sábado, setembro 29, 2018

Quem porfia....
















29-09-2018
Serpa


O horrível calor que persiste em não nos deixar por vezes leva-nos a a pôr em causa o resultado e a vontade de efectuar  algumas caçadas.

Recordo, no entanto, a frase de um amigo,  " o dia faz-se é à porta do patrão",  e continuo a não me deixar desanimar por este tipo de obstáculos.

Com os milhos em fase de colheita, aproveitam-se algumas aves desalojadas que sempre nos proporcionam bons lances com os cães.

No dia de hoje, não no milho mas nos pastos, destaco paragem da Inka sobre o que me parecia ser no máximo um par de codornizes mas acabaram por se levantarem do local 7 ou 8,  em voos desfasados, o que me proporcionou o doble do dia.

Fixei a queda das duas abatidas para efeitos de cobro e as restantes voaram para não se deixarem voltar a ver.

Boa percha no final.

Cães em enorme esforço a necessitarem constantemente de água.

Abraço amigo




quarta-feira, setembro 19, 2018

Coelhos na Caiada




















Caiada - Mértola
18-09-2018


Mal dormi na noite anterior.

Muita esperança depositada nesta caçada aos coelhos.

Na Caiada, esta Herdade porventura será uma das mais ricas do concelho de Mértola, digna de uma orografia invejável e apaixonante no que se refere à excelência para caça ao coelho e à perdiz.

Nesta terça-feira 18 de Setembro, logo após o nascer do sol, a temperatura voltou, quase de imediato, a ficar insuportável  para esta actividade, devido ao extremo calor que se fez sentir.

Ainda assim, e na medida do que a matilha de cães lá conseguiu aguentar e trabalhar estoicamente, capturámos 33 peças, com inúmeros e divertidos lances de toca, levanta, ladras, fugas e muito tiro.


Abraço amigo


Em tempo: enquanto perdurar este calor e secura, o feitor da Herdade deixou de fazer caçadas.






sábado, setembro 15, 2018

Boa jornada de codornizes
















15-09-2018
Serpa


Inacreditavelmente caíram em Serpa durante esta noite algumas (boas)  pingas de chuva.

Suficiente para limpar o pó e amolecer os  pastos altos, lugares de predilecção destas aves, que, assim, saíram, em maior número, dos milherais.

Suficiente para soltarmos os cães, fazermos alguns levantamentos, alguns bons ( belíssimos) tiros e atingirmos o cupo legal destas aves, em pouco mais de 3 horas.

Nesta caça, a influencia do tempo que se faz sentir é determinante.

Os bracos, à medida que vão caçando, torna-se notória a evolução da sua performance no campo, ao nível do seu trabalho, quer na descoberta,  quer nos cobros, por vezes altamente difíceis,  destas pequenas galináceas.

Seria bom, mesmo muito bom, cair mais umas chuvadas pelos próximos dias.

Um abraço amigo

Sérgio Vieira







sexta-feira, setembro 07, 2018

Jornada de codornizes















06-09-2018
Serpa 

Com o tempo fresco, temperaturas entre  os 21 e os 28 graus, e com a imprescindível ajuda da minha Inka, inseparável cadela braco alemão com quase 7 anos, que melhora a olhos vistos de ano para ano, desbravámos, palmo a palmo, esta herdade.

Os milhos continuam por colher, o que é uma (grande) dificuldade acrescida na obtenção de melhores resultados.

A percha, apesar de boa, foi muito suada.

Não fazendo ideia do efectivo de codornizes ali existente, admito uma considerável quantidade que ficará logo disponível quando as plantações de milho forem colhidas. Entretanto, é clara a tendência para se refugiarem naquelas plantações.

Há água, sorgo, pivots ainda a funcionar e mato para refúgio.

A chuva seria a cereja em cima do bolo.

Abraço amigo






domingo, fevereiro 04, 2018

Fecho das perdizes 2018




















Vidigueira
27-01-2018



Estando já combinada algumas semanas atrás, com os proprietários da Herdade, tínhamos esta caçada agendada para este dia, para fechar da melhor maneira a época da caça de salto à perdiz.

A habitual disponibilidade e simpatia dos donos da Herdade em receber, aliados à elevada qualidade das aves ali existentes, criou-nos expectativas altas, desta feita acompanhadas de alguma ansiedade,  , particularmente por também ser o último dia de caça.

