta Zona de Caça solto sempre a Inca para fazer uns Kms de trote à frente do carro. A cadelita adora fazê-lo porque, no seu instinto,  vai sempre caçando.Como aquilo não tem propriamente o transito da A5 e está vedada de ambos os lados o local é o ideal para este exercício pois são cerca de 5/6 Km sem parar.
A partir de determinada altura acabam as vedações e aí ela entra direto nas planícies verdejantes. É mais ou menos o tempo de a recolher e regressar a casa.

Um abraço amigo





segunda-feira, fevereiro 04, 2013

Tordos em Santa Iria












































02/02/2013
Herdade dos Peixotos
Santa Iria

As aparências iludem e na foto, retirando mais 3 ou 4 caçadas, em geral foi fraco de tordos.

Um vento gélido e forte a meio da manhã comprometeu os resultados da maioria das portas, já que os tordos alinharam todos pelo mesmo diapasão e, contra o vento, parece que eram puxados por um fio para passarem todos por cima das portas 3,4 e 5.

Tordos já muito atirados a obrigarem a preparar muito bem os abrigos e ter a pontaria bem afinada, pois, caso contrário, os resultados serão parcos. Se assim não fôr estará comprometida a caçada.

Mas Santa Iria é a terra das surpresas e quando num dia não há tordos, no outro dia pode estar "entupido" deles, utilizando uma expressão do meu amigo Zé S.

A 1º foto foi  tirada com iphone e a 2ª já com a compacta sony.

Um abraço amigo

domingo, janeiro 27, 2013

Por nada deste mundo...




















27 de Janeiro de 2013
ZCT Herdade das Serras
Alqueva - Portel


A convite do meu amigo PM, Gestor desta Zona de Caça, fui fazer o último dia de caça à perdiz nesta Herdade.

Um treino a sério,  para manter a Inka em forma,  proporcionou-me uma extraordinária jornada de caça com esta minha nova companheira que não dou, não troco nem vendo por nada deste mundo, tal a afeição e admiração que consigo ter por este animal.

Cacei hoje sozinho, peço desculpa, cacei com ela às perdizes em dia que se previa de chuva intensa mas que, em toda a manhã, nem uma pinga me caiu em cima, embora, no bornal, à cautela,  levasse o impermeável. Não precisei e bem me arrrependi de o levar pois ao fim de algumas horas já vai incomodando. O PM foi no Jeep, com a mulher, à procura de cogumelos ( Ilarca?) .

À tarde , no regresso a casa, a chuva mais parecia um  dilúvio a fustigar as estradas e campos do Alentejo.  Santo Huberto, o Padroeiro dos caçadores, decididamente tem estado comigo.

O dia de hoje presenteou-me com uma lição importantíssima. A diferença gigantesca que é caçar com e sem cão.

Não me consigo imaginar, vou repetir, não me consigo imaginar,  a caçar sem cão, sozinho,  num dia destes, naqueles cabeços de montado, com semeaduras de inverno e arrifes de mato para conferir protecção à caça. Rapidamente, abriria a espingarda, retirava os cartuchos e voltava para o Monte.

Agora ir a elas com a Inka é claramente "outra dança".

Sempre que lhe apanha o rasto, a cadela baixa-se toda em "modo felino". A curta cauda transforma-se,  de repente, como se fosse um limpa pára-brisas a funcionar com temporal forte, e o ruído do nariz a aspirar os odores do chão, deixam-me imediatamente de arma bem cerrada nas mãos e em total estado de alerta. Mais cedo ou mais tarde eu sei que a INKA as vai levantar, pois esta cadela, para além de ter um nariz extraordinário tem uma paixão em seguir as pistas da caça que me deixam quase sempre de boca aberta e com a certeza de que, pelo menos,  as vou ver.

Começou assim e subiu um cabeço onde me faltou as pernas para a acompanhar. Só lhes ouvi o bater das asas do outro lado.Chamei-a e apliquei-lhe um corretivo com C grande.

