quarta-feira, julho 10, 2013

Quase perdia a INKA


































7 de Julho 2013
Herdade de Vale de Lobos
Álcacer do Sal
Campo de treino com solta de perdizes.

40 anos de experiência na caça com cães de parar e cometi um erro crasso, indesculpável.

Debaixo da vontade de dar treino à cadela, com solta de algumas perdizes, ainda pouco emplumadas, encontrei-me com o Guarda da organização em Álcacer, às 06h30, em frente aos Bombeiros da Cidade. A esta hora o termómetro do carro já marcava 29,5 graus. De notar que foi o dia mais quente do ano, no Distrito mais quente em Portugal ( Setúbal : 42,5 graus )

Dali até à Herdade são ainda uns bons 10 Km. O campo de treino é composto por pastos muito altos, pouco "trespassáveis" que obrigaram a cadela, na busca,  a andar quase sempre em passo de corrida, e aos saltos, a vencer barreiras, para caçar. Logo aí começou o tremendo desgaste. Logo aí,  com as temperaturas que já se faziam sentir e com alguns meses de inactividade nas pernas,  deveria ter previsto o que se poderia passar.

A cadela, de grande nobreza no cumprimento da sua paixão, tudo fazia como se nada pudesse acontecer.

Ao fim de hora e meia, a Inca depois de marrar uma perdiz amagada no mato, deixou-me aproximar, colocar-me de lado para que me pudesse ver bem e, em poucos segundos, a perdiz arrancava e caía, a tiro,  a 50/60 metros,  no pasto profundo. A Inka arrancou para o cobro e poucos minutos depois trouxe-me à mão a perdiz e, deitando-se,  de lado,  no chão, exausta, abriu a boca e deixou cair a perdiz da boca.

Aí sim, apanhei um verdadeiro susto " é lá, que se passa cadelita ?" - levantei-a, dei-lhe água imediatamente e por ali acabámos o "treino".

Já a chegar a casa, por volta do meio dia, dentro da carrinha, oiço  a Inka a vomitar. Fui observar e era um líquido branco. "Provavelmente estará mal disposta" - pensei.

Em casa, quando tocava na água, para beber, deitava-a logo fora com um vómito.

Incomodado, embora sendo domingo, liguei para o veterinário e indiquei-lhe, sem hesitações,  os sintomas.

"Leve a cadela já para o meu consultório e encontramo-nos lá. Se não a levar, ela em 1 hora pode morrer-lhe"

Um quarto de hora depois, a Inka estava deitada em cima de uma "marquesa" , com uma toalha de almofadas de gelo por cima, Cada centímetro do animal foi arrefecido desta maneira, com gelo. A Inca quando entrou estava com 170 pulsações por minuto e com 41 graus de temperatura.

Depois de arrefecer, levou 2 injecções, uma para prevenir lesões cerebrais e outra para tentar evitar lesões intestinais.

Depois de levar um correctivo do Vet, levei-a para casa,  com a missão de a fazer regressar no dia seguinte,  à 1ª hora da manhã,  novamente  ao consultório. Deveria verificar logo de manhã se as fezes seriam de diarreia com sangue. Felizmente que, o que tinha feito, eram fezes firmes e sem indícios de sangue. Já no consultório o médico, depois de lhe fazer os exames normais,  disse-me que eu poderia considerar-me um homem cheio de sorte, pois os golpes de calor geralmente são fatais aos cães e, quando não o são, podem deixar sequelas incontornáveis.

A Inka demorou 2/3 dias para recuperar. Agora parece-me bem e já totalmente  recuperada. No entanto, lembro-me constantemente das palavras do médico:"Sou um homem de sorte"

Mas também me lembro do enorme erro que é caçar com um cão debaixo de altas temperaturas e condições extremamente adversas para o animal.

Escrevo para que todos aprendam com esta má experiência. A paixão dos nossos cães ( e a nossa ) somos nós que a temos de refrear,  sob pena dos resultados imediatos serem os piores.

