domingo, outubro 08, 2017
Abertura às perdizes na Vidigueira
Marmelar - Vidigueira, 05-10-2017
7 amigos, 7 espingardas decidiram este ano fazer a tão ambicionada, esperada, abertura às perdizes , desta feita na zona de Marmelar - Vidigueira.
Um bom punhado de lebres foram avistadas mas o proprietário deixou, a quem o pretendesse, cobrar somente uma ou duas. De preferência, agradecia ele, numa atitude bem avisada, que o informássemos, mais em jeito de censo, do número de lebres avistadas durante a caçada.
Ora, problemas com lebres nesta zona de caça, posso garantir seguramente que não terá ele, atendendo à generosa contagem que fizemos, de animais levantados e vistos até ao final. Por aqui, por esta vertente, muitos parabéns.
As perdizes, também em número que já satisfaria os caçadores de perdiz exigentes, o que se caçou neste dia, digo-o sinceramente, foi o possível, atendendo ao tremendo calor que se tem feito sentir em Portugal e, particular e especificamente, por terras deste formidável Alentejo, que, nestes dias ainda se veste de amarelo torrado dos restolhos e de castanho das terras já lavradas.
De seguida, talvez mais cedo do que o habitual nestas jornadas, um excelente almoço, com preferência a recair sobre as castas de brancos bem frios da região, vitela estufada no barro e carne de porco frita. De sobremesa dióspiros arrefecidos no frigorífico ou tarte de maçã, conforme a preferência.
Ficou-nos a promessa de, após as primeiras chuvas e redução das temperaturas, montarmos uma linha e ladearmos aquela (linda de se ver) serra que por ali se atravessa, à procura dos exemplares com 3 esporões (!) o que é impossível de se fazer ainda, com estas temperaturas.
Abraço amigo.
segunda-feira, outubro 02, 2017
Sem desistir.
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| Começar o dia bem cedo |
Salvada - Beja
Caçada à codorniz.
Apesar do paupérrimo ano de chuvas, ausentes do nosso país desde há largos meses, e, por consequência disso, as terras encontrarem-se num estado tal de secura que só pode mesmo é redundar em fracas prestações dos nossos cães, ou, no limite, prestações menos conseguidas, lá estivemos de novo em busca destas belíssimas aves, por terras de Beja.
Desistir não faz parte do nosso vocabulário.
Como habitualmente, muitos lances ficam-nos agradavelmente na memória, mas outros há que perdurarão para todo o sempre.
Agradam-me os cães combativos, com capacidade de sacrifício, que dão tudo, que não se furtam à luta com as "africanas". O cão de parar não se deve confinar a uma bonita paragem e a um bom nariz. Para isso vamos para um campo de treino e com caça de cativeiro desfrutamos, como muitas vezes vemos nas redes sociais.
Deverá, quanto a mim, haver muito mais para além disso. É, entre outras particularidades, no cobro que se deve também destacar o cão de parar e, sobretudo nesta caça ainda veranesca, cobrar codornizes que caiem a 30 ou mesmo 40 metros de distancia, em altos pastos ou dentro de valas cobertas com vegetação onde as temperaturas no seu interior rondarão seguramente os 45/50 graus, não é para todos os cães.
Recordarei para sempre, com saudade, desta jornada, um cobro da minha cadela Inka, braco alemão, que, numa profunda vala onda havia sido abatida uma codorniz "de asa", entrou, à minha ordem, na vala para efectuar o cobro. Desaparecida no seu interior a cadela saiu, alguns (bons) minutos depois, cerca de 15 metros mais abaixo, de dentro da vala com a ave na boca e, suavemente, mas a arfar profundamente, em claro sofrimento, veio orgulhosamente depositá-la nas minhas mãos.
Abraço amigo.
domingo, outubro 01, 2017
Pequeno desbaste ao coelho
Vila Verde de Ficalho
23 de Setembro 2017
A pedido de um dos proprietários da zona, que é possuidor de alguns cães destinados específicamente só para este tipo de caça ( podengos e de raça indefenida) resolvemos fazer um "golpe de mão" a uma pequena zona do couto, de oliveiras velhas, as, como por ali se chamam, as "tarocas. São oliveiras muito antigas com buracos dentro dos próprios troncos e onde os coelhos gostam de se refugiar dos predadores, saindo durante a noite, para comer, para os pastos circundantes. De dia, recolhem então às oliveiras ou deixam-se estar ocasionalmente deitados nas sombras das mesmas, ou também em pequenos morouços de pedras e mato, proporcionando, assim, quase sempre, alguns lances de tiro divertidos.
Dia de excessivo calor, o que já é habitual este ano, e de fracos resultados.
O espírito de convívio entre os confrades e o almoço no monte, nestas alturas, são sempre a recompensa e desejados ao longo da manhã e o cozinheiro ( companheiro que gosta muito desta nobre e complexa arte da cozinha) não deixou os seus créditos por mãos alheias e preparou um belo tacho de postas de bacalhau guizadas com batatas e ervas da região. Um branco da zona, bem gelado, em cima da mesa, acompanhou e alegrou os espíritos.
A próxima visita será um ansioso confronto com as vermelhudas e com as ruças.
Abraço amigo.
segunda-feira, setembro 18, 2017
2017 - Caça à Codorniz
Como não poderia deixar de ser, uma nova jornada de caça à codorniz na Salvada-Beja.
É do conhecimento geral o terrível ano de terras em seca extrema que ainda estamos a atravessar, pelo que, este tipo de caça, com aves tão pequenas, torna-se quase cruelmente atroz para os nossos fieis companheiros de 4 patas.
Da nossa parte, lá nos vamos aguentando suportando essas elevadas temperaturas de Beja, com maiores ou menores dificuldades, seja ingerindo litros e litros de água ou mesmo despejando-a pela nossa cabeça abaixo. Mas os nossos cães, principais protagonistas destas caçadas, esses merecem-nos ou pelo menos devem merecer o nosso melhor trato, respeito e admiração.
Erros que possam cometer, tais como, difícil cobro de aves abatidas no restolho ou pastos, levantamento de aves sem paragem, entre outros pormenores menos bem sucedidos, devem ser por nós imediatamente perdoados.
A inexistência de orvalho durante as noites provoca quantidades astronómicas de pó acumulado nos pastos, restolhos e outros matos. Se nós já o aspiramos quando com as nossas passadas o levantamos, o que dizer então dos perdigueiros que têm de caçar de nariz a um nível muito mais próximo do solo ? - autênticos combatentes.
Nestes primeiros dias, como nota geral, temos verificado um decréscimo grande nas lebres e um aumento generalizado nas criações de coelhos.
Relativamente às "africanas" francamente não sei se há mais ou menos. O que sei é que são inúmeras as que vemos logo no período da manhã em rápidos voos a refugiarem-se para dentro dos húmidos campos de milho, onde só de lá saem ao final do dia, proporcionando, assim, muito poucas oportunidades.
Esperemos todos pelas ansiadas e desejadas chuvas, que já tardam este ano, e teremos, seguramente, muito mais codornizes espalhadas, em geral, pelos campos.
Um abraço amigo.
quinta-feira, fevereiro 02, 2017
Tordos
28-01-2017
Logo ali nos arredores de Beja
Olival intensivo.
Deu para entreter.
Como dizem os espanhóis. "quaisquier tiempos pasados han sido mejores que los presentes"
Nada demais.
Abraço amigo
domingo, janeiro 01, 2017
Os galinhos do Vascão
Alcoutim - Ribeira do Vascão
29-12-2016
Creio que um dos últimos redutos da verdadeira perdiz vermelha na zona sul do País.
Onde se caça em linha, em silêncio ( só se assobia) e com cães perfeitamente adaptados à orografia do terreno. Barrancos sucessivos de 30 e 40 metros de profundidade, mar de giestas a perder de vista, da altura a maioria das vezes da cintura para cima, a deixarem sérias mazelas e marcas nas pernas e não só.
Os cães, neste caso, por exemplo, o par de bracos na foto, não caçam a mais de 10-15 metros do dono, mais do que isso, naquela zona, é só para afugentar as perdizes sem deixarem dar tiro. Verdadeiros experts de cobro.
Das expostas só 3 eram fêmeas pelo que o dono das terras ainda vai dar mais uma bicada num destes dias de Janeiro para tentar reduzir o número de machos.
Abraço amigo
Feliz 2017.
segunda-feira, dezembro 19, 2016
Última Jornada de Perdiz, Lebre e Coelho
| Na primeira hora da manhã |
| Os resultados vão aparecendo |
| Cupo no final da jornada - 2 espingardas, nada mal. |
| Guadiana como pano de fundo |
| Também quero ficar na foto!! |
17-12-2016
Salvada - Beja
Encerrámos com chave de ouro.
Perdizes caçadas em zonas não repovoadas, esguias e fugidias belas lutas dão aos cães, cobros longos e com quedas tremendas cá em baixo nos barrancos, exigindo o melhor de nós e dos cães.
Já conhecedores dos terrenos que pisamos sabemos bem os terrenos onde também devemos procurar as lebres e os coelhos.
Fisicamente muito exigente e esgotante, demos tudo o que pudemos, até aos nossos limites, mas foi sem dúvida um fantástico dia de caça de salto.
Um abraço amigo
quinta-feira, dezembro 15, 2016
Caça da perdiz - uma paixão!
10-12-2016
Uma nova e bonita jornada de caça à perdiz, em Beja, por zonas não repovoadas.
De permeio, uma lebre imaculadamente parada e capturada pela Inka, sem tiro!
Saldo no final do dia: 2 belíssimas perdizes por ali criadas e uma lebre.
Abraço amigo.
quarta-feira, novembro 30, 2016
Uma boa abertura
27-11-2016
Albernoas -Beja
Uma boa entrada de tordos.
Deixamos repousar e lá para meados de Dezembro veremos como está.
Um abraço amigo
De salto
terça-feira, novembro 08, 2016
Caçada em solitário - Beja

05-11-2016
Salvada - Beja
Previam os homens da ciência da meteorologia um dia turbulento, com chuvas fortes e trovoadas.
Um amigo meu sempre me disse: " O dia faz-se é à porta do patrão".
Sempre me lembrei desta dica e, sem medos, equipamentos para dentro do carro e, sozinho, às 05h00 da madrugada, saía de São João com destino a Beja.
No local da herdade, onde parei o carro, uma neblina lindíssima cobria as terras na herdade. Não resisti a semelhante beleza e decidi ficar com o registo fotográfico.
No final da manhã pendurava 2 perdizes, 2 lebres e 3 codornizes. Chuva, passou literalmente ao lado, com nuvens negras e trovões, mas ao lado, o sol nunca deixou de assomar timidamente por cima das nuvens.
Depois do almoço, na Salvada, mais uma volta numa outra zona da herdade e cobrei mais um par de perdizes e nova lebre.
Também neste caso por vezes surgem-nos imagens de rara beleza e decidi ficar com o registo fotográfico do sol a romper as nuvens pesadas e inundar de luz o Rio Guadiana convidando também o arco-iris a fazer parte da paleta de cores.
Lindo dia de caça.
Um abraço amigo.
De novo, em Mértola
29-10-2016
Herdade de Santa Maria
Repetição de nova e excelente jornada de caça, agora que começam as primeiras chuvas.
Perdizes: 42
Coelhos: 12
Lebres: 01
Abraço amigo.
terça-feira, outubro 25, 2016
Sem medos...
21 Outubro 2016
Albernoas e Salvada
Tempo a continuar quente, os rastos das rodas das viaturas de caça levantam nuvens de pó tais dos caminhos que rapidamente nos "pintam" os carros até às entranhas.
O prazer de seguir caçando a perdiz a lebre e o coelho dá-nos forças onde muitas vezes não esperamos encontrar.
Sobretudo na minha idade.
Quando as pernas pesam, se a perdiz a rompe-nos de surpresa pela frente e se temos a sorte de um tiro certeiro e de um cobro sem mácula, lá sentimos as pernas como novas, e prontas para fazer mais alguns quilómetros.
Neste fim de semana, sempre em crescendo, consegui já bater o record de quilómetros percorridos numa jornada de caça, este ano.
À noite , o cansaço em casa invade-nos mas de uma forma em que, sentados tranquilamente no sofá da sala, sentimo-nos bem connosco próprios, com os que nos rodeiam e com o mundo.
No dia seguinte, quando regressamos ao trabalho, já é outra história.
Mas, sempre sem medos.
Abraço amigo
O que nos move!
16-Outubro 2016
Às perdizes por terras de Mértola e Beja
O que nos move, sei-o bem, é a paixão que temos pela caça e o irresistível desejo de partilhar este sentimento com o que os nossos cães sentem, que, por acaso também é o mesmo - paixão pela caça.
Em Santa Maria, embora com os terrenos ainda muito secos e resultados dentro do razoável, é sempre um enorme prazer perseguir e caçar a perdiz.
Beja, essa, é o espírito de liberdade que nos move, de madrugada até à noite, onde, no caso em apreço, pudemos assistir e admirar com profundo respeito a super lua do ano de 2016.
Um abraço amigo
quarta-feira, outubro 12, 2016
Tempo a arrefecer, caça a aparecer.
8/9 Outubro 2016
Salvada - Beja
Com as temperaturas a arrefecerem gradualmente neste mês de Outubro, os terrenos, apesar de ainda muito secos e ásperos, já vão permitindo melhores desempenhos, sobretudo mais tempo de trabalho, por parte dos nossos companheiros de 4 patas.
No fim de semana passado, um espólio de 4 lebres, 3 coelhos, 2 perdizes e 8 codornizes,o que se traduz, pondo de lado as codornizes, numa média de 4-5 peças por dia.
Espero, de futuro, virar-me mais para descrever os lances de caça falhada na jornada, do que propriamente o contrário.
Começarei a desenvolver o tema já neste post ( a concluir).
Abraço amigo.
quinta-feira, outubro 06, 2016
Suadas, muito suadas...!
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| Inka, hoje, esteve muito bem. |
05-10-2016
Salvada - Beja
Este ano, com o restabelecimento deste feriado, apesar das projecções de temperaturas de 31/32 graus para a zona de Beja ( projecções alcançadas) resolvi, ainda assim, enfrentar essa dificuldade, que não é pouca, e ir tentar algumas codornizes de salto.
Os resultados têm sido muito mais fracos quando comparados com anos anteriores, não só devido à vaga de calor/seca que se tem feito sentir de há alguns meses a esta parte, mas também à substancial alteração das culturas que, nesta herdade, passaram a existir, essencialmente provenientes do regadio ( plantação de olivais e milho, tudo em grandes áreas de cultivo).
A acrescer a isto, os agricultores começam já nesta altura a lavrar as terras e restolhos,preparando já o solo para as próximas chuvas.
A área caçável, vai, assim, aos poucos, reduzindo, mas por aqui ainda se consegue "vasculhar" alguns bons cantos onde estas aves acabam também por se acomodar, aguardando que a mãe natureza as chame de volta a terras de África.
Esperarei o corte dos milhos e as chuvas que, se Deus quiser, por aí hão-de vir, para melhor aferir se as codornizes andam ou não escondidas nos milheirais.
Quanto às codornizes da jornada de hoje, umas paradas pela cadela que, apesar do calor, esteve particularmente bem, outras por mim levantadas, foram quase todas capturadas,com muita paciência, em 2 valas onde ainda corre alguma água.
Óptimo trabalho de cobro por parte da Inka atendendo à dificuldade em ver onde a maioria caía, sempre do lado oposto das valas, face à vegetação alta que as rodeia.
Algumas ( bem) falhadas, impediram-me de conseguir o cupo legal de 10 aves.
Quanto às lebres, para eu mais tarde recordar:
1ª - a caçar na antiga linha de caminho de ferro de Quintos, completamente coberta de pastos altos e outros matos, saiu-me uma "ruça" debaixo dos pés em galope, direita ao olival. Ainda chegou à primeira fila de oliveiras mas tiro enviesado alcançou-lhe as patas traseiras e rapidamente a Inka "apareceu" do meu lado e foi ao cobro. Nada mais bonito do que um bom cobro de uma lebre.
2ª - já de regresso ao carro, num cabeço alto, forrado de pasto, a Inka ( com ligeira brisa) estaca de frente e a lebre arranca, poderosa, em desenfreada correria. Primeiro tiro atrasado, e ao segundo, quebro-lhe, também, as patas traseiras. O cobro, esse, foi praticamente imediato.
Por aqui deixo, também, registado o lance de um coelho que escapou:~
A Inka, já visivelmente esgotada com a temperatura( já vinha no regresso ao carro) entra numa pequena vala junto a uma vedação de arame farpado. Tive vontade de lhe dizer ou obrigá-la a de lá sair, pois sentia que a cadela estava a passar por dificuldades físicas, mas a sua nobreza e obstinação fê-la calcorrear ainda mais alguns metros lá dentro, completamente coberta de mato atrás daquele cheiro que tão bem conhece.. O coelho, esse, saltou da vala/vedação mas lá bastante mais à frente, em frenética correria. Dois tiros de MB extra 30gr ch9, muito pó levantado à sua volta, mas não foram o suficiente para o segurar.
As tocas, onde se refugiou, estavam mais à frente, numas oliveiras velhas.
No carro, verti lentamente meio garrafão de água por cima da cadela e ela foi refrescando até recuperar totalmente.
No carro, verti lentamente meio garrafão de água por cima da cadela e ela foi refrescando até recuperar totalmente.
Quando chove??
Abraço amigo
domingo, outubro 02, 2016
Abertura Geral à Perdiz. Quem lhes chega?
01-10-2016
Herdade de Santa Maria
São João dos Caldeireiros
Na véspera, no Brasileiro, em Mértola, abrimos uma garrafa de Herdade da Bombeira, proveniente de pequena vinha por ali plantada nas margens do Guadiana, com castas maioritariamente Syrah e Alicante Bouschet mas que produzem um tinto maduro, estagiado em madeira, muito agradável, e acompanhámos com um ensopado de borrego e umas plumas bem grelhadas, com salada de tomate bem maduro da horta e cebola.
Rematámos com uma sobremesa conventual - torrão real - e, no final, "lavámos" a boca com um resto do vinho que, propositadamente, deixámos de sobra exclusivamente para este efeito.
A noite, por bem dormida que foi, deixou-nos uma óptima sensação de conforto quando nos levantámos na manhã seguinte e nos lembrámos que o destino ficava somente a cerca de 10km na Herdade de Santa Maria.
Para véspera, não poderia ter sido melhor!
O dia, o tão esperado e ansiado dia da abertura à perdiz rainha estava a chegar e, por aquilo que tínhamos visto 15 dias atrás, numa caçada aos coelhos, as perspectivas estavam no topo.
Mas este tempo, este ano, estas temperaturas escaldantes, persistem em manter-se adversas e desesperantes para o desporto da caça.
E quando não falamos de perdiz criada em cativeiro, ainda mais este efeito se faz sentir.
Posso afirmar que a Herdade tem uns bons bandos destas aves e, neste primeiro dia, com calor em demasia - às 10h00 da manhã já o suor escorria-me pela cara abaixo como se alguém me tivesse despejado um garrafão de água pela cabeça, ainda não me tinha saltado uma perdiz de levante, verdadeira, como aquela que sempre se espera numa abertura de caça.
Criámos 2 ou 3 portas para tentar safar um pouco os números da Jornada mas também isso acabou por pouco ajudar a melhorar substancialmente os resultados.
Poderia ter capturado 2 ou 3 aves, certo, mas elas não foram assim tão fáceis . Vi muita perdiz longe, a levantar com o ruído dos nossos passos a quebrar estevas secas e mato e voar para locais mais seguros.
A que cobrei apareceu-me, transversal, pela minha esquerda, voando para trás. Um tiro de F2 Classic- Ch 7 e enrolou logo, tombando a uns bons 40 ou 50 metros fora da minha vista. Não fora a braco, a Inka, que a descobriu no meio dumas pedras dentro dum esteval e por lá teria ficado. A alegria foi enorme quando vejo a cadela sair das estevas com a ave na boca, sem mácula, impecável.
No termo da jornada consegui 3 coelhos e 1 perdiz. Certo que a linha deixou muito a desejar no que se refere ao funcionamento desejado para este tipo de caça, mas só isso não explica tudo.
Satisfação por verificar que, este ano, a criação dos coelhos foi, também,de feição.
Esperemos e rezemos por chuva e quanto mais cedo melhor.
Um abraço amigo.
terça-feira, setembro 27, 2016
Abertura de caça aos coelhos e lebres.
Mértola
Herdade de Santa Maria
17-09-2016
Não fora algum atraso da nossa parte ( caçadores ) a chegar à Herdade e seguramente conseguiríamos melhores resultados.
Num dia como este, com o fortíssimo calor que se fez sentir, chegar 45 minutos depois da hora acordada faz toda a diferença.
O aproveitamento deverá ser feito logo nas primeiras horas da manhã pelo que " é proibido "demoras.
Culpa nossa, portanto.
Ainda assim, as 2 matilhas de cães de coelhos portaram-se bem, cumpriram, e o saldo final, para 11 espingardas, culminou na agradável surpresa de 39 coelhos e 3 lebres.
Dia 30 de Outubro, se Deus quiser, voltamos.
Abraço amigo.
PS: as perdizes avistadas, criadas na herdade, deixaram toda a gente a pensar no dia 01 de Outubro.
segunda-feira, setembro 05, 2016
Codornizes - Segundo dia de Caça
Setembro, 3 - 2016
Muito poucas aves.
Continuação do calor em demasia.
Caçar com temperaturas destas, que chegam aos 40 graus, é o que dá.
Os restolhos cortam de forma impiedosa, os pastos altos, cheios de pó, castigam ferozmente os olhos e as narinas dos cães e as elevadíssimas temperaturas do solo fervem nas patas dos nossos companheiros.
Queríamos ficar para o dia seguinte. Tínhamos visto ao final da manhã uma ceara acabada de colher e com informações seguras - finalmente- de estar repleta destas aves.
Ao almoço, na Salvada, e entre meia dúzia de cervejas bem geladas, reparei que a Inka estava deitada, fisicamente diminuída, com as patas feridas.
Depois de bem observada, seria desumano ficar para a tarde, quanto mais para o dia seguinte.
O calor e o cansaço, convidavam-me, também, a suspender a jornada.
O PL, de forma altruísta e em gesto de grande solidariedade concordou no regresso a casa.
Saldo final entre 2 espingardas: 4 codornizes, 2 lebres e 2 coelhos.
Se o tempo refrescar e chover estou convicto que teremos belas caçadas à codorniz.
Abraço amigo
01 de Setembro - Abertura às codornizes, coelhos e lebres
Setembro, 01 - 2016
Abertura às codornizes.
De Agosto se diz ter sido o mês de temperaturas médias mais altas desde 1931 ( há mais de 85 anos)
Assim, calor excessivo, tórrido, grande sacrifício por parte dos cães.
Poucas aves.
Só a amizade e a paixão por este desporto nos leva a caçar nestas condições.
Saldo final, entre 2 espingardas: 12 aves e 1 coelho, 2 horas e meia de caça.
Abraço amigo.
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