Mais à frente , numa semeada verde, olho para o lado esquerdo à sua procura e vejo-a parada, num ponto mais elevado do que onde eu estava, a olhar para mim. Demorei a entender que a cadela estava a descer a ladeira e marrou-se com caça. Volto-me para ela, rápido e começo a subir muito devagarinho direitinho a ela .A Inka  dá dois passos mais abaixo e pára de novo. Entretanto vai olhando para mim. Faço um esforço para ver o que está no verde cereal, no solo molhado, entre os dois.
Mais um passo e endireito a espingarda mais a jeito. Volto a olhar para o chão e - finalmente - lá consigo ver a perdiz completamente amagada numa leira. Aí descomprimi. Já a tinha visto. Agora era só trabalhá-la com a cadela e conseguir um ou dois tiros bem sucedidos. Com um espaço de 10 metros entre nós, a perdiz salta em voo acelerado, para o lado direito, a tentar resguardar-se com os sobreiros.
Deixei-a endireitar, apontei com calma e bastou um só tiro a uns 30 metros. Quando caiu, já a INKA estava praticamente em cima dela.

Das 7 perdizes que cacei, todas elas foram cobradas pela INKA. 2 delas de asa. Uma caiu dentro de uma ribeira saiu do outro lado toda molhada e desatou a subir o montado. Podia tê-la rematado com um tiro. Não me preocupei e deixei a INKA trabalhar. Ainda esteve ali meia perdida mas controlei-me e deixei-a trabalhar sozinha. 3 ou 4 minutos depois estava a cobrar a perdiz a meio da encosta. Ajeita-as na boca e depois traz-me as aves à mão, intactas.

A outra que caíu de asa, se não fosse ela ia mesmo embora. Caiu ferida a uns bons 40/50 metros e desatou a correr a patas. Não fora a rapidez da INKA em ir ao tombo e abocanhá-la depois de algumas rabias e o resultado da caçada tinha ficado em 6 aves.

O dia, desagradável, frio e cinzento, transportava uma brisa forte, de sul, que fazia adivinhar chuva mais cedo ou mais tarde.

Caçando à minha frente, de chanfro sempre no ar ( tenho visto inúmeros pointers com muito piores performances neste aspecto) vejo a cadela a marrar,  com o nariz dirigido para o topo do cabeço. O vento vinha de lá, do outro lado e imediatamente soube que era caça. A paragem dela não me engana. Estaca e, nesse momento, o mundo é todo dela, completamente autista mas com um instinto predador altamente focado . Vou subindo o cabeço com alguma dificuldade e ela acompanha-me, lenta,em passadas curtas e sempre a parar, em guia prolongada. Espectacular. Quando consigo olhar um pouco para a linha superior do cabeço vejo 2 cabecinhas do outro lado a correrem desalmadas. Levantam em voo rápido e desferi 2 tiros só por descargo de consciencia pois sabia que não as atingia tal a distancia. Mas a INKA merecia saber que as levantou e que levaram gatilho do dono.

Das 7 abatidas , 3 foram paradas pela cadelita ( pois é, ainda só tem 8 meses ) e todas elas cobradas e trazidas à minha mão.


Pelas 13 horas encontrámo-nos no Monte, arrumámos a tralha e fomos almoçar ao Luís da Amieira, umas migas de espargos selvagens, acompanhadas de umas plumas grelhadas.

O regresso a Lisboa foi quase todo feito debaixo de forte chuvada.

Agradeço ao PM a oportunidade que me deu e um muito especial agradecimento ao António ( ele sabe quem é) responsável por esta cadelinha ter vindo parar às minhas mãos.

Um dia, lá para o 2º ou 3º cio,  vou-lhe tirar uma barriga. A dificuldade vai ser... encontrar um "parceiro à altura".

Abraço amigo













Nova jornada de tordos em Serpa












 















Tordos em Serpa
26 de Janeiro 2013

A boa disposição imperou na véspera ao jantar.

As expectativas de caçar em Santa Iria são sempre elevadas.

No entanto os tordos falharam neste sábado.

A melhor das 16 portas  foi a 7 ( precisamente a minha ) com cobro de 32 pássaros.

Descobri um cartucho fenomenal.

Abraço amigo



segunda-feira, janeiro 21, 2013

Depois da Tempestade... a Tordada !!...


















20/01/2013

Tordos na Serra da Adiça
Clube de Caça Serra da Adiça

Por ali , por aquele cantinho da Serra , muito tordo entra para ir aos olivais comer azeitona.