Um abraço de amizade.


Pesca e Campo em Mini-Férias




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3 a 5 de Julho 2013
Dias de calor tórrido no Alentejo.
Turismo de Habitação com pesca integrada no Programa de Estadia
Herdade da Amendoeira
Santana do Campo - Arraiolos

3 belos dias muito bem passados com o meu filho mais novo.

Boas instalações, ar condicionado nos quartos, um óptimo pequeno almoço com os produtos feitos na  Herdade ( requeijão fresco, queijo, pão, doces e compotas, bolos caseiros, sumos naturais de laranja e papaia ...etc... )

De manhã, dar uma pequena volta com a minha Inca ( à trela) e observar as dezenas ( centenas?)  de coelhos que por ali saltitam alegremente entre o mato, as pedras e os pomares. Só se vê rabinhos brancos a fugir de um lado para o outro e a Inca,  tresloucada, com todo aquele movimento.

A seguir ao pequeno almoço optar por fresca piscina ( o calor muito cedo se faz sentir ) ou arriscar um pouco mais e ir de Jeep visitar um do açudes da Herdade onde nos podemos divertir e fazer boas capturas de achigã. Na foto acima, o Miguel com um bom exemplar que acabou, grelhado, à minha mesa, já em casa, com molho de manteiga e poejos, acompanhado de um bom branco gelado.

Por Arraiolos, à noite, come-se bem. A publicidade está indicada no prato e as migas de coentros estavam deliciosas, no ponto, a acompanharem uns "lagartos" de porco preto deliciosos.

O Miguel optou por uns lombinhos de porco grelhados, com ananás natural, também grelhado.

Da doçaria,... nem me pronuncio.

Pelas estradas mais interiores, nas horas mais frescas da tarde, já se vêem as mães perdizes acompanhadas dos seus filhotes, prenuncio de boa época de caça para este ano.

Um abraço amigo ( já só falta pouco mais de um mês ).


segunda-feira, fevereiro 18, 2013

Final da Época 2012/2013





















Extraordinária época de caça.

Desde os torcazes de verão, passando pelos coelhos de Setembro, atrás das lebres e perdizes do Outono e perseguindo sem tréguas os tordos de inverno, esta foi, talvez, uma das melhores épocas de sempre.

Mas a melhor companhia de todas, a mais fiel , a mais humilde, aquela que me acompanhou por todo o lado ( aqueles passeios à noite em Moura e em Mértola ) durante centenas e centenas de Km,  e que muitas noites dormiu dentro da minha carrinha pcientemente à espera que chegasse a manhã para ir para a caça, foi a que está nesta foto e a quem desde já presto a minha homenagem.

Sem pieguices, foi ela que fez equipa comigo, que partilhou comigo, que fez sacrifícios, que foi castigada e logo a seguir lambeu-me a mão. Não há amizade igual à de um cão, neste caso cadelita.

Está com 9 meses.

Que Deus me dê saúde e sorte para poder continuar a desfrutá-la na próxima época, ainda com mais intensidade, com mais partilha, com mais equipa.

É esta a minha INKA !

Abraço amigo.

terça-feira, fevereiro 12, 2013

Tordos de Carnaval




















Moura
Monte Branco


Excelente caçada de tordos .
Este género de caça vai somando cada vez mais pontos nas minhas preferências.
Tinha prometido à minha mulher regressar a casa às 11h00 para fazer umas compras.
Assim o fiz ( depois de ter dado cerca de 110 tiros )

Como é apanágio nesta Zona de Caça solto sempre a Inca para fazer uns Kms de trote à frente do carro. A cadelita adora fazê-lo porque, no seu instinto,  vai sempre caçando.Como aquilo não tem propriamente o transito da A5 e está vedada de ambos os lados o local é o ideal para este exercício pois são cerca de 5/6 Km sem parar.
A partir de determinada altura acabam as vedações e aí ela entra direto nas planícies verdejantes. É mais ou menos o tempo de a recolher e regressar a casa.

