segunda-feira, outubro 22, 2018
Uma mãozinha às codornizes
Serpa, 17-10-2018
Em dia de experimentação de nova marca de cartuchos, que acabei por preterir e optar pelos meus favoritos, B&Pellagri 30 gr Ch. 9, a percha como se vê foi generosa, mas todos sabemos que, neste tipo de caça, ficamos a dever os resultados na íntegra aos nossos companheiros de 4 patas, sem os quais não seria possível fotos destas.
A minha homenagem aos bons cães de parar, que tudo dão para agradar aos seus donos.
Abraço amigo
segunda-feira, outubro 15, 2018
Caça em Mértola - Dia 2
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| Peças capturadas por 2 espingardas. |
Moreanes
Monte do Guizo
Mértola
14-10-2018
Com as chuvas intensas que se sentiram durante a noite, nesta jornada as expectativas estavam ainda mais elevadas quando em comparação com o dia anterior.
Nada de mais errado.
Não consigo explicar o porquê.
Embora se tenha caçado noutra zona da herdade, certo é que também se viu bastante caça, mas, das três uma, ou as pontarias estavam mais desafinadas face ao esforço do dia anterior, ou as noites mais mal dormidas, ou a caça estava bastante mais áspera . Talvez as trovoadas tenham tido influência no "fenómeno".
Os resultados finais, de que não tenho foto, foram cerca de metade dos da véspera.
Realço, no entanto, em lance particular, e com êxito, belíssima paragem em ângulo recto da minha cadela Inka, a lebre acamada junto a um muro em ruínas que ali a protegia dos ventos fortes e frios que sopravam de noroeste. O sol incidia-lhe em cima, certamente aquecendo-a, e consegui quase tranquilamente observar e ver a lebre "amagada", com os olhos ambos bem abertos, orelhas sobre o dorso, certamente a fitar a cadela ( segundo dizem os entendidos, nestes casos elas olham é para os cães e não para o caçador).
Realço, ainda, tiro frontal com êxito a perdiz macho fugida da linha ( eu estava a fazer ponta de enrolo na direita) embalada por trás com o vento forte e a 20/30 metros de altura.
Finalmente, numa ribeira coberta de juncos, oculto mas à minha frente, o arranque brutal de um "barrasco" de (certamente) mais de 100 Kg. Tive-lhe a cabeça a menos de 10 metros dos canos da Beretta mas, dado que desconhecia se podia atirar, o enorme bicho fugiu, pujante e demolidor. Só depois dos gritos de um dos mochileiros é que me apercebi que tinha mesmo é que atirar. Dois tiros ainda, mas...nada feito. O desânimo estava estampado no rosto do gestor de caça, dado que aparentemente é bicho que tem dado por ali muita luta para ser apanhado e não deixa.
Após reconfortante almoço, arrumámos a bagagem no carro e feitas as despedidas, voltámos a Lisboa, deixando o Monte já com as saudades e nostalgia próprias de 2 dias muito, muito bem passados.
Abraço amigo
Caça em Mértola - dia 1
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| A meio da manhã. |
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| Resultado de 2 espingardas, no final . |
Moreanes
Mértola
13-10-2018
Com nova janela de oportunidade aberta pelo Gestor de caça desta Herdade, para caçar neste fim de semana, saímos de Lisboa por volta das 17h00 e rumámos para sul, na véspera, para ali dormir e integrar um grupo que caçaria nos dois dias seguintes.
Na que já consideramos talvez uma das melhores reservas de caça deste concelho no que à qualidade da caça respeita, escusado será referir que os níveis de satisfação e, porque não? - alguma ansiedade, nos invadiam na viagem de ida, e ambas eram bem substantivas.
Paragem habitual em Mértola, confortados os estômagos com um saborosíssimo ensopado de borrego, um tinto, desta feita do Douro, rematámos com o habitual doce de ovos e frutos secos, o torrão real, e seguimos caminho.
Às 07h00 da manhã seguinte, dia da caçada, os caçadores iam-se juntando, a pouco e pouco, cumprimentando-se entre si, antes do lauto pequeno almoço preparado pela organização para a longa manhã de caça que nos esperava. Os reconfortantes e quentes ovos mexidos, as compotas e mel puro, pão e queijos frescos na mesa, enchidos e outras iguarias, e um expresso bem forte no final servem e cumprem perfeitamente para o efeito pretendido, dar força às pernas.