Esta é, sem dúvida, uma das minhas zonas predilectas para caçar ao tordo.

Portas colocadas criteriosamente em locais onde se vê o tordo a "entrar" , onde nos baixamos nos aguardos, joelhos ligeiramente dobrados, agachados, de arma aperrada nas mãos, ansiosamente  à espera que eles entrem, e onde nos levantamos quando estão praticamente por cima de nós.

Para a esquerda, para a direita, por cima ( tiro del rey ), de frente - a tapar o pássaro,  é assim que se deve caçar o tordo, que nesta altura já anda desconfiadíssimo.

No sábado 19, por questões profissionais, fiquei em casa e fiquei bem,  a acabar um trabalho que tinha em mãos. Quem foi, teve muito azar com o temporal que fustigou todo o País, de Norte a Sul.

No domingo veio a bonança e aqui, neste cantinho da Serra da Adiça , os tordos entraram com fartura.

Gente simpática, respeitosa, com média de idades já na ordem dos 50 anos, não se deixam ficar atrás dos mais novos e "gatilham"  bons molhos de tordos , conseguidos quase todas as semanas.

16 portas para 4 frentes de Couto de 1.200 Ha é um luxo nos dias de hoje.

Ao almoço, uma saudável caldeirada de bacalhau com todos, comida na sede do Clube de Caça, foi a cereja em cima do bolo.

Até domingo.

Abraço




sábado, janeiro 12, 2013

Assim já estamos melhor... !!

TORDOS NO SEU MELHOR





















12/01 /2013

Boa Caçada aos Tordos em Serpa - Santa Iria

Um dia regular, com bons aproveitamentos nalgumas portas, atingindo os limites da Lei.

Notou-se uma diminuição geral do nº de tordos pelo que outras portas , menos afortunadas, não obtiveram resultados tão fartos.

Os tordos começam a estar já em verdadeiro  "estado de alerta". São necessários, boa cobertura,  escolha acertada de local estratégico no perímetro da porta que nos calha e alta concentração em meia dúzia de horas de caça.

Nesta herdade, especialmente vocacionada para a espécie, os tordos aparecem de todas as frentes pelo que há que manter a calma e não deixar subir demasiado a adrenalina sob pena de começar a falhar "a torto e a direito".

Um abraço amigo





segunda-feira, janeiro 07, 2013

Última de Perdiz ?...




 



06/01/2013
Agora mais para baixo,  , a 10 Km a sul de Mértola.
Dia de nevoeiro que só levantou pelas 11 horas, retardando ao máximo a caçada.
As perdizes, ásperas, já não "dâo gatilho".
9 espingardas, entre elas 3 portas, tudo boa gente, conseguiram 23 bicos.
Só numa porta foram abatidas 9, quase 50% do resultado final.
Por aqui se vê que quem caçou de salto,  andou ... a "penar".
Só lhes ouvíamos as asas...
Fica uma cheirinho de video para aquelas que ficam no campo e para o que a próxima época nos pode reservar de bom.
Um abraço amigo.

Os tordos andam "escaldados"...





















05/01/2013
Santa Iria - Serpa
Centenas de tordos no ar.
Muito altos. Pousavam somente lá no meio do olival.
A porta também não ajudou. O 13 sempre dá azar...para quem é supersticioso.
Algumas portas foram autênticos "portões".
Abraço amigo



terça-feira, dezembro 18, 2012

Dia de caça...mas para os tordos!





















16/12/2012

Há daqueles dias...

Serra da Adiça

Nº de tordos cobrados:27
Nº de tordos vistos: Não digo !
Nº de tordos atirados: Não digo !
Nº de tordos falhados: Não digo !
Nº de tiros dados: Não digo !

Chiça Penico! - foi mesmo daqueles dias, mas para o lado dos tordos.

Cheguei a um ponto que, sem hesitações,  arrumei a espingarda e acabei a manhã a dar uma volta no olival, com a Inca, pelas portas dos outros companheiros, à procura de tordos cobrados mas não achados. Ainda descobriu 3

Para a próxima será melhor.




terça-feira, dezembro 11, 2012

A nossa Perdiz Vermelha


















09 de Dezembro de 2012

É quase um chavão mas a sua caça traz-nos mesmo, invariavelmente, sensações fortes e intensas.

