sábado, outubro 10, 2015
Codornizes - uma paixão
10-10-2015
Hoje não fui mas o meu estimado amigo PL não resistiu e foi ver de umas codornizes que por lá havíamos encontrado na volta das perdizes do dia anterior.
Bem dito, bem feito.
Até às 11 da manhã, com ventos de 40 Km e com o seu inseparável "Sado" bem deu nelas, cobrando nos limites e regressando a casa ainda antes de chegar a chuva a Beja.
Um abraço amigo.
Salvada II
| Logo à 1ª hora da manhã. Escolhido o olival e restolho numa hora cobrei 2 lebres. Nada mau |
| Já noutro local. Há que retemperar forças com o taco. Perdizes de seguida. |
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| Cupo do final da manhã. 3 lebres, 1 coelho, 2 perdizes. |
| A minha percha dos 2 dias de caça. 4 lebres, 2 coelhos, 4 perdizes, 3 codornizes. |
Salvada, 9 de Outubro.
Terra de caça onde há de tudo um pouco.
Para caçar com cães de parar.
Sem igual.
Salvada I
| Final da manhã. Hora do almoço. À volta de Quintos. |
| Após o almoço, no calor, há que descansar 1 ou 2 horitas. O pátio da Gravia Grande. Nesta noite aqui dormi, sozinho. A inka dormiu, no chão do quarto, aos meus pés |
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| Na volta da tarde fomos dar uma volta às perdizes. Ficou um casal adulto. Foto tirada no quarto. |
Salvada-Beja, 08.Out.2015
Novo belíssimo dia de caça.
Cupo individual:
1 lebre, 1 coelho, 3 codornizes, 2 perdizes
sábado, outubro 03, 2015
Abertura Geral às Perdizes
01 de Outubro de 2015
Mértola- São João dos Caldeireiros
Um regresso à Herdade de Santa Maria
Não podia falhar esta abertura às perdizes num dos locais onde na pretérita época de caça tanto me tinha divertido.
A Herdade de Santa Maria, a uns escassos km de São João dos Caldeireiros.
As perdizes voltaram a criar bem esta primavera (perto do monte descobrimos no pasto um ninho com doze ovos eclodidos). A criar bem neste local, estiveram também os coelhos, que não se ficaram atrás.
Soubemos que em 4 caçadas com cães adequados, já capturaram perto dos 200.
Entre caçadores de salto e de portas, as perchas foram generosas e, mesmo com muito calor, consegui 6 bonitas aves, 1 lebre e falhar escandalosamente 2 coelhos. Um deles irrepreensivelmente parado pela Inka num monte de lenha e estevas, saído a terreno limpo e com 2 tiros atrás.
De resto, penso que estive a atirar bem, em dia sim, com eficácia.
Um dia muito bem passado, na companhia dos amigos GS e PL que também não deixaram os seus créditos por mãos alheias.
Ao almoço, no monte da Herdade, uma galinha de cabidela sempre saborosa e reconfortante.
Esperemos, uma vez mais, para melhores performances dos nossos cães, que o tempo refresque.
Abraço amigo
segunda-feira, setembro 28, 2015
Fim dos treinos II
| Aproveitar a oportunidade. Captar, rápido, o Sol a espreitar ao nascer do dia |
| Oh que grande manhã de caça. |
27/09/2015
Espectacular trabalho matinal dos cães e dos seus donos.
O PL com 3 lebres cobradas e 2 coelhos
Eu com 2 lebres.
Volta de 2 horas, não mais.
Depois ainda fomos a outro sítio capturar mais meia dúzia de codornizes.
Regresso cedo a Lisboa.
Em contagem decrescente.
Abraço amigo.
Fim dos treinos I
| Ponto de encontro: antiga estação ferroviária de Quintos. A alvorada. |
| A meio da manhã, temperaturas já muito elevadas. Cupo da manhã. Tudo muito suado. |
| Voltinha da tarde. Mais um orelhudo e um par de codornizes. Quem por aqui não quer caçar? |
26/09/2015
Beja- Salvada.
Os nossos cães atingem já um nível de treino assinalável para o que de melhor ainda aí vem:
- a caça geral à Perdiz !
Nesta época de codornizes esse foi o nosso principal objectivo.
Tivemos matéria-prima, tempo e, graças a Deus, saúde para tal.
Os nossos cães, parece-nos, estão numa das melhores formas de sempre:
- O"Sado" cada vez mais aprimorado, de nariz fino, mais comodista na busca mas certíssimo em lances capitais de paragem.
- A "Inka" cada vez mais uma máquina de combate, não olha a matos nem dificuldades para de lá de dentro enxotar a caça para fora.
- Ambos, espectaculares no cobro das peças abatidas.
Em contagem decrescente.
Abraço amigo.
segunda-feira, setembro 21, 2015
O fabuloso mundo da caça à codorniz
Setembro de 2015
De uma forma perfeitamente natural vai chegando ao seu termo o fabuloso mês de Setembro, na Salvada, em Beja, nosso local de eleição para a caça à codorniz.
As extensas planícies desta zona de caça, ricas em comida e refugio para a codorniz, fazem dela o nosso destino predilecto para a modalidade.
Contudo, com a lenta passagem dos dias, alguns contingentes destas aves, com o arrefecer das temperaturas nocturnas, vão regressando às suas terras de origem, em África, para, um dia mais tarde,no ano seguinte, retornarem a esta região. Há que aproveitar.
Destas jornadas, recordamos, sobretudo, os pormenores e a envolvência destes dias fantásticos que nos atraem para aquelas terras sem fim do sul de Beja.
Capturar as aves é sem dúvida um objectivo nosso, mas são os grandes pormenores e a partilha com os companheiros e amigos que nos rodeiam, que nos deixam ficar verdadeiramente extasiados por esta caça.
- É uma caça de verão, sempre com temperaturas agradáveis, pelo menos do meu agrado. Não sou avesso ao calor mas sim à chuva,vento e frio. Tenho tempo para estes últimos. Vivamos o verão.
- Dias inteiros ou até, mesmo, fins de semana, sem ter acesso a qualquer écran de televisão. E, francamente, o telemóvel também já vai ficando a mais, mas deste somos hoje em dia muito mais dependentes. Temos, nestas alturas de lhes dar um uso o mais limitado possível.
- O meio rural, as gentes e costumes do Alentejo, as cores e intensos cheiros matinais dos pastos e restolhos ainda pouco orvalhados , os rebanhos de cabras e ovelhas que pela madrugada regressam em fila ao pastoreio, aquelas noites estreladas inesquecíveis, observadas directamente do pátio do Monte da Gravia, onde, por vezes, sozinho, me sento e sinto bem comigo próprio, deixando a cabeça da cadela repousar, apoiada nas minhas pernas.
- A gastronomia alentejana, os bons e apaladados queijos de cabra e ovelha, o bom e maduro melão de sequeiro, as saladas tomate maduro, os vinhos brancos gelados que sempre nos caem tão bem em almoços e jantares.
- O propositado regresso aos campos ainda no mesmo dia de caça, pela tardinha, deixando cair o sol no horizonte e caminhando de espingarda nos braços até mesmo ao cair da noite. A magia desse por-do-sol, dos restolhos amarelados prontos a serem de novo lavrados, das queimadas de fim de Setembro, enfim de toda aquela paz que nos inunda os corações e a alma.
A caça à codorniz em si, constitui uma autêntica, verdadeira escola para os nossos cães.
O limite legal de captura são de 10 aves por jornada mas, destas 10, cerca de 2 ou 3 lances ficam quase sempre marcados na nossa memória. Ou pela positiva ou pela negativa.
Neste dia, recordo, com muita alegria, um lance em que a Inka perseguiu pelos pastos uma codorniz cerca de 20 ou 30 metros, com diversas paragens, difícil mas sempre segura, até uma última paragem ao de leve e o arranque forte da ave. Tiro e cobro imediato, suave de boca. Basta-me estender-lhe a mão que ela deposita-me a ave, quase intacta.
Um segundo lance, viragem repentina e, quase em ângulo recto mas de cabeça bem levantada, a cadela pára. Preparo a arma e, sem pressas, dou a volta por forma a que a ave saia a jeito de ser atirada ou por mim ou pelo PL, a quem faço sinal da paragem para que fique atento. Depois de desfrutar algum tempo da paragem resolvo mostrar-me à ave. Saltou, sim, veloz, não uma codorniz mas sim uma lebre que por ali certamente havia-se deitado pela manhã para aquecer-se com o sol nascente. Encoberta, quase sem a ver, tiro de vulto e deixo de a sentir a correr nos pastos altos. Sinal de que tinha ficado. A Inka prosseguiu em correria, sem se ter apercebido, devido ao tamanho dos pastos, que a lebre tinha ficada para trás, estendida. Mas cedo se apercebeu e instantes depois regressa, trabalha a ventos por mim incentivada e, radiante. traz-me a lebre pendurada na boca. Nada há de mais bonito e belo do que um perdigueiro a cobrar uma lebre.
Até à próxima caçada.
Abraço amigo.
quarta-feira, setembro 16, 2015
Dupla jornada
| 1º dia: Logo bem cedo, cupo no limite. |
| 2º dia: limite legal alcançado pelas 11 horas da manhã. |
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| Uma volta à tarde pelo NC. Evitar os golpes de calor. Obrigatório dar de beber ao nosso companheiro de 4 patas |
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| Aqui, só pode haver codornizes. |
| Ao cair da noite espera aos patos. |
Dupla jornada em Beja e arredores.
De salto, às codornizes e uma espera no final do dia aos patos.
Bons momentos.
A Inka esteve irrepreensível, sobretudo nos cobros.
Abraço amigo
terça-feira, setembro 08, 2015
De novo ao encontro das 'africanas'.
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| Recolher as lembranças dos primeiros lances |
| A Inka a demonstrar clara fadiga logo no 1º dia. |
| Excluindo o branco da barriga que está sempre virada para baixo, a capacidade mimética destas espécies é fabulosa. |
| A vastidão do Baixo Alentejo. Impossível escrutinar tudo. |
Setembro de 2015
Duas espingardas.
Dois dias e meio de caça.
Perto de 50 aves cobradas.
5 lebres capturadas. Muitas a serem deixadas fugir propositadamente, mas não conseguindo evitar as maratonas dos cães que as levantam e correm no seu impossível encalço.
A generosidade das planícies alentejanas de Beja.
Ao pôr do sol, o cantar desenfreado dos bandos de perdizes.
As noites quentes, os vinhos brancos gelados da Vidigueira às refeições , o céu à noite , infinito, inundado e enfeitiçado com milhões de estrelas.
O sono profundo e ininterrupto, com os cães a dormirem no chão aos nossos pés.
De espingardas abertas, os tacos a meio da manhã com umas cervejas geladinhas. É preciso dar também algum descanso às pernas.
O estrondoso trabalho dos cães em meios completamente adversos, a desalojar as aves das valas.
Jornadas eternas.
Abraço amigo.
quarta-feira, setembro 02, 2015
Codornizes 2015
01-09-2015
Abertura na Salvada
Menos codornizes avistadas quando comparadas com a passada época.
Mais coelhos e lebres, avistados, parados e atirados.
Muito bom trabalho dos cães, mas em grandes dificuldades, com terrenos muito secos e gretados.Enquanto almoçávamos, estiveram presentes, aos nossos pés, na Salvada, no alpendre exterior do Café dos Palmas. Cervejinha gelada, salada de tomate maduro com cebola, calamares e arrozinho de tomate.
O tempo tem de arrefecer.
Chuva: precisa-se, urgentemente!
Abraço amigo.
terça-feira, setembro 01, 2015
Patos no Roncanito
22-08-2015
Herdade do Roncanito
Expectativas numa espiral decepcionante.
Sem estória. Para recordar.
Nem sempre corre bem.
Abraço amigo
segunda-feira, agosto 17, 2015
Abertura aos Patos - Beja.
| Manhã "manhosa". 8 patos cobrados. |
| ...ir de salto, nas valas de juncos. |
| Final. 6 portas, 32 patos abatidos, 3 não cobrados. |
Abertura aos patos.
16/08/2015
Após uma manhã decepcionante face às expectativas que todos tínhamos, o cair da noite, neste açude, trouxe-nos doses maciças de divertimento.
Os patos entravam francos, de peito e asas abertas à agua, em bandos de 3 e 4, por vezes mais.
Infelizmente deixámos lá 3, nos pastos altíssimos, circundantes à lagoa, depois de muitas buscas em plena noite.
Nota mais extraordinária do dia: o trabalho dos cães, após o almoço, a desalojarem os patos de uma vala de 200/300 metros de comprimento, com água e juncos da altura de um homem.
O Labrador do N.C. fez justiça à raça e demonstrou grandes qualidades. Parabéns ao dono!
Encontramo-nos, de novo, em Setembro.
Abraço amigo.
domingo, julho 12, 2015
Codornizes - vamos a elas?
Salvada - Beja
BOM:
Condições para a caça: à nossa vista, excelentes!
As linhas de água continuam. Este ano há muita comida, sobretudo girassol,
mas também muito trigo, ainda muito por colher.
Pastos altos. Aqui, as codornizes dão baile aos cães.
Refúgio e comida não faltam.
MAU:
Temperatura: 38º
Terrenos: secos, gretados, extremamente agrestes.
Esperemos que chova qualquer coisa.
Muito, mas mesmo muito trabalho para os nossos companheiros de 4 patas.
Até me dói o coração de saber que a Inka não olha a meios e vai por ali adentro.
Abertura 2015:em contagem decrescente.
sábado, julho 11, 2015
Tem nome de Santa.
Tem nome de Santa e habita lá para os lados de Beja.
Trata-se da nossa última "aquisição" e promete ser um "martírio" de guerra entre nós e os patos.
Seis "guerreiros" irão dominar este açude em 2015/2016.
Assim tenhamos "habilidade" para os puxar cá para baixo.
Fotos com resultados...só a partir de 16 de Agosto
Um abraço amigo
quinta-feira, maio 21, 2015
Esta época vai passar por aqui...
Monte do Cabido
Arraiolos - Igrejinha - Divor
Área: 1937 hectares.
Perdizes: Forte
Lebres: Bom
Coelhos: saltam
Patos: Forte
Codornizes: Forte
Narcejas: Bom
Javalis: aparecem
Ao almoço, no monte dos caçadores, um repasto fora do comum: Salada de lagartos de javali, maçãs albardadas, tinto a condizer.
Aguardemos ( pacientemente)
Um abraço
domingo, janeiro 11, 2015
Herdade de Santa Maria - O regresso.
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| Aguas Santas - São João dos Caldeireiros |
Uma das mais belas jornadas de caça à perdiz nesta época.
Ainda com um contingente de perdizes muito elevado, o dono da Herdade, JEP, decidiu encerrar a época, com uma jornada mista de salto e de portas.
No fundo, para quem procurou as portas tratou-se quase de uma batida à perdiz e quem procurou as posições de caça de salto em linha,optou pelo que geralmente costuma fazer. De salto, com o cão pela frente, procurando e levantando as perdizes, empurrando-as em voos largos para a frente e tentando, de permeio, capturar sempre que possível.
Um dia lindíssimo, fresquinho, na ordem dos 14 graus de temperatura, com um sol maravilhoso para a prática desta caça.
Foram avistados diversos coelhos e 4 ou 5 lebres, deixando adivinhar e desejar um bom ano de criação para estas espécies.
Pelo meu lado, por volta das 14 horas, consegui o cupo máximo, de 4 perdizes.
Naturalmente que quem abateu mais perdizes foram as portas, mas a caçada, com um ligeiro taco no campo pelo meio, durou das 09h00 até próximo das 16h00 da tarde, e a todos os caçadores de salto deixou extenuados mas extremamente felizes com o dia.
No final, já ao cair da tarde, para recompensar o esforço, um magnífico almoço com umas deliciosas entradas de peitos de perdiz de escabeche e um suculento cozido de couves .
A organização esteve, uma vez mais, irrepreensível.
Depois das despedidas, abandonámos Herdade já de noite, rumámos para os nossos lares, mas ficou logo a saudade e o desejo de voltar a calcorrear aquelas espetaculares terras de caça, a quem vivamente recomendo .
Um abraço amigo.
sábado, dezembro 27, 2014
Fecho da Caça Geral em Ourique
| Impossível resistir a um amanhecer destes |
| Belas galinhas estas de Ourique |
27-12-2014
Entusiasmou-me ir fazer o fecho da caça geral ( perdiz, lebre e coelho) a Ourique.
O dia supostamente estava previsto nascer com uma bela promessa de sol aberto, mas muito cedo se encobriu com um manto espesso de nuvens, tornando-se numa manhã feia, cinzenta, fria, ameaçadora. Neste aspeto, foi uma desilusão, pois esperava um dia cheio de sol, que secasse rapidamente o forte orvalho da vegetação rasteira.
Ao contrário. Andei toda a santa manhã com os pés "pesados", encharcados e gelados.
Lebres, nem vê-las. Coelhos, idem.
Quanto às perdizes, mantêm a mesma qualidade ímpar, mas nota-se claramente que os bandos estão a desmembrar-se. Muita perdiz solta, aos pares, e pequenos bandos, no máximo de 3 ou 4.
Caçar sózinho à perdiz selvagem não é tarefa fácil, como todos sabem reconhecer. Sobretudo já no final da época. O resultado acima, recompensador mas extremamente enganador, reflete uma eficácia tremenda. Praticamente as 3 perdizes que se vêm penduradas, foram as que "me deram tiro" e foram mesmo as que caíram. Tanto deu para esta bela caçada como podia ter dado para um belo "chibato".
Tudo o resto levantava longe, sem dar hipótese. E o que levantou a tiro e foi-se embora, revelam já uma esperteza invejável. Levantam voo e ocultam-se imediatamente com as azinheiras, nem sequer tenho a veleidade de conseguir encarar a espingarda. Que diferença abismal daquelas inocentes de início de época.
Uma levantou-se em voo poderoso. Só consegui encarar a benelli e disparar instantaneamente. Uma ramada de azinheira ficou, por isso, bastante maltratada e, quando vejo o resultado do disparo, fico com a noção de que nem lhe acertei. Desço a encosta mais 2 ou 3 passos e vejo uma cabeça a correr no meio do pasto encharcado do orvalho. Corro. A Inka corre. Páro, encaro e arma e consigo "segurar" a perdiz, que tinha caído, ferida com o tiro anterior. Deixo a Inka trabalhar à vontade até a descobrir. Não foi difícil. 3 ou 4 minutos e o trabalho estava feito.
A segunda, imagine-se, salta-me com mais 2 ou 3 e engana-se, cruza-se, isolada, na minha frente, da esquerda para a direita. Foi o melhor tiro da manhã. O B&P MB Extra enrolou-a bem no ar e caiu redonda dentro do mato rasteiro.
A terceira e última foi nos restolhos do lado oeste do couto. Já de regresso para o carro, saltou larga, a cacarejar, imaginem, de cima de uma azinheira. Aponto o melhor possível e certamente com um ou dois bagos acerto-lhe na cabeça pois encastelou o voo talvez 30 ou 40 metros, e caiu a pique.
A seguir ao almoço ainda fui dar uma volta a tentar a lebre. Bem procurei, nos pastos, junto às ribeiras, mas a tarde continuava cinzenta, fria e ventosa ( nunca pensei ) e já com o segundo par de botas encharcado resolvi regressar ao carro, arrumar "a tralha" e regressar a Lisboa, ao quentinho do lar.
Por mim, e pelo que vi, não caçava mais à perdiz. Vi poucas e penso que a Mãe Natureza começa já a fazer o seu trabalho. Não sei para onde elas foram. O prazer de ver os bandos a levantarem ruidosos e voarem juntos, de asas abertas, a descer as encostas, acabou. Agora, só isoladas e com os sentidos completamente alerta.
Penso que mais uma caçada em linha deve ser o limite, para termos tantas ou mais, para a próxima época.
A ver vamos.
Um abraço amigo.
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