Já no local do inicio da caçada, após cartucheiras cheias e espingardas montadas, um espesso manto de nevoeiro impedia-nos de começar pelo que ai estivemos à conversa até surgirem as condições mínimas para iniciar a jornada com segurança.
Sem entrar em grandes pormenores de lances individuais com a minha cadela braco, prefiro destacar a parte organizacional da caçada. Com pontas de enrolo bem posicionadas, também a matar caça, e com eficácia, a linha de caçadores bem articulada com a ajuda de 3 colaboradores da herdade a comunicarem entre si com intercomunicadores, as perdizes eram obrigadas depois de um ou dois longos voos, a levantes e a cruzarem as diversas posições com belos tiros de passagem, muitos a alturas consideráveis.
Também as lebres já começam a aparecer com mais frequência e, quer de levante, quer de fuga cruzada à frente da linha, sempre foram dando algumas boas oportunidades de tiro e cobro pelos cães.
Neste dia, pareceu-me irrepreensível a condução da linha e, tirando um ou outro pormenor de somenos importância, os resultados finais, de que não tenho foto, foram muito interessantes.
Ao almoço, para além das entradas, umas macias bochechas de porco com arroz, batata frita e salada, acompanhadas com vinhos maduros da zona de Mértola, tudo contribuiu para uma sã e divertida convivência.
Durante parte da tarde, alguns mais fervorosos ainda foram pescar alguns (bons) achigãs aos açudes, na modalidade de pescar e soltar de novo, enquanto que outros dedicaram-se à espera dos patos que, nesta fase, sabidos, já dão muito poucas hipóteses.
O vento sul que se fazia sentir, cada vez mais forte, antecipava trovoadas acompanhadas de chuva durante a noite, pelo que as expectativas para o dia seguinte eram igualmente elevadas.
Abraço amigo.
terça-feira, outubro 02, 2018
Abertura às perdizes 2018

Moreanes
Mértola
01-10-2018
Na antevéspera recebi inesperado telefonema do proprietário desta Herdade, convidando-me para participar na inauguração da abertura da caça geral à perdiz, que haviam antecipado.
Apesar das temperaturas que se previam para este dia, iam mesmo arriscar a jornada às perdizes.
Perguntei se podia levar um amigo e companheiro de caça habitual o que, gentilmente, me foi de imediato concedido.
Viajámos,assim, de véspera, e fomos pernoitar ao Monte da Herdade. Pelo caminho, parámos no "Brasileiro", em Mértola, e deliciámo-nos com uma omelete de farinheira e, para contrabalançar, uma leve açordinha de bacalhau, ambas acompanhadas com um branco gelado da região, da marca "Balanches" . No final, e para rematar, não poderia faltar o "torrão real", fresco doce conventual de ovos e amêndoa, especialidade daquela casa
À noite, pelas 11 horas, já deitado na cama do Monte, muitas perdizes e lebres passaram-me pela cabeça. Adormecer foi, como tal, tudo menos tarefa fácil. Finalmente, lá consegui adormecer, acordando com a ajuda do despertador do tm às 06 horas da manhã.
Toca de me trajar a rigor para o dia e, às 06h30, fomos-nos todos encontrando e cumprimentando e juntando à mesa. Ovos mexidos quentinhos a chegarem à mesa, pão fresco, queijo fresco de cabra, compotas diversas, finas fatias de bons enchidos alentejanos, leite, café, entre outros, recompuseram o estômago para a dura tarefa que tínhamos pela frente .
No caminho para o ponto de partida, já aperrados com armas e cães em cima dos veículos 4x4 , avistámos 2 ou 3 bandos de perdizes, correndo nervosamente, como que adivinhando algo de anormal ( a caça quer aceitemos ou não esta teoria, pressente estas coisas) afastando-se rapidamente das viaturas.
Ultimados os preparativos, montadas as armas e penduradas as cartucheiras, devidamente municiadas, com algum nervoso miudinho à mistura e habitual nestas andanças, soltámos os perdigueiros e, à ordem do diretor da linha encetámos a jornada.
Do meu lado esquerdo, o cão do PL, o Sado, marrava-se logo ali num pequeno barranco com um belo par de lebres. Levantadas, uma saiu ao caminho e, tiro certeiro, derrubada e bem cobrada.