8 armas capturaram 24 perdizes ao longo de uma extensa jornada das 09h00 às 16h00 ( de permeio o habitual taco no campo,  para retemperar forças nas pernas, escolhido a rigor e com bom gosto, quer nos belíssimos vinhos que nos oferecem quer nos respectivos acompanhamentos, bem quentinhos ).

É do conhecimento de todos nós, nós os que fazemos parte desta fantástica confraria dos caçadores que " um dia é da caça, outro dia é do caçador". Todos nós certamente saberemos este ditado.

Neste dia, fui uma vez mais feliz e coloquei toda a sorte do meu lado, do lado do caçador.

De entre todos os lances, que não irei detalhar, destacarei para sempre, na memória, um disparo a uma perdiz que nos escapava, voando sobre barragem ali existente. Tiro longo, asa partida e perdiz na água. Como as perdizes têm a particularidade de não saberem nadar seria, sempre, perdiz perdida atendendo à distancia a que caiu e à inexistência de vento suficientemente forte que a conseguisse empurrar para uma das margens.

Mas ainda não tinha baixado a Bereta após o tiro e já a inka, minha braco alemão projectava-se em salto acrobático para dentro de água ( devia estar pouco gelada devia ) e, a gemer, em nítido esforço de luta com aquelas águas geladas, a cadela nadou dezenas de metros até à ave, abocanhou-a e, de forma absoluta e irrepreensível, cobrou-a, trazendo-a na boca, viva. Dado o tempo despendido neste lance deu para tirar foto( acima) .

Um excelente almoço-ajantarado já com o sol a cair no horizonte, deu-se o dia por terminado.

Um bem haja a todos os que participaram e organizaram esta caçada de fecho e a esperança de muita saúde para todos,  para nos podermos por lá reunir de novo na próxima época.

Abraço amigo.








sexta-feira, janeiro 26, 2018

Aproveitando o mês de Janeiro.


1ª da manhã


Inka em ponto com codorniz. Blitz em patron.

Blitz parado sobre codorniz.

Inka parada sobre codorniz.




























21-01-2018
Dia de Perdizes
Salvada - Beja
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Num dia que amanheceu cinzento e com intenso nevoeiro, rumámos, como habitualmente, para Beja, para uma nova jornada às perdizes. Nesta altura, lebres e coelhos já descansam, dentro do calendário do defeso, cumprindo a sua função de  reprodução.

Ao propósito, logo pela manhã e ao iniciarmos a jornada, um par de lebres namoradeiras veio ter comigo, a trote, quando, desconfiadas ( mas já não atiradas ), ergueram-se ambas sobre as pernas traseiras, a 25/30 metros e observaram-me, demoradamente, como se a época de caça já tivesse terminado há muitos meses. Quase fiquei de boca aberta, perante tamanho desplante e a pensar que se decorresse ainda a época de caça seria muito pouco provável tal acontecer.

Depois do almoço, fomos com os cães a uma zona onde há sempre codornizes sedentárias e, de espingardas abertas, ali estivemos a dar algum treino à Inka e ao Blitz. As fotos acima foram de telemóvel e as melhores possíveis dentro do meu amadorismo fotográfico.

Antes do almoço tínhamos avistado, do carro, bem afastadas, um bando de 4 ou 5 perdizes que tranquilamente comiam longe, na orla de um olival. Logo ali combinámos que depois de comermos seria exactamente para aquela zona que iríamos caçar à perdiz.

Conseguimos, então,  o levante de algumas e, com a zona muito bem abordada da nossa parte, espalhámos 2 ou 3 bandos e, correndo-nos bem, com tiros sempre muito certeiros e ajuda dos cães no cobro, cobrámos meia dúzia de belíssimos exemplares.

Anoitecia quando guardámos as armas e recolhemos os cães ao carro, regressando a casa.

Cansaço espelhado no rosto mas satisfação de sobra na alma por um dia muito bem passado.

Abraço amigo.




terça-feira, janeiro 02, 2018

Último dia de caça geral


















30-12-2017
Quintos - Beja

Foto na antiga estação de comboios de Quintos. Linha férrea (não visível na foto) agora abandonada.

Das 08h00 às 17h00, belíssimo dia de caça à perdiz , coelho e lebre !

Último dia de caça da época e encerramento com chave de ouro.

Abraço amigo



Dia de coelhos



















29-12-2017
Quintos - Beja

4 coelhos e 2 perdizes.

Extraordinário e insuperável trabalho da Inka na caça ao coelho. O dia, muito fresco, também ajudou à festa e entre alguns tiros falhados e outros bem certeiros, a cadela lá me foi descobrindo, parando e levantando os "orelhudos" em terreno de pinhal com muito lenha seca cortada e muitas tocas para onde diversos se escapuliram.

Penso que jamais esquecerei este dia, sobretudo pela qualidade dos lances, nesta divertida caça ao coelho com cão de parar.

Para mim, foi Inka no seu expoente máximo.

Abraço amigo.





Final de Época



















Salvada
28-12-2017

Com enfoque muito especial em terrenos menos explorados, a jornada correu-me muito bem, direi mesmo,  irrepreensível.

Inka em grande destaque nas planuras, com toda a sua experiência ( na foto acima deu inclusive tempo para captar  paragem a lebre, guardar o telemóvel e finalizar o lance, com êxito ) .

Sem esta cadela exemplar, a completar brevemente 7 anos de idade e sempre ao meu lado, reconheço que nem de perto nem de longe conseguiria sequer um terço das perchas.

Insuperável no esforço que dedica na caça, a trabalhar só para mim, para o seu dono, atrevo-me a pensar que seriamos, talvez, uma dupla quase perfeita na caça de salto, não fora sempre alguns tiros falhados pelo seu dono.

Saldo no final : 2 perdizes, 2 lebres e 1 coelho.

Abraço amigo




terça-feira, dezembro 19, 2017

Perdizes na Serra do Mendro - Portel

















17-12-2017
Marmelar - Portel
Serra do Mendro


Planeada praticamente desde o inicio da época, este dia de caça na Serra do Mendro caracterizou-se essencialmente... pela vitória das perdizes!

Atacado o topo da serra logo nas primeiras horas da manhã, foi extremamente difícil de lá desalojar as vermelhudas pelo que não tivemos outra solução senão, cansados, mais tarde, descer  para o sopé da dita serra e continuar a caçada em terrenos mais acessíveis.

O belíssimo taco a meio da manhã, para retemperar forças, permitiu-nos continuar a caçar em linha até perto das 15 horas.

No final, 9 espingardas e 26 perdizes e uma lebre abatidas.

Abraço amigo.

Dia de Coelhos


















15-12-2017
Quintos - Beja

Caça em solitário.

Depois de 1 ou 2 dias de chuvas mais intensas, a jornada de caça foi frutuosa.

Cupo final de 6 coelhos e 2 perdizes .

A Inka,  como habitualmente, a não surpreender , a parar e desalojar 4 dos 6 coelhos cobrados.

A percha poderia até ter sido mais alargada, não fora 3 ou 4 disparos falhados.

Abraço amigo





domingo, dezembro 10, 2017

Haja alegria.



















08-12-017


Dia bem passado.

Haja alegria e boa disposição.

Agora que acabou a época das codornizes há que fazer alguns "golpes de  mão" em cantos ainda pouco explorados.

Desta feita,  caçada feita em zona de pinhal, com matos, pinheiros cortados e tombados e pastos altos.

Os cães de parar, bracos, estiveram em grande plano no contributo da descoberta e cobro das peças , com especial relevo para o "café".

Abraço amigo.




quarta-feira, dezembro 06, 2017

Codornizes - Fim de época















02-12-2017


Jornada de caça em Beja que rendeu ainda algumas peças.

Finalizámos no dia 30 a época das codornizes e sobrou divertimento: muita emoção, muitos tiros, paragens por simpatia com 3 bracos em simultâneo e, na soma das partes envolvidas, cupos atingidos.

As lebres e os coelhos deram um jeito e um trio de perdizes enriqueceu a percha.

No dia 02 abrimos aos tordos na Adiça mas as portas que nos calharam em sorte não foram as melhores embora tenha conhecimento de diversas espingardas a atingirem o limite estabelecido por lei. A ver vamos, em próximas visitas.

Abraço amigo.



quinta-feira, novembro 23, 2017

Continua o tempo seco.















19-11-2017
Vidigueira e Salvada

Impressionantes as temperaturas que se têm feito sentir este ano, particularmente já neste mês de Novembro, que mais parece verão.

Foi uma jornada mista, de perdiz de salto e codornizes.

Estas últimas ainda vão aparecendo e permitem belíssimos lances com os cães.

Coloquei 3 fotos propositadamente para evidenciar:

a) na foto com os bracos é possível observar-se o fumo de queima dos restolhos, prática esta habitual nalgumas zonas do alentejo, mas nunca nesta altura do ano, em 19 de Novembro. Aquelas terras estão tão secas, que o que é usual fazer-se durante Setembro, continua a fazer-se em meados de Novembro. Não me lembro sequer na minha vida de tal ter acontecido.

b) fotos do taco a meio da caça às perdizes. Habitual fazer-se um taco a meio da jornada para retemperar forças e seguir caminho até ao final da caçada. Nos recipientes de cortiça podem ver-se pedras de gelo para refrigerar as bebidas. Ensopados de suor com o calor que temos enfrentado, são bebidas frescas, abençoadas. Em novembro, habitualmente, mais a condizer, costumo beber no taco uma taça de vinho tinto que aquece bem mais a alma.. Aqui bebeu-se do branco e gelado, percebem? - é no verão que se bebe desta maneira e não em Novembro às portas do inverno.

Enquanto escrevo, lá fora,  chove abençoada e copiosamente, mas aparentemente não resolverá, para já de imediato, a seca que Portugal atravessa.

Para mais tarde recordar.

Um abraço amigo.



domingo, novembro 12, 2017

Boa jornada de caça

Os meus terrenos de caça
Os meus terrenos de caça





























Quintos
Beja


Embora não tenha andado propriamente em zonas de perdizes, a jornada de caça deste dia correu-me bem, muito bem.

Quando me sinto realizado com um dia  de caça, o volume da percha não é, definitivamente, mesmo o mais relevante.

Desfrutar os mínimos detalhes de um dia nos campos alentejanos, com os meus 2 auxiliares bracos alemães.

Descobrir a caça , apreciar mas também avaliar com rigor o trabalho dos cães,  no encalço, na descoberta e paragem das peças, sentir a adrenalina a invadir-nos o corpo perante o levante da ave, do coelho a serpentear ou da lebre em fuga , quer seja com ou sem paragem, o tiro certeiro,  o cobro irrepreensível,  são mais do que motivos  suficientes para nos sentirmos  satisfeitos e felizes.

Para isso é sempre necessário uma dose elevada da nossa capacidade em acreditar, e a desistência ou o desânimo não podem, de forma alguma, fazer sequer parte integrante do nosso vocabulário cinegético.

Há uma hora ou mais que não descobres uma peça de caça a tiro? O porfiar vai sempre dar-te a oportunidade de a caça aparecer. Podes não ter sucesso e cobrá-la, mas a dinâmica do dia mede-se sempre pelo número de tiros dados e não pelo número de peças cobradas.

Encontra-te com os teus cães nos lances de sacrifício que eles generosamente te oferecem, afaga-os, tenta fazer com que eles pensem que tu és o seu líder e herói.

No fim da jornada, já com o sol a cair no horizonte o sentimento de prazer e, porque não, alguma nostalgia por "aquilo" já estar a acabar, deves também partilhar esse momento com o teu companheiro de 4 patas.

Não te limites a atirá-lo para dentro do reboque e ires embora. É falta de respeito.

Senta-te, chama-o e faz com que se deite junto de ti,põe-lhe o braço por cima e vê a noite inundar os campos à tua volta.

Depois sim, respeitosamente  mete-o dentro da viatura, regressa a casa, trata primeiro logo dele, alimenta-o bem, arruma a tua bagagem, toma um bom banho quente, janta e adormece então a pensar nos melhores lances do dia.

Desta vez correu bem.




terça-feira, novembro 07, 2017

Não fora....






Salvada
Beja

Não fora as copiosas chuvadas ( 11 litros/m2 em Beja) que caíram nos 2 dias anteriores e, seguramente, teríamos mais do que este ano temos vindo a ter.

Mas não. Embora ainda timidamente, S. Pedro olhou para terras de Portugal e despejou-nos alguns baldes das suas ricas reservas.

As terras chegaram a encharcar, tornaram-se mais húmidas, alguns veios de água voltaram a correr de forma cristalina nos barrancos e a caça, milagrosamente, parece que nasce do chão.

Aparentemente, segundo os entendidos, será "chuva de pouca dura" mas foi um enorme prazer assistir ao magnífico espectáculo da chuva a cair nos belos campos de Beja.

A nossa percha foi, assim,  enriquecida de forma diversa com perdizes, patos, lebres,coelhos e codornizes.

Abraço amigo







sábado, outubro 21, 2017

Tempo mais fresco



















19-10-2017
Beja


Num dia que considero belíssimo para a prática deste desporto, bem fresco ( 21 graus de média ), e não querendo desperdiçar as benditas chuvas que caíram na véspera após tão prolongada e angustiante seca de muitos meses, decidimos dar uma saltada a meio da semana,  a Beja, para uma caçada mais longa e séria, desta vez  às perdizes.

Às 05h15 da manhã encontrava-me em Lisboa com o amigo e companheiro PL.

Transferida a bagagem e cães para a viatura da caça, de conversa pelo caminho rapidamente estávamos a entrar na área de serviço de Grândola, onde 2 cafés bem quentes e cheios e uma pinhoada para cada um, especialidade ali da zona, aqueciam e confortavam o estômago.

Já na zona de caça, com estratégia pré-definida no carro, optámos por entrar ali numas franjas semi-lavradas das terras do MO com o objectivo de ir em acto de caça quase até à Corte Condessa e voltar. Volta bem grande, ambiciosa, mas, no nosso entender, não impossível de fazer antes do taco.

Enganámo-nos. Nem perto da Corte Condessa chegámos. Teria de ficar para uma próxima. Nesta volta ainda encontrámos 4  bandos delas. Levantadas e uns tiros de longe, assustam-se, separam-se todas, e permite-nos caçar e usar melhor os cães. Tanto mais que conseguimos empurrar diversas para dentro de um extenso projecto de pinheiros com pastos. Outras escaparam para terras lavradas onde já não nos atrevemos a entrar.

No regresso ao taco contávamos 4 aves cobradas. Ainda levantámos, já perto do carro, uma excelente bandada que fugiu para lá da barragem, para os lados do Monte do Cerro, mas as pernas já nos diziam para seguirmos para o taco e deixarmos para a próxima visita. Belas perdizes, bando de guizo que por ali criou e bem.

Abrimos a merendeira e apreciámos uns pães bem cozidos, na véspera, recheados com chouriço, e uns folhados estaladiços de salsicha, muito bem acompanhados com um tinto de Portalegre. Delícia !

Ainda antes do almoço, fomos para uns pastos já conhecidos das codornizes e onde esperámos encontrar já uma ou outra lebre que, com as chuvas, tenham saído dos olivais e para ali se tenham deitado nas chapadas viradas ao sol. Bem pensado bem feito e o meu amigo PL ali fez o gosto ao dedo com umas africanas e tombando uma lebre, com chumbo 9, saída aos pés.

Ao almoço um ligeiro e mero petisco na Salvada, linguiça assada em álcool, azeitonas do ano partidas e temperadas e umas cervejas geladinhas.

Antes do regresso a Lisboa fomos a umas planícies onde esperávamos também encontrar umas lebres e umas codornizes e um ou outro coelhote.

Soltei o "Nice" mas o cachorro, emperrado desde manhã, cedo desatou em galope desenfreado até quase estourar e só serviu, afinal,  de espanador, levantando 3 ou 4 codornizes completamente fora de tiro. Resolvi, assim, mudar de montada e coloquei a "INKA" de novo ao serviço.

E escrevo o nome desta cadela, na foto, com maiúsculas, pois o show de caça que me ofereceu de seguida às codornizes foi simplesmente de não esquecer jamais. Dos pastos muito altos que por ali proliferam, extasiei-me desde paragens a pares e trios de codornizes, a entradas nos pastos entrando aos rastos e expulsando as aves daqueles temíveis emaranhados, cobrou todas as aves abatidas, algumas nem conseguia ver onde caíram, e fechei com a chave de ouro.

No final do dia de caça, embora não tivesse tido a oportunidade de  fotografar o tableau final de caça, dado o tardio da hora e a necessidade do regresso, foram, para 2 espingardas, 13 codornizes, 5 perdizes, 1 lebre e uns 30 ou 40 tiros dados ao longo da jornada.

Abraço amigo.


quarta-feira, outubro 18, 2017

Adeus ao escaldante verão de 2017


















14-10-2017
Salvada - Beja

No que pensamos ter sido o último dia do ano com  temperaturas a rondar os 35 graus, rumámos uma vez mais a sul, para os terrenos da Salvada, para uma caçada à geral.

Por um lado tínhamos consciência que teríamos mais um dia de calor tórrido, e esperava-se dificuldades em tudo o que teria a ver com caçar. Contudo, o optimismo e satisfação devem sempre sobrepor-se nestas coisas e haveria que também celebrar o adeus ao verão quente de 2017.

O "taco" a meio da manhã nunca falta e aproveita-se para retemperar forças e estômago, de preferência à sombra e perto da água.

As lebres continuam muito escondidas no interior dos cada vez mais extensos olivais intensivos e há que aguardar por chuva e arrefecimento acentuado das temperaturas para vê-las com mais abundância deitadas nas grandes planícies.

Deixámos as zonas das perdizes no descanso e fomos, ainda, insistir na procura das codornizes, em algumas linhas de água. Ambos a estrear este ano cachorros com 7 e 11 meses, nada melhor como entrosá-los com as nossas amigas de África, para treino específico.

Entre bastantes tiros, diversas alegrias e algumas desilusões em certos lances de caça, ficámos com um espólio de 14 codornizes, 2 perdizes, 4 coelhos, uma lebre e um pato.

Esperemos agora pelas previstas chuvas e pela desejada descida das temperaturas.

Um abraço amigo




segunda-feira, outubro 09, 2017

Em Beja, com mais calor.


















06-10-2017
Salvada- Beja


Depois de, na véspera, termos feito a abertura das perdizes em Marmelar, decidimos descer uns quilómetros mais a sul e enfrentarmos de novo o calor Bejense.

Nas 2 ou 3 horas que ainda conseguimos algum aproveitamento para caçar, Santo Huberto esteve connosco e ofereceu-nos belos lances de caça, com as codornizes e os nossos cães como protagonistas.

Como já estamos na geral, uma vermelhuda de 2 esporões e uma lebrota do ano, cobrados pelo meu estimado amigo PL,  acompanharam a caçada.

A percha poderia ter sido bem melhor, bem mais farta, mas o calor não nos larga da mão. De referir que, à tardinha, poucos minutos antes do pôr-do-sol,  as temperaturas têm por regra vindo a rondar entre os 27 e os 29 graus, sem brisa ou vento, o que, como podem imaginar,  não nos permite grandes veleidades. Uma voltinha de mais ou menos 30 minutos antes do sol se por no horizonte e temos o dia feito.

Vale-nos, de permeio, naquelas horas impossíveis de se caçar o que quer que seja, sentarmo-nos tranquilamente e bebermos o belíssimo branco que é feito na Vidigueira, bem geladinho. Completar com uns suculentos secretos grelhados no ponto, com salada de tomate bem maduro ( alentejano, claro) bem temperada e servida à parte com oregãos, ali no café do mercado, no Toi.


Um abraço amigo.






domingo, outubro 08, 2017

Abertura às perdizes na Vidigueira
















Marmelar - Vidigueira, 05-10-2017

7 amigos, 7 espingardas decidiram este ano fazer a tão ambicionada, esperada,  abertura às perdizes , desta feita na zona de Marmelar - Vidigueira.

Um bom punhado de lebres foram avistadas mas o proprietário deixou, a quem o pretendesse, cobrar somente uma ou duas. De preferência, agradecia ele, numa atitude bem avisada,  que o informássemos, mais em jeito de censo, do número de lebres avistadas durante a caçada.

Ora, problemas com lebres nesta zona de caça, posso garantir seguramente que não terá ele, atendendo à generosa contagem que fizemos, de animais levantados e vistos até ao final. Por aqui, por esta vertente, muitos parabéns.

As perdizes, também em número que já satisfaria os caçadores de perdiz exigentes, o que se caçou neste dia, digo-o sinceramente, foi o possível, atendendo ao tremendo calor que se tem feito sentir em Portugal e, particular  e especificamente, por terras deste formidável Alentejo, que, nestes dias  ainda se veste de amarelo torrado dos restolhos e de castanho das terras já lavradas.

De seguida,  talvez mais cedo do que o habitual nestas jornadas, um excelente almoço,  com preferência a recair sobre as castas de brancos bem frios da região, vitela estufada no barro e carne de porco frita. De sobremesa dióspiros arrefecidos no frigorífico ou tarte de maçã, conforme a preferência.

Ficou-nos a promessa de, após as primeiras chuvas e redução das temperaturas, montarmos uma linha e ladearmos aquela (linda de se ver)  serra que por ali se atravessa, à procura dos exemplares com 3 esporões (!) o que é impossível de se fazer ainda, com estas temperaturas.

Abraço amigo.