Possantes e esguias, as perdizes adultas furtam-se, com inteligência,  aos cães, no meio daquelas estevas e dos matos,  até mais não poderem. Quando se sentem já definitivamente encurraladas, sem saída possível, saltam, fortes, cacarejando e batendo as asas com toda a força que têm e que podem, sendo frequente vê-las, de "asa aberta", em fuga, a grandes alturas, em voos planados, tentando escapar em velocidade aos seus implacáveis perseguidores.

A maioria acaba por conseguir a fuga com êxito, mas outras, menos felizes ( ou espertas) terminam por cair debaixo do fogo certeiro das espingardas dos caçadores, sendo depois cobradas pelos cães perdigueiros que nos acompanham.

As planícies onduladas,  a perder de vista,  do Concelho de Mértola , mistas de mato de estevas com sementeiras de inverno, são das minhas favoritas para caçar a esta espécie.

As fotografias acima foram tiradas no passado domingo,  num regresso, para a repetição de um dia memorável, onde, 12 meses depois, nos juntámos novamente, em salutar convívio e camaradagem.

Retomámos ali, uma vez mais,  uma jornada de caça de salto à perdiz.

A Zona de Caça é o Moinho do Monte Novo , Proc 5734 da DGF,e caçar nesta Herdade, de alguns milhares de hectares, com aquela tipologia de terrenos, é um prazer que eu não consigo de forma alguma descrever, isto é não há palavras que o descrevam, só lá caçando é que nos apercebemos da magia desta caça e desta Herdade.

Para além da perdiz vermelha, o caçador,  ali,  tem sempre  a oportunidade de cobrar, no seu percurso, geralmente de 4 ou 5 horas seguidas de caça de salto,  alguns coelhos e uma ou outra lebre que sempre se vão levantando aos cães.

Verdadeiro prazer,  total!


domingo, dezembro 02, 2012

Grande dia de tordos


















Serra da Adiça
Monte Branco
Zona do Figueiral
02 Dezembro 2012
40 tordos
103 tiros
JK8 , chumbo 9 e 8 , Pólvora A2
Boas caçadas em geral. Tordos a entrarem bem às portas.
Divertimento, adrenalina e exercício toda a manhã.
Quem disser que caçar aos tordos não cansa está a mentir.
Só se caçar com mochileiro,porque ir apanhar 40 tordos tem que se lhe diga.
A INCA foi mas só para companhia.
Almoço no Monte,  boas postas bacalhau cozido com batatas.
Viva os tordos !!!!

segunda-feira, novembro 26, 2012

E o ensino prossegue...


















24 e 25 Novembro


A Inca continua a sua aprendizagem nas perdizes.
No sábado foi um verdadeiro festival de chuva e...de bem caçar. 
Começava a dar ao rabo,baixava a barriga, seguia o rasto, entrava nos arrifes de mato e acabava por expulsar de lá de dentro as perdizes, direitinhas, para mim, para o dono dar ao gatilho.
As feridas.. não ficou nenhuma. Cobrou-as todas, sem excepção. A cadelita caça de nariz no ar que mais parece um pointer. Tem um defeito, está já a caçar longe. Como tem o faro muito apurado e muito vício e carga genética no sangue, segue entusiasmada os rastos,  indiferente, muitas vezes, ao chamamento do apito.
Não gosto de coleiras de ensino. Espero não ter de as usar, vamos lá ver.


Experimentei-a no domingo e levei-a aos tordos à Serra da Adiça, mas o estar ali parada não é nada para ela.
Ao fim de longos minutos, desatou a ladrar-me, aborrecida como que a dizer:
"Que é que estás aí a fazer pá? Aos tiros para o ar? Mas afinal o que é isto, onde é que estão elas ? Vamos mas é embora à procura delas..."
Como não parava de ladrar, acabei por levá-la para o carro e guardei-a na caixinha. Passado um bocado fui espreitá-la e, lá estava, a dormir solenemente, com o sol a bater-lhe em cima. As perdizes de sábado fizeram "mossa" ....
23 tordos, 75 tiros e dei-me por satisfeito . Mais para quê?


domingo, novembro 04, 2012

Faça sol, chuva( muita ) frio ou vento ( muito) ...


















