quarta-feira, novembro 03, 2010

Nunca tinha visto













Sem nenhum registo em especial, o dia 24 de Outubro foi passado em boa companhia, numa caçada aos coelhos e lebres que teimaram em não aparecer como desejaríamos.

Um bom dia para a caça. Engraçado o exemplar abatido e que coloquei no medley de fotografias.

Tinha uns dentes de baixo que lhe chegavam ao nariz...! - nunca tinha visto tal coisa

Abraço

segunda-feira, outubro 18, 2010

A 1ª Caçada às Perdizes













Em Serpa, claro ! -como não podia deixar de ser.

Quinze dias antes não tinha conseguido fazer a minha tão almejada abertura às perdizes pelas razões que apontei na história anterior.

Agora, a ansiedade, como é natural, estava mais do que exponenciada.

Sábado a seguir ao almoço saímos ( "com o mais novo" ) e fizémo-nos à estrada direitinhos à A2, com desvio para Beja pouco depois da área de serviço de Grândola.

Em Santa Margarida do Sado, depois de vermos as obras da nova ponte, parámos para esticar as pernas e para o "condutor " beber um cafézinho. No local, grande azáfama, como de costume, diversos veículos com reboques repletos de cães de caça de todos os géneros e feitios ali estavam estacionados enquanto os caçadores, dentro dos Cafés, refrescavam as gargantas, pois a tarde estendia-se bastante quente.

Parámos por ali a observar uns podengos absolutamente lindos que estavam dentro de um dos ditos reboques quando, de repente, olho para a direita e vejo na estrada o Zé G e a R. a chegarem de carro. Não tínhamos nada combinado pelo que a satisfação do encontro, claro, foi grande. Parece que tínhamos combinado mas não, era pura coincidência. Sabíamos, isso sim, que ambos estávamos no caminho para Serpa e para Vila Nova de São Bento para caçarmos juntos no domingo, mas encontrarmo-nos ali não estava previsto.

Seguimos viagem e perto de Beringel, prenúncio de sorte, saltam-me do lado direito da estrada 4 perdizes que, com um possante voo arqueado, atravessaram a via por cima dos carros e passaram para o lado oposto da estrada,planando, de asas abertas, para irem pousar dentro dos restolhos. Bom sinal - pensei, pois nestas coisas sou sempre supersticioso. Amanhã até vêm ter comigo...!

Chegados a Serpa, fomos sem demora para a "nossa" Residencial Serpínia, ali, logo à entrada da cidade, e ainda consegui assistir, no terraço do quarto, em perfeito relaxe espiritual, ao espectáculo de cor do pôr do sol, que deixa-me sempre completamente extasiado .

Nessa noite fomos jantar a Pias, com o Zé G. e a R. , ao Restaurante O Adro - recomendo vivamente - do melhor que há na zona. À refeição, serviram-nos uns deliciosos secretos, retalhados em pequenos golpes, para lhe retirar toda a gordura à medida que vão sendo grelhados. O Zé, esse, encheu-se de coragem e, embora não fosse muito recomendável àquela hora da noite, comeu uma gravanzada, típico prato alentejano. O vinho, claro, de Pias, tinto. As sobremesas, de chorar e berrar por mais - uma deliciosa tarte de coco e um bolo encharcado.
O mais novo, claro, deliciou-se com um corneto de morango que é aquilo que ele mais gosta. Depois dos cafés, as despedidas e, enquanto o Zé seguiu para V N S Bento, eu e o Miguel, debaixo de um céu estrondosamente estrelado, fomos para Serpa, dormir o sono dos justos.

Desta vez sim, a noite foi muito bem dormida e às 06h00 da manhã estava já a pé, a tomar um belo dum duche quente. Quando saí da casa de banho já o Miguel estava dentro do quarto todo equipado com a roupa de caça . Se fosse lá em casa demoraria pelo menos 1/2 hora para se vestir. Aqui...nem lhe preciso dizer nada.

Depois de um opíparo pequeno almoço na residencial, fomos para o Monte do P, na Vendinha, ponto de encontro dos caçadores, nesse dia 17 de Outubro. O nevoeiro, cerrado, fazia antever algumas dificuldades iniciais, mas sabíamos que rapidamente desapareceria com os primeiros raios de sol. E o tempo, também o sabíamos, ia estar completamente solarengo e quente.

Calhou-me "em sorte" uma porta logo no início da caçada e, de seguida, iria fazer metade da jornada a caçar de salto.

Já na Porta ( a 4) , desembainhei a minha Benelli e carreguei-a com 3 cartuchos Rotweill, 36 gr, ch 6.

Alguns minutos depois já se ouviam os tiros e os gritos da linha de caça que, ao longe, vinha caçando direito a nós.

Um bando de 4 passam-me rápidas, por cima, golpe de rins e ao primeiro disparo derrubo a 1ª perdiz da temporada. Ui, que sensação fantástica. O Miguel vai a correr e cobra-me a perdiz. no tombo. Fêmea nova, de criação deste ano. Que pena - pensei - a minha paixão são os perdigões velhos.

Alguns minutos mais tarde "entra" outro bando de cerca de 7, de asas abertas, voam encosta abaixo direitas ao Ti Manel. Ainda assobio mas ele não não conseguiu ver ou ouvir. Acontece. Ganharam o dia e foram-se todas embora

Acabada a fase da porta, o Miguel ajuda um companheiro e , satisfeito, leva na mão, pela estrada abaixo, até às carrinhas, uma lebre morta "à porta".

Já em cima das carrinhas de caça, dirigimo-nos para outra zona da reserva. Aí iríamos caçar de salto. Era o que eu mais queria. Infelizmente acabámos por ir caçar para uma zona de matos cerrados, com tojo, giestas e pinheiros, pouco agradável de andar ( o Miguel que o diga). As perdizes , essas, iam escapando à nossa frente, em voos largos, sem darem tiro. Uma lebre salta no pasto, à frente dos pés do Miguel "Pai olha, olha!! - encaro a Benelli , deixei-a esticar-se aí uns 15 ou 20 metros e, tiro fácil, cambalhota e estendida no pasto. O Miguel, radiante, pega na lebre e prontifica-se logo para a levar.

Algumas centenas de metros mais à frente, já as perdizes começavam a "espirrar" para trás, com longos voos para terrenos que elas conhecem melhor. É aí a oportunidade única. que temos de lhes causar algumas baixas. Com 2 tiros "despego" uma lá do alto, pendura as duas patas e segue. Baixo-me, sigo-a com o olhar mas já não consegui ver onde caíu. Perdiz com as patas penduradas, onde cai, morre. Eu sabia. Por isso, enchi-me de coragem e com o suor a escorrer-me copiosamente pelo rosto e a empapar-me a camisa fomos procurá-la. O Luís, à minha esquerda, dizia-me: " Vieira, olhe que via-a cair aí no meio dos pinheiros, espere aí que dou-lhe aí uma ajuda". A cadelita dele, uma bela perdigueira castanha escura, pouco precisou de procurar. Um ou dois minutos após, aparece com a perdiz na boca. Macho grande com esporão saliente, belo exemplar. "Obrigado Luís" - agradeci.

À frente, novo lance. Perdiz fugida da linha, passa-me por cima da esquerda para a direita, disparo a cerca de 20 metros de altura e cai redonda, "sem espinhas"-como se costuma dizer. O Miguel corre barranco acima e vai apanhá-la.

Ainda outro lance. Lebre fugida da linha, com 2 tiros falhados do Luís, passa por trás de mim a uns 40 metros. Benelli a funcionar, um disparo e a lebre dá um salto ficando estendida no mato. O Miguel corre. A lebre, macho grande, esperneia forte e vejo que o Miguel está com dificuldades para a segurar. Poiso a espingarda, corro, pego-lhe pelas patas de trás e ensino-lhe. "Miguel, na caça, aos animais devemos evitar que sofram desnecessariamente. O bom caçador, após a captura, termina imediatamente com o sofrimento de um animal que esteja ferido. "Vou explicar-te como se faz. Com um golpe fatal , com a mão em cutelo, por trás das orelhas , a lebre morre de imediato. "Vês, assim não sofre Miguel, podes levá-la".

Naqueles cerros desfrutei muito ainda e pude assistir à fuga de diversos bandos que por ali estavam encurralados. Talvez perto de 30 ou 40 perdizes conseguiram a fuga. Abatidas, pouco mais de meia dúzia, se tanto.

Regressados ao Monte, tirei ainda uma última foto com a caça pendurada e, de seguida, separou-se a caça em montes e procedeu-se à distribuição por todos os caçadores.

Da minha parte, abatidas, pendurei 2 lebres e 3 perdizes.

Depois, fomos todos almoçar.

O almoço, esse, uma iguaria meus caros. Achigâs grelhados, de bom tamanho, pescados na véspera, em Espanha, algures nos açudes, pelo presidente da associação, Zé T.

Logo de manhã , na cozinha do Monte, tinham sido estripados e temperados com sal. Para os comer, foi servido com um molho especial feito com ( francamente não sei o quê) mas com ervas e especiarias. Do outro mundo!

Depois do almoço, fui espreitar o Miguel. Estava a brincar com os cães. Fez um amigo, o João , filho do B. e, por isso, também para eles miúdos, o divertimento é grande e intenso. Fui dar com eles dentro da caixa aberta de uma carrinha, um a jogar psp e o outro a dar tiros com uma pistola de ar, de brincar. Os cães do Luís, cansados, claro, não lhes ligavam patavina, dormindo profundamente.

Estripadas as lebres e os coelhos que levámos, já na esplanada do café do Luís da Vendinha, ainda esperámos pelo Zé S. e pelo G. que tinham ido para Mértola, às perdizes.

Saí às 17h30 e cheguei às 20h15 a S João do Estoril. No caminho, o Miguel, dormiu profundamente ao meu lado, todo o caminho.

Às 09h30 eu e o Miguel já dormíamos profundamente nas nossas camas. Segunda-feira era dia de trabalho para mim, dia de escola para ele.

Que belo fim-de-semana!. Que belo dia de caça !

Abraço amigo.
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domingo, outubro 03, 2010

Aquele almoço de sábado ...

No fim de semana anterior todo o material e equipamento das lides da caça encontrava-se já religiosa e escrupulosamente guardado na garagem, preparado para a grande Abertura Geral , que se realizaria no fim de semana seguinte. Como todos nós caçadores sabemos, este é, sem excepção, o dia mais esperado e desejado pelos caçadores ao longo do ano, sobretudo enquanto atravessamos o "deserto" do defeso.

Nos dias que antecedem este acontecimento anual, a ansiedade é bastante grande e vai mesmo aumentando à medida que o famigerado dia se aproxima. Nestas noites, já nos vamos deitando a sonhar com perdizes a saltar de dentro das giestas , a derrubar lebres que nos saltam sem esperarmos, aos pés, quando atravessamos os pastos ainda acastanhados pelo sol do verão.

Este ano, neste fim de semana , resolvi combinar uma de pesca e de caça. A meteorologia apontava claramente para um dia de sol no sábado ( neste dia iríamos pescar um pouco tentando um ou dois achigãs ) e para um domingo chuvoso por todo o país, incluindo o concelho de Serpa, claro.

Saí no sábado de manhã, pelas 09h30, com o mais novo ( sempre pronto para acompanhar o Pai, onde já sabe que, nestes fins de semana, esperam-no as mais diversas peripécias no campo, que , na cidade, não consegue ter ao seu alcance).

Já pelo meio-dia, combinámos almoçar primeiro e, a seguir, iríamos, então, tentar as margens do alqueva , lá para os lados de Mourão.

Parámos, por isso, em Reguengos de Monsaraz e entrámos num restaurante que desconhecíamos, onde, no exterior, se grelhavam frangos na brasa. - é já aqui Miguel ! - disse, inspirado pelo magnífico cheirinho da carne de frango a grelhar. Para o Miguel serviram uns bifinhos com cogumelos que é o que ele mais aprecia. Um bom piri-piri e uma cerveja gelada deixaram-me, no final, radiante da vida.

Após o almoço ala que se faz tarde, seguimos para as margens do grande lago. Ali, montámos as canas do achigã, estivemos cerca de 1 hora a fazer lançamentos com amostras de todas as formas, feitios e cores, mas os peixes, esses, parece que andam com a barriguinha cheia, não lhes pegam de forma nenhuma. Vêm dos pequeninos, à dúzia, atrás das amostras mas só isso e pouco mais.

"Vamos para Serpa, para o Monte do Zé S. ?" - perguntei-lhe. A resposta, claro, não se fez esperar: " VAMOS!!!

Arrumadas as canas na carrinha, parámos em Safara e na bomba da gasolina à entrada comprei 2 gararfas de litro e meio de água geladinha, pois fazia bastante calor. Saciada a sede seguimos caminho.

Antes de Serpa, parámos no Monte das Oliveiras onde fui comprar 2 queijos da região - um curado e outro de meia cura. Quando os amigos confrades quiserem comprar queijo de Serpa, comprem-no aqui, pois é garantia de alta qualidade.Fica ali, entre Vila Nova de S Bento e Serpa, bem assinalado, no lado direito da estrada. Nesta Herdade, o Miguel entreteve-se a fotografar um par de coelhos à entrada das tocas e um bando de 8 perdizes que comiam tranquilamente ao final da tarde, encostadas a uma cerca, mal imaginando o que estava para suceder no dia seguinte.

Quando chegámos ao Monte o Zé apareceu poucos minutos depois e, claro, com o seu filho mais novo, começou logo a brincadeira. Primeiro brincaram com os cachorros, depois com as galinhas - debaixo do telheiro, de cócoras, procuraram pelos ovos caseiros- e, de seguida, foram ver os cavalos ( o Baunilha) e o pónei ( Lino). Demos o comer aos cães de coelhos e aos perdigueiros e , fazendo-se já tarde, fomos embora para Serpa, não sem antes combinarmos o encontro para o jantar, no restaurante " A Piscina" , às 20h30.

Em Serpa, na Residencial, tomámos um duche bem quente e, depois de mudarmos de roupa , fomos jantar . Antes disso, já ia sentido um enjoo persistente, com o sabor do frango do almoço a subir-me constantemente à boca, num gosto e travo amargos. Para a refeição, escolhi um bife da vazia, grelhado, bem passado, que, apesar do excelente aspecto que tinha, já só consegui engolir um pequeno naco... o resto foi para dentro, para a cozinha.

Escusado será dizer que durante a noite não preguei olho, com vómitos quase constantes, dores no corpo e , embora não a tenha medido, sentia mesmo uma ponta de febre. Às 04h30 da manhã tomei a decisão: não estava de todo em condições de ir à caça. Levantei-me, fui à recepção e disse à D Teresa para não me despertar à hora combinada. Quando entrei de novo no quarto o Miguel estava já sentado na cama, acordado, e tive de lhe dizer que não conseguia ir à caça. "Eu não acredito nisto" - dizia-me, profundamente desiludido.

Mas mais desiludido que eu não estava de certeza, pois afinal tinha esperado todo o ano por aquele dia.

Enviei os sms necessários aos meus amigos e companheiros de caça naquele dia, que ainda insistiram para eu ir, que me passava depois a má disposição, que podia ir para uma porta etc. Mas só quem se sente como eu sentia é que poderia saber que não conseguiria ter equilíbrio físico e mental para conseguir aguentar uma manhã de caça naquele estado.

A partir das 6h30 consegui, finalmente, adormecer um pouco, atè às 09 da manhã.

Às 09h30 estávamos a tomar o pequeno almoço -eu limitei-me a um chá, uma maçã e uma bolacha integral. O Miguel, claro, para meu grande prazer e regalo, comeu lindamente.

Arrumámos a bagagem na carrinha e saímos de Serpa pelas 10h30 direitos a Lisboa.

Nas planícies que atravessávamos os caçadores e seus perdigueiros batiam as grandes extensões de restolhos, com perdizes e lebres penduradas. O céu carregado de nuvens baixas e o vento, esse, soprava forte e ameaçador, de sul, fazendo antever o grande temporal que chegaria da parte da tarde.

Na zona de caça onde o Zé G e o Zé S caçavam naquela altura, iam dando bem conta delas. Ao final da manhã, apesar da zona escolhida não ser das melhores da herdade, salvo erro, o Zé S tinha no bornal 4 perdizes e 2 lebres e o Zé G. 2 de cada espécie.

Abertura para não recordar mais tarde. Do frango, esse, de certeza que não me esquecerei.

Abraço amigo






sexta-feira, fevereiro 05, 2010

Tordos = convívio, amizade e natureza
















31-01-2010
Nova jornada de tordos ali para os lados da Serra da Adiça.

Os tordos apareceram em pouca quantidade, mas quando se preza acima de tudo a camaradagem, amizade e uns momentos muito bem passados entre amigos, tudo o resto podemos perfeitamente secundarizar.

Costumo dizer que se passar um fim-de-semana em que não me venha à mente quaisquer agruras da vida... vale sempre a pena!

E, indo à caça, é quase certo que quando damos por nós estamos já no regresso, a chegar de novo a casa, como se o tempo que passou durasse tanto como um simples estalar dos dedos.

Neste fim-de semana, decidimos desta feita ir dormir a Moura, à Residencial Alentejana. O Zé G. e o Zé S. iriam ter connosco na madrugada de domingo, beberíamos o café matinal no Café Santa Comba em frente ao Mercado de Moura e seguiríamos de imediato para aquela ZCT, ali mesmo no sopé da Serra da Adiça.

Mas, antes disso, devo dizer que, na véspera, houve festa, e da brava.

O convite para o jantar veio uma vez mais do Zé G. que tem casa em Vila Nova de São Bento. Dizia ele que faria um arroz de tordos de se lhe tirar o chapéu. Como na véspera tínhamos estado à tarde a apanhar um bom molho de espargos verdes nos barrancos de Serpa, resolvemos fazer, também, como entrada, uma omolete de espargos do campo.

E como também tínhamos passado no Zé Bule, em Serpa, a comprar uns queijos de meia cura, da região, acompanharíamos tudo com umas fatias desta iguaria.

O vinho, tinto, alentejano ( pois claro).

Foi de novo um jantar e peras. O Zé tinha comprado no El Corte Inglês umas trufas e uns miscaros para fazer o arroz de tordos e só posso dizer que aquilo afinal estava mesmo divinal. Já lhe pedi para me enviar a receita por mail mas o magano ( estou a ver-te) não quer desvendar o segredo pois ainda não me enviou a dita cuja.

No final, meus Deus, de novo aquele delicioso pudim de ovos que a R. faz. Desta vez abusei e comi um bom par de fatias daquele manjar. A glicémia e o colesterol agradecem.

Café bebido, acabámos de ver o Benfica-Guimarães ( 3-1) e, como no dia seguinte, havia tordos, às 10h30 fomos para Moura. Devo dizer que quando me deitei adormeci em menos de 5 minutos e dormi toda a noite que nem uma pedra.

Às 05h00 levantei-me de um salto, tomei um belo de um duche quente, e às 05h30 eu e o meu cunhado Belmiro estávamos sentados na residencial a tomar calmamente o pequeno almoço. Sumo de laranja, café com leite, torradas barradas com compota e uma peça de fruta chegaram para aconchegar os estomagos.

Às 6h30 chegaram os nossos amigos, bebemos o café em frente ao Mercado e rumámos direitinhos à Serra da Adiça.

Nesta manhã os tordos apareceram em pouca quantidade, entraram quase todos sempre muito altos ( penso que já andam muito "escaldados" ) , da minha parte fiz uma dúzia e o resto da malta também andou em regra por este números. Nada de especial. Esteve uma manhã escura, e só pelas 11h30 , 12h00 abriu o sol. A essa hora já praticamente não entravam.

De qualquer forma, aprecio de uma forma muito especial esta ZCT pois o tordo, ali, está quase sempre a entrar, o que nos permite estarmos sempre atentos, concentrados, e irmos dando uns tiros aqui e acolá, nunca ficando aborrecidos durante a caçada.

Almoçámos em Moura e dissémos adeus a mais um magnífico fim-de-semana de convívio.

Abraço amigo.
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domingo, janeiro 10, 2010

Já vão aparecendo....




















10 Jan 2010
Frio, muito frio
Chuva, muita chuva
Há muito, muito tempo, que não passava tanto frio !
O resultado, esse...valeu a pena.
33 torditos compensaram todo o desconforto.
Arma: semi-automática Benelli rafaello 121
Cartuchos: B&P carga 30 gr - chumbo 9
O local da caçada: Entre Santo Amador e o sopé da Serra da Adiça, junto à Herd dos Machados, mais propriamente no MB.
O almoço, foi no Monte do P.
Almoço: Bifes de Boi capado grelhados na brasa da lareira do Monte, somente com umas pedras de sal.
Já provaram ? Um autêntico manjar dos anjos meus amigos.
Um grande abraço
PS.: para a semana publico a última caçada deste ano, às perdizes, em Mértola.
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segunda-feira, dezembro 14, 2009

Do melhor....

















13-12-2009

Na véspera, sábado, depois de almoçarmos no restaurante eu e o Zé S. fomos até à margem do Guadiana testar os novos cartuchos dos tordos, que tínhamos comprado, da B&P , carga 28 gr Ch 7,5. Lá estivemos, até às 4 horas da tarde, fizemos 1/2 dúzia de tiros, estivemos a admirar o lindíssimo entardecer sobre o Rio ( a algaraviada dos patos lá em baixo na água é um espectáculo digno de registo) e regressámos então de novo a Serpa.

Entretanto,o Zé G. tinha-me telefonado e ia já a caminho de Vila Nova de São Bento, local onde tem casa e onde eu ia pernoitar, a seu convite.

Despedi-me do Zé S.,e fui para Vila Nova São Bento. No caminho, por volta das 05h30 da tarde ainda esventrei uma lebre e recheei-a com erva do campo, guardando-se num saco impermeável dentro da carrinha.

Nessa noite, fui muito bem recebido em casa de familiares do Zé G. . À mesa começámos com umas deliciosas azeitonas verdes da região, ainda recém retalhadas e a ganhar sabor, temperadas, na mesa, com sal grosso. Ao mesmo tempo, como entrada, o Zé tinha-se excedido a fazer um coelhinho bravo frio, desfiado, que acompanhava com grão, tudo temperado tal e qual como se tempera o bacalhau com grão. O vinho, uma pomada de 14,5º , o "100 Marias" , produzido pela família Canena, ali da região de Cuba, salvo erro na Quinta da Pigarça.
Ao jantar, chegou à mesa e provei pela primeira vez a famosa açorda de perdiz com poejos, tão apreciada ali naquela zona. Meus caros amigos...de chorar desalmadamente por mais!. Para rematar, no fim, um delicioso pudin de ovos feito pela R. Estava eu já quase que nem um abade, refastelado à mesa, de pernas abertas, tal era o peso da barriga.

Como o Benfica jogava nessa noite, tínhamos combinado com o Zé S. vermos o jogo juntos e demos um saltinho até Serpa, onde assistimos ao empate do nosso Clube do coração, com o Olhanense (2-2).

Regressámos a casa do Zé e, nessa noite, dormi profundamente, a ver as perdizes saltarem-me no dia seguinte, à frente, sim aquelas que estariam àquela hora também a dormir no mato, na Vendinha, e que era para onde íamos caçar no domingo.

Às 6h45 saltei literalmente da cama e alguns minutos depois, já ambos despachados, o Zé punha a cadela braco na carrinha e rumámos direitos ao Monte do P., onde já se encontrava grande parte dos caçadores. Nessa manhã, íamos fazer uma caçada à perdiz "en mano" , como dizem os nossos vizinhos espanhóis. Caçámos toda a manhã, pois era 1 da tarde quando chegámos aos carros. Como tal as cartucheiras saíram ao príncipio da caçada todas bem recheadas e ainda levámos alguns extra nos bolsos, não fossem faltar.

O dia nasceu com muito nevoeiro, algo cerrado, mas ainda dava para se ir vendo sem perigo de maior. Do meu lado esquerdo, a caçarem, o Jorge, e, do lado direito, o Ti D. com um perdigueiro de raça indefenida, côr de mel e branco, mas que cometeu a proeza de toda a manhã ir levantando lebres. Belo cão, pena que cace algo longe pois afastava-se bastante do dono e nao lhe dava a caça a matar.

Iniciada a caçada, algum tempo depois, já o companheiro do meu lado esquerdo fazia algo que já não via à algum tempo: um doble, às perdizes, ou por outra, meio doble, pois saltou uma ave de cada vez. Para ser um doble perfeito, as perdizes têm de se levantar ao mesmo tempo e os disparos atingirem as 2, no ar, uma de cada vez, caindo quase em simultâneo.

Da minha parte, aparecia-me uma da esquerda para a direita, em voo planado, a grande velocidade, fugida da ponta da linha. Encarei a Pietro Bereta e, com um tiro, vem cá parar abaixo, mas surpreendentemente levanta-se e começa a correr a pés. Para não a deixar fugir desato também a correr alguns 200 ou 300 metros atrás dela. Já com os "bofes" a saírem-me da boca, lá consigo aproximar-me um pouco mais dela, carrego a arma com 1 cartucho e remato-a no chão. Era um belo perdigão.

Mais à frente, em zona de pastos, oiço o característico brrrrrrr das asas a bater quando alguma se levanta de repente, encaro a espingarda e, com tiro certeiro, derrubo-a aí a uns 30/40 metros. Outro perdigão. Um par delas já cá cantava, penduradas no cinto. À medida que caminhava iam-me aquecendo a perna, com o bater.

No meu lado direito, o cão do Ti D. levantava outra lebre e empurrou-a para os meus lados.

Passou, cruzada, da direita para a esquerda, aí a uns 30 metros com o cão a latir atrás dela. Aponto, com calma e derrubo-a ao 1º tiro. Não é difícil o tiro à lebre. Mais difícil, isso sim, é o tiro ao coelho, pois algumas centenas de metros mais à frente, salta-me um debaixo das botas que estava a dormir encostado a uma oliveira velha, junto a um pequeno barranco. Aos ssss e ssss, ía-se escapando, o magano, mesmo com 2 tiros. Finalmente, ao 2º tiro lá deu a cambalhota tão característica.

Na parte final foi o meu melhor tiro da jornada, o meu "ex-libris" do tiro, aquele que arrancou vários "bravo" dos meus companheiros do lado. Um perdigão ( outro) veio passar por cima de mim, fugido das linhas, e consegui derrubá-lo exactamente na vertical quando cruzava por cima de mim, em irrepreensível "tiro del rei".

Saldo pessoal no final da manhã: 3 perdigões , uma lebre macho e um coelho. Para a fase adiantada da temporada, em que estamos, não foi mesmo nada má, a caçada.

No fim de semana anterior tinha-se morto um javardo ali na Herdade e o almoço, muito animado, foi servido com javali assado no forno com batatinhas pequenas. Hummmm, só vos digo, que maravilha. Eu que até não sou grande apreciador de javali, mas aquele estava efectivamente divinal. Para rematar, uma ou duas fatias de bolo-rei que o Zé G tinha trazido da "A Nacional" , da Praça da Figueira. Continua saboroso como sempre este bolo-rei.

Depois do habitual café, na esplanada do Café da Vendinha, ainda fomos dar uma volta ao final da tarde, onde tivémos tempo para fotografar as vermelhudas nos pastos que nesta altura já se vêm todos verdinhos, das chuvas que, abençoadamente, por ali têm caído.

O pôr-do-sol, em Serpa, é quase sempre de tirar a respiração, absolutamente lindo e não resisti, já em caminho de regresso, tirar uma foto ao céu vermelho fogo.

Um destaque também muito, muito especial para o trabalho dos cães. Sem estes auxiliares metade da caçada seguramente estaria comprometida.

Um abraço amigo.

Até breve

terça-feira, dezembro 01, 2009

Regresso a Mértola

















Um regresso ao Monte do Álamo - Mértola - 29/11/2009

O gosto da caçada aos coelhos no fim de semana anterior permaneceu teimosamente nos nosso espíritos e contagiou mesmo o entusiasmo do Zé G. que não tinha caçado naquele dia. Tanto o contagiou que acabou por se deixar cair na tentação e tudo combinámos durante a semana para lá regressar no sábado seguinte.

Na sexta-feira 27, depois de um árduo dia de trabalho para ambos- "se eu me vejo a caminho do Alentejo nem quero acreditar" - dizia-me no final do dia, combinámos o encontro , pelas 20h30, em frente ao Hotel Ibis na área de serviço de Oeiras.

Tudo mudado para a Renault do Zé G., nada de perder tempo e pusémo-nos de imediato ao caminho pela A2. A seguir à area de serviço de Grandola, faríamos o desvio para Ferreira /Beja/Serpa.

À conversa disse-me, a dada altura :
- Sérgio, se não te importas levas tu agora o carro. Tenho já os olhos a arder do cansaço do trabalho e de vir a conduzir.
- Tudo bem, encostas aí na área de serviço de Grandola e mudamos, levo eu o carro.

Quando parámos na área de serviço, abri a porta, saí, estranhei o local e adiantei:
- É pá fizeram obras aqui ou quê ?
Depois de algum silencio diz o Zé:
- Qual quê, estamos mas é na área de serviço de Aljustrel.

Só então vimos que, com a conversa, tínhamos passado Grandola e só parámos em Aljustrel., 40 km mais adiante. Ali saímos e acabámos por ir pela EN direitos a Beja , no meio de algum nevoeiro, e de seguida para Serpa, onde nos esperava o Zé S.

Já em Serpa, ainda fomos a um bar (àquela hora só Bar) comer uma tosta mista e um prego no pão, pois a fome já ia roendo.

Combinámos então encontrarmo-nos no dia seguinte, sábado, em casa do Zé S às 05h30 e fomos direitinhos para a Estalagem de S. Gens em Serpa ( antiga Pousada) que recomendo, desde já, a quem queira passar uma noite agradável em Serpa.

Com uma vista magnífica, quase sufocante, da vasta planície alentejana, ali se podem passar deliciosas e relaxantes tardes a ver o sol a cair lentamente no horizonte.Na base da estalagem, uma piscina de miradouro fará, com certeza, as delícias de quem lá passa as escaldantes tardes de verão.

Com pequeno almoço preparado em exclusivo para nós os dois, às 05h15 da manhã ( sumo de laranja natural, pão alentejano, presunto, manteiga, fiambre e diversas compotas caseiras - recomenda-se a de ameixa - compunham a mesa, não esquecendo o café com leite quentinho para confortar o estomago ).

Já em casa do Zé S, mudámos a artilharia toda para a carrinha Nissan e fomos buscar os cães ao Monte, na Vendinha. O Zé S. reside em Serpa, terra de caça e caçadores e, está constantemente à procura de conseguir melhorar os exemplares para a sua matilha. Não se preocupa muito com a pureza dos coelheiros, preocupa-se, isso sim, com a qualidade do que tem constantemente em mãos. E o que tem em mãos, permite-lhe receber ao longo da época de caça diversos convites, de diversas zonas de caça, cujos donos sabem que ele tem bons cães e que, contando com ele, quem cace nas suas herdades tem garantia de bons resultados.

Bom, já em Mértola, encontrámo-nos com outro grupo de amigos do Zé S. , também do Norte, que ali tinham pernoitado, na Estalagem do Rio Guadiana. Depois de mais um café reconfortante, fomos direitos à Zona de Caça.

Desta vez, fomos para uma outra zona. Assim que soltámos os cães, logo um javardo arrancou em tresloucada fuga, encosta acima, para outras paragens. Ninguém atirou, a ordem era só coelhos e lebres.

O nevoeiro apareceu e tapava teimosamente o sol, estragando-nos uma boa parte da manhã, não só pelo cuidado redobrado que tínhamos de conferir aos disparos, mas também porque não conseguíamos ( seguramente ) ver muitos coelhos a fugir aos cães, que laticavam constantemente por entre o terreno húmido, pedregoso e de muita giesta.

A meio da manhã, o sol finalmente lá abriu e, com a manhã ainda fresca, tudo mudou. Mais coelhos, melhores cães, muitos mais tiros, mais gritos e um belo saldo final de 80 orelhudos e 1 lebre compuseram o quadro de caça.

Depois do almoço num restaurante em Mértola ( servi-me de uns suculentos secretos de porco preto grelhados e um pudim de ovos) ainda fomos à procura de 2 cães que se tinham perdido de manhã e que, infelizmente, não conseguimos encontrar mas que, seguramente seriam recuperáveis mais tarde, pois iriam para algum Monte.

O entardecer convidou-nos a puxar da máquina fotográfica e registar o êxtase do final do dia naquela zona inóspita de Mértola, a perder de vista mas, sendo inóspita,é,definitivamente, uma terra farta, muito farta de caça. Enquanto procurávamos os cães ficámos ali, alguns minutos, a gozar o entardecer, a ouvir os bandos de perdizes a cacarejarem nos montados.

À noite havia jantar em casa do Zé. Os seus amigos do Norte tinham-lhe trazido uma lampreia na véspera e íamos, então, para uma de "cabidela de lampreia com arroz". Uma delícia, daquelas de comer e chorar por mais, e que acompanhámos com um tinto verde do Norte, bem espesso.

Após o jantar um inevitável derby "benfica-sporting". Que mais se pode querer ? Alentejo, coelhos, tiros, lampreia ao jantar e um clássico de futebol no final!. Valha-me Deus...!Por volta da meia noite , eu e o Zé G. voltámos para a Estalagem, dormimos profundamente pois no dia seguinte íamos caçar à Vendinha, às perdizes e lebres.

Com os despertadores para as 06h00 da manhã, levantei-me e vim espreitar o céu. Escuro, como breu, com nuvens baixas e carregadas não deixavam antever nada de bom quanto ao tempo. O dono da estalagem, para nos animar, lá nos ia dizendo que não ía chover nesse dia.

O certo é que, já na Associativa, quando seguíamos em cima das carrinhas da reserva para a zona que íamos caçar, começou a chover. Primeiro de forma tímida e, alguns minutos mais tarde, começou a cair copiosamente. Para os agricultores era "maná" a cair do céu, mas para nós caçadores sem terras, era do piorio. Mesmo com o oleado às costas a água da chuva teimava em entrar, ainda por cima o fecho do oleado tinha-se estragado. Enfim...!

No lado de lá, na outra encosta, vi o Zé falhar com dois tiros uma lebre parada pela sua pointer "catia", que veio morrer cá em baixo no barranco, atirada por outro caçador.

Uma raposa passa por mim, a trote, aí a uns 35-40 metros e tento acertar-lhe com as 34 gr de chumbo 6 que levava na Beneli. Deu um salto brusco para o ar, acusando claramente o impacto d0 tiro, mas foi-se embora a galope, barranco abaixo.

Carrego a espingarda. A chuva escorria-me em catadupa pelas mãos e pelo cano. Uma perdiz atravessa-se por cima de mim em grande velocidade. Corro a mão, disparo e vejo a perdiz a cair mais acima, a uns 20, 30 metros dentro do tojo e das giestas espessas. Como este ano não tenho cão, fui fazer as vezes dele. Subi até lá ( o declive era a uns bons 45 graus ) .Serviu para me encharcar ainda mais e acabei por não a encontrar. Fiquei marafado pois detesto deixar caça abatida no terreno. Ainda vejo mais meia dúzia de perdizes a fugirem à linha mas a chuva nestas alturas tudo dificulta. Vi ainda mais 1 ou 2 lebres a que fiz fogo mas que falhei. As condições de mato rasteiro não eram as melhores e as lebres ocultam-se rapidamente. Cheguei ao final da volta com o"chibato nas mãos".

Na segunda metade, fui para uma porta. Entretanto parou de chover. Os tordos, no céu, eram às dezenas. Será que vamos ter um ano de abundância ? A ver vamos. Na porta, entram-me de repente a tiro 3 ou 4 perdizes. Disparo rápido e faço cair uma. Vi que ia de asa, desceu ao terreno mas não "bateu". Entrou pelo mato adentro. Nem pensar em apanhá-la.

Entra novo bando e derrubo outra que vai cair perto da porta 6, onde estava o Sr João. Não me preocupei pois esta tinha caído "redonda".

Entram mais 2 ou 3. Outro tiro e cai uma a 20 metros, à vista. "Deixa-te estar" - penso.

Ainda uma outra permite-me o "tiro de rei". Desplumo-a lá no alto e cai direitinha a pique para uma zona de mato. Marco-lhe a "pancada" para não a perder.

Entretanto as linhas chegam mais tarde e a caçada vai-se ficando por ali. Vou ver da perdiz que tinha caído perto do Sr João. Ao chegar perto dele, confirmou-me que a perdiz, embora tivesse aparentado cair redonda, acabou por arrancar a pés pelo meio do mato e ele já não conseguiu rematá-la.

Resultado:de 5 perdizes abatidas, 3 foram-se embora de asa o que é sempre um resultado sofrível, não só pelos animais em si, mas também porque me deixa a pensar que estou a atirar mal. Nestas coisas, não há que culpar a qualidade dos cartuchos, geralmente o defeito é da pontaria do caçador. As 2 que pendurei, uma era um belo perdigão, robusto de 2 esporões nas patas. A outra era uma fêmea, certamente criação do ano.

Ao almoço , um excelente cozido à portuguesa no monte da herdade reconfortou os nossos estômagos. Antes disso, porém, o Zé G. durante a semana tinha passado na "A Conserveira" , na Rua da Madalena em Lisboa e tinha comprado mais meia dúzia de conservas de sardinha.Às deliciosas conservas, juntámos uns queijos de cabra, feitos pela queijaria Parreira, do Pulo do Lobo. Maravilha!!

O regresso a Lisboa, no Domingo, foi acompanhado de alguma nostalgia, pois já íamos pensando no quanto nos custaria ir trabalhar no dia seguinte. Mas a vida é isto e nada podemos fazer em contrário. O Zé G. amavelmente trouxe-me a casa, a S. João do Estoril.

Tinhamos passado mais um excelente fim-de-semana de caça, que, seguramente, perdurará nas nossas memórias.

Um abraço amigo.

domingo, novembro 22, 2009

50 coelhos e ....a estória de 1 lebre!




























































Mértola - Monte do Álamo
21 Novembro de 2009

Foto 1: Há que dar de beber aos cães. Eles são os verdadeiros heróis da Jornada. Na verdade, sem eles nada feito.
Foto 2: Passagem obrigatória pelos carros para aliviar a carga.
Foto 3: Resultado da Jornada
Foto 4: Celebrando uma bela manhã de caça. Na esplanada do restaurante, em Mértola

Local do encontro: Sexta-feira , 20 Nov, 23horas. Restaurante "A Piscina", nas piscinas municipais de Serpa. Um grupo de 4 amigos ( família Mesquita ) chegava propositadamente de Famalicão para caçar connosco no dia seguinte aos coelhos e, quando cheguei, já lá estavam a jantar com o Zé S.

Depois das necessárias apresentações e de, no meio de alguma conversa entusiasmada, bebi um descafeínado, pagaram a conta e fomos de imediato dormir para a Residencial. No dia seguinte, reflexos e pontaria era algo em que tínhamos de estar ao mais alto nível, muito bem afinados. Para isso, tornava-se necessário sobretudo descansar e dormir em paz durante algumas horas. Onde íamos caçar, os coelhos eram todos "licenciados" em matreirice.

Às 5h15 já estavámos a pé, a tomar o pequeno-almoço na sala de refeições da Residencial. O Zé, que mora em Serpa, apareceu alguns minutos mais tarde para tomarmos café juntos.

Depois de arrumadas a espingardas e mochilas na carrinha 4x4 , fomos ao monte do Zé buscar alguns dos heróis do dia: os cães. Autenticas preciosidades neste tipo de caça. Para dentro do reboque saltaram a "fina", a "bonita", a "formiga" e mais 7 ou 8 que não lhes sei os nomes ( ah! um chama-se "gervásio", que raio de nome ...). Por parte dos nossos amigos Mesquitas também a matilha era numerosa e com alguns bons exemplares.

De volta ao alcatroado, chegámos a Mértola, parámos uma vez mais para bebermos mais um café para o caminho e saímos, depois, direitos a Aljezur, pela estrada cuja ponte atravessa a Ribeira do Vascão.

Alguns Km percorridos, uma lebre atravessa-se por baixo da carrinha e o Zé diz que sentiu que levou uma pancada. Parámos a carrinha e de imediato andámos à procura do animal, ainda noite escura, mas, depois de muito procurar e porque o tempo escasseava, acabámos por entrar de novo na carrinha e seguir caminho.

Minutos mais tarde, encontro com o Guarda. Documentação necessária verificada e fomos directamente... "para a guerra".

Soltos os cães, começámos a bater numa pequena ribeira ( sem água) e, depois de saírem acossados pelos cães os primeiros 2 ou 3 coelhos, foi o caos total. Os coelhos fugiram direitos aos cabeços cheios de estevas e os cães foram atrás, atrás, atrás...!. Correram Kilómetros até regressarem de novo, estafados, pois à medida que corriam atrás daqueles, outros coelhos iam-se levantando. Esperámos cerca de 5 longos minutos para juntar de novo os cães todos.

Quando os finalmente conseguimos juntar, foi quando sentimos que se começou a caçar em boas condições. "

Um a um , os orelhudos saltavam dos juncos da ribeira e iam tombando fulminados com tiros certeiros.

A meio da manhã, embora esta estivesse fresca, tornou-se obrigatório dar de beber aos cães ( foto 1) onde o guarda puxa alguns baldes de água do poço para saciar os animais.

E a caçada continuou, divertida, com muitos tiros e muitas ladras e muitos ( mas mesmo muitos) coelhos a escaparem-se. Os cabeços de estevas eram muito largos e 5 espingardas faziam tudo menos dar conta deles. Ou fugiam para trás, ou para os lados, ou metiam-se nas tocas ( e havia muitas) dificultando a tarefa dos caçadores.

Teremos visto pelo menos o triplo dos coelhos que caçámos. O Monte do Álamo é uma herdade em Mértola, com excelentes condições para este tipo de caça, do coelho.

No final, "facturámos" meia centena de orelhudos .

No regresso, já em viagem no alcatrão, dizia-me o Zé: "É pá, eu ia jurar que a lebre que atropelámos de madrugada que ficou" , ele a dizer isto e eu a olhar circunstancialmente pelo vidro do lado direito e a gritar " ali está ela, ali está ela, tá ali!" A lebre estava efectivamente ali, morta, encostada a um eucalipto na beira da estrada. A coincidência foi extraordinária, só visto. Meio segundo depois, repito, meio segundo depois e ficaria lá para sempre. Invadiu-nos uma sensação muito forte que algo de sobrenatural, naquele momento, nos fez lembrar, falar e olhar, para levar a lebre para casa. Só podia. Exactamente no local onde passámos ainda de escuro, de madrugada.

O almoço, em amena cavaqueira, foi no largo principal de Mértola, na esplanada do Restaurante Regional. Come-se ali bem ( umas deliciosa espetadas de porco preto e um bacalhau grelhado com salada) e é servido por gente simpática. Recomendo.

Ficou-nos a imensa vontade de um regresso em breve.

Abraço amigo.
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segunda-feira, novembro 16, 2009

À antiga Portuguesa

Serpa 15-11-2009
Vento sul, bem forte, quase de rajada e a puxar as chuvas. Mesmo assim, não choveu.

A caçada de salto começou com o vento pelas costas, a ajudar-nos a percorrer os alqueives. As perdizes levantavam longe e as lebres, invejosas, não se ficavam atrás.

O caminho que percorremos, se estivesse sol e sem vento, teríamos feito... um "caçadão".

Mas com o vento que se fez sentir, as vermelhudas cruzavam as linhas e entravam às portas e às linhas como que a dizer-nos que aviões a jacto talvez não fizessem melhor. Fez-me relembrar velhos tempos, muito distantes, quando caçava no livre, com total liberdade, à antiga portuguesa, em que as mais bravias perdizes se punham nas asas lá ao longe e que, quando nos conseguíamos "cruzar" com elas obrigavam-nos sempre a reflexos muito rápidos no tiro e pontaria bem afinada, isto se queríamos ter algum êxito e pendurar meia dúzia delas.

Da minha parte, em mais um dia azarado, em que fui na qualidade de convidado, um autentico desastre, falhei diversas, bastantes mesmo, segundo o Zé S. com descontos muito adiantados.

Mas a manhã foi um verdadeiro divertimento. Como eu gosto, muitos tiros, muitos gritos, lebres paradas pelos cães, bem esticadas, a galope, algumas com 3 tiros atrás e iam-se embora, outras não evitando as fatais cambalhotas, algumas perdizes bem "despegadas" lá do alto, perdigueiros com bons cobros.

Um gosto de se ver.

Ao todo ( desta vez vou dizer ) 31 espingardas "renderam" , se a memória não me falha muito, 87 perdizes e 56 lebres.

Da minha parte o resultado foi o que se pode ver na foto.

Ao almoço, leitão bem assado no forno, tostadinho, acompanhado com vinho espumante branco trazido ( como sempre ) pelo Zé S. que arranja estas pingas fora de série lá para o Norte, salada de tomate e batata frita. Um aniversariante ajudou à festa ( que conte muitos ) com bolo e parabéns à mistura. A gente perde-se mesmo por ali....! Claro está que esta semana terá de ser inteiramente passada com dieta a rigor.

Local: Zona de Caça Associativa da Vendinha.

Para a semana que vem, no sábado, temos uma de coelhos em Mértola. A ver vamos. Fica o convite. Venham aqui ver.

Abraço amigo.

segunda-feira, novembro 02, 2009

Não houve Rei do Bando































31-10-2009
ZCA Vendinha - Serpa

Às 6h30 da madrugada apanhei o Zé G e o Horácio na Estalagem de S .Gens em Serpa pois tinham lá ficado de véspera. Tomei um 2º pequeno almoço com eles, mudámos a bagagem para a minha carrinha, incluindo a braco alemão "fifi" ( que raio de nome Zé!...) e fomos para a Vendinha.

Mais uma jornada às perdizes nesta reserva. Desta vez foi um "fartar vilanagem" de falhar tiros.
Por onde andava então o meu F2 Classic?

Com as temperaturas a arrefecerem significativamente, iniciámos a caçada numa linha bem organizada e com o claro objectivo de empurrar as perdizes pela frente até as encurralarmos numa vasta área de mato, onde elas só podiam fazer uma de duas coisas: ou conseguir ultrapassar algumas portas muito bem colocadas no terreno e correrem o risco de por lá ficarem, ou voltarem para trás, em voos suicidas por cima da linha de caçadores, tentando escapar. Muitas, com a sua poderosa astúcia, ludibriaram as linhas e voltaram para trás, muitas vezes sem sequer serem descobertas.

É assim que se caça à perdiz selvagem no Alentejo.

Ao chegar perto de uma cerca de arame farpado, oiço o Zé S. , que ia na minha direita, a gritar, "Sérgio, Sérgio vão para aíííí .....", logo um par delas aparece-me de frente, em voo trepidante, em bater de asas rapidíssimo.

Dois tiros e desplumo uma no ar, que vai tombar a uns 25/30 metros de distancia , com enorme estrondo no chão. Cobro a perdiz, espreito-lhe as penas da cauda à procura do perdigão real ,pois era um macho de 2 esporões, e , rápido , recarrego a Benelli.

O Zé, neste espaço de tempo, dispara a uma lebre que, ferida e depois de corrida algumas centenas de metros, é cobrada pela sua pointer "cátia". Mais à frente, entre mim e o Zé, observo uma perdiz a esgueirar-se para trás da linha de caçadores, fugindo a pés que nem uma desalmada no meio das giestas. Aqui é completamente proibido atirar-se a perdiz que esteja no chão, a não ser que esteja ferida, para a rematar. E aquele não era o caso. Teve de ir. Ainda bem.

Por aqui e por ali, ia reparando que, muitas perdizes, com longos e magníficos voos , iam-se escapulindo para outras paragens. Quer na linha quer nas portas não ficaram mais de 20 nesta volta.Para o que se viu de perdizes, foi uma satisfação vermos escapar tantas. Tanto mais que o Presidente da Associação já disse que naquela zona, este ano, já não se toca. Por aqui se pode aferir do cuidado posto na gestão dos efectivos.

Na 2ª volta, saltei para cima de uma carrinha e, com o amigo Horácio, fui para uma porta.
E aqui é que a "porca torceu o rabo" ou melhor dizendo, "o marteleiro torceu a orelha".

Depois de esperar largos minutos começo a ouvir os tiros das linhas batedoras.

Atento, reparo num par de lebres a fugirem, emparelhadas, lá no alto do cabeço. Fico atento.

Um ou 2 minutos mais tarde, outra lebre começa a descer a galope para o meu lado e pára de repente, escutando, orelhas no ar, do outro lado da cerca. Apontei e desferi-lhe um tiro. Qual quê, virou-se e fugiu, chapada acima, a 150 à hora.
O Horácio, que estava sentado ao pé de mim, disse-me, por trás de toda a sua experiência nestas lides: "atiraste-lhe muito longe Sérgio, a lebre estava muito longe, só podia mais era fugir!"

"Ok continuemos" - pensei.

Alguns minutos mais tarde, entram à porta umas 5 ou 6 perdizes em voo planado, a grande velocidade. 3 tiros e fiquei a olhar para elas a irem embora. "Tá bem tá, grande marteleiro" - pensei. O Sr Horácio não disse absolutamente nada em jeito de crítica mas tenho a certeza que pensou o mesmo.

"Sérgio, estás a atirar ao bico das perdizes, os tiros estão a sair todos atrasados" - replicou com a sua habitual calma.

Mais uma a passar-me por trás. Não lhe atiro, já não tenho tempo. Volto-me para a frente.

Outra lebre matreira, a descer a encosta, tiro e ficou estendida. Ainda uma outra, mais ou menos pelo mesmo caminho. Sucedeu-lhe o mesmo. 2 lebres cobradas. A coisa está-se a compôr.

Uma perdiz entra da direita para a esquerda, corro a mão e disparo. Vem cair cá abaixo. Surpreso, vejo que está ferida e a pés, a tentar fugir para longe. Remato-a no chão.

Outro par delas "entra" à porta em velocidade estonteante. 3 tiros e vão-se todas embora.

Ainda uma outra, logo de seguida, também bem falhada, compôs finalmente o ramalhete de "marteleirice" pegada neste dia.

Bom, para o almoço, entrada de pedaços fritos de fígado de javali ( hum.. que delícia) , frango grelhado na brasa com salada e batatas fritas.

A tarde é acabada, como habitualmente, na esplanada do Luís da Vendinha, em amena tertúlia e muitas gargalhadas, pois o duo, Mr Horácio e Mr José G, são do melhor que há! Ainda se juntou a nós o Gonçalo S que tinha ido a Mértola matar meia dúzia de coelhos.

Abraço amigo. No Domingo vou ao Crespo procurar o rei do bando que escapou outra vez.
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quarta-feira, outubro 28, 2009

Paleta de cores vivas






























25/10/2009 - Outro bom dia de caça no Crespo.
Em cima: paleta de cores vivas da natureza que só a caça e as espécies do Alentejo nos trazem.
Em baixo: clicando na imagem quem pode imaginar não se tratar de perdiz selvagem ?

Neste domingo fomos caçar 2 zonas da reserva.

Uma, de barrancos profundos, por onde as perdizes desciam em fuga acelerada, em voos picados, de asas bem abertas, desafiando a gravidade e a capacidade dos caçadores que em baixo seguiam , alinhados, no meio de estevas que quase nos tapavam a visão, inclinações de terreno xistoso de 45 graus, pernas e músculos estoirados, corações já a sair da boca e uma boa série de tiros falhados. Por vezes o suor toldava-me a visão e os tiros saíam mas claramente mais na expectativa de ver cair e não de bem apontar. Tal devia-se, seguramente, ao cansaço.
C0mo por ali as lebres não abundavam, fiz os barrancos da Medronheira sem pendurar nada à cintura. Quando cheguei à carrinha, o "piolo" de pendurar a caça ia despido, vazio.

Outra, bem mais macia, mas, ainda assim, com algum mato e sobretudo vasta zona de pinheiro cortado e que entretanto por ali jaz, à espera que levem a madeira e restantes aproveitamentos.
Aqui, neste pedaço da herdade, fiz a caçada do dia.
Pela minha direita, o Miguel M. grita-me: "Sérgio vai aí uma lebre" - olho para o lado e lá vem ela em corrida desenfreada, a correr à minha frente, a uns 30 metros, da esquerda para a direita, atravessada. O meu B&P , F2 Classic 34 gr CH6 funcionou em beleza. Ao primeiro disparo fica estendida numa zona de pasto.
Coloco-a dentro da mochila e sigo caçando. O peso nas costas aquecia-me o coração e trazia-me a ilusão.
Sabia que havia 2 ou 3 perdizes escondidas naquela zona.
Algns metros e "brrrrrrrr" salta uma já larga. Benelli bem apontada, tiro rápido e perdiz "seca", no chão. Marquei-lhe o tombo e como a zona tinha muito mato e muito tronco de pinheiro derrubado, fui rápido, ao cobro. Um perdigão.
Olho para cima e vejo um avião a jacto, desculpem, uma perdiz a vir direitinha a mim, certamente à velocidade com que o Óscar Cardozo marca os penalties no Benfica, aponto para a tapar, disparo e quando dou por mim tinha já passado por cima de mim a altíssima velocidade. Virei-me para trás, mais um tiro precipitado e seguiu viagem. Que siga e que tenha boas proles.

Mais umas centenas de metros. Nova perdiz a fugir das linhas e a atravessar-se pela minha frente a uns 40 metros. Tiro. Queda. Cobro. Perdigão velho com 2 esporões. Procurei-lhe imediatamente as pintas pretas e arredondadas nas penas da cauda para identificar possível rei do bando... mas não era.
De joelhos no chão pendurava-a no "piolo", agarro na Benelli, levanto-me e eis que me surge outra, de novo de frente, fugida da linha que se adiantava pela minha direita. Mais uma vez não falho com o F2 Classic. Desta vez uma fêmea.
As mãos tremiam-me de entusiasmo e descargas de adrenalina.
Tiro da mochila a garrafa de água e bebo, em descanso, pelo menos 1/2 litro. Guardo.
Verifico que tenho a Benelli municiada e sigo a caçar.
Um barulho aos pés e salta-me outra lebre. Correndo o risco de não lhe atirar, deixo-a esticar-se. Um tiro. Falho. Esconde-se com mais troncos e matos e aparece numa pequeníssima clareira já aí aos 40 metros. Segundo tiro. Não falho. Para dentro da mochila que isto de lebres de 3 e 4 Kg só dentro da mochila.
A caçada estava feita. Sto Huberto estendeu-me a mão e, em meia hora, pendurei 3 perdizes e 2 lebres, resultado final do dia.
O almoço, um churrasco de frango, com batata frita cortada à mão e salada de alface e tomate.
Antes, porém, ainda estivemos sentados cá fora, a beber 1 ou 2 minis geladinhas, com as incomparáveis "gambas fritas" ( carapauzinhos fritos) que o Francisco T manda fazer no seu restaurante, o queijinho de Serpa laminado, de meia cura, azeitonas novas com sal grosso, rábanos cortados às rodelas, enfim iguarias do melhorAlentejo.

No regresso fomos beber o café da ordem à esplanada do Luis da Vendinha, e eu e o Zé S. de seguida fomos dar uma volta ao final da tarde onde consegui "matar" a perdiz que se vê na foto acima. Linda. Por acaso será naquela zona da Vendinha que iremos caçar no próximo domingo. Rei do Bando ? Pelo tamanho....
Abraço amigo



segunda-feira, outubro 19, 2009

Mais amigos.






























A estreia do JG , em cima à esquerda, decorreu no ambiente de um óptimo dia de caça.

Já nosso conhecido de épocas anteriores, nas andanças aos tordos, o JG tornou-se sócio da ZC e acompanhou-nos nesta jornada de salto, onde não faltaram as perdizes àsperas das encostas, as lebres sorrateiras e os imprevistos coelhos a saltarem dos matos rasteiros.

Ao almoço, um ensopado de borrego de se lhe tirar o chapéu, regado com um especialíssimo tinto verde particular do Zé S., animou ainda mais as hostes e, o final de tarde, foi na esplanada do Luís, na estrada da Vendinha, com conversas simples e sobre caça, claro, como não podia deixar de ser!.

Juntou-se a nós, ao almoço, o GS que tinha ido caçar ao Crespo.

Excelente companhia. Abraço a todos.


sábado, outubro 10, 2009

Caçada aos Coelhos






























Caçar aos coelhos é sempre um divertimento.
No feriado de 5 de Outubro fomos com os cães à Vendinha para uma "lide" aos coelhos.
O tempo áspero, seco, faz com que os coelhos brinquem dentro das manchas de mato com os cães e com os caçadores.
A concentração mental tem de estar a níveis muito elevados e só nas portas se conseguem alguns resultados.
Para mim, o saldo final limitou-se a um par deles, embora outros confrades tenham tido...bastante mais sorte.
Todos esperamos agora pela chuva bendita, quer para aliviar os agricultores na lavoura e na pecuária, quer para a caça.
Abraço amigo

terça-feira, outubro 06, 2009

Abertura Geral da Caça






























Por norma não gosto de expor os quadros gerais de caça.
A muitas pessoas pode ferir susceptibilidades.
Mas quando se gere bem a caça e os seus efectivos, não é por aí que vem mal ao Mundo.

A Abertural Geral deste ano foi bastante boa, acima das nossas expectativas e o registo de satisfação esteve bem patente nos rostos dos caçadores desta magnífica Associativa.

Na 2ª foto, o meu "mochileiro" mais novo, levantou-se às 04h15 da madrugada e deu uma valente ajuda ao Pai. Mais importante do que isso, foi um excelente companheiro durante todo o dia.

No dia seguinte, dia 05 Out desloquei-me para outra zona de caça e fui aos coelhos. Aí, já o meu mochileiro ficou a dormir na residencial, no paz dos anjos, entre perdizes revoadas e lebres que "escorregam" das mãos. Ele sabe o que eu quero dizer, mas o segredo fica entre nós, para toda a vida.

Abraço amigo.
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terça-feira, setembro 29, 2009

Abertura Geral 4 Outubro 2009















É sobretudo na abertura da temporada que todas as ilusões que encheram o nosso coração ao longo dos últimos meses irão ou não confirmar-se.

Com o cão de parar pela nossa frente, a caça da perdiz, de salto, é e será sempre a rainha das caças.

A todos os confrades, votos de uma excelente Abertura 2009, com toda a segurança do nosso lado, convívio são e muita alegria, e que todos os nossos desejos se concretizem, seja na planície , no montado ou nas serras , com a lebre pendurada e uma ou duas vermelhas a acompanhar.

Um abraço a todos e boa sorte !
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terça-feira, setembro 22, 2009

20 Setembro 2009 - Abertura






















Uma boa gestão por norma conduz quase sempre a bons resultados dando sempre lugar a manhãs bem passadas.

Neste caso, estive, por convite, na ZCA da Vendinha, em Serpa, onde "abrimos" aos coelhos e lebres.

Três grupos de caça espalharam-se nas herdades que integram esta ZCA e, com a preciosa ajuda dos sempre maravilhosos e fantásticos cães de coelhos, muita caça saiu dos extensos matagais, proporcionando muita gritaria, tiros e libertando muita adrenalina.

Abraço amigo.

terça-feira, setembro 08, 2009

Rolas 2009















Domingo, 6 de Setembro de 2009

Rolada em Vila Nova de S Bento

10 rolas e 8 torcazes ?

Estória em breve.

Abraço
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segunda-feira, agosto 17, 2009

Abertura de Verão















Confesso que nos dias anteriores as notícias que ia recebendo sobre o nº de torcazes e rolas que visitavam todos os dias a zona de caça em Vila Nova de São Bento não me deixavam nada animado.

Na véspera, noite que é quase sempre mal dormida atormentada pelo efeito daquele bem conhecido frenesim da ansiedade expectante da espera do dia seguinte da abertura da caça, acabei por acordar às 4h30, em Serpa, e admirado fiquei pois tinha dormido bem e, ainda por cima, na véspera, adormecido praticamente de imediato.Isto revela o pouco entusiasmo que a abertura me estava a suscitar.

"Bem, vamos lá ver o que isto vai dar" . Dei um salto da cama, vesti-me, peguei nas coisas da caça e fui direito ao pequeno almoço. A D Teresa, como sempre, estraga-nos com mimos, pois à disposição tínhamos tudo, sumos, café com leite, yogurtes, fruta variada, pão, bolos etc. " Se calhar vai ser o melhor do dia " - interiorizei.

Às 05h30, noite escura, chegava à sede da associação, ali às portas de Espanha e, depois de rever e cumprimentar todos os companheiros da época anterior, iniciou-se o sorteio das portas. Os ânimos - pude observar - não eram lá muito transbordantes pois esperava-se um dia de pouca caça.

Calhou-me, assim, por sorteio, a porta 33 na zona norte do cevadouro e num local onde cada rola ou pombo que caísse seguramente teria de andar bastante tempo à sua procura, pois à minha volta quase tudo era mato e estevas, o que não me deixou lá muito satisfeito. Ninguém gosta de deixar caça abatida no campo e o local que me foi sorteado não era de facto o melhor para evitar que tal acontecesse. Teria que estar com muita atenção.

Uma nota para o amanhecer que, ali, é sempre um espectáculo digno de cortar a respiração, só por isso valeu a pena madrugar neste dia.

Tive de esperar cerca de 1/2 hora para ver entrar o primeiro torcaz. Estava tão distraído - e já a desanimar - que deixei-o ir... com uma série de palavrões atrás mas foi.

Entrou um par deles e tentei o doble. Caíu um. O cartucho que estava a utilizar foi uma estreia: MB Light 30 gr chumbo 6 da Baschieri & Pellagri. Bom cartucho. O torcaz foi cair lá em baixo no barranco. Descer, procurá-lo e subir de novo, perdi quase 10 minutos. !

Os tiros iam soando, poucos, pelas outras portas. Refeito no lugar, entra outro de repente por cima da azinheira à minha esquerda. Tiro de instinto e pombo no chão. Este caíu mais perto e cobrei-o, rápido. As rolas teimavam em não aparecer, nem das bravas nem das turcas.

Mais 3 ou 4 pombos a entrarem, agachei-me, imóvel, - "deixa-os entrar bem" , pensei. Levanto-me, escolho um, disparo e...novamente para o barranco, lá para baixo. Vou cobrá-lo, pelo caminho saltam-me 2 coelhos, mais uns minutos e...perdi-o. " Vou para cima" senão perco a manhã nisto.

Ofegante, pouco mais aguardo quando entra-me uma rola a "200" à hora. Tiro atrás e queda aí a uns 50/60 metros.

Mais 2 torcazes ao longe a virem direitos à porta. Agacho-me, aguardo mas são disparados noutras portas e vão para melhores lugares.

Outra entrada pelo lado direito, encaro, disparo e queda livre, desplumou-se todo no chão. Certinho, à vista, foi só ir lá buscá-lo e pendurá-lo no porta-caça.

Meio da manhã e mudo de cartucho para F2 Classic 36 gr chumbo 6, também da B&P. Belo cartucho. Um bando aí de umas 7 rolas entram altas ao posto. Tiro na vertical e uma delas veio por aí abaixo. Caíu bem, cobro fácil.

O resto da caçada foi feita com esta munição. Saldo no final: 7 torcazes e 4 rolas.

Uma boa abertura afinal. Vamos esperar pelo final do mês, princípios de Setembro.

Aqui, em Vila Nova de São Bento é quando acontecem as melhores roladas. Vamos ver.

Abraço amigo.
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quinta-feira, maio 28, 2009

TORDOS


































O "bichinho" já vai "roendo" as nossas entranhas e já se vai olhando pelo canto do olho para a próxima época de caça.

Uma das minhas modalidades favoritas é sem dúvida a caça ao tordo.

Como nestas coisas o melhor é ir tratando devagarinho dos assuntos, já temos o olival garantido para 2009/2010. Um dos meus favoritos pois muito raro é o tordo que cai redondo e se perde no mato, que é uma coisa que sempre me aborrece.

É em Brinches , numa ZCT, e as fotos de cima retratam o local. Em baixo o Zé S. posando mas com parcos resultados, aliás como foi apanágio da época passada.

Como na época anterior fizémos lá óptimas caçadas e com o optimismo que sempre nos domina, já estamos a preparar o "Estádio" para o final do ano.

Abraço amigo, até à próxima para combinarmos quantos e quais os cartuchos para este ano !

sexta-feira, março 20, 2009

Primavera



Hoje dia 20 de Março de 2009, começou a Primavera, às 11h44 da manhã.

Embora não tivessem sido tiradas no dia, aqui deixo, em homenagem à minha estação do ano predilecta , um casal de perdizes já emparelhado, pronto a responder ao apelo da mãe natureza.

A foto foi tirada do carro, na estrada, num olival intensivo ( !) ali mesmo antes de chegar a Beja.
Fiquei algo surpreendido pelo local, mas o comportamento revelado, arisco à paragem do carro, com fuga imediata a pés, revelou bravura.

Que deixem no campo uma generosa prole de perdigotos. Se as quiserem ver melhor no ecran cliquem duas vezes na foto.

Abraço

segunda-feira, janeiro 05, 2009

Patos com fartura !



Herdade das Namoradas - Beja

Foto1. O resultado individual da jornada ao final da manhã.
Foto2. Preparando a ida para a espera da noite.
Foto3. A beleza profunda e tranquila do entardecer na barragem.

domingo, dezembro 14, 2008

2008 -Último dia de Caça à Perdiz















14-12-2008
Um dia bastante chuvoso assinalou-nos o fim das caçadas à perdiz de salto e em linha na ZCA do Crespo.
O tempo não esteve para melhor e aproveitou-se também a melhor das únicas 3 fotos tiradas.
O B., à esquerda, esteve pela primeira vez connosco no Crespo. Apesar da chuva copiosa espero que tenhas gostado de ver as perdizes a passar na tua porta, por cima de ti, em quase perfeita sintonia e imitação de caças a jacto em miniatura. Espero que tenhas gostado da paleta de cores das penas vermelhas das perdizes e do amarelo torrado e branco neve das lebres e da inexcedível alegria dos perdigueiros no seu encalce. Espero que tenhas gostado, no fundo, também, claro, da nossa companhia.
Igualmente espero que tenhas apreciado o " Cozido de Grão à Alentejana" , o vinho verde tinto cor de amora trazido de Guimarães pelo Zé S., o queijo curado de cabra cortado às fatias finas pelo Francisco T.
Para rebater tamanhas iguarias, o mordiscar dos rábanos vermelhos pontiagudos que os proprietários por ali plantam ( ou semeiam?) para atrair o Javali a cevadouro e que levam à mesa para serem cortados e degustados com as mais bem afiadas e pequenas navalhas alentejanas.

Entra agora a época dos tordos, uma das caças que mais me diverte.
Espero que eles nos visitem este ano, pelo menos com a mesma abundância com que o fizeram o ano passado.
Grandes cinturões para quê? O importante, o mais importante destas jornadas de caça é a saída ao campo, a comunhão pouco frequente que o ser humano tem hoje com a natureza, a satisfação plena de uma manhã de caça bem conseguida, um bom almoço reconfortante com bons amigos e um regresso nostálgico mas feliz a pensar já na caçada do domingo seguinte.
Um abraço de amizade!
Sérgio Vieira
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segunda-feira, dezembro 08, 2008

As Perdizes do Crespo











































Foto I - Sempre considerei as Perdizes do Crespo como aves de caça com dimensão e peso pouco comparáveis a muitas zonas do País.
Esta é muito provavelmente uma consideração polémica e, por isso, concerteza bastante discutível. Haverá muitas regiões onde a perdiz, sendo brava, terá o mesmo tamanho e peso das nossas.
No entanto, resolvi tirar esta foto, onde melhor se pode observar o seu real tamanho quando "à escala" com as traseiras da carrinha.
Foto II - No final da 1ª volta o regozijo, a satisfação estampadas na cara do caçador, com a companhia do seu companheiro de 4 patas.
FotoIII - Partindo para uma 2º volta de caça à perdiz.
Como dizem os sportinguistas ? - "só eu sei............ porque não fico em casa"
Abraço amigo