quarta-feira, outubro 09, 2013

Abertura Geral da caça 2013















Final da tarde de sexta-feira. Uma voltinha às codornizes
rendeu 2 coelhotes levantados e cobrados nos pastos.




















A seguir aos coelhotes, há que seguir para um
açude onde os patos do Guadiana vão estagiar de noite.



















Boa caçada no final. 7 patos cobrados e 5 falhados.
A noite amena e o trabalho dos cães no cobro são dignos de registo.




















O Páteo interior do Monte da Gravia Grande.
Um dos meus locais de eleição para os momentos de lazer.



















No dia da abertura, muito calor e fracos resultados.
Da minha parte caiu uma perdiz e 2 lebres.


















No domingo ainda fomos dar uma volta às codornizes
e cobrei mais 4. Na foto já com a vestimenta do regresso.


Resultado pessoal:
1 perdiz
2 lebres
2 coelhos
4 codornizes
7 patos


Outubro de 2013
Beja - Salvada.



terça-feira, setembro 24, 2013

Um belo de um regresso



















Setembro 2013
Regresso muito  desejado à  

Herdade dos Arrochais, na Amareleja.

Resultado pessoal: 5 coelhos
Resultados do Grupo: umas dezenas

Quando muito se fala que este é um ano muito fraco de coelhos ( e, em bom rigor, devo concordar ) haverá certamente sítios de excepção  onde, sobretudo por força de um cuidado muito especial dedicado a esta espécie, e à orografia e condições do próprio terreno onde vivem, o coelho mantém níveis de criação muito bons.

Não posso deixar de mencionar que se tratou de um desbaste, em Setembro, logo, com coelhos indígenas.

A forma como os coelhos se refugiavam em alta velocidade, correndo desalmadamente e direitinhos às tocas dos inúmeros morouços existentes nesta herdade, afiança que estamos a lidar com coelhos bravos, os chamados... "do campo"!.

Este ano foi novo festival de ladras, correrias, tiros, gritos e divertimento ao mais alto nível.

A caçada foi por convite, mas não há-de tardar muito lá estarei de novo, se o amigo J. Alves assim o entender.

E mais não digo sobre a quantidade das outras espécies que por lá existem, um pouco mais avermelhadas que os coelhos,  e que não podem ser caçadas.

Meus caros... um verdadeiro paraíso de caça.

Despeço-me, com um abraço amigo.

PS: Se um dia lá forem caçar não deixem de comprar,  na própria Herdade,  1 ou 2 garrafas do belo vinho que ali se produz ( marca..dos arrochais...) quer do branco, quer do tinto. Não é barato, é certo, mas como se pode comprar tanta qualidade sem abrir um pouco os cordões à bolsa ?







domingo, setembro 15, 2013

Muito difíceis....





























Salvada-Voacaça
Beja
15 Setembro 2013
Resultado pessoal: 5 codornizes, 2 paragens, 2 falhadas e uma não cobrada .

As codornizes aguentam pouco as paragens dos cães e correm a patas ( fruto da evolução dos tempos?)

Logo que chega o calor da manhã, metem-se nas valas profundas dos terrenos onde lhes damos caça, mas onde os cães pouco podem fazer com estas altas temperaturas.
 
Anseia-se mesmo por umas boas sessões de chuva nas próximas semanas... os barros de Beja estão secos, gretados, com longas fendas à vista desarmada.

A Inka hoje mostrou-se algo ansiosa. Caçou muito bem é certo , cruzado como mandam as regras, obediente, mas as corridas das codornizes dentro dos restolhos e pastos deixaram-na nervosa e quase fora de controle.

Registo 2 paragens somente. Uma com o corpo em ângulo recto.. De frente para mim.A codorniz, entre a cadela e o caçador, aguentou q.b, avencei 2 passos mas ela, com voo rápido,  levou 2 tiros de chumbo 8 atrás mas escapou, ilesa, para longe , para uma vala, onde poisou.

A Inka, não sendo uma cadela mentirosa na paragem, parou de novo, outra.

Não me deixou dúvida nenhuma que estava marrada com uma codorniz ali naquele pasto alto ( embora o fundo das fotos seja em restolho rapado, de notar que não caçámos ali, mais ao lado havia outro tipo de terrenos).

Aproximei-me. A cadela subitamente desfaz a paragem e efectua um arranque em semi-círculo, como que para evitar a fuga da ave pelo outro lado, e marra-se de novo. Alguns momentos mais tarde, desfaz a paragem e entra no rasto, agitada. Acaba, minutos mais tarde a aspirar umas fendas enormes ali existentes no barro. Para mim, já sei para onde aquela codorniz tinha ido. Tirá-la de lá é que não se conseguiu.

O companheiro Paulo L., na foto, hoje foi mais perdulário. Poderia ter pendurado mais algumas aves, pois o Sado, misto de pointer e braco, tem excelente nariz , 4 anos de experiência e dá algumas paragens e aves a atirar. Para ele, hoje o dia foi da caça.
 
Abraço amigo
Sergio Vieira


sábado, setembro 14, 2013

Perdiz Vermelha - a minha caça de eleição



Deveria ter ido para o Baú de memórias.

Mas não foi assim há tanto, tanto tempo.

Vale a pena ver.

Um abraço amigo.


terça-feira, setembro 10, 2013

Difíceis...

















A Inka em pleno trabalho...




















Fraco resultado.
Estão difíceis ...





















Paisagem tórrida.
Esperemos que o calor abrande nos próximos dias.


08-09-2013
Salvada - Beja

segunda-feira, setembro 02, 2013

Caça de Verão 2013

















Caça e Alentejo - As garridas cores do verão
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No páteo do Monte da Gravia a meio da manhã.
Sorrisos e boa disposição.
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Os terrenos por onde se caça.
De suster a respiração...
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Os terrenos por onde se caça.
De suster a respiração...
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Sexta feira dia 30.
À chegada ao Monte, dentro da Herdade,por volta das 17h00.
As novas criações de perdizes, mesmo com 35º de temperatura começam a mexer.
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Herdade da Gravia Grande
Voacaça
Salvada - Beja.

Sábado dia 30 de Agosto
Score: 3 rolas e 5 torcazes

Domingo 1 de setembro: Abertura geral ás codornizes.
6 codornizes cobradas e um belo trabalho da INKA.

História em breve.

quarta-feira, julho 10, 2013

Quase perdia a INKA


































7 de Julho 2013
Herdade de Vale de Lobos
Álcacer do Sal
Campo de treino com solta de perdizes.

40 anos de experiência na caça com cães de parar e cometi um erro crasso, indesculpável.

Debaixo da vontade de dar treino à cadela, com solta de algumas perdizes, ainda pouco emplumadas, encontrei-me com o Guarda da organização em Álcacer, às 06h30, em frente aos Bombeiros da Cidade. A esta hora o termómetro do carro já marcava 29,5 graus. De notar que foi o dia mais quente do ano, no Distrito mais quente em Portugal ( Setúbal : 42,5 graus )

Dali até à Herdade são ainda uns bons 10 Km. O campo de treino é composto por pastos muito altos, pouco "trespassáveis" que obrigaram a cadela, na busca,  a andar quase sempre em passo de corrida, e aos saltos, a vencer barreiras, para caçar. Logo aí começou o tremendo desgaste. Logo aí,  com as temperaturas que já se faziam sentir e com alguns meses de inactividade nas pernas,  deveria ter previsto o que se poderia passar.

A cadela, de grande nobreza no cumprimento da sua paixão, tudo fazia como se nada pudesse acontecer.

Ao fim de hora e meia, a Inca depois de marrar uma perdiz amagada no mato, deixou-me aproximar, colocar-me de lado para que me pudesse ver bem e, em poucos segundos, a perdiz arrancava e caía, a tiro,  a 50/60 metros,  no pasto profundo. A Inka arrancou para o cobro e poucos minutos depois trouxe-me à mão a perdiz e, deitando-se,  de lado,  no chão, exausta, abriu a boca e deixou cair a perdiz da boca.

Aí sim, apanhei um verdadeiro susto " é lá, que se passa cadelita ?" - levantei-a, dei-lhe água imediatamente e por ali acabámos o "treino".

Já a chegar a casa, por volta do meio dia, dentro da carrinha, oiço  a Inka a vomitar. Fui observar e era um líquido branco. "Provavelmente estará mal disposta" - pensei.

Em casa, quando tocava na água, para beber, deitava-a logo fora com um vómito.

Incomodado, embora sendo domingo, liguei para o veterinário e indiquei-lhe, sem hesitações,  os sintomas.

"Leve a cadela já para o meu consultório e encontramo-nos lá. Se não a levar, ela em 1 hora pode morrer-lhe"

Um quarto de hora depois, a Inka estava deitada em cima de uma "marquesa" , com uma toalha de almofadas de gelo por cima, Cada centímetro do animal foi arrefecido desta maneira, com gelo. A Inca quando entrou estava com 170 pulsações por minuto e com 41 graus de temperatura.

Depois de arrefecer, levou 2 injecções, uma para prevenir lesões cerebrais e outra para tentar evitar lesões intestinais.

Depois de levar um correctivo do Vet, levei-a para casa,  com a missão de a fazer regressar no dia seguinte,  à 1ª hora da manhã,  novamente  ao consultório. Deveria verificar logo de manhã se as fezes seriam de diarreia com sangue. Felizmente que, o que tinha feito, eram fezes firmes e sem indícios de sangue. Já no consultório o médico, depois de lhe fazer os exames normais,  disse-me que eu poderia considerar-me um homem cheio de sorte, pois os golpes de calor geralmente são fatais aos cães e, quando não o são, podem deixar sequelas incontornáveis.

A Inka demorou 2/3 dias para recuperar. Agora parece-me bem e já totalmente  recuperada. No entanto, lembro-me constantemente das palavras do médico:"Sou um homem de sorte"

Mas também me lembro do enorme erro que é caçar com um cão debaixo de altas temperaturas e condições extremamente adversas para o animal.

Escrevo para que todos aprendam com esta má experiência. A paixão dos nossos cães ( e a nossa ) somos nós que a temos de refrear,  sob pena dos resultados imediatos serem os piores.

Um abraço de amizade.


Pesca e Campo em Mini-Férias




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3 a 5 de Julho 2013
Dias de calor tórrido no Alentejo.
Turismo de Habitação com pesca integrada no Programa de Estadia
Herdade da Amendoeira
Santana do Campo - Arraiolos

3 belos dias muito bem passados com o meu filho mais novo.

Boas instalações, ar condicionado nos quartos, um óptimo pequeno almoço com os produtos feitos na  Herdade ( requeijão fresco, queijo, pão, doces e compotas, bolos caseiros, sumos naturais de laranja e papaia ...etc... )

De manhã, dar uma pequena volta com a minha Inca ( à trela) e observar as dezenas ( centenas?)  de coelhos que por ali saltitam alegremente entre o mato, as pedras e os pomares. Só se vê rabinhos brancos a fugir de um lado para o outro e a Inca,  tresloucada, com todo aquele movimento.

A seguir ao pequeno almoço optar por fresca piscina ( o calor muito cedo se faz sentir ) ou arriscar um pouco mais e ir de Jeep visitar um do açudes da Herdade onde nos podemos divertir e fazer boas capturas de achigã. Na foto acima, o Miguel com um bom exemplar que acabou, grelhado, à minha mesa, já em casa, com molho de manteiga e poejos, acompanhado de um bom branco gelado.

Por Arraiolos, à noite, come-se bem. A publicidade está indicada no prato e as migas de coentros estavam deliciosas, no ponto, a acompanharem uns "lagartos" de porco preto deliciosos.

O Miguel optou por uns lombinhos de porco grelhados, com ananás natural, também grelhado.

Da doçaria,... nem me pronuncio.

Pelas estradas mais interiores, nas horas mais frescas da tarde, já se vêem as mães perdizes acompanhadas dos seus filhotes, prenuncio de boa época de caça para este ano.

Um abraço amigo ( já só falta pouco mais de um mês ).


segunda-feira, fevereiro 18, 2013

Final da Época 2012/2013





















Extraordinária época de caça.

Desde os torcazes de verão, passando pelos coelhos de Setembro, atrás das lebres e perdizes do Outono e perseguindo sem tréguas os tordos de inverno, esta foi, talvez, uma das melhores épocas de sempre.

Mas a melhor companhia de todas, a mais fiel , a mais humilde, aquela que me acompanhou por todo o lado ( aqueles passeios à noite em Moura e em Mértola ) durante centenas e centenas de Km,  e que muitas noites dormiu dentro da minha carrinha pcientemente à espera que chegasse a manhã para ir para a caça, foi a que está nesta foto e a quem desde já presto a minha homenagem.

Sem pieguices, foi ela que fez equipa comigo, que partilhou comigo, que fez sacrifícios, que foi castigada e logo a seguir lambeu-me a mão. Não há amizade igual à de um cão, neste caso cadelita.

Está com 9 meses.

Que Deus me dê saúde e sorte para poder continuar a desfrutá-la na próxima época, ainda com mais intensidade, com mais partilha, com mais equipa.

É esta a minha INKA !

Abraço amigo.

terça-feira, fevereiro 12, 2013

Tordos de Carnaval




















Moura
Monte Branco


Excelente caçada de tordos .
Este género de caça vai somando cada vez mais pontos nas minhas preferências.
Tinha prometido à minha mulher regressar a casa às 11h00 para fazer umas compras.
Assim o fiz ( depois de ter dado cerca de 110 tiros )

Como é apanágio nesta Zona de Caça solto sempre a Inca para fazer uns Kms de trote à frente do carro. A cadelita adora fazê-lo porque, no seu instinto,  vai sempre caçando.Como aquilo não tem propriamente o transito da A5 e está vedada de ambos os lados o local é o ideal para este exercício pois são cerca de 5/6 Km sem parar.
A partir de determinada altura acabam as vedações e aí ela entra direto nas planícies verdejantes. É mais ou menos o tempo de a recolher e regressar a casa.

Um abraço amigo





segunda-feira, fevereiro 04, 2013

Tordos em Santa Iria












































02/02/2013
Herdade dos Peixotos
Santa Iria

As aparências iludem e na foto, retirando mais 3 ou 4 caçadas, em geral foi fraco de tordos.

Um vento gélido e forte a meio da manhã comprometeu os resultados da maioria das portas, já que os tordos alinharam todos pelo mesmo diapasão e, contra o vento, parece que eram puxados por um fio para passarem todos por cima das portas 3,4 e 5.

Tordos já muito atirados a obrigarem a preparar muito bem os abrigos e ter a pontaria bem afinada, pois, caso contrário, os resultados serão parcos. Se assim não fôr estará comprometida a caçada.

Mas Santa Iria é a terra das surpresas e quando num dia não há tordos, no outro dia pode estar "entupido" deles, utilizando uma expressão do meu amigo Zé S.

A 1º foto foi  tirada com iphone e a 2ª já com a compacta sony.

Um abraço amigo

domingo, janeiro 27, 2013

Por nada deste mundo...




















27 de Janeiro de 2013
ZCT Herdade das Serras
Alqueva - Portel


A convite do meu amigo PM, Gestor desta Zona de Caça, fui fazer o último dia de caça à perdiz nesta Herdade.

Um treino a sério,  para manter a Inka em forma,  proporcionou-me uma extraordinária jornada de caça com esta minha nova companheira que não dou, não troco nem vendo por nada deste mundo, tal a afeição e admiração que consigo ter por este animal.

Cacei hoje sozinho, peço desculpa, cacei com ela às perdizes em dia que se previa de chuva intensa mas que, em toda a manhã, nem uma pinga me caiu em cima, embora, no bornal, à cautela,  levasse o impermeável. Não precisei e bem me arrrependi de o levar pois ao fim de algumas horas já vai incomodando. O PM foi no Jeep, com a mulher, à procura de cogumelos ( Ilarca?) .

À tarde , no regresso a casa, a chuva mais parecia um  dilúvio a fustigar as estradas e campos do Alentejo.  Santo Huberto, o Padroeiro dos caçadores, decididamente tem estado comigo.

O dia de hoje presenteou-me com uma lição importantíssima. A diferença gigantesca que é caçar com e sem cão.

Não me consigo imaginar, vou repetir, não me consigo imaginar,  a caçar sem cão, sozinho,  num dia destes, naqueles cabeços de montado, com semeaduras de inverno e arrifes de mato para conferir protecção à caça. Rapidamente, abriria a espingarda, retirava os cartuchos e voltava para o Monte.

Agora ir a elas com a Inka é claramente "outra dança".

Sempre que lhe apanha o rasto, a cadela baixa-se toda em "modo felino". A curta cauda transforma-se,  de repente, como se fosse um limpa pára-brisas a funcionar com temporal forte, e o ruído do nariz a aspirar os odores do chão, deixam-me imediatamente de arma bem cerrada nas mãos e em total estado de alerta. Mais cedo ou mais tarde eu sei que a INKA as vai levantar, pois esta cadela, para além de ter um nariz extraordinário tem uma paixão em seguir as pistas da caça que me deixam quase sempre de boca aberta e com a certeza de que, pelo menos,  as vou ver.

Começou assim e subiu um cabeço onde me faltou as pernas para a acompanhar. Só lhes ouvi o bater das asas do outro lado.Chamei-a e apliquei-lhe um corretivo com C grande.

Mais à frente , numa semeada verde, olho para o lado esquerdo à sua procura e vejo-a parada, num ponto mais elevado do que onde eu estava, a olhar para mim. Demorei a entender que a cadela estava a descer a ladeira e marrou-se com caça. Volto-me para ela, rápido e começo a subir muito devagarinho direitinho a ela .A Inka  dá dois passos mais abaixo e pára de novo. Entretanto vai olhando para mim. Faço um esforço para ver o que está no verde cereal, no solo molhado, entre os dois.
Mais um passo e endireito a espingarda mais a jeito. Volto a olhar para o chão e - finalmente - lá consigo ver a perdiz completamente amagada numa leira. Aí descomprimi. Já a tinha visto. Agora era só trabalhá-la com a cadela e conseguir um ou dois tiros bem sucedidos. Com um espaço de 10 metros entre nós, a perdiz salta em voo acelerado, para o lado direito, a tentar resguardar-se com os sobreiros.
Deixei-a endireitar, apontei com calma e bastou um só tiro a uns 30 metros. Quando caiu, já a INKA estava praticamente em cima dela.

Das 7 perdizes que cacei, todas elas foram cobradas pela INKA. 2 delas de asa. Uma caiu dentro de uma ribeira saiu do outro lado toda molhada e desatou a subir o montado. Podia tê-la rematado com um tiro. Não me preocupei e deixei a INKA trabalhar. Ainda esteve ali meia perdida mas controlei-me e deixei-a trabalhar sozinha. 3 ou 4 minutos depois estava a cobrar a perdiz a meio da encosta. Ajeita-as na boca e depois traz-me as aves à mão, intactas.

A outra que caíu de asa, se não fosse ela ia mesmo embora. Caiu ferida a uns bons 40/50 metros e desatou a correr a patas. Não fora a rapidez da INKA em ir ao tombo e abocanhá-la depois de algumas rabias e o resultado da caçada tinha ficado em 6 aves.

O dia, desagradável, frio e cinzento, transportava uma brisa forte, de sul, que fazia adivinhar chuva mais cedo ou mais tarde.

Caçando à minha frente, de chanfro sempre no ar ( tenho visto inúmeros pointers com muito piores performances neste aspecto) vejo a cadela a marrar,  com o nariz dirigido para o topo do cabeço. O vento vinha de lá, do outro lado e imediatamente soube que era caça. A paragem dela não me engana. Estaca e, nesse momento, o mundo é todo dela, completamente autista mas com um instinto predador altamente focado . Vou subindo o cabeço com alguma dificuldade e ela acompanha-me, lenta,em passadas curtas e sempre a parar, em guia prolongada. Espectacular. Quando consigo olhar um pouco para a linha superior do cabeço vejo 2 cabecinhas do outro lado a correrem desalmadas. Levantam em voo rápido e desferi 2 tiros só por descargo de consciencia pois sabia que não as atingia tal a distancia. Mas a INKA merecia saber que as levantou e que levaram gatilho do dono.

Das 7 abatidas , 3 foram paradas pela cadelita ( pois é, ainda só tem 8 meses ) e todas elas cobradas e trazidas à minha mão.


Pelas 13 horas encontrámo-nos no Monte, arrumámos a tralha e fomos almoçar ao Luís da Amieira, umas migas de espargos selvagens, acompanhadas de umas plumas grelhadas.

O regresso a Lisboa foi quase todo feito debaixo de forte chuvada.

Agradeço ao PM a oportunidade que me deu e um muito especial agradecimento ao António ( ele sabe quem é) responsável por esta cadelinha ter vindo parar às minhas mãos.

Um dia, lá para o 2º ou 3º cio,  vou-lhe tirar uma barriga. A dificuldade vai ser... encontrar um "parceiro à altura".

Abraço amigo













Nova jornada de tordos em Serpa












 















Tordos em Serpa
26 de Janeiro 2013

A boa disposição imperou na véspera ao jantar.

As expectativas de caçar em Santa Iria são sempre elevadas.

No entanto os tordos falharam neste sábado.

A melhor das 16 portas  foi a 7 ( precisamente a minha ) com cobro de 32 pássaros.

Descobri um cartucho fenomenal.

Abraço amigo



segunda-feira, janeiro 21, 2013

Depois da Tempestade... a Tordada !!...


















20/01/2013

Tordos na Serra da Adiça
Clube de Caça Serra da Adiça

Por ali , por aquele cantinho da Serra , muito tordo entra para ir aos olivais comer azeitona.

Esta é, sem dúvida, uma das minhas zonas predilectas para caçar ao tordo.

Portas colocadas criteriosamente em locais onde se vê o tordo a "entrar" , onde nos baixamos nos aguardos, joelhos ligeiramente dobrados, agachados, de arma aperrada nas mãos, ansiosamente  à espera que eles entrem, e onde nos levantamos quando estão praticamente por cima de nós.

Para a esquerda, para a direita, por cima ( tiro del rey ), de frente - a tapar o pássaro,  é assim que se deve caçar o tordo, que nesta altura já anda desconfiadíssimo.

No sábado 19, por questões profissionais, fiquei em casa e fiquei bem,  a acabar um trabalho que tinha em mãos. Quem foi, teve muito azar com o temporal que fustigou todo o País, de Norte a Sul.

No domingo veio a bonança e aqui, neste cantinho da Serra da Adiça , os tordos entraram com fartura.

Gente simpática, respeitosa, com média de idades já na ordem dos 50 anos, não se deixam ficar atrás dos mais novos e "gatilham"  bons molhos de tordos , conseguidos quase todas as semanas.

16 portas para 4 frentes de Couto de 1.200 Ha é um luxo nos dias de hoje.

Ao almoço, uma saudável caldeirada de bacalhau com todos, comida na sede do Clube de Caça, foi a cereja em cima do bolo.

Até domingo.

Abraço




sábado, janeiro 12, 2013

Assim já estamos melhor... !!

TORDOS NO SEU MELHOR





















12/01 /2013

Boa Caçada aos Tordos em Serpa - Santa Iria

Um dia regular, com bons aproveitamentos nalgumas portas, atingindo os limites da Lei.

Notou-se uma diminuição geral do nº de tordos pelo que outras portas , menos afortunadas, não obtiveram resultados tão fartos.

Os tordos começam a estar já em verdadeiro  "estado de alerta". São necessários, boa cobertura,  escolha acertada de local estratégico no perímetro da porta que nos calha e alta concentração em meia dúzia de horas de caça.

Nesta herdade, especialmente vocacionada para a espécie, os tordos aparecem de todas as frentes pelo que há que manter a calma e não deixar subir demasiado a adrenalina sob pena de começar a falhar "a torto e a direito".

Um abraço amigo





segunda-feira, janeiro 07, 2013

Última de Perdiz ?...




 



06/01/2013
Agora mais para baixo,  , a 10 Km a sul de Mértola.
Dia de nevoeiro que só levantou pelas 11 horas, retardando ao máximo a caçada.
As perdizes, ásperas, já não "dâo gatilho".
9 espingardas, entre elas 3 portas, tudo boa gente, conseguiram 23 bicos.
Só numa porta foram abatidas 9, quase 50% do resultado final.
Por aqui se vê que quem caçou de salto,  andou ... a "penar".
Só lhes ouvíamos as asas...
Fica uma cheirinho de video para aquelas que ficam no campo e para o que a próxima época nos pode reservar de bom.
Um abraço amigo.

Os tordos andam "escaldados"...





















05/01/2013
Santa Iria - Serpa
Centenas de tordos no ar.
Muito altos. Pousavam somente lá no meio do olival.
A porta também não ajudou. O 13 sempre dá azar...para quem é supersticioso.
Algumas portas foram autênticos "portões".
Abraço amigo



terça-feira, dezembro 18, 2012

Dia de caça...mas para os tordos!





















16/12/2012

Há daqueles dias...

Serra da Adiça

Nº de tordos cobrados:27
Nº de tordos vistos: Não digo !
Nº de tordos atirados: Não digo !
Nº de tordos falhados: Não digo !
Nº de tiros dados: Não digo !

Chiça Penico! - foi mesmo daqueles dias, mas para o lado dos tordos.

Cheguei a um ponto que, sem hesitações,  arrumei a espingarda e acabei a manhã a dar uma volta no olival, com a Inca, pelas portas dos outros companheiros, à procura de tordos cobrados mas não achados. Ainda descobriu 3

Para a próxima será melhor.




terça-feira, dezembro 11, 2012

A nossa Perdiz Vermelha


















09 de Dezembro de 2012

É quase um chavão mas a sua caça traz-nos mesmo, invariavelmente, sensações fortes e intensas.

Possantes e esguias, as perdizes adultas furtam-se, com inteligência,  aos cães, no meio daquelas estevas e dos matos,  até mais não poderem. Quando se sentem já definitivamente encurraladas, sem saída possível, saltam, fortes, cacarejando e batendo as asas com toda a força que têm e que podem, sendo frequente vê-las, de "asa aberta", em fuga, a grandes alturas, em voos planados, tentando escapar em velocidade aos seus implacáveis perseguidores.

A maioria acaba por conseguir a fuga com êxito, mas outras, menos felizes ( ou espertas) terminam por cair debaixo do fogo certeiro das espingardas dos caçadores, sendo depois cobradas pelos cães perdigueiros que nos acompanham.

As planícies onduladas,  a perder de vista,  do Concelho de Mértola , mistas de mato de estevas com sementeiras de inverno, são das minhas favoritas para caçar a esta espécie.

As fotografias acima foram tiradas no passado domingo,  num regresso, para a repetição de um dia memorável, onde, 12 meses depois, nos juntámos novamente, em salutar convívio e camaradagem.

Retomámos ali, uma vez mais,  uma jornada de caça de salto à perdiz.

A Zona de Caça é o Moinho do Monte Novo , Proc 5734 da DGF,e caçar nesta Herdade, de alguns milhares de hectares, com aquela tipologia de terrenos, é um prazer que eu não consigo de forma alguma descrever, isto é não há palavras que o descrevam, só lá caçando é que nos apercebemos da magia desta caça e desta Herdade.

Para além da perdiz vermelha, o caçador,  ali,  tem sempre  a oportunidade de cobrar, no seu percurso, geralmente de 4 ou 5 horas seguidas de caça de salto,  alguns coelhos e uma ou outra lebre que sempre se vão levantando aos cães.

Verdadeiro prazer,  total!


domingo, dezembro 02, 2012

Grande dia de tordos


















Serra da Adiça
Monte Branco
Zona do Figueiral
02 Dezembro 2012
40 tordos
103 tiros
JK8 , chumbo 9 e 8 , Pólvora A2
Boas caçadas em geral. Tordos a entrarem bem às portas.
Divertimento, adrenalina e exercício toda a manhã.
Quem disser que caçar aos tordos não cansa está a mentir.
Só se caçar com mochileiro,porque ir apanhar 40 tordos tem que se lhe diga.
A INCA foi mas só para companhia.
Almoço no Monte,  boas postas bacalhau cozido com batatas.
Viva os tordos !!!!

segunda-feira, novembro 26, 2012

E o ensino prossegue...


















24 e 25 Novembro


A Inca continua a sua aprendizagem nas perdizes.
No sábado foi um verdadeiro festival de chuva e...de bem caçar. 
Começava a dar ao rabo,baixava a barriga, seguia o rasto, entrava nos arrifes de mato e acabava por expulsar de lá de dentro as perdizes, direitinhas, para mim, para o dono dar ao gatilho.
As feridas.. não ficou nenhuma. Cobrou-as todas, sem excepção. A cadelita caça de nariz no ar que mais parece um pointer. Tem um defeito, está já a caçar longe. Como tem o faro muito apurado e muito vício e carga genética no sangue, segue entusiasmada os rastos,  indiferente, muitas vezes, ao chamamento do apito.
Não gosto de coleiras de ensino. Espero não ter de as usar, vamos lá ver.


Experimentei-a no domingo e levei-a aos tordos à Serra da Adiça, mas o estar ali parada não é nada para ela.
Ao fim de longos minutos, desatou a ladrar-me, aborrecida como que a dizer:
"Que é que estás aí a fazer pá? Aos tiros para o ar? Mas afinal o que é isto, onde é que estão elas ? Vamos mas é embora à procura delas..."
Como não parava de ladrar, acabei por levá-la para o carro e guardei-a na caixinha. Passado um bocado fui espreitá-la e, lá estava, a dormir solenemente, com o sol a bater-lhe em cima. As perdizes de sábado fizeram "mossa" ....
23 tordos, 75 tiros e dei-me por satisfeito . Mais para quê?


domingo, novembro 04, 2012

Faça sol, chuva( muita ) frio ou vento ( muito) ...


















04 Novembro 2012

A paleta de cores do Alentejo, sobrepõe-se às condições verdadeiramente agrestes do temporal de vento e chuva tão forte que mais pareciam agulhas a picarem-me a cara, foi isto que encontrei e enfrentei este fim-de-semana em Safara, de oleado às costas.

Quer acreditem quer não a sensação de liberdade e isolamento nestas condições são fatores absolutamente fantásticos para mim.

A "Inca" , a minha braco alemão fêmea, continua a sua aprendizagem e, para já, em matéria de cobro e "trazer à mão" estou talvez tentado a considerá-la quase... "fora de série".

Caçar com ela está a tornar-se  um verdadeiro prazer. Redescobri de novo a magia daquelas jornadas de passo largo, em que o caçador e o seu fiel perdigueiro vão escrutinando o terreno,  cabeço a cabeço, a sua cauda curta a abanar,  rápida,  a mostrar-me que as perdizes estão por ali, a barriga da cachorra baixa ainda mais um pouco quando os rastos estão mais frescos, até finalmente conseguir o tiro, a queda da ave, o cobro e, de seguida,  o prémio da indescritível satisfação de ver a cadela a trazer-me , cabeça levantada, rápido, a perdiz na boca. Quando a entrega, ela dá-ma literalmente para a minha mão, de alma aberta, sem hesitações.

Aliás, com os seus 5 meses e meio de idade, o diacho da cadela, para brincar, traz-me tudo, os cartuchos que a automática dispara, garrafas de plástico abandonadas no campo por incautos, papéis ou sacos velhos, tubos de plástico perdidos que já protegeram plantações de pequenos sobreiros, não há nada que ela não me traga. E eu aceito tudo e recompenso-a sempre com duas ou três festas na cabeça.

Abraço amigo

segunda-feira, outubro 22, 2012

A "Inca" começa a faturar !!


















Nada me dá mais prazer do que fazer uma caçada de salto,
sozinho, com o perdigueiro pela frente, a desbravar as manchas de mato,
restolhos e cabeços do Alentejo.

Neste caso, uma caçada com a minha nova "companheira" braco alemão.

De onde ela me chegou, envio um forte abraço.

Estou muito satisfeito.

Safara, terra de lebres e perdizes

Quando as terras são assim...

... o resultado costuma ser este !

terça-feira, outubro 16, 2012

Reforço do Plantel

































Apresento-vos... a INCA !!

Numa jornada de caça à perdiz e à lebre em Ferreira do Alentejo fui presenteado com uma esperança que me encheu a alma de alegria por voltar a ter condições para a criar e caçar.

Uma cachorra Braco Alemão, com 5 meses, que me deu sinais de séria  promessa  para o futuro e para me acompanhar nas minhas  lides da caça.

Já pára, traz à mão, é mais resistente que muitos adultos, caça em zigue-zague e parece-me muito boa de nariz. Valha-me Deus, que mais posso desejar?

Só há uma coisa que não consegue: trazer-me uma lebre à mão, a boca de dela não tem dimensão para a abocanhar e levantar. Não faz mal, vai as trazendo arrastando-as pelo chão como já pude observar. eheheh !

Abraço amigo

domingo, outubro 07, 2012

De salto, em Ferreira do Alentejo





















Ferreira do Alentejo
Herdade do Paço
5 de Outubro de 2012
Jornada de salto à perdiz, lebre e Coelho


domingo, setembro 23, 2012

Aos coelhos, na Amareleja
















Caça aos Coelhos
23/09/2012
Herdade dos Arrochais - Amareleja

Às 6h00 da manhã,  na Padaria Vitória, por ali escondida numa das ruelas da Vila da Amareleja, não falhou o cafézinho de termo e o pão quentinho barrado com manteiga que me confortaram o estômago, meio vazio, da longa viagem que fiz desde Lisboa . Aproveitei e mandei embrulhar 2 pães alentejanos para levar para casa.

A convite de um amigo meu,  da Empresa onde trabalho, dediquei o meu domingo a uma caçada num dos melhores coutos da zona,  feito este a que não podia faltar, de  maneira nenhuma.

Como cenário, 2.800 hectares de paisagens já muito áridas, agrestes e continuamente castigadas por uma seca persistente que nos assola de há muitos meses a esta parte.

Por ali nos aventurámos, naqueles barrancos profundos e  selvagens, que ladeiam a perder de vista o Rio Ardila, barrancos cheios de pedra de xisto, de rochas enormes e giestas secas , já castanhas de tão queimadas pelo sol implacável do dia a dia naquela terra.

A aventura foi só o de um dia de caça em terrenos pouco amigáveis e com muito, muito calor durante a manhã, a obrigar-nos a beber litros de água, porque o risco, esse, na verdade não existe (se os cães forem razoavelmente bons). Caçar ali é seguramente êxito garantido atendendo à densidade de coelhos existentes. "Moroços" enormes,  repletos de tocas, autênticas cidades subterraneas, dão guarida a milhares e milhares de coelhos espalhados por aquelas terras.

Os cães, esses, coitados,  não têm descanso,  e o que lhes vale são as pequenas charcas escondidas em juncos, por onde passam e saceiam a sede, e onde ganham novas forças para novas voltas e novos combates contra os orelhudos.

Os coelhos, quando descobertos e acossados, saiem tocados em correria desenfreada, com as orelhas coladas às costas. A preocupação deles é subir, subir, subir logo pelos barrancos acima. É por ali, é assim que eles sabem que ganham a batalha aos podengos e mestiços de toda a ordem. Se conseguirem fugir e chegarem lá acima sem levarem fogo e sem que os cães lhe deitem o dente, eles bem sabem que do outro lado está a salvação podendo entocar na outra vertente,nos buracos mais próximos.

Ao longo da manhã, a "estouraria" foi intensa. Quem captura mais são sempre as portas, cuidadosamente colocadas pelo Guarda à medida que as matilhas vão avançando no terreno.

Quem está de salto, com muitos cães  a caçar e a rodearem os matagais, aí os coelhos fogem mais afoitos e os caçadores acabam por se conterem e muitas vezes não arriscam atirar com os cães a latirem desalmadamente à sua volta.

No final, um quadro de caça generoso e à minha conta foram pendurados uma dúzia de orelhudos.

Dois já estão no frigorífico, cortadinhos e temperados com pimentão vermelho alentejano, para amanhã  fritar e beber umas "bejecas" fresquinhas.

J. Alves , quando quiser diga-me que eu vou lá outra vez... !

Um abraço amigo