04 Novembro 2012

A paleta de cores do Alentejo, sobrepõe-se às condições verdadeiramente agrestes do temporal de vento e chuva tão forte que mais pareciam agulhas a picarem-me a cara, foi isto que encontrei e enfrentei este fim-de-semana em Safara, de oleado às costas.

Quer acreditem quer não a sensação de liberdade e isolamento nestas condições são fatores absolutamente fantásticos para mim.

A "Inca" , a minha braco alemão fêmea, continua a sua aprendizagem e, para já, em matéria de cobro e "trazer à mão" estou talvez tentado a considerá-la quase... "fora de série".

Caçar com ela está a tornar-se  um verdadeiro prazer. Redescobri de novo a magia daquelas jornadas de passo largo, em que o caçador e o seu fiel perdigueiro vão escrutinando o terreno,  cabeço a cabeço, a sua cauda curta a abanar,  rápida,  a mostrar-me que as perdizes estão por ali, a barriga da cachorra baixa ainda mais um pouco quando os rastos estão mais frescos, até finalmente conseguir o tiro, a queda da ave, o cobro e, de seguida,  o prémio da indescritível satisfação de ver a cadela a trazer-me , cabeça levantada, rápido, a perdiz na boca. Quando a entrega, ela dá-ma literalmente para a minha mão, de alma aberta, sem hesitações.

Aliás, com os seus 5 meses e meio de idade, o diacho da cadela, para brincar, traz-me tudo, os cartuchos que a automática dispara, garrafas de plástico abandonadas no campo por incautos, papéis ou sacos velhos, tubos de plástico perdidos que já protegeram plantações de pequenos sobreiros, não há nada que ela não me traga. E eu aceito tudo e recompenso-a sempre com duas ou três festas na cabeça.

Abraço amigo

segunda-feira, outubro 22, 2012

A "Inca" começa a faturar !!


















Nada me dá mais prazer do que fazer uma caçada de salto,
sozinho, com o perdigueiro pela frente, a desbravar as manchas de mato,
restolhos e cabeços do Alentejo.

Neste caso, uma caçada com a minha nova "companheira" braco alemão.

De onde ela me chegou, envio um forte abraço.

Estou muito satisfeito.

Safara, terra de lebres e perdizes

Quando as terras são assim...

... o resultado costuma ser este !

terça-feira, outubro 16, 2012

Reforço do Plantel

































Apresento-vos... a INCA !!

Numa jornada de caça à perdiz e à lebre em Ferreira do Alentejo fui presenteado com uma esperança que me encheu a alma de alegria por voltar a ter condições para a criar e caçar.

Uma cachorra Braco Alemão, com 5 meses, que me deu sinais de séria  promessa  para o futuro e para me acompanhar nas minhas  lides da caça.

Já pára, traz à mão, é mais resistente que muitos adultos, caça em zigue-zague e parece-me muito boa de nariz. Valha-me Deus, que mais posso desejar?

Só há uma coisa que não consegue: trazer-me uma lebre à mão, a boca de dela não tem dimensão para a abocanhar e levantar. Não faz mal, vai as trazendo arrastando-as pelo chão como já pude observar. eheheh !

Abraço amigo

domingo, outubro 07, 2012

De salto, em Ferreira do Alentejo





















Ferreira do Alentejo
Herdade do Paço
5 de Outubro de 2012
Jornada de salto à perdiz, lebre e Coelho


domingo, setembro 23, 2012

Aos coelhos, na Amareleja
















Caça aos Coelhos
23/09/2012
Herdade dos Arrochais - Amareleja

Às 6h00 da manhã,  na Padaria Vitória, por ali escondida numa das ruelas da Vila da Amareleja, não falhou o cafézinho de termo e o pão quentinho barrado com manteiga que me confortaram o estômago, meio vazio, da longa viagem que fiz desde Lisboa . Aproveitei e mandei embrulhar 2 pães alentejanos para levar para casa.

A convite de um amigo meu,  da Empresa onde trabalho, dediquei o meu domingo a uma caçada num dos melhores coutos da zona,  feito este a que não podia faltar, de  maneira nenhuma.

Como cenário, 2.800 hectares de paisagens já muito áridas, agrestes e continuamente castigadas por uma seca persistente que nos assola de há muitos meses a esta parte.

Por ali nos aventurámos, naqueles barrancos profundos e  selvagens, que ladeiam a perder de vista o Rio Ardila, barrancos cheios de pedra de xisto, de rochas enormes e giestas secas , já castanhas de tão queimadas pelo sol implacável do dia a dia naquela terra.

A aventura foi só o de um dia de caça em terrenos pouco amigáveis e com muito, muito calor durante a manhã, a obrigar-nos a beber litros de água, porque o risco, esse, na verdade não existe (se os cães forem razoavelmente bons). Caçar ali é seguramente êxito garantido atendendo à densidade de coelhos existentes. "Moroços" enormes,  repletos de tocas, autênticas cidades subterraneas, dão guarida a milhares e milhares de coelhos espalhados por aquelas terras.

Os cães, esses, coitados,  não têm descanso,  e o que lhes vale são as pequenas charcas escondidas em juncos, por onde passam e saceiam a sede, e onde ganham novas forças para novas voltas e novos combates contra os orelhudos.

Os coelhos, quando descobertos e acossados, saiem tocados em correria desenfreada, com as orelhas coladas às costas. A preocupação deles é subir, subir, subir logo pelos barrancos acima. É por ali, é assim que eles sabem que ganham a batalha aos podengos e mestiços de toda a ordem. Se conseguirem fugir e chegarem lá acima sem levarem fogo e sem que os cães lhe deitem o dente, eles bem sabem que do outro lado está a salvação podendo entocar na outra vertente,nos buracos mais próximos.

Ao longo da manhã, a "estouraria" foi intensa. Quem captura mais são sempre as portas, cuidadosamente colocadas pelo Guarda à medida que as matilhas vão avançando no terreno.

Quem está de salto, com muitos cães  a caçar e a rodearem os matagais, aí os coelhos fogem mais afoitos e os caçadores acabam por se conterem e muitas vezes não arriscam atirar com os cães a latirem desalmadamente à sua volta.

No final, um quadro de caça generoso e à minha conta foram pendurados uma dúzia de orelhudos.

Dois já estão no frigorífico, cortadinhos e temperados com pimentão vermelho alentejano, para amanhã  fritar e beber umas "bejecas" fresquinhas.

J. Alves , quando quiser diga-me que eu vou lá outra vez... !

Um abraço amigo

sábado, setembro 22, 2012

Epitáfio de Rolas 2012





Cada vez menos... e foram nesta lua de princípios de Setembro( foto tirada em Pias à noite )

Bem que dizia o Zé da B.!

Deixámos de as caçar ... ! -este ano.

Abraço






terça-feira, setembro 04, 2012

Enquanto não vêem as rolas...pescam-se achigãs























Enquanto esperei pela abertura das rolas, acabámos por combinar um dia de pesca aos achigâs.

Não, a piscina que se vê não foi onde pescámos os achigãs mas sim o complexo rural em Alcáçovas para onde fomos , de véspera, descansar.

Logo após o pequeno almoço, aí pelas 09h30 dirigimo-nos para o local da pesca, ali para os lados do Vale da Arquinha.

Durante a manhã, com a ajuda das rapalas mas sobretudo das amostras de borracha entaladas em anzóis tipo "pescoço de cavalo" bom trabalho démos aos nossos amigos peixes. A caixa do equipamento está equipada para medir o tamanho do peixe  e a preocupação residiu em apanhar tudo o que fosse do tamanho legal. O que não atingia o comprimento estipulado hoje em dia pela lei era devolvido à água.

É um dos meus petiscos favoritos no Verão, pelo que logo que chegámos a casa, fui "amanhá-los" e ao final da tarde já estávamos sentados, a comer meia dúzia deles, com umas cervejolas bem geladinhas.

O molho para o achigã grelhado é simples: muito coentro picado, sumo de limão, manteiga derretida e tudo bem misturado e a pincelar durante a assadura.

Bom apetite.

Abraço