Um abraço amigo





segunda-feira, fevereiro 04, 2013

Tordos em Santa Iria












































02/02/2013
Herdade dos Peixotos
Santa Iria

As aparências iludem e na foto, retirando mais 3 ou 4 caçadas, em geral foi fraco de tordos.

Um vento gélido e forte a meio da manhã comprometeu os resultados da maioria das portas, já que os tordos alinharam todos pelo mesmo diapasão e, contra o vento, parece que eram puxados por um fio para passarem todos por cima das portas 3,4 e 5.

Tordos já muito atirados a obrigarem a preparar muito bem os abrigos e ter a pontaria bem afinada, pois, caso contrário, os resultados serão parcos. Se assim não fôr estará comprometida a caçada.

Mas Santa Iria é a terra das surpresas e quando num dia não há tordos, no outro dia pode estar "entupido" deles, utilizando uma expressão do meu amigo Zé S.

A 1º foto foi  tirada com iphone e a 2ª já com a compacta sony.

Um abraço amigo

domingo, janeiro 27, 2013

Por nada deste mundo...




















27 de Janeiro de 2013
ZCT Herdade das Serras
Alqueva - Portel


A convite do meu amigo PM, Gestor desta Zona de Caça, fui fazer o último dia de caça à perdiz nesta Herdade.

Um treino a sério,  para manter a Inka em forma,  proporcionou-me uma extraordinária jornada de caça com esta minha nova companheira que não dou, não troco nem vendo por nada deste mundo, tal a afeição e admiração que consigo ter por este animal.

Cacei hoje sozinho, peço desculpa, cacei com ela às perdizes em dia que se previa de chuva intensa mas que, em toda a manhã, nem uma pinga me caiu em cima, embora, no bornal, à cautela,  levasse o impermeável. Não precisei e bem me arrrependi de o levar pois ao fim de algumas horas já vai incomodando. O PM foi no Jeep, com a mulher, à procura de cogumelos ( Ilarca?) .

À tarde , no regresso a casa, a chuva mais parecia um  dilúvio a fustigar as estradas e campos do Alentejo.  Santo Huberto, o Padroeiro dos caçadores, decididamente tem estado comigo.

O dia de hoje presenteou-me com uma lição importantíssima. A diferença gigantesca que é caçar com e sem cão.

Não me consigo imaginar, vou repetir, não me consigo imaginar,  a caçar sem cão, sozinho,  num dia destes, naqueles cabeços de montado, com semeaduras de inverno e arrifes de mato para conferir protecção à caça. Rapidamente, abriria a espingarda, retirava os cartuchos e voltava para o Monte.

Agora ir a elas com a Inka é claramente "outra dança".

Sempre que lhe apanha o rasto, a cadela baixa-se toda em "modo felino". A curta cauda transforma-se,  de repente, como se fosse um limpa pára-brisas a funcionar com temporal forte, e o ruído do nariz a aspirar os odores do chão, deixam-me imediatamente de arma bem cerrada nas mãos e em total estado de alerta. Mais cedo ou mais tarde eu sei que a INKA as vai levantar, pois esta cadela, para além de ter um nariz extraordinário tem uma paixão em seguir as pistas da caça que me deixam quase sempre de boca aberta e com a certeza de que, pelo menos,  as vou ver.

Começou assim e subiu um cabeço onde me faltou as pernas para a acompanhar. Só lhes ouvi o bater das asas do outro lado.Chamei-a e apliquei-lhe um corretivo com C grande.