A Inka, a minha cadela, também não deixava os seus créditos por mãos alheias e desalojava uma outra orelhuda duns carrascos e ao segundo tiro seguro-a. Também bem cobrada veio trazer-ma, doce, às mãos.
As perdizes ainda com o fresco da manhã, não "davam orelha" e iam escapando,longas, na frente da linha, independentemente de um ou outro tiro mais largo.
Quem estava em portas, cirurgicamente colocadas, lá fazia o gosto ao dedo, primeiro que os confrades da linha de salto.
O sol levantava e, logo implacável ( chegámos aos 33 graus de temperatura) secava já tudo à sua volta, o que restava de algum orvalho da noite e os pastos e restolhos já quase que queimavam. As lebres, nestas condições, não se deixavam ficar e levantavam-se, longe, por vezes com os cães no seu encalço, em grandes correrias, não dando tiro. Avistámos diversas, muito fora de tiro.
Se por um lado era mau para "o pelo" , por outro tinha o seu aspecto positivo para "a pena", dado que as jovens perdizes do ano, assustadas com os tiros, tresmalhavam e uma ou outra iam ficando em pânico, amagadas nos pastos e proporcionando boas arrancadas, bons tiros e bons cobros.
Da minha parte, comecei menos bem e falhei 3 ou 4, ou de levante ou de passagem, mesmo daquelas que, não obstante a velocidade, se certeiras, cairiam. Esta perdiz, nesta herdade, não deixa brincar, e os voos, rápidos, mesmo com calor, dificultam o tiro.
Com a minha primeira pendurada, abati ainda uma segunda, sempre com a ajuda da cadela no cobro.
Foi quando, já a meio da manhã, com um calor abrasador por cima, Santo Huberto dediciu conceder-me a oportunidade do dia.
Numa baixa, por onde ainda circulava uma leve brisa, arrancam 2 ou 3 perdizes, aponto a sobrepostos Beretta, derrubo uma, derrubo a segunda. Doble. Belo. A Inka vai rápida ao cobro mas, na corrida, levanta-se-lhe uma lebre para trás, pela encosta acima. Irresistível, a cadela não deixa de ir a correr atrás dela. Entretanto, outra perdiz salta da esquerda para a direita e, atrapalhado, tento meter mais 2 cartuchos na arma. Arranca ainda uma outra lebre desta feita pela encosta abaixo. Os nervos apoderam-se de mim em ver só ali tanta caça a fugir. Outra perdiz vem fugida da linha e passa por cima de mim a 100 à hora de asas abertas.
Com o coração a bater apressadamente, acabo por pendurar somente as 2 perdizes e seguir, (in)conformado. Só ali podia ter pendurado mais 2 lebres e uma perdiz, para além das 2 que já havia cobrado.
Entre muitos tiros e muitas peças a fugir ao longe, a manhã foi chegando, rápida, ao seu final.
Nos rostos dos caçadores espelhava-se acesa alegria pela caçada havida. Na linha, constatei existirem excelentes atiradores, mesmo muito batidos neste tiro à perdiz, o que, com um dia escaldante como este, também ajudou aos números finais.
Alguns açudes com água sempre deram uma belíssima ajuda aos cães que, estafados e língua quase toda de fora, deitavam-se, a arrefecer, dentro de água, seguindo a caçar.
Já no monte, as fotos finais com o quadro de caça, 34 perdizes, 4 lebres, um coelho e 4 patos.
Ao almoço, presenteados com umas belas febras de porco preto grelhadas com migas alentejanas, estaladiças, no ponto, com o belo vinho tinto das Bombeiras produzido duma vinha cercana, com cerca de 17 ou 18 hectares, nas margens do Guadiana que produz sempre bons néctares .
Feitas as despedidas a meio da tarde, pusemo-nos ao caminho para Lisboa ( e outros para o Porto), com a satisfação e a paz de alma de mais um dia de abertura muito bem passado.
Cá atrás, na carrinha, os cães dormiam nos sonos dos Deuses, estafados pela manhã de caça que muito puxou por eles.
Abraço amigo
sábado, setembro 29, 2018
Quem porfia....
29-09-2018
Serpa
O horrível calor que persiste em não nos deixar por vezes leva-nos a a pôr em causa o resultado e a vontade de efectuar algumas caçadