terça-feira, novembro 08, 2016

Caçada em solitário - Beja




















05-11-2016
Salvada - Beja

Previam os homens da ciência da meteorologia um dia turbulento, com chuvas fortes e trovoadas.

Um amigo meu sempre me disse: " O dia faz-se é à porta do patrão".

Sempre me lembrei desta dica e, sem medos, equipamentos para dentro do carro e, sozinho, às 05h00 da madrugada, saía de São João com destino a Beja.

No local da herdade, onde parei o carro, uma neblina lindíssima cobria as terras na herdade. Não resisti a semelhante beleza e decidi ficar com o registo fotográfico.

No final da manhã pendurava 2 perdizes, 2 lebres e 3 codornizes. Chuva, passou literalmente ao lado, com nuvens negras e trovões, mas ao lado, o sol nunca deixou de assomar timidamente por cima das nuvens.

Depois do almoço, na Salvada, mais uma volta numa outra zona da herdade e cobrei mais um par de perdizes e nova lebre.

Também neste caso por vezes surgem-nos imagens de rara beleza e decidi ficar com o registo fotográfico do sol a romper as nuvens pesadas e inundar de luz o Rio Guadiana convidando também o arco-iris a fazer parte da paleta de cores.

Lindo dia de caça.

Um abraço amigo.






De novo, em Mértola
















29-10-2016
Herdade de Santa Maria

Repetição de nova e excelente jornada de caça, agora que começam as primeiras chuvas.

Perdizes:  42
Coelhos:  12
Lebres:    01

Abraço amigo.




terça-feira, outubro 25, 2016

Sem medos...
















21 Outubro 2016
Albernoas e Salvada


Tempo a continuar quente, os rastos das rodas das viaturas de caça levantam nuvens de pó tais dos caminhos que rapidamente nos "pintam" os carros até às entranhas.

O prazer de seguir caçando a perdiz a lebre e o coelho dá-nos forças onde muitas vezes não esperamos encontrar.

Sobretudo na minha idade.

Quando as pernas pesam, se a perdiz a rompe-nos de surpresa pela frente e se temos a sorte de um tiro certeiro e de um cobro sem mácula, lá sentimos as pernas como novas, e prontas para fazer mais alguns quilómetros.

Neste fim de semana, sempre em crescendo, consegui já bater o record de quilómetros percorridos numa jornada de caça, este ano.

À noite , o cansaço em casa invade-nos mas de uma forma em que, sentados tranquilamente no sofá da sala, sentimo-nos bem connosco próprios, com os que nos rodeiam e com o mundo.

No dia seguinte, quando regressamos ao trabalho, já é outra história.

Mas, sempre sem medos.

Abraço amigo





O que nos move!

















16-Outubro 2016
Às perdizes por terras de Mértola e Beja


O que nos move, sei-o bem,  é a paixão que temos pela caça e o irresistível desejo de partilhar este sentimento com o que os nossos cães sentem, que, por acaso também é o mesmo - paixão pela caça.

Em Santa Maria, embora com os terrenos ainda muito secos e resultados dentro do razoável, é sempre um enorme prazer perseguir e caçar a perdiz.

Beja, essa,  é o espírito de liberdade que nos move, de madrugada até à noite,  onde,  no caso em apreço,  pudemos assistir e admirar com profundo respeito a super lua do ano de 2016.

Um abraço amigo





quarta-feira, outubro 12, 2016

Tempo a arrefecer, caça a aparecer.





















8/9 Outubro 2016
Salvada - Beja

Com as temperaturas a arrefecerem gradualmente neste mês de Outubro, os terrenos, apesar de ainda muito secos e ásperos, já vão permitindo melhores desempenhos, sobretudo mais tempo de trabalho, por parte dos nossos companheiros de 4 patas.

No fim de semana passado, um espólio de 4 lebres, 3 coelhos, 2 perdizes e 8 codornizes,o que se traduz, pondo de lado as codornizes,  numa média de 4-5 peças por dia.

Espero, de futuro, virar-me mais para descrever os lances de caça falhada na jornada, do que propriamente o contrário.

Começarei a desenvolver o tema já neste post ( a concluir).

Abraço amigo.

quinta-feira, outubro 06, 2016

Suadas, muito suadas...!




Inka, hoje, esteve muito bem.




















05-10-2016
Salvada - Beja

Este ano, com o restabelecimento deste feriado, apesar das projecções de temperaturas de 31/32 graus para a zona de Beja ( projecções alcançadas)  resolvi, ainda assim, enfrentar essa dificuldade, que não é pouca, e ir tentar algumas codornizes de salto.

Os resultados têm sido muito mais fracos quando comparados com anos anteriores, não só devido à vaga de calor/seca que se tem feito sentir de há alguns meses a esta parte, mas também à substancial alteração das culturas que, nesta herdade,  passaram a existir, essencialmente provenientes do regadio ( plantação de olivais e milho, tudo em grandes áreas de cultivo).

A acrescer a isto, os agricultores começam já nesta altura a lavrar as terras e restolhos,preparando já o solo para as próximas chuvas.

A área caçável, vai, assim, aos poucos, reduzindo, mas por aqui ainda se consegue "vasculhar" alguns bons cantos onde estas aves acabam também por se acomodar, aguardando que a mãe natureza as chame de volta a terras de África.

Esperarei o corte dos milhos e as chuvas que, se Deus quiser, por aí hão-de vir, para melhor aferir se as codornizes andam ou não escondidas nos milheirais.

Quanto às codornizes da jornada de hoje, umas paradas pela cadela que, apesar do calor, esteve particularmente bem, outras por mim levantadas, foram quase todas capturadas,com muita paciência, em 2 valas onde ainda corre alguma água.

Óptimo trabalho de cobro por parte da Inka atendendo à dificuldade em ver onde a maioria caía, sempre do lado oposto das valas, face à vegetação alta que as rodeia.

Algumas ( bem) falhadas, impediram-me de conseguir o cupo legal de 10 aves.

Quanto às lebres, para eu mais tarde recordar:

1ª - a caçar na antiga linha de caminho de ferro de Quintos, completamente coberta de pastos altos e outros matos, saiu-me uma "ruça" debaixo dos pés em galope, direita ao olival. Ainda chegou à primeira fila de oliveiras mas tiro enviesado alcançou-lhe as patas traseiras e rapidamente a Inka "apareceu" do meu lado e foi ao cobro. Nada mais bonito do que um bom cobro de uma lebre.

2ª - já de regresso ao carro, num cabeço alto, forrado de pasto, a Inka ( com ligeira brisa)  estaca de frente e a lebre arranca, poderosa, em desenfreada correria. Primeiro tiro atrasado, e ao segundo, quebro-lhe, também, as patas traseiras. O cobro, esse, foi praticamente imediato.

Por aqui deixo, também, registado o lance de um coelho que escapou:~

A Inka, já visivelmente esgotada com a temperatura( já vinha no regresso ao carro) entra numa pequena vala junto a uma vedação de arame farpado. Tive vontade de lhe dizer ou obrigá-la a de lá sair, pois sentia que a cadela estava a passar por dificuldades físicas, mas a sua nobreza e obstinação fê-la calcorrear ainda mais alguns metros lá dentro,  completamente coberta de mato atrás daquele cheiro que tão bem conhece.. O coelho, esse, saltou da vala/vedação mas lá bastante mais à frente, em frenética correria. Dois tiros de MB extra 30gr ch9, muito pó levantado à sua volta, mas não foram o suficiente para o segurar.

As tocas, onde se refugiou, estavam mais à frente, numas oliveiras velhas.

No carro, verti lentamente meio garrafão de água por cima da cadela e ela foi refrescando até recuperar totalmente.

Quando chove??

Abraço amigo



domingo, outubro 02, 2016

Abertura Geral à Perdiz. Quem lhes chega?




























01-10-2016
Herdade de Santa Maria
São João dos Caldeireiros


Na véspera, no Brasileiro, em Mértola, abrimos uma garrafa de Herdade da Bombeira, proveniente de pequena vinha por ali plantada nas margens do Guadiana, com castas maioritariamente Syrah e Alicante Bouschet mas que produzem um tinto maduro, estagiado em madeira, muito agradável, e acompanhámos com um ensopado de borrego e umas plumas bem grelhadas, com salada de tomate bem maduro da horta e cebola.

Rematámos com uma sobremesa conventual - torrão real - e, no final, "lavámos" a boca com um resto do vinho que, propositadamente, deixámos de sobra exclusivamente para este efeito.

A  noite, por bem dormida que foi, deixou-nos uma óptima sensação de conforto quando nos levantámos na manhã seguinte e nos lembrámos que o destino ficava somente a cerca de 10km na Herdade de Santa Maria.

Para véspera, não poderia ter sido melhor!

O dia, o tão esperado e ansiado dia da abertura à perdiz rainha estava a chegar e, por aquilo que tínhamos visto 15 dias atrás,  numa caçada aos coelhos, as perspectivas estavam no topo.

Mas este tempo, este ano, estas temperaturas escaldantes,  persistem em manter-se adversas e desesperantes para o desporto da caça.

E quando não falamos de perdiz criada em cativeiro, ainda mais este efeito se faz sentir.

Posso afirmar que a Herdade tem uns bons bandos destas aves e, neste primeiro dia, com calor em demasia - às 10h00 da manhã já o suor escorria-me pela cara abaixo como se alguém me tivesse despejado um garrafão de água pela cabeça, ainda não me tinha saltado uma perdiz de levante, verdadeira, como aquela que sempre se espera numa abertura de caça.

Criámos 2 ou 3 portas para tentar safar um pouco os números da Jornada mas também isso acabou por pouco ajudar a melhorar substancialmente os resultados.  

Poderia ter capturado 2 ou 3 aves, certo, mas elas não foram assim tão fáceis . Vi muita perdiz longe, a levantar com o ruído dos nossos passos a quebrar estevas secas e mato e voar para locais mais seguros.

A que cobrei apareceu-me, transversal, pela minha esquerda, voando para trás. Um tiro de F2 Classic- Ch 7 e enrolou logo, tombando a uns bons 40 ou 50 metros fora da minha vista. Não fora a braco, a Inka, que a descobriu no meio dumas pedras dentro dum esteval e por lá teria ficado. A alegria foi enorme quando vejo a cadela sair das estevas com a ave na boca, sem mácula, impecável.

No termo da jornada consegui 3 coelhos e 1 perdiz. Certo que a linha deixou muito a desejar no que se refere ao funcionamento desejado para este tipo de caça, mas só isso não explica tudo.

Satisfação por verificar que, este ano, a criação dos coelhos foi, também,de feição.

Esperemos e rezemos por chuva e quanto mais cedo melhor.

Um abraço amigo.








terça-feira, setembro 27, 2016

Abertura de caça aos coelhos e lebres.




























Mértola
Herdade de Santa Maria
17-09-2016

Não fora algum atraso da nossa parte ( caçadores ) a chegar à Herdade e seguramente conseguiríamos melhores resultados.

Num dia como este, com o fortíssimo calor que se fez sentir, chegar 45 minutos depois da hora acordada faz toda a diferença.

O aproveitamento deverá ser feito logo nas primeiras horas da manhã pelo que " é proibido "demoras.

Culpa nossa, portanto.

Ainda assim, as 2 matilhas de cães de coelhos portaram-se bem, cumpriram, e o saldo final, para 11 espingardas,  culminou na agradável surpresa de 39 coelhos e 3 lebres.

Dia 30 de Outubro, se Deus quiser, voltamos.

Abraço amigo.

PS: as perdizes avistadas, criadas na herdade,  deixaram toda a gente a pensar no dia 01 de Outubro.







segunda-feira, setembro 05, 2016

Codornizes - Segundo dia de Caça

















Setembro, 3 - 2016


Muito poucas aves.

Continuação do calor em demasia.

Caçar com temperaturas destas, que chegam aos 40 graus,  é o que dá.

Os restolhos cortam de forma impiedosa, os pastos altos, cheios de pó, castigam ferozmente os olhos e as narinas dos cães e as elevadíssimas temperaturas do solo fervem nas patas dos nossos companheiros.

Queríamos ficar para o dia seguinte. Tínhamos visto ao final da manhã uma ceara acabada de colher e com informações seguras - finalmente- de estar repleta destas aves.

Ao almoço, na Salvada, e entre meia dúzia de cervejas bem geladas, reparei que a Inka estava deitada, fisicamente diminuída, com as patas feridas.

Depois de bem observada, seria desumano ficar para a tarde, quanto mais para o dia seguinte.

O calor e o cansaço, convidavam-me, também, a suspender a jornada.

O PL, de forma altruísta e em gesto de grande solidariedade concordou no regresso a casa.

Saldo final entre 2 espingardas: 4 codornizes, 2 lebres e  2 coelhos.

Se o tempo refrescar e chover estou convicto que teremos belas caçadas à codorniz.

Abraço amigo







01 de Setembro - Abertura às codornizes, coelhos e lebres

















Setembro, 01 - 2016


Abertura às codornizes.

De Agosto se diz ter sido o mês de temperaturas médias mais altas desde 1931 ( há mais de 85 anos)

Assim, calor excessivo, tórrido, grande sacrifício por parte dos cães.

Poucas aves.

Só a amizade e a paixão por este desporto nos leva a caçar nestas condições.

Saldo final, entre 2 espingardas: 12 aves e 1 coelho, 2 horas e meia de caça.

Abraço amigo.




sexta-feira, agosto 26, 2016

2016 - Em ano de seca / Abertura da caça à codorniz







26/08/2016


Dizem os entendidos que o verão deste ano, particularmente o mês de Julho ( e Agosto foi pelo mesmo caminho ) foi o mais quente de sempre, atingindo valores recorde históricos ( dados da NASA).

À medida que os dias vão passando e vamos observando os nossos campos surgem as primeiras observações sobre as criações deste ano nas codornizes.

Há quem se pronuncie a favor, isto é, diagnosticando que a criação foi boa, e há quem entenda o contrário, profetizando a desgraça nos nossos campos tal como constatei num video publicado na net, onde um "nuestro hermano", calcorreando famoso restolhos em Espanha ia comentando ser este o pior ano de sempre.

Por mim, confesso, encontro-me muito na expectativa, mas com algumas reservas referentes aos contingentes desta espécie.

Na próxima quinta-feira, dia 01 Setembro, com estas temperaturas elevadas vamos ter seguramente somente duas ou três horas de caça, não muito mais.

Acredito mesmo, que,  neste primeiro dia, não iremos ter uma noção correcta do que a temporada à codorniz nos poderá trazer, de bom ou de mau.

Na foto, o local onde este ano nos iremos aventurar na abertura, mas não na mesma Herdade no Concelho de Beja, onde costumamos abrir.

Votos de boas caçadas a todos os confrades e um abraço amigo.







quinta-feira, junho 16, 2016

Um dia de treino.















11-06-2016

Agora que o defeso vai caminhando rapidamente  para o seu final, há que dar algum treino de caça, em locais adequados, aos nossos inseparáveis companheiros de 4 patas.

Foi o que fizemos neste quente mas belíssimo dia de Junho.

Aproveitámos para fazer não só a estreia e rodagem da nova "fragoneta da caça" - assim a chama o amigo PL  mas "rodámos" também os cães, que nesta altura ainda vão gordos e claramente em baixo de forma ( os donos também?)

Aproveitamos, ainda, para rever alguns amigos da Salvada, almoçar por lá no mercado da aldeia  e dar uma volta pela herdade e observar o que há de culturas este ano.

Adivinhamos, assim, razoáveis expectativas nas criações de perdiz e codorniz, as terras estão generosamente semeadas com muito trigo e girassol e as habituais valas que servem de refugio às africanas por lá continuam.

Ansiosamente esperando.

Abraço amigo




quarta-feira, janeiro 13, 2016

Perdizes - época encerrada !


















09/01/2016

Não podia ter sido melhor!
Grande fecho, grande época.

Para encerrar a época da caça à perdiz escolhi a Herdade de Santa Maria, em São João dos Caldeireiros, definitivamente uma das minhas favoritas para esta espécie.

Primeiro que tudo, os meus parabéns a quem a dirige pois além de bem receber, nota-se uma preocupação constante nestas jornadas para que tudo corra pelo melhor aos caçadores.

Ainda com uma excelente densidade de perdizes nas suas terras, os donos realizaram esta última caçada, agora mais alargada, com 24 espingardas, 13 em portas e  11 em caça de salto.

Aqui, a organização das caçadas está cada vez mais rápida e perfeita pois não existem grandes paragens ou compassos de espera a partir do momento em que a linha chega às portas e as mesmas são imediatamente mudadas, com eficácia, para outros locais bem estudados.

Para quem caça de salto, o que é o meu caso, a minha humilde e habitual dificuldade em lidar com estas perdizes de fim de época, bravas e furtivas.

Quando a linha inicia a sua marcha é quase em simultâneo que se começam logo a ouvir os tiros nas portas, sintomático de que as aves esgueiram-se  imediatamente ainda antes da linha se formar e, na sua grande maioria, em grandes voos planados, só podem mesmo é ir cair nas portas.

No entanto, até lá, surgem quase sempre boas oportunidades de tiro.

Pessoalmente, estive a atirar male só consegui um cupo de 3 aves, todas de passagem, já ao final da caçada, pelas 16 horas.

Recordo, com entusiasmo, um bando levantado dentro de um projecto de pinheiros que me passou em fases, tocadas pelo fortíssimo vento de sudoeste que começava a puxar a chuva para Mértola..

Passaram por cima de mim, rodando com o vento a grande velocidade, e por 3 vezes fiz a Benelli funcionar.

Belíssimas, a tiro, mas nem uma tombou! O A. que caçava ao meu lado, mordaz mas sem qualquer maldade, perguntava-me, divertido, se estava a caçar com chumbo zero.

Valeu-me a primeira perdiz abatida, altíssima, em voo acelerado, da esquerda para a direita. Um F2 Classic da B&P fulminou-a lá no alto e mereceu,inclusive, as felicitações de diversos companheiros da linha.

Aqui e ali, os coelhotes, já fora da época, esgueiram-se pelo meio do mato, o que é sempre bom de observar e um bom prenúncio para as futuras criações.

Uma lebre, linda, salta-me aos pés quando atravessava uma semeada verde, de trigo. Vai criar - pensei!

Para além da satisfação de tudo ter corrido pelo melhor, e de a chuva só ter aparecido, com grande intensidade, somente  no final da jornada, a tarde finalizou com um almoço no Monte com todos os caçadores. A saída da herdade já se realizou pelo anoitecer, cerca das 17h30.

Um bem composto quadro de caça na frente do Monte, reconfortava os egos dos caçadores, com 79 aves cobradas no total, entre as quais, salvo erro, 2 perdigões reais.

Parabéns, uma vez mais, ao JEP e filhos, sempre esforçados, e com uma bela herdade de caça!.

Abraço amigo.

Até à próxima época se Deus quiser.

Ai que saudades que eu vou ter disto...






segunda-feira, dezembro 28, 2015

Caçar em Mértola



















Herdade de Santa Maria
São João dos Caldeireiros

À medida que a época de caça avança rapidamente para o seu termo, é normal que os resultados e os quadros de caça sejam cada vez mais parcos, mais escassos. O contrário é que seria anormal e, infelizmente, vemos isso muitas vezes.

Nesta simpática herdade onde faço algumas boas caçadas por época, tenho muita dificuldade em bem expressar o que me atrai para estas bravias terras.

As peças de caça são de inegável e até invejosa qualidade sobretudo quando comparadas com outros coutos, quase vizinhos e onde abastada gente "caça".

A foto de paisagem que acima coloco não reflecte, de modo algum, as dificuldades, por vezes extremas com que nos deparamos nalgumas zonas da herdade, sobretudo nos projectos de pinheiros, e na caça à perdiz.

Aqui, as perdizes quando embatem no chão não soltam penas como é tão característico das perdizes de cativeiro. Os coelhos, quando desalojados pelos cães, fogem desalmadamente para as suas tocas e não são daqueles que correm por todos os lados mas não sabem onde esconder-se.

Nesta altura da época, somente algumas portas bem colocadas garantem mais abates e, portanto, a possibilidade de atingir, no final, o cupo instituído pelos donos da exploração de caça.

De salto, nesta altura da época, se derrubar  1 ou 2 destas aves já é um bom resultado. Para muitos, para aqueles que só gostam de dar tiros mas que de caçadores pouco terão, não é o local aconselhado para a prática "do salto"

Agora para aqueles que gostam do desafio de conseguir o cupo de perdizes, com o perdigueiro pela frente, como eu tanto gosto, há algo que, como acima refiro, não consigo explicar a atracção de aqui vir caçar.

Depois do dia de caça, pernoitar e jantar em Mértola, permite-nos sempre, trazer de recordação uma foto daquela localidade que, à noite mais parece um presépio iluminado.

Dia 09 de Janeiro será a última jornada na Herdade de Santa Maria.

Um abraço amigo.







sábado, dezembro 12, 2015

Não desfazendo....




















05-1-2015
Salvada - Beja


Bom, não desfazendo nalgumas zonas de caça que, seguramente, serão bem melhores que esta, as fotos acima acabam por serem bem atípicas e desenquadradas da realidade desta caçada..

Só posso ter o grato prazer de dizer que, e aqui convenhamos referir que é obra, 2 amigos ( 2 espingardas) com os seus 2 bons cães de caça ( e seguramente que haverão muitos e bem melhores cães de caça que os nossos... ) nesta zona de caça fizeram umas belas perchas cujo total alcançou, no conjunto dos 2 dias, se não me falha a memória,  11 lebres, 4 coelhos, 4 perdizes, 1 pato e 1 torcaz, ou seja 10 peças por cada espingarda no conjunto dos 2 dias, 5 por dia/caçador. Falamos de caça de salto, não em linha ...!

Isto, em Dezembro, já praticamente a caminho do final da época.

Mas ainda vou fazer mais umas contas.

É que as fotos acima foram tiradas a meio da manhã do 1º dia ! - tenho de refazer os números.

Infelizmente, o autor teve o azar de, logo no 1º dia, sábado, de manhã, contrair uma lesão no tornozelo, e, no dia seguinte, domingo, com muita tristeza minha, tive de regressar a casa pois o inchaço e as dores já eram insuportáveis.

Quer isso dizer que, não tendo tido a oportunidade de tirar uma foto final no sábado à tarde, já por manifesta incapacidade física, ainda, nesse mesmo dia, apanhámos, os dois, noutras zonas do couto mais "perdiceras" como dizem os nossos vizinhos e confrades espanhóis, ainda mais uma lebre e 4 perdizes.

Só posso adiantar que é angustiante a cadela estar a dar com os rastos das perdizes, adiantar-se logo mais rápido como é normal, e o dono "sem perna" para lhe acompanhar o andamento. Era vê-la dobrar os cabeços e, quando eu devia estar em cima dela para conseguir atirar às perdizes, não o conseguia fazer - só ouvia as aves do outro lado a levantar voo e nem sequer as via ou sabia para onde iam.

No domingo, no dia do meu regresso, sobrou  tempo, pelas 08h00 da manhã, de conseguir sair do carro, a algum custo, e captar ( última foto de baixo) o espesso e sempre misterioso manto de nevoeiro que tapava quase por completo aquelas terras.

Pois durante esse dia, o meu amigo PL e o seu inseparável 'Sado' ainda conseguiu um cupo de + 2 lebres + 2 coelhos+ 1 pato + 1 torcaz.

Assim "brincamos" por estas fantásticas terras de caça que, comparadas com muitos coutos em Mértola, onde usualmente se caça em linha, acabam por ser individualmente mais produtivas e dão muito mais "escola" aos cães..

Entramos na quadra natalícia e o tempo vai sendo agora mais para a família.

Para o ano, com os desenvolvimentos ali existentes dos projectos de rega do Alqueva, adivinho, pelo tipo de culturas e plantações previstas,  que vamos ter por aqui mais codornizes, mais lebres e, se o tempo correr de feição, mais coelhos e perdizes.

Um abraço amigo.

terça-feira, dezembro 01, 2015

Tributo à Inka




A Inka, de guarda ao seu espólio do dia.






























28-11-2015
Terras de Beja

Neste sábado havia marcado encontro na Herdade do Jarropal, em Mértola para uma caçada em linha, à perdiz, com os amigos GS e PL.

A Inka, estando em pleno cio e ainda por cima já nos seus dias férteis, levou-me a tomar a decisão e optei por substituir aquilo que iria ter no Jarropal pelo que tive na Gravia Grande.

Embora privando-me da companhia dos meus amigos, em boa hora o fiz.

Estas são verdadeiramente terras de caça, sobretudo para a praticar, de salto, com o nosso cão de parar, pela frente.

E aqui, hoje, vejo-me obrigado a fazer uma sincera e sentida homenagem de gratidão à  minha cadela, que esteve verdadeiramente endiabrada neste dia.

Todo o caçador tem a propensão de considerar que o seu companheiro de 4 patas é quase sempre melhor do que os outros.

A Inka, do canil Alão de São Bartolomeu, foi por mim repescada há 5 anos atrás, quando andava com uns tenros 5 meses de idade, perdida algures nas herdades de Ferreira do Alentejo, a caçar praticamente todos os dias, ao lado do dono da exploração da caça. Caçava para todos, dentro de toda a linha, era um pivot de equipa sem rei nem roque, sem instrução nenhuma de posicionamento e educação.

Depois de observar a cachorra, repito,com os seus 5 meses de idade, em 3 ou 4 lances, em que bateu claramente em mestria e nariz todos os outros cães que por ali caçavam, escolhi o meu alvo. Tinha de ter aquela cachorra para  mim.

Alguns meses mais tarde consegui-o, finalmente, e, desde então,  tornou-se  na minha inseparável companheira das lides cinegéticas . Já me desapontou algumas vezes na caça ( sim, quem não erra?) mais por impaciências do dono do que propriamente por erros dela, mas as alegrias sempre se sobrepuseram em larga escala às decepções, nesta arte, nesta escola de virtudes que é o acto de caçar, quer para o dono quer para o seu cão.

Quando para aqui venho, para a Salvada, procuro sobretudo o espaço, amplo,  que me é impossível encontrar na cidade, procuro também  o silêncio da natureza nestas terras do Alentejo, mas, sobretudo, procuro e geralmente alcanço uma profunda paz de espírito e tempo de sobra, para mim próprio.

Procuro esse desafio, de me superar a mim mesmo na luta pela descoberta e captura de caça, neste adiantado da época em que lutamos quase em igualdade de circunstâncias. Eu, com boas armas e munições, elas, as espécies, a caça, que já me reconhece à distancia, com toda a sua artimanha de camuflagem e fuga muito antes de poder chegar perto. É assim a caça de final de Outono, esperta, matreira, leva-nos muitas vezes quase ao desespero de a vermos escapulir-se deixando-nos muito poucas hipóteses de êxito.

Voltando ao meu dia de caça, a meio da manhã já tinha vindo ao carro largar 2 lebres, primeiro brilhantemente detectadas e depois levantadas pela Inka em olival velho que por ali conheço. Saíram as duas a jeito, a correr à frente dela e, confesso, também não deixei os meus dotes de atirador médio em mãos alheias. Dois passos rápidos ao lado, dois tiros bem centrados e, secos, deram a merecida resposta e oportunidade à cadela de fazer 2 belos cobros.

Na linha de caminho de ferro da povoação de Quintos, mudava de cartuchos na sobrepostos e fazia mais 3 codornizes.

Como sempre, um bando de perdizes daquelas que lá nasceram e que já "a sabem toda" colocaram-se longe, do outro lado da ribeira, intransponíveis. A sacrifício, ainda fui lá ver delas, mas devem ter-se entranhado dentro da terra, pois nem uma mais vi.

Baleizão estava ali pelo caminho e parei para comer uma bela sandes de presunto em pão alentejano e beber uma taça de vinho novo branco, Margaça, da zona de Pias,tudo rebatido com um café bem quente.

Até à hora do almoço, ainda visitei uns terrenos de lebres. Uma fugiu-me pela frente, longe, sem dar hipótese. Fiquei a vê-la correr até desaparecer no horizonte. A outra, ia completamente distraído a olhar para o chão quando olho para o lado e vejo-a a escapar-se, lesta, direi mesmo desalmadamente para dentro do olival do espanhol. Esta dava-me tiro, mas caça é isto, umas vezes saímos vencedores nos lances outras vezes o oposto, bem derrotados.

Ao almoço, com um magnífico dia de sol, frango assado no churrasco, com batata frita e salada de tomate maduro, com muita cebola. Uma taça de vinho tinto, um pudim de ovo e um café escaldado.

Aproveitei,  comprei e arrumei no porta bagagens 10 litros de azeite novo, puro e autêntico, do melhor que por ali se faz, por um dinamarquês sediado na região, proprietário de um belo monte, K. Larsen.

Depois de deixar alguma bagagem no Monte da Gravia, meti a espingarda e a cadela dentro da carrinha, mais um punhado de cartuchos e dirigi-me a uma conhecida zona de perdizes.

O sol já ía caindo ( agora às 17h30  é praticamente de noite) quando levantei o primeiro bando. Foram para muito longe, desanimei logo. Mesmo assim, fui-lhes no encalço. De caminho a Inka começa a dar-me sinais claros de perdizes por ali e por baixo de uma oliveira, com o vento de ventas, parou. Acelerei o passo e ao virar a oliveira a perdiz arranca, brava, escondendo-se com outra oliveira. Tiro rápido e veio cair na encosta. A braco corre, rápida, ao tombo e ainda ferida, consegue agarrá-la, segurá-la bem na boca, e trazer-me a ave à mão.

Já ia virando para o carro quando, numa cerca de arame farpado, encostada a uma lavrada enorme, mas com pastos só por baixo da aramada, a Inka descobre um "túnel" no pasto, mas baixa imediatamente o quadril e começa a abanar rapidamente o rabo, tipo pincel.. Não demorou quase nada, 4 ou 5 segundos depois o coelho estava a sair pela minha frente e a correr para trás, bem direitinho às tocas. Um tiro certeiro, a uns 25 metros e ficou redondo.

As fotos acima reflectem o que para mim foi um dia perfeito de caça.

Na primeira consegui com o telemóvel uma paragem da Inka a codorniz. Escusado será dizer que a ave fugiu. Mas eu consegui o que queria, A foto da paragem. Não é bem das melhores mas é para mais tarde recordar.

As seguintes são para a recordação.

Oh happy day !!

Abraço amigo.





quarta-feira, novembro 25, 2015

Caçar na Salvada.







Com o resultado da caçada de ambos decidimos tirar foto
um ao outro.


















22-11-2015
Salvada
Terras de Beja


Fim de semana divertidíssimo.

A caçada caracterizou-se pela diversidade na captura das espécies.

5 Lebres, 5 coelhos, 17 codornizes, 1 pato e 1 perdiz compuseram o quadro final.

Nas fotos acima, com o quadro de caça ainda incompleto, tiradas no domingo já após um almoço ligeiro no monte, estávamos na recta final,  que nos permitiu ainda dar uma voltinha de 1 hora às perdizes, com a tarde já praticamente a dar lugar ao cair da noite.

Na segunda foto, os maravilhosos terrenos onde, na Salvada, caçamos à perdiz, aqui já praticamente no por-do-sol, fantásticos para a caça de salto ( a cabeça da Inka sobressai na parte debaixo da foto, misturada entre as giestas e os pastos densos e altos).

Na primeira foto, trata-se da nossa próxima visita. Temos planeada uma volta por todos os montados até chegar àquele casario. São zonas de muitos hectares, onde ainda não caçámos este ano e a expectativa , por isso, é elevada. O guarda diz-nos que por ali temos das esguias, que temos de fazer ali uma volta inédita: começar do C. e vir ao contrário, com o sol pelas costas, para não as meter todas, umas para a outra margem do Guadiana, outras para dentro de outro couto ali existente.

A ver vamos.

Se Deus quiser por aqui estarei para contar como foi.

Abraço amigo.









quinta-feira, novembro 19, 2015

De volta a Beja.



Primeiro dia. Boa caçada.

Procurando a lebre

Ainda fui à procura de um coelhote mas lavraram tudo.
As lebres foram as da manhã.

Sem ela, nem um décimo conseguiria.

Ao final da tarde.













































































Salvada
Beja
15-11-2015


Se no dia anterior as coisas até estiveram a correr de feição para o meu amigo PL, já no que me diz respeito posso garantir que o dia esteve claramente do lado da caça.

Caçando praticamente lado a lado, o PL lá foi paulatinamente emoldurando a sua bonita percha de 10 codornizes, uma lebre, um  coelho ( podiam ter sido 2 ou mesmo 3) e uma perdiz daquelas com calos nas patas.

Da minha parte, cadela desconcentrada ( está a entrar no cio) logo, dono desconcentrado, codornizes falhadas umas atrás das outras, cupo de 4 ou 5 delas e pouco,aliás, nada mais.

À noite, juntei-me aos nossos habituais amigos dos patos, em Santa Luzia,  mas foi, para prosseguir na mesma senda do meu "espectacular" dia de caça, o pior dia de patos que tivémos até hoje. Abatemos 7 ou 8 reais, nada mais.

No dia seguinte (o PL tinha regressado de véspera a Lisboa) decidi a estratégia: Dar caça às lebres!

Às 07h15, já no campo, agora sem companhia de cão, a Inka caçava de forma exemplar, muito diferente do dia anterior, mas que me deixou  a pensar que também os animais 'pensam menos na caça', nestas alturas.

Caçar à lebre é um estilo e um ritual que obedece a diversas vertentes de conhecimento.

Há que levar em linha de conta variados factores, a temperatura do dia, o tempo que fez e faz, e procurá-la nos sítios certos, aqueles que a experiência nos ensina que elas estarão. Só os anos e a experiência nos dão esses conhecimentos.

Com vento já frio, a lebre procura, nestes dias de sol, as restolhadas macias que circundam os olivais. Gostam de fazer a cama na terra amaciada e há que aí ter paciência e procurá-las com minúcia. Parar de vez em quando, fazê-las sentir que lhes estamos a invadir o território, deixando o nosso companheiro procurar à vontade mas não lhe dar 'muita trela' pois, assim, irá levantá-las longe e sem hipótese alguma de tiro.

Do lado sul do que chamamos o olival do espanhol e virados para a estrada de Quintos os restolhos expostos ao sol da manhã logo ali nessas orlas do olival e até ao rio que corre por baixo da estrada de alcatrão, esses, neste dia,  foram os meus locais predilectos.

Uma a uma, consegui capturar 4, deixar a Inka correr mais 2 sem hipótese de atirar fora de tiro e cometer a proeza de levantar um par delas aos meus pés e falhar ambas, um tiro para cada uma e lá foram as 2.

Após o almoço, hesitei entre ir para o Guadiana às perdizes ou ir tentar o cupo das 10 codornizes.

Como estava muito cansado da véspera, optei pela caça mais divertida, menos emocionante mas muito mais divertida e carreguei os bolsos do colete com B&P MB Extra Ch9 - 30 gr.

E aqui, a Inka, esteve uma vez mais absolutamente irrepreensível. Corria uma leve brisa  de vez em quando o que permitiu paragens lindíssimas. De permeio,  perseguições com guias de várias dezenas de metros, nariz no chão no rasto, paragem, levante, tiro e cobro. Diversos.

No final a foto com o cupo legal e um regresso feliz a casa, sem sobressaltos.

Na segunda-feira, no trabalho, é que foi o pior. É sempre assim, após um "tareão " de 2 dias. Mas na terça, já estava novo e pronto para outra.

Um abraço amigo





sexta-feira, novembro 13, 2015

Herdade do Jarropal - Mértola





















07/11/2015

Uma Herdade bonita de se caçar.

Muitas e belas perdizes e abundância de lebres.

Infelizmente não consegui tirar a foto do quadro de caça final.

Esta ultima foto já lá não foi tirada mas faz parte também da minha jornada.

O Jarropal , perto de Corvos, caracteriza-se por terrenos ondulados, bons para caçar de salto à perdiz e à lebre. À extrema, uma serra de giestas com uma vista absolutamente deslumbrante.

Em Dezembro temos novo encontro marcado.

Abraço amigo.







segunda-feira, novembro 02, 2015

O nosso amigo do Norte



Haja alegria e Amizade.

Resultado de um dia de caça.
O autor. O meu estimado amigo do Norte tirou a foto.
































Salvada - Beja

Um dia muito bem passado, a caçar,  com os nossos cães.

De manhã, andámos entretidos atrás das codornizes.

Demos depois um saltinho rápido a outra zona diferente e metemos mais 2 coelhotes na mochila.

Após o almoço, mo mercado da Salvada, derreter as calorias atrás das perdizes. Forte e feio.

Já no final, ao cair da tarde...caiu a lebre.

Espectacular lugar para desenvolver as capacidades dos nossos companheiros de 4 patas.

Muito ali aprendem.

Um abraço amigo.