Mais à frente , numa semeada verde, olho para o lado esquerdo à sua procura e vejo-a parada, num ponto mais elevado do que onde eu estava, a olhar para mim. Demorei a entender que a cadela estava a descer a ladeira e marrou-se com caça. Volto-me para ela, rápido e começo a subir muito devagarinho direitinho a ela .A Inka  dá dois passos mais abaixo e pára de novo. Entretanto vai olhando para mim. Faço um esforço para ver o que está no verde cereal, no solo molhado, entre os dois.
Mais um passo e endireito a espingarda mais a jeito. Volto a olhar para o chão e - finalmente - lá consigo ver a perdiz completamente amagada numa leira. Aí descomprimi. Já a tinha visto. Agora era só trabalhá-la com a cadela e conseguir um ou dois tiros bem sucedidos. Com um espaço de 10 metros entre nós, a perdiz salta em voo acelerado, para o lado direito, a tentar resguardar-se com os sobreiros.
Deixei-a endireitar, apontei com calma e bastou um só tiro a uns 30 metros. Quando caiu, já a INKA estava praticamente em cima dela.

Das 7 perdizes que cacei, todas elas foram cobradas pela INKA. 2 delas de asa. Uma caiu dentro de uma ribeira saiu do outro lado toda molhada e desatou a subir o montado. Podia tê-la rematado com um tiro. Não me preocupei e deixei a INKA trabalhar. Ainda esteve ali meia perdida mas controlei-me e deixei-a trabalhar sozinha. 3 ou 4 minutos depois estava a cobrar a perdiz a meio da encosta. Ajeita-as na boca e depois traz-me as aves à mão, intactas.

A outra que caíu de asa, se não fosse ela ia mesmo embora. Caiu ferida a uns bons 40/50 metros e desatou a correr a patas. Não fora a rapidez da INKA em ir ao tombo e abocanhá-la depois de algumas rabias e o resultado da caçada tinha ficado em 6 aves.

O dia, desagradável, frio e cinzento, transportava uma brisa forte, de sul, que fazia adivinhar chuva mais cedo ou mais tarde.

Caçando à minha frente, de chanfro sempre no ar ( tenho visto inúmeros pointers com muito piores performances neste aspecto) vejo a cadela a marrar,  com o nariz dirigido para o topo do cabeço. O vento vinha de lá, do outro lado e imediatamente soube que era caça. A paragem dela não me engana. Estaca e, nesse momento, o mundo é todo dela, completamente autista mas com um instinto predador altamente focado . Vou subindo o cabeço com alguma dificuldade e ela acompanha-me, lenta,em passadas curtas e sempre a parar, em guia prolongada. Espectacular. Quando consigo olhar um pouco para a linha superior do cabeço vejo 2 cabecinhas do outro lado a correrem desalmadas. Levantam em voo rápido e desferi 2 tiros só por descargo de consciencia pois sabia que não as atingia tal a distancia. Mas a INKA merecia saber que as levantou e que levaram gatilho do dono.

Das 7 abatidas , 3 foram paradas pela cadelita ( pois é, ainda só tem 8 meses ) e todas elas cobradas e trazidas à minha mão.


Pelas 13 horas encontrámo-nos no Monte, arrumámos a tralha e fomos almoçar ao Luís da Amieira, umas migas de espargos selvagens, acompanhadas de umas plumas grelhadas.

O regresso a Lisboa foi quase todo feito debaixo de forte chuvada.

Agradeço ao PM a oportunidade que me deu e um muito especial agradecimento ao António ( ele sabe quem é) responsável por esta cadelinha ter vindo parar às minhas mãos.

Um dia, lá para o 2º ou 3º cio,  vou-lhe tirar uma barriga. A dificuldade vai ser... encontrar um "parceiro à altura".

Abraço amigo













Nova jornada de tordos em Serpa












 















Tordos em Serpa
26 de Janeiro 2013

A boa disposição imperou na véspera ao jantar.

As expectativas de caçar em Santa Iria são sempre elevadas.

No entanto os tordos falharam neste sábado.

A melhor das 16 portas  foi a 7 ( precisamente a minha ) com cobro de 32 pássaros.

Descobri um cartucho fenomenal.

Abraço amigo



segunda-feira, janeiro 21, 2013

Depois da Tempestade... a Tordada !!...


















20/01/2013

Tordos na Serra da Adiça
Clube de Caça Serra da Adiça

Por ali , por aquele cantinho da Serra , muito tordo entra para ir aos olivais comer azeitona.

Esta é, sem dúvida, uma das minhas zonas predilectas para caçar ao tordo.

Portas colocadas criteriosamente em locais onde se vê o tordo a "entrar" , onde nos baixamos nos aguardos, joelhos ligeiramente dobrados, agachados, de arma aperrada nas mãos, ansiosamente  à espera que eles entrem, e onde nos levantamos quando estão praticamente por cima de nós.

Para a esquerda, para a direita, por cima ( tiro del rey ), de frente - a tapar o pássaro,  é assim que se deve caçar o tordo, que nesta altura já anda desconfiadíssimo.

No sábado 19, por questões profissionais, fiquei em casa e fiquei bem,  a acabar um trabalho que tinha em mãos. Quem foi, teve muito azar com o temporal que fustigou todo o País, de Norte a Sul.

No domingo veio a bonança e aqui, neste cantinho da Serra da Adiça , os tordos entraram com fartura.

Gente simpática, respeitosa, com média de idades já na ordem dos 50 anos, não se deixam ficar atrás dos mais novos e "gatilham"  bons molhos de tordos , conseguidos quase todas as semanas.

16 portas para 4 frentes de Couto de 1.200 Ha é um luxo nos dias de hoje.

Ao almoço, uma saudável caldeirada de bacalhau com todos, comida na sede do Clube de Caça, foi a cereja em cima do bolo.

Até domingo.

Abraço




sábado, janeiro 12, 2013

Assim já estamos melhor... !!

TORDOS NO SEU MELHOR





















12/01 /2013

Boa Caçada aos Tordos em Serpa - Santa Iria

Um dia regular, com bons aproveitamentos nalgumas portas, atingindo os limites da Lei.

Notou-se uma diminuição geral do nº de tordos pelo que outras portas , menos afortunadas, não obtiveram resultados tão fartos.

Os tordos começam a estar já em verdadeiro  "estado de alerta". São necessários, boa cobertura,  escolha acertada de local estratégico no perímetro da porta que nos calha e alta concentração em meia dúzia de horas de caça.

Nesta herdade, especialmente vocacionada para a espécie, os tordos aparecem de todas as frentes pelo que há que manter a calma e não deixar subir demasiado a adrenalina sob pena de começar a falhar "a torto e a direito".

Um abraço amigo





segunda-feira, janeiro 07, 2013

Última de Perdiz ?...




 



06/01/2013
Agora mais para baixo,  , a 10 Km a sul de Mértola.
Dia de nevoeiro que só levantou pelas 11 horas, retardando ao máximo a caçada.
As perdizes, ásperas, já não "dâo gatilho".
9 espingardas, entre elas 3 portas, tudo boa gente, conseguiram 23 bicos.
Só numa porta foram abatidas 9, quase 50% do resultado final.
Por aqui se vê que quem caçou de salto,  andou ... a "penar".
Só lhes ouvíamos as asas...
Fica uma cheirinho de video para aquelas que ficam no campo e para o que a próxima época nos pode reservar de bom.
Um abraço amigo.

Os tordos andam "escaldados"...





















05/01/2013
Santa Iria - Serpa
Centenas de tordos no ar.
Muito altos. Pousavam somente lá no meio do olival.
A porta também não ajudou. O 13 sempre dá azar...para quem é supersticioso.
Algumas portas foram autênticos "portões".
Abraço amigo



terça-feira, dezembro 18, 2012

Dia de caça...mas para os tordos!





















16/12/2012

Há daqueles dias...

Serra da Adiça

Nº de tordos cobrados:27
Nº de tordos vistos: Não digo !
Nº de tordos atirados: Não digo !
Nº de tordos falhados: Não digo !
Nº de tiros dados: Não digo !

Chiça Penico! - foi mesmo daqueles dias, mas para o lado dos tordos.

Cheguei a um ponto que, sem hesitações,  arrumei a espingarda e acabei a manhã a dar uma volta no olival, com a Inca, pelas portas dos outros companheiros, à procura de tordos cobrados mas não achados. Ainda descobriu 3

Para a próxima será melhor.




terça-feira, dezembro 11, 2012

A nossa Perdiz Vermelha


















09 de Dezembro de 2012

É quase um chavão mas a sua caça traz-nos mesmo, invariavelmente, sensações fortes e intensas.

Possantes e esguias, as perdizes adultas furtam-se, com inteligência,  aos cães, no meio daquelas estevas e dos matos,  até mais não poderem. Quando se sentem já definitivamente encurraladas, sem saída possível, saltam, fortes, cacarejando e batendo as asas com toda a força que têm e que podem, sendo frequente vê-las, de "asa aberta", em fuga, a grandes alturas, em voos planados, tentando escapar em velocidade aos seus implacáveis perseguidores.

A maioria acaba por conseguir a fuga com êxito, mas outras, menos felizes ( ou espertas) terminam por cair debaixo do fogo certeiro das espingardas dos caçadores, sendo depois cobradas pelos cães perdigueiros que nos acompanham.

As planícies onduladas,  a perder de vista,  do Concelho de Mértola , mistas de mato de estevas com sementeiras de inverno, são das minhas favoritas para caçar a esta espécie.

As fotografias acima foram tiradas no passado domingo,  num regresso, para a repetição de um dia memorável, onde, 12 meses depois, nos juntámos novamente, em salutar convívio e camaradagem.

Retomámos ali, uma vez mais,  uma jornada de caça de salto à perdiz.

A Zona de Caça é o Moinho do Monte Novo , Proc 5734 da DGF,e caçar nesta Herdade, de alguns milhares de hectares, com aquela tipologia de terrenos, é um prazer que eu não consigo de forma alguma descrever, isto é não há palavras que o descrevam, só lá caçando é que nos apercebemos da magia desta caça e desta Herdade.

Para além da perdiz vermelha, o caçador,  ali,  tem sempre  a oportunidade de cobrar, no seu percurso, geralmente de 4 ou 5 horas seguidas de caça de salto,  alguns coelhos e uma ou outra lebre que sempre se vão levantando aos cães.

Verdadeiro prazer,  total!


domingo, dezembro 02, 2012

Grande dia de tordos


















Serra da Adiça
Monte Branco
Zona do Figueiral
02 Dezembro 2012
40 tordos
103 tiros
JK8 , chumbo 9 e 8 , Pólvora A2
Boas caçadas em geral. Tordos a entrarem bem às portas.
Divertimento, adrenalina e exercício toda a manhã.
Quem disser que caçar aos tordos não cansa está a mentir.
Só se caçar com mochileiro,porque ir apanhar 40 tordos tem que se lhe diga.
A INCA foi mas só para companhia.
Almoço no Monte,  boas postas bacalhau cozido com batatas.
Viva os tordos !!!!

segunda-feira, novembro 26, 2012

E o ensino prossegue...


















24 e 25 Novembro


A Inca continua a sua aprendizagem nas perdizes.
No sábado foi um verdadeiro festival de chuva e...de bem caçar. 
Começava a dar ao rabo,baixava a barriga, seguia o rasto, entrava nos arrifes de mato e acabava por expulsar de lá de dentro as perdizes, direitinhas, para mim, para o dono dar ao gatilho.
As feridas.. não ficou nenhuma. Cobrou-as todas, sem excepção. A cadelita caça de nariz no ar que mais parece um pointer. Tem um defeito, está já a caçar longe. Como tem o faro muito apurado e muito vício e carga genética no sangue, segue entusiasmada os rastos,  indiferente, muitas vezes, ao chamamento do apito.
Não gosto de coleiras de ensino. Espero não ter de as usar, vamos lá ver.


Experimentei-a no domingo e levei-a aos tordos à Serra da Adiça, mas o estar ali parada não é nada para ela.
Ao fim de longos minutos, desatou a ladrar-me, aborrecida como que a dizer:
"Que é que estás aí a fazer pá? Aos tiros para o ar? Mas afinal o que é isto, onde é que estão elas ? Vamos mas é embora à procura delas..."
Como não parava de ladrar, acabei por levá-la para o carro e guardei-a na caixinha. Passado um bocado fui espreitá-la e, lá estava, a dormir solenemente, com o sol a bater-lhe em cima. As perdizes de sábado fizeram "mossa" ....
23 tordos, 75 tiros e dei-me por satisfeito . Mais para quê?


domingo, novembro 04, 2012

Faça sol, chuva( muita ) frio ou vento ( muito) ...


















04 Novembro 2012

A paleta de cores do Alentejo, sobrepõe-se às condições verdadeiramente agrestes do temporal de vento e chuva tão forte que mais pareciam agulhas a picarem-me a cara, foi isto que encontrei e enfrentei este fim-de-semana em Safara, de oleado às costas.

Quer acreditem quer não a sensação de liberdade e isolamento nestas condições são fatores absolutamente fantásticos para mim.

A "Inca" , a minha braco alemão fêmea, continua a sua aprendizagem e, para já, em matéria de cobro e "trazer à mão" estou talvez tentado a considerá-la quase... "fora de série".

Caçar com ela está a tornar-se  um verdadeiro prazer. Redescobri de novo a magia daquelas jornadas de passo largo, em que o caçador e o seu fiel perdigueiro vão escrutinando o terreno,  cabeço a cabeço, a sua cauda curta a abanar,  rápida,  a mostrar-me que as perdizes estão por ali, a barriga da cachorra baixa ainda mais um pouco quando os rastos estão mais frescos, até finalmente conseguir o tiro, a queda da ave, o cobro e, de seguida,  o prémio da indescritível satisfação de ver a cadela a trazer-me , cabeça levantada, rápido, a perdiz na boca. Quando a entrega, ela dá-ma literalmente para a minha mão, de alma aberta, sem hesitações.

Aliás, com os seus 5 meses e meio de idade, o diacho da cadela, para brincar, traz-me tudo, os cartuchos que a automática dispara, garrafas de plástico abandonadas no campo por incautos, papéis ou sacos velhos, tubos de plástico perdidos que já protegeram plantações de pequenos sobreiros, não há nada que ela não me traga. E eu aceito tudo e recompenso-a sempre com duas ou três festas na cabeça.

Abraço amigo

segunda-feira, outubro 22, 2012

A "Inca" começa a faturar !!


















Nada me dá mais prazer do que fazer uma caçada de salto,
sozinho, com o perdigueiro pela frente, a desbravar as manchas de mato,
restolhos e cabeços do Alentejo.

Neste caso, uma caçada com a minha nova "companheira" braco alemão.

De onde ela me chegou, envio um forte abraço.

Estou muito satisfeito.

Safara, terra de lebres e perdizes

Quando as terras são assim...

... o resultado costuma ser este !

terça-feira, outubro 16, 2012

Reforço do Plantel

































Apresento-vos... a INCA !!

Numa jornada de caça à perdiz e à lebre em Ferreira do Alentejo fui presenteado com uma esperança que me encheu a alma de alegria por voltar a ter condições para a criar e caçar.

Uma cachorra Braco Alemão, com 5 meses, que me deu sinais de séria  promessa  para o futuro e para me acompanhar nas minhas  lides da caça.

Já pára, traz à mão, é mais resistente que muitos adultos, caça em zigue-zague e parece-me muito boa de nariz. Valha-me Deus, que mais posso desejar?

Só há uma coisa que não consegue: trazer-me uma lebre à mão, a boca de dela não tem dimensão para a abocanhar e levantar. Não faz mal, vai as trazendo arrastando-as pelo chão como já pude observar. eheheh !

Abraço amigo

domingo, outubro 07, 2012

De salto, em Ferreira do Alentejo





















Ferreira do Alentejo
Herdade do Paço
5 de Outubro de 2012
Jornada de salto à perdiz, lebre e Coelho