terça-feira, setembro 04, 2012

Enquanto não vêem as rolas...pescam-se achigãs























Enquanto esperei pela abertura das rolas, acabámos por combinar um dia de pesca aos achigâs.

Não, a piscina que se vê não foi onde pescámos os achigãs mas sim o complexo rural em Alcáçovas para onde fomos , de véspera, descansar.

Logo após o pequeno almoço, aí pelas 09h30 dirigimo-nos para o local da pesca, ali para os lados do Vale da Arquinha.

Durante a manhã, com a ajuda das rapalas mas sobretudo das amostras de borracha entaladas em anzóis tipo "pescoço de cavalo" bom trabalho démos aos nossos amigos peixes. A caixa do equipamento está equipada para medir o tamanho do peixe  e a preocupação residiu em apanhar tudo o que fosse do tamanho legal. O que não atingia o comprimento estipulado hoje em dia pela lei era devolvido à água.

É um dos meus petiscos favoritos no Verão, pelo que logo que chegámos a casa, fui "amanhá-los" e ao final da tarde já estávamos sentados, a comer meia dúzia deles, com umas cervejolas bem geladinhas.

O molho para o achigã grelhado é simples: muito coentro picado, sumo de limão, manteiga derretida e tudo bem misturado e a pincelar durante a assadura.

Bom apetite.

Abraço

domingo, agosto 05, 2012

Rolas e Torcazes 2012






















A esta hora já o trator passou com as rodas por cima deste trigo semeado que vemos na foto, esmagando o cereal e fazendo soltar a semente. 

Está feito de propósito para a caça das rolas, pelo que não é colhido.

Um pouco mais abaixo, à direita, enfim,  não se consegue ver aqui mas existe uma faixa de sementeira de girassol !

Será que é um sítio adequado para uma boa abertura de rolas ? É de apostar ?

A água fica na boca,  mas no dia 23 - é quando se faz a abertura aqui - logo veremos os resultados, aqui mesmo, neste blogue.

A abertura não foi feita no dia 23 e o local foi outro cevadouro dentro da mesma Herdade na Amareleja.

Os resultados não correspondem inteiramente  à minha caçada do dia mas o Miguel, pelo seu comportamento exemplar durante a caçada mereceu um quadro de caça generoso.

Todos nós já o sabemos: as rolas são cada vez em menor número. Metê-las dentro do Couto já é trabalho de expert. Os diversos que esta ZCT tem são todos exemplarmente tratados pelo Guarda da Herdade, ali, mesmo ao lado do Rio Ardila.

Esperemos pelos próximos dias para ver os resultados, pois elas estão já a descer para o Sul.

Um abraço amigo.

domingo, março 04, 2012

Carta aberta a um amigo ecologista




















Adaptação de um texto de
Israel Hernández Tabernero, de que muito gostei.

Sou um ser humano falso , um fingido, um sádico mascarado de caçador, um mau tipo, um insensível, um mentecapto, um mestre do eufemismo, alguém a quem, por favor, nunca voltes as costas...

Podes tu pertencer aos que dizem que ficas encantado com o campo e com os animais, que amas a mãe natureza e todos os seres que nela habitam, sem excepção. Que te dá prazer visitá-la, se possível na companhia do teu cão, que adoptaste, de passar um fim de semana com a tua família ou amigos numa casa rural, esse será sempre o teu plano perfeito.

Desfrutas então quando observas de longe o majestoso voo do abutre, ou o voar rápido do falcão peregrino ou o esvoaçar imóvel do penereiro.

Sonhas em conseguir juntar o dinheiro suficiente para conseguires comprar aquele magnífico telescópio austríaco que te irápermitir ver tudo nessas idílicas paisagens, até mesmo o fundo da tua alma.

Em casa reciclas tudo, para o trabalho vais sempre em transporte público e sempre que podes colaboras com uma organização ambientalista. Sim, decididamente estás comprometido para sempre. Para ti, é isso que é amar a Natureza, o resto - dirás tu - serão cantigas.

Por isso, meu amigo ecologista, que tão bem nos conhcemos, és incapaz de entender porque razão sou eu um caçador e falo de uma estupidez tão grande como o acto de caçar. Como assim? - Eu não posso de forma alguma amar a natureza e os animais pois acabo por, no final, procurar matá-los. Não, para ti amar a Natureza não é isso.

A minha espingarda será sempre um objecto tétrico, um objecto artificial, que provoca um imenso ruído na paz dos campos, sempre que eu disparo... nunca este cenário poderia encaixar numa tela a óleo de Monet, dirás.

Apesar disso, digo-te e redigo que proclamo o meu amor por esta mesma amante, que tu também amas. Mas isso é impossível, dirás. Sou um falso humano, um fingido, um sádico mascarado , um mau tipo, um insensível, um mentecapto, um mestre do eufemismo, alguém de que desconfias e a quem nunca voltarás as costas...não vá o Diabo tecê-las.

Mas deixa-me só dizer-te uma coisa, gostaria muito que, por uma só vez que fosse, te debruçasses comigo sobre a Natureza, aquela que eu verdadeiramente conheço. E que te fundisses com ela tal como eu faço muitos fins-de semana.

Vem então. Parte essa vitrina que te aprisiona, sai dessa maldita rota do sedentarismo e vem pisar a erva molhada da madrugada ainda escura, que te encharca os pés, sente que és tu o dono do teu caminho e que encaminhas os teus passos para qualquer lado, não te importes nem com o destino nem com a direcção, nem com o resultado.

Esse é o caminho que nós, caçadores, seguimos durante algumas horas, os que deixamos de sonhar em sermos livres para passarmos a sê-lo verdadeiramente, nas nossas jornadas. Sente aquele vento áspero e gelado na tua cara, suja as tuas calças de barro quando saltas aquela charca que está atravessada no teu caminho, treme, encharcado de chuva, frio ou de nervos, quando te sentas um pouco no meio do nada, a descansar, ofegante, naquela imensidão, compreende que, ali, a tua vida, naquele momento, depende única e exclusivamente de ti, pois estás só, ali não existem óleos de Monet, nem a policia, nem a cobertura de telemóvel que tanta falta te fazem. Possívemente, só os teus companheiros de caça e o teu cão fiel amigo.

Sente-te livre. Pica-te, arranha-te nos tojos quando procuras romper pelo monte acima em busca das perdizes esguias. E sangra das pernas. Acaricia o teu cão companheiro de caça e tenta olhá-lo nos seus olhos fugidios e esquivos. Vais ver que não consegues pois ele está é absolutamente compenetrado em procurar aquela perdiz para ti, que tanto pretendes. Depara-te com a lebre matreira que, dormindo nos pastos, salta à tua frente, em desafio e corrida desenfreada.

Sente as horas, o dia, a fugirem, a escaparem rapidamente debaixo dos teus pés. Desafia essa Gigante toda poderosa que é a Mãe Natureza. Desfruta-a com toda a atenção a que és obrigado e olha-a com respeito.

Observa como espera a raposa, sinistra, imóvel, como ela salta sobre a ratazana ou o coelho, observa como o falcão peregrino "rasga" aquele bando de torcazes que vem para o Alentejo, onde alguns perdem a vida.

Encontra pelo caminho a cama do Javali, ainda quente, e faz uma careta com o mau cheiro pestilento do animal que ali esteve. Se o encontrares pela frente, vê como o teu sangue parece congelar nas veias durante cinco segundos. Observa como a raposa agarra com os dentes na jugular daquela lebre menos atenta e mais afoita. Sente a fuga do veado , a partir as ramadas das giestas, e que é bem capaz de saltar por cima de ti enquanto foge e escapa aos seus perseguidores, envolvendo o teu coração numa autêntica revolução de sentidos.

Observa muito bem todo esse cenário que nós caçadores vivemos, pois é o mais real que vais ver na puta da tua vida. Aqui estão escritas todas as leis da existência e da sobrevivência. Assim é, há milhares de anos, ainda que tu não o saibas. Uma dessas leis, a mais lapidar, é a da vida e da morte, a de comer ou ser comido, a de fugir ou ser abatido, a de caçar ou ser caçado.

Se tens sangue nas tuas veias, o teu coração irá acelerar e muito ao ser testemunho directo de tão maravilhoso e grandioso espectaculo.

E então talvez compreendas que a unica diferença que existe entre nós é que eu não me conformo em ser um mero espectador desta maravilha que é a gloriosa Natureza.

Que eu quero ser o que sempre fui, e que desfruto vivendo a vida da maneira mais simples , esquecendo nestes dias tudo o que aprendi na escola e na universidade, participando nesse formidável jogo de vencedores e vencidos.

Talvez assim entendas porque sou verdadeiramente capaz de me integrar na Natureza como qualquer outro animal. Como animal que tu também foste antes de te tornares completamente artificializado com as tuas teorias humanistas, antes de distorceres a realidade para não sentires o tacto pegajoso do sangue da peça de caça ou do estertor da morte da peça que capturaste e que ainda bate na tua perna, à medida que caminhas.

Nesse dia, depois de veres a vida através dos meus olhos, talvez penses que o meu melhor não é a falsidade e que eu, de facto, amo profundamente a natureza. O meu amor talvez não seja tão idílico, nem tão casto, nem tão puritano como tu gostarias que fosse. Mas é um amor real, longe de ser perfeito, como o que um filho sente pela sua mãe e não como o que uma mãe sente pelo seu filho.

Um amor que por muito que tentes, nunca mo poderás arrebatar.

Um abraço de amizade, deum caçador.

segunda-feira, fevereiro 20, 2012

2012 - Despedida em grande.




















A despedida da época cinegética de 2011- 2012 foi farta em tordos.

A merecer reflexão a época terminar em 19 Fev e nesta mesma semana terem entrado muitos bandos de tordos.

Os olivais à volta de Moura e Serpa estiveram repletos em muitos locais. Porque não começar a época dos tordos em Janeiro e terminar em finais de Fevereiro ?

Abraço amigo.

domingo, fevereiro 12, 2012

4,5 graus negativos































ZCT Serra da Adiça

Manhã gelada, a iniciar a caçada com 4,5 graus negativos.

Olivais pintados de branco com a geada. Dedos muito entorpecidos com o frio não impediram um bom aproveitamento dos tordos numa porta menos boa.

Três ou quatro portas estiveram nos limites da lei em capturas. A minha, a 8, bastante escondida - os tordos apareciam-me, súbitos, repentinos, velozes, e nos espaços das oliveiras frondosas - foram bem aproveitados, 23 bicos e 72 disparos.

Ao almoço, no Monte, um bacalhau cozido com couves e batatas de horta particular, regados com azeite e azeitonas novas de Moura. Delícia !

Um abraço amigo.

segunda-feira, fevereiro 06, 2012

Ganhar o Jogo...ou perder o controlo



















ZCT Serra da Adiça

A melhor caçada de tordos deste ano.

No entanto, não ganhei o jogo, perdi o controlo!

PB SV 10
Polvichumbo super caça 32 ch 8 e 9 - Pólvora A2
Percha: 32 tordos


A foto foi tirada exatamente no local onde armei o resguardo de caça para me ocultar dos tordos. As entradas dos pássaros eram feitas por cima do cabeço que se vê na fotografia, ao longe, lá atrás das minhas costas. Na minha esquerda, na foto, não se consegue ver, mas tem ali uma vala.

Estória a contar em breve - esta... sem falta!

Vieram com o frio




















ZCT em Serpa

PB SV10
Polvichumbo super caça 32 - Ch 9 e 8 - Pólvora A2
Percha: 30 tordos ( 2 cobrados pelo "rafa" , EB do Saldanha )
Muito frio e muitos tordos.
Muitas portas a fazerem caçadas nos limites legais.

domingo, janeiro 29, 2012

Não há fome que não dê em fartura...lá diz o Povo



















Bela manhã na caça aos tordos.


Demoraram algum tempo a começar a entrar. Estava a ficar preocupado. Depois, os ruivos vieram dar uma ajuda pelas 08h00 e os comuns apareceram logo atrás.

Generosos a entrar às portas, a tiro, de peito feito. A "frente dos Machados" - como assim lhe chamamos, nesta ZCT, sempre foi muito boa. 16 portas a subir a Serra da Adiça. Uma cortada perfeita, sempre no mesmo sentido - de frente ! À espera dos tordos que vêm do montado.

A gentil convite do Gestor fiquei para almoçar no Monte.Umas febras e umas costoletas grossas grelhadas na lareira, com uma boa salada de tomate e pimento arremataram uma noite mal dormida, em que na véspera tinha feito 32 pássaros e que, nesta jornada, fiquei a 2 do limite permitido.

Um bom ano de tordos. Santo Huberto tem estado comigo.

Um abraço amigo

sábado, janeiro 28, 2012

Outra boa caçada






























Outra boa caçada em 2012

Serpa
PB SV10 Perennia III
Cartuchos Pólvora A2 - Polvichumbo Super Caça 32 Ch 8

Da minha parte foram 32 tordos e 1 Estorninho Malhado.

Não caçámos na zona das fotos mas em covas com muito zambujo. O tordo esteve muito querençudo na minha porta.

Muitas dificuldades nos tiros pois esteve uma brisa forte e o tordo "entrava" com muitas "quebras" de voo e já muito "batido" e desconfiado.

Os cartuchos estiveram à altura das circunstancias.

Um abraço

terça-feira, janeiro 24, 2012

Não há tordos ?














Serpa

Espetacular manhã de caça aos tordos.

Nos últimos dias - desde meados de Janeiro - que chegaram grandes levas de tordos a Portugal. Isto foi fácil de constatar pois em Dezembro o número destas aves que nos visitam todos os anos foi paupérrimo. Mesmo com ruivos à mistura. Estes identificam-se muito bem no ar, são mais pequenos que o tordo comum e compõem muito bem o ramalhete da caçada no final.

As imagens acima são de um grupo de 4 amigos apaixonados por esta caça.

Os resultados poderão não ser todos idênticos mas os rostos espelham muito bem a satisfação e o regozijo de uma manhã muito bem passada no campo.

Da minha parte, continuo o habitual sortudo com as portas que me calham.

Logo de manhã, ainda de noite escura, quando entrávamos com o Jipe na Herdade, já os tordos se atravessavam à frente dos faróis. Ora isto era o melhor indício de que os tordos visitaram na véspera e estavam naquele olival velho.

Ainda montava o aguardo a tacto, de noite, e estava a senti-los a bater as asas e a saltarem das oliveiras vizinhas.

Durante a manhã a minha PB fez 123 disparos.

Pura adrenalina esta caça dos tordos.

Abraço amigo

domingo, janeiro 15, 2012

Uma boa manhã de tordos.





























Local: Concelho de Serpa

Os Tordos. Vão aparecendo. Desta vez, o meu cunhado B. acompanhou-me na caçada.

Não foi daqueles dias "grandiosos" de tordos mas os cartuchos encomendados para a época vão-se gastando a muito bom ritmo.

Começámos com um nevoeiro persistente nos montados que durou até meio da manhã e, depois, um sol grandioso. Manhã de primavera, completamente atípica para dia de tordos, que se querem bem frios e agrestes.

No final, da minha parte, um porta-caça com 27 bicos, sendo um deles um torcaz mais desatento que por ali se afoitou na minha porta.

O B. também fez uns bons tiros, e por ali nos mantivémos toda a manhã, até às 12h15.

Depois, foi o arrumar do material de caça na carrinha e fomos para a cidade de Serpa. Almoço no restaurante da piscina - uns secretos e umas plumas para confortar os estômagos.

Passámos na Herdade dos Barretos onde tudo o que se produz é biológico ( frutas, leite , queijos, azeite, mel etc) comprámos uns pacotes de nozes e uns potes de mel e depois passámos pelo Monte das Oliveiras onde ainda comprámos uns queijos de Serpa - o melhor que por ali se produz.

Depois, rápidos para Lisboa, pois queríamos ainda ver o Benfica-V. Setúbal que terminou com resultado favorável para os encarnados em 4-1.

Um dia ... perfeito!!

Um abraço amigo

domingo, janeiro 08, 2012

Começam a aparecer em força

















Boa manhã de tordos em Serpa.
Espingarda: PB SV10
Cartucho: JK8 - Chumbo 8 e 9 - Pólvora A2.
______________________________

Uma entrada fulgurante de tordos por volta das 09h30 da manhã , durante cerca de meia hora, fez-me fazer o que nunca tinha feito na minha vida de caçador. Um doble aos tordos! Meia hora de tordos a entrar ininterruptamente durante cerca de meia hora. Nunca tinha visto. Dois ao mesmo tempo, aparecem-me a voar a "entrar" à porta, um tiro para o da esquerda e um tiro para o da direita. Quando caíram ainda admiti que não os ia encontrar, a ambos, pois num doble é difícil senão impossível marcar a "pancada" dos 2 mas depois de procurar lá consegui pendurar os 2.

Nessa meia hora devo ter gasto cerca de 70/80 tiros.

Puro divertimento esta caça.

Irresistível apelo









































Irresistível apelo a uma última caçada à Patiroja em 2011.

Zona: Mértola
ZCT Moinho de Vento
5.000 hectares

Resultado:
9 espingardas
40 perdizes
2 lebres
7 coelhos

Por convite do meu amigo G. fizémos uma grande manhã de caça nesta vastíssima Herdade do Concelho de Mértola.

Os resultados de lebres e coelhos parecem aqui desproporcionados em relação aos das perdizes abatidas. A razão foi muito simples: o Gestor da caça não quis privar ninguém de, querendo, levarem um coelhinho ou uma lebre. Porque o que também não falta para lá é coelhos e lebres. Os perdigueiros que o digam pois não foram raras as vezes que se "marravam" com um coelho ou uma lebre e o dono deixava-a ir.

Recordo-me de um braco alemão que marrou um "lapin" numas estevas e que sai com o coelho em corrida por um lavrado, direitinhos a mim. O coelho parece que ia a brincar com o cão. Corria à frente dele cerca de 2 metros e o Braco já ia todo "esfalfado", a enterrar as patas nos torrões e a deitar os bofes pela boca. Quando o coelho chegou perto de mim, pressentindo-me, "disparou" autenticamente em corrida desenfreada para dentro dos matos. O cão, parecendo admirado, estacou de repente, cabeça alta, surpreendido, a olhar para o coelho em fuga, como que a querer dizer" vai lá vai, tens pedalada a mais para mim...!" e voltou a trote direito ao dono.

Estávamos lá era para lidar com as patirojas. Essa é a autêntica rainha da caça.

Abraço

domingo, dezembro 18, 2011

Dia de Glória !





































































Último dia de Caça à Patiroja.

Uma das melhores manhãs de caça da minha vida.

Manhã inteira a caçar de salto.

A SV10 funcionou muito bem, a pontaria esteve boa e os B&P 34 gr D20 estiveram no seu melhor.

Um grande almoço e uma boa "safra" de caça que se levou para casa.

Agora os campos entram em descanso.

Um abraço de amizade.

segunda-feira, dezembro 12, 2011

Poucos Tordos este ano



















11 Dez 2011
Clube de Caçadores da Serra da Adiça

Mais uma vez a sorte do meu lado e uma das melhores portas.
26 "bicos", meia dúzia de falhados e o resto foi tudo corrido a 5-10-15 etc.
Valha-me os meus ricos cartuchos JK8 com 33 ( sim 33) gr carregados propositadamente
para o tordo. A Pólvora, essa é a A2 e no chumbo ficamos pelo 8.

Abraço amigo

Tordos em Santa Iria




































03 de Dezembro 2011

Poucos tordos em geral.
Ainda assim da minha parte a sorte habitual com as portas.
Três dezenas de tordos e perto de 100 tiros disparados. O melhor mesmo foi o almoço de leitão que veio despreocupadamente para a mesa nas instalações da Herdade.
Abraço amigo

terça-feira, dezembro 06, 2011

domingo, novembro 06, 2011

De salto, à perdiz!



















Bom cupo de perdizes.
Vendinha, 06-11-2011
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segunda-feira, outubro 31, 2011

Lebres e Coelhos


















ZCA Vendinha
Vales Mortos - Serpa
30/10/2011

Caça ao Coelho


















ZCT Santa Iria
Serpa
29/10/2011

domingo, outubro 02, 2011

Abertura Geral da Caça 2011












































Escrevo no próprio dia e a esta hora se Deus quiser já
todos estaremos no conforto dos
nossos lares.

Olhemos para estas fotos. Temos de dar graças a Deus por
termos saúde, podermos tentar partilhar esta nossa paixão
em sã convivência.

Não estou a ser lamechas não. Foi um dia bom e um dia mau.

Na véspera, no dia 01, pelas 15 horas já o Zé G parava em frente à minha casa em S João Estoril. Nas traseiras do carro, a sua inseparável "norma" cadela pointer de ano e meio de idade, preta e branca, que ia fazer a sua estreia este ano às perdizes da Vendinha. Arrumámos o melhor que pudémos o material de caça.

Pelo caminho, no meio de animada conversa , não deixámos de parar a viatura em Sta Margarida do Sado.

Na esplanada, espraiámo-nos à sombra mas com aquele calor anormal e tórrido de Outubro, acompanhados de 2 cervejolas bem geladas e um pires de torresmos alentejanos, para o petisco, conforme só ali se fazem. Tostadiços e crocantes, como mandam as boas regras.

Estômagos compostos rumámos para Vila Nova S Bento onde ia dormir a casa do Zé . Assim, pouparia o encargo da estadia na Residencial, o que dá sempre jeito nesta altura de crise instalada, e tinha ao mesmo tempo a oportunidade de rever a família da mulher dele. Enfim, estar num ambiente de aldeia alentejana, diferente, nem sempre está ao alcance de todos. Ao cair da tarde, em VN S Bento, a temperatura é amena e passear por aquelas ruas torna-se então um autentico prazer.

Pela noite combinámos e fomos jantar ao Restaurante "A piscina " em Serpa - considerada nos roteiros como a cidade mais branca de Portugal . Uns secretos bem cortados e passados, salgados no ponto e acompanhados de batata frita, com um pudin flan delicioso e um café simples, arremataram a refeição, que se pretendia algo calórica, pois no outro dia esperáva-nos uma árdua manhã de caça. A nós juntou-se ainda o Ze S. de Serpa , o Vit e o Pedro que vieram propositadamente de Famalicão

Às 6 da manhã, meus caros, levantámo-nos, duche tomado e fomos direitinhos ao Monte do P.

A azáfama por ali já era grande, tratava-se dos documentos de última hora, de quem ainda não tinha apresentado os documentos, pagavam-se as últimas quotas , cortavam-se os habituais papelinhos para se efectuar o sorteiodos batedores e das portas e pagavam-se os almoços para mais logo.

A mim saíu-me o papel de "batedor 3" e " porta 8" . " Caganeira, caganeira, és um cagão" - dizia-me o Zé - "vão-te cair todas em cima". Escusado será dizer que ele referia-se às perdizes e que o entusiasmo, esse, claro, redobrou a partir dali.

Iniciada a caçada com a P. Bereta sobrepostos, vejo a cadela braco do Bruno, animal já com 4 ou 5 anos, com a escola toda, a "marrar-se" com algo dentro do pasto. Estava imóvel, inerte, estátua. O dono aproximou-se e ali estivémos, eu e ele, cerca de 1 ou 2 minutos ( à vontade ) a disfrutar a paragem. Debaixo do focinho saltou-lhe, num repente, um coelho, fugindo em linha recta, rápido, de frente para o Bruno e de través para mim. 4 tiros, 2 dele e 2 meus e o coelho foi-se embora a rir à gargalhada. Do meu lado direito, o Angelo, não vi, mas também devia rir a bom rir, daqueles 2 "martelos" sem emenda que deixaram ir embora o coelho.

Algmas centenas de metros à frente e depois de pormos um bando de perdizes "em França", lá para os lados dos pinheiros, salta-me outro coelho. Que diabo este deixei-o alargar com calma e ao primeiro tiro derrubo-o. Pendurei-o pela cabeça. Já me aquecia a perna esquerda. Siga...!

Do meu lado direito, numa cova onde nem se via, o Angelo ia fazendo estragos. Quando apareceu ao pé de mim já pendurava um coelho, uma perdiz e uma lebre. É o que dá ter bons cães e eles, ali, garanto-vos, têm-nos, e dos bons.

Continuando a caçada oiço uns tiros do meu lado esquerdo. Um bando de perdizes é tocado e uma destaca-se em voo planado, de peito, direita a mim. A uns 50 metros vê-me e vira de repente para o meu lado direito. A Bereta funciona imediatamente pois já vinha na mira e, ao primeiro tiro, de ch 6, a perdiz tomba, com estrondo, a uns 30 metros, no pasto, seca !

A parte má do dia veio de seguida. O António seguia aí a uns 200 metros e pelo que me apercebi o cão dele ia entre uns matos e uma vedação a caçar. Uma lebre salta para fora dos matos e quando o António lhe desfere o tiro, o "chiquinho" - grande promessa de cachorro pointer - cruza-se com a lebre. Irremediavelmente o tiro cruza-se mas já com o cachorro e não com a lebre. Dois minutos depois morria com um tiro de lado, no peito. Sofreu pouco, muito menos que o dono que já não teve dia para nada.

E fico-me por aqui porque nada mais quero contar. O Antonio caça há 36 anos, tem 31 cães de coelhos, nunca matou um cão por acidente e o destino do "chiquinho" estava traçado naquele dia.

Repito, nada mais há a contar sobre este dia. Foi depois mau, muito mau, até chegar a Lisboa.

Local: Vendinha - Concelho de Serpa.

2 Outubro 2011
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quinta-feira, setembro 29, 2011

Parte II - Coelhos e Lebres 25/09/2011 -





























ZCA Vendinha

Dia de muito calor, muito seco.

No entanto, uma boa "colheita" nesta magnífica herdade
que... é "sempre certinha" !
Abraço - Estoria em breve

Parte I - Coelhos 24/09/2011











































Poucos Coelhos este ano em Mértola
Com o exército todo de Podengos e com um dia muito seco
os coelhos não deram mão e a "colheita" foi escassa.
Abraço, estoria em breve.

sábado, setembro 03, 2011

Abertura aos Coelhos em Sta Iria - Serpa













































2 de Junho 2011

Por amável convite do meu amigo Zé S. fui fazer a minha abertura aos coelhos em Serpa, mais propriamente à ZCT dos Peixotos em Santa Iria.

Só o Concelho de Serpa nos permite captar fotografias e landscapes tão bonitas como as que estão acima.

Como não tenho cães de coelhos, prontifiquei-me a fazer uma porta, isto para aqueles coelhos que vão fugindo pela frente das matilhas que, constantemente, vão no seu encalço. Sendo "porta" , e porque isso acarreta muito menos perigo com os tiros neste tipo de caça, resolvi levar o meu "mais novo".

Logo que chegámos à Serpínia onde já tínhamos um quarto duplo alugado, arrumámos a tralha e fomos ainda dar uns mergulhos à piscina pois o tempo estava abafado e fazia calor. Curiosamente, foi a primeira vez na vida que, enquanto estava a banhos numa piscina, começou entretanto a chover e trovejar. Apesar do engraçado da questão, comecei a pensar que tal combinação poderia não ser de facto a mais aconselhável ( água, com chuva e trovões ...) pelo que acabei por dizer ao Miguel para irmos para dentro, para o quarto.

Entretanto, liguei ao Zé S. que me disse estarem todos ( naquele dia também tinham ido aos coelhos ) no "Arrozinho de Feijão", restaurante em Serpa, e para seguir para lá para beber uma cervejola. Lá estavam todos, um dos "Grupos do Norte" , amigos do Zé, gente calorosa no seu acolhimento, gente que vê os valores da amizade talvez de uma forma diferente, com mais tradição. Lembro-me sempre que quando pela Páscoa ia ao norte a casa da família da minha mulher, as portas abriam-se totalmente para as pessoas da procissão habitual entrarem e comerem do que estivesse em cima da mesa. Enchiam a casa num instante, comia-se e bebia-se e seguiam depois para visitar nova casa da Aldeia. De facto, nós aqui na parte sul do País não temos esta tradição e os valores e referencias são algo diferentes.

Bom, mas deixadas estas divagações e bebidas mais algumas cervejolas, em bom convívio, encontrámo-nos mais tarde à mesa do jantar. Para mim, optei por uma boa posta de bacalhau à lagareiro, ficando-se o Miguel pela picanha grelhada, sim porque isto de bacalhau e peixe não é lá muito com ele. Ainda por cima no Alentejo e sózinho com o Pai onde não tem a Mãe a "deitar-lhe o olho". O vinho tinto de Pias foi o escolhido e uma boa mousse de chocolate e um café forte encerraram a refeição. Para tudo terminar em beleza, Portugal tinha acabado de derrotar o Chipre por 4-0 para a fase de apuramento do Europeu 2012.

Já na Residencial , bebi uma água das pedras natural, na esplanada, pedi à D Teresa para me acordar às 05h45 e eu e o Miguel fomos dormir o sono dos justos, não sem antes prepararmos minuciosamente, para o dia seguinte, todo o equipamento e apetrechos da caça:
cartuchos, roupa da caça, botas, polainas, cintos, águas etc.

Acho que demorei menos de 5 minutos a adormecer. Às 06h15, depois de um duche rápido, já estávamos na sala de refeições a tomar o pequeno almoço. O Miguel, só à parte dele foram 2 enormes croissants com manteiga e doce, um pão também com manteiga e doce e um copo de sumo de laranja.

Aparece o Zé S e combinámos encontrarmo-nos à entrada de um macdam, a seguir à lagoa, logo antes do Monte dos Peixotos. Passados alguns minutos aparece o Zé e o António que tinham ido buscar o "exército" ( os podengos) ao Monte. Os cães ladravam incessante e alegremente dentro dos reboques já prevendo a "guerra" que tanto adoram dar à coelhada.

Soltos os cães, fui para uma porta em cima de um morro alto, autentica cidade de coelhos, tal era o número de buracos e tocas que o circundavam. A ideia era tentar apanhar alguns que viessem fugidos dos cães para procurarem maior segurança dentro das tocas. De facto, assim foi. Passados alguns minutos de caça , disse-me, ansiosamente, o Miguel: "Ó pai, ó pai, olha ali, olha ali " e apontava com o dedo um coelho que corria directamente para as tocas. Só tive tempo de endireitar a semi-automática e "sequei-o" mesmo junto à cova. Mais 1/2 metro e tinha encovado.

Algum tempo depois aparece-nos outro a correr desalmadamente para as tocas com os cães a laticar lá dentro dos matos. Aqui precipitei-me e joguei-lhe um tiro bem longe, aí a uns 50/60 metros. Com munição 28 gr, 7 1/2 B&P o coelho "levou" mas conseguiu dar meia volta e por ali foi entocar. Que pena, ainda andámos alguns minutos literalmente de rabo para o ar à procura dele mas a existencia de muitas covas fez-nos rapidamente desistir.

O terceiro que apareceu ... nem soube o que lhe aconteceu. "Vai buscar filho" - o Miguel desatou a correr e, agarrando-o pelas patas, como já aprendeu a técnica do golpe de cutelo por trás das orelhas, terminou-lhe rapidamente com o sofrimento.

Entretanto, dentro dos matos a "guerra" era grande. Gritaria, tiros, ladras, lá se iam pendurando aqueles coelhos que tinham sido menos afoitos a esconder-se dos cães. Devo já referir que, ali, naquela Herdade, atendendo à existencia de tantas tocas, só se consegue caçar uma percentagem ínfima do que lá existe. Ainda assim, e à hora do almoço, o Guarda da Herdade, o João R. avançava que naqueles 3 dias de caça, desde o dia 1 de Setembro, já estariam apanhados perto de mil coelhos, pelo que , por aqui, podemos aferir da riqueza cinegética desta Herdade em "Oryctolagus cuniculus" - coelho-bravo.

Depois de pararmos alguns minutos nos Jeeps e comermos "a bucha", seguimos a caçar de salto. Nesta fase, quem vai mais à frente nas portas geralmente é quem "se safa melhor". Eu e o Miguel íamos em terceiro lugar a contar da frente e, entre mais 3 ou 4 coelhos deixados fugir por tiros errados, outros por serem tão rápidos que não nos deram tiro, apanhámos ainda mais dois. Um deles dei-lhe um tiro, deu uma cambalhota e foi refugiar-se debaixo de um zambujeiro o que me obrigou a um autentico mergulho debaixo do arbusto para, no meio do pó, conseguir lançar-lhe a mão antes de cair para dentro de alguma cova.

No final, o saldo, para 9 espingardas, "sem carregar no acelerador" - relembro que no dia anterior já tinha havido outra sessão de caça com os mesmos protagonistas - foram 61 coelhos, o que permitiu uma média na ordem dos 7 coelhos por arma.

Depois da já tradicional fotografia de grupo, com a caça estendida no chão, regressámos a Serpa para o almoço. Antes disso, porém, um dos confrades que tinha tido um problema com um podengo demasiado gordo para aquelas andanças, ainda foi à veterinária para ver do cachorro que tinha sofrido um golpe de calor e felizmente que se safou pois estava mesmo bastante mal. É preciso sempre muito cuidado com os nossos cães e com a caça de verão e aqui o nosso companheiro esteve muito bem. Primeiro recuperar imediatamente o cão, depois o almoço.

À mesa foram servidos uns suculentos filetes de pescada com o tradicional arrozinho de feijão e, desta feita, acompanhei com cerveja sem álcool, pois ia regressar para S. João do Estoril.

Depois de mais um café na esplanada e feitas as despedidas regressei a casa. À saída de Serpa dizia-me o Miguel, de mansinho : " Pai ficava agora aqui milhares de anos". Ouvi e calei, continuei a guiar em silencio, mas fiquei satisfeito pois aquelas palavras significavam ...que tinha gostado.

Já em Beringel tinha combinado e encontrei-me com o Zé G. onde bebemos um café, conversámos sobre a caçada. Ele, no dia seguinte, ia caçar à codorniz com a sua pointer, com o António e com o Zé S, todos eles com pointers, quanto a mim o cão de excelencia para a caça desta pequena ave.

Um abraço de amizade , até à próxima.


Já eram !





























20/08/2011
Todos os anos vivemos na ilusão de nos podermos divertir com uma boa abertura às rolas.

A caça, por si só, é apelativa e bonita, chamada de verão, com manhãs frescas e, de seguida, com temperaturas geralmente muito mais elevadas. Mas aquelas 2 ou 3 horas iniciais da manhã, mais frescas, levam muita gente a percorrer centenas de Km, durante a madrugada, para os campos deste nosso País, esperando sempre algum dia de sorte que lhe permita pendurar meia dúzia de exemplares.

Por mim, este ano, talvez tenha desistido de vez deste tipo de caça em Portugal.

E isto porquê ? - de ano para ano é visível que são cada menos os efectivos de rola comum que nos visitam e nidificam em Portugal.

Eu sou dos que acreditam incondicionalmente que a espécie não está em decréscimo, sobretudo pelas excelentes caçadas que todos podemos observar são feitas anualmente nos Países do Norte de África.

A minha opinião é que Portugal deixou de ser, como diziam antigamente ? - " O celeiro da Europa". Agora subsidiam-nos para não semearmos, para não produzirmos nada, e o nosso País, a pouco e pouco, cada vez mais, vai sendo um imenso deserto de cereal e de outros cultivos de verão, de que as rolas tanto gostam. Não havendo, é lógico que elas só têm de alterar as suas rotas migratórias e ir nidificar onde têm à disposição comida e água abundantes, isto é, norte de áfrica ! - pelo menos para já.

Por outro lado, penso que será altura de acabar de vez com os cevadouros. Já se mataram tantos e tantos milhares de rolas nestes locais que, agora, tudo quanto se preze ser "zona de caça" tem 1 ou cevadouros para chamariz dos caçadores. Sabendo-se que a rola volta aos locais de nidificação todos os anos e acrescendo-se as autenticas hecatombes que de há muitos anos a esta parte se fizeram nos cevadouros, os resultados só poderiam ser: poucas rolas!! Muitos cevadouros por tudo o que é turístia, associativa e municipal e... poucas rolas.

Tudo isto para referir que, uma vez mais, fui fazer a minha habitual abertura às rolas, desta feita ao Torrão. Não resisti e tirei as 2 fotos acima, uma do meu sorteado e pequeno mal feito abrigo e outra do cenário de caça que tinha pela frente: pasto e mais pasto, a perder de vista. Culturas? - nenhumas !

Nas minhas traseiras, à chamada distancia regulamentar, lá estava um cevadouro de trigo e girassol visitado por centenas de rolas turcas, aquilo que já vi, num forum de caça, chamar, por sinal com muita graça, de... "problemas no ar"...

A minha captura, nesta abertura, foi de 2 rolas comuns e assisti a um autentico desfilar de centenas e centenas de "problemas no ar" ( acho que nunca vi tantas) que me deixou de boca aberta e pensativo sobre qual, afinal, é que se deveria abrir a caça às rolas em Portugal: à comum ou à turca ?

Para Portugal penso que me chega. Marrocos será certamente o meu destino no próximo ano. Até lá tenho mais de 10 meses para tudo preparar cuidadosamente, pois a abertura por lá começa em Junho ( os feriados do mês são óptimos para isto)

Um abraço amigo

domingo, fevereiro 20, 2011

Tordos - Grande despedida.



















20/02/2011
ZCT Sta Iria - Serpa
Extraordinária manhã de caça aos tordos.

Sábado, de véspera, já eu passeava por Serpa, onde, após o almoço, optei por dormir uma reconfortante sesta na Residencial Serpínia.

O Zé G. estaria a caminho. Embora tenha casa em Vila Nova de São Bento, vinha pernoitar sozinho, pois a mulher, por questões profissionais, optara por ficar em Lisboa.

Por volta das 19h30 toca o telefone e combinamos o jantar. Na casa do Zé S. por convite do mesmo. Havia já um cabritinho a assar no forno, com batatinhas, e convites destes, minha gente, é coisa que jamais se pode recusar.

Antes de chegar ao jantar ainda fui comprar uns chocolatinhos da Mars para oferecer ao Zé M. filho do S.

Ao jantar, como sempre, umas entradas cuidadosamente preparadas pela C. , uns tortulhos apanhados no campo, cortados aos bocados e fritinhos em azeite e alho. Uma iguaria meus caros !

A acompanhar o cabrito assado no forno, umas migas de espargos verdes e um verde tinto de Monção com 10º e, ainda, um branco gasoso especialíssimo para Senhoras.

A meio do jantar o sinal de alarme: um telefonema a avisar que, nessa noite, a GNR cercaria Serpa quase por completo para realizar uma gigantesca operação auto-stop. Geralmente bebo pouco, um ou dois copos de vinho, e, como ando sempre bem documentado, tal não me apoquentava.

Ainda assim, perto das 11h da noite, quando regressei à Residencial, confirmava-se. Todas as Rotundas até lá estavam ocupadas com um ou 2 carros patrulha da GNR, a interceptar tudo o que era veículo. Por acaso passei, devagar, e não me incomodaram. Mas a operação era mesmo das grandes.

A noite, essa, passei-a a ver tordos, uns a entrarem bem às portas, outros a piarem e ainda outros a cairem bem lá do alto. Os que mais gosto são os que caiem que nem hélices. Bem difícil, por isso, foi a tarefa de adormecer nesta noite.

O João R. , Guarda da Zona de Caça, por outro lado, tinha dado na véspera umas informações abonatórias da ZC, que havia por lá uns pássaros bons e que daria para nos divertirmos no último dia. Claro que, com esta informação...quem é que consegue dormir em condições? Mas, por fim, lá consegui entrar no Reino dos Deuses e adormecer aí pela meia noite e meia.

Às 5 da manhã já eu estava a saltar da cama para tomar um duche quente. Depois de tomar o pequeno almoço, arrumei rapidamente a tralha na carrinha e fui ter a casa do Zé. Entretanto, chegava, também, de Vila Nova, o Zé G. Também de Beja aparecia, ao mesmo tempo, o Gonçalo. Todos juntos, saímos perto das 06h00 e fomos beber um café quentinho a um dos cafés de Serpa já abertos àquela hora.

Sem perdas de tempo , seguimos de imediato para os Peixotos. Aqui, não posso deixar de dar uma breve menção honrosa a esta Herdade, Zona de Caça Turística de referencia no Concelho/Distrito / País? , há quem lhe chame já a "mãe dos tordos", pois mesmo em anos fracos de tordos, sempre se fazem lá excelentes caçadas. Coelhos é com fartura, perdizes ariscas e lebres matreiras é o que não falta por ali. Caça de cativeiro nada lá existe, é proibidíssimo, até de falar nela. Não é uma ZCT barata, mas é - seguramente - uma garantia de qualidade. Daí a dificuldade em conseguir lá caçar pois a procura excede largamente a oferta.

Bom, de regresso aos tordos, era noite escura quando o Zé S. me deixou na minha porta. Colocada em olival, num sítio alto, enquanto descarregava o equipamento o Zé ia-me dizendo como colocar o abrigo e de onde entravam os tordos.

Um " até já " e fiquei ali, calmamente, a equipar o material da melhor maneira. Como munições, um cartucho que já não o largo para caçar ao tordo: JK8, do Patalouco, de Viana do Alentejo. Carregado com Chumbo 8, pólvora A2 é um magnifico cartucho para esta caça. Certeiro, rápido e de grande alcance, chega a "despegar" tordos de alturas que parece mentira.

Ainda a amanhecer, praticamente sem se ver ainda, aconcheguei a PBereta nos braços, suspirei fundo, olhei para o horizonte ainda escuro e pensei: "venham eles!"

Alguns minutos mais tarde, começou a clarear e veio o 1º par , um ou dois disparos e tordo no chão. Ali, caçar ao tordo era uma maravilha pois o terreno era limpo de ervas e podia-se, inclusive abater 4 ou 5 que não se perdia as "pancadas" e recolhiam-se depois, numa só volta.

Matei aí uma dezena quando o Zé S. começou a chamar-me : " Ó Séeeergio, anda cá para baixo, eles estão a entrar é aqui pelo barranco". Bom, lá muito tiro dava ele pelo que... comecei a hesitar.

Mas como não sabia onde ele estava, lá entrava outro tordo ali no sítio, mais 1 ou 2 tiros, novo abate e, por ali fui ficando , naquele engodo de um tordinho aqui, outro tordinho ali, sempre a pingar.

Mas de facto eles lá em baixo continuavam mesmo a dar muitos tiros, o Zé e o Gonçalo. Coloquei o aguardo às costas e peguei na espingarda e na caixa de cartuchos e dei 2 passos. Outro par de tordos a entrar. Tudo para o chão, mais 2 tiros e outro estendido no chão. Voltei a armar o abrigo: "que se lixe, vou ficar por aqui, sempre vão caindo uns torditos"

Mas o Zé voltava à carga e insistia, aos gritos: "Ó Séeeergio, anda cá para baixo...!"

Finalmente lá me decidi. Deixei metade do material e desci o olival, à procura deles. Até porque lá em baixo, com os tordos a entrarem bem às portas, aquilo estava uma paródia pegada com as bocas do Gonçalo.

Mais meia dúzia deles derrubados e chamei eu o Zé G, para se chegar. Fizémos ali um quadrado de posições no olival, que deu belos resultados. Tordo atirado e falhado, em geral levava sempre atrás toda uma série de impropérios ( filho da p., cab., ) mas em geral ia passar a outra das nossas portas onde dava nova oportunidade de tiro.

Ali ficámos toda a manhã, aos tiros, e os tordos a entrarem com generosidade.

Foi com alguma nostalgia que vi chegar as 13h. Era tempo de arrumar os equipamentos, o que fiz em silêncio, lamentando, no meu subconsciente, ter findado mais uma grandiosa época de caça.

Sabia que a partir dali voltaria a atravessar novo "deserto" de 6 meses até chegar a nova época venatória. Esta, rendeu-me bastante. Não propriamente pelo número de peças cobradas que foram variadas e muitas, mas sim pelo convívio que a caça arrasta atrás, pelas amizades que se vão cimentando, pelas conversas durante a semana de onde vamos caçar no fim de semana seguinte, se à Associativa, se à Turística, se aos coelhos, se às perdizes e lebres. Tudo isso me passava pelo pensamento e estava a entrar numa de nostalgia por tudo acabar.

Contudo, rapidamente a nostalgia passou. Era tempo era de regressarmos a Serpa, dar umas gargalhadas pelo caminho, irmos ao último almoço de caça do ano. Almoçámos com o Guarda da Reserva. Ouvi-lo falar do campo, das espécies e da caça é por vezes tão bom como estar à caça, tal a riqueza de conhecimentos e saber daquele homem.

No final, o regresso a Lisboa. Os abraços de despedida, a certeza de que temos por ali verdadeiros amigos e que nos vamos ver diversas vezes, seguramente, antes de chegar a abertura das rolas e pombos.

Agora por isso, este ano há uns patos prometidos ali por Beja...

Um abraço e até lá.

domingo, fevereiro 13, 2011

Grande Tordada !



















12/02/2011
Santa Iria - Serpa
ZCT Peixotos
Tordos nos limites e o regresso do Miguel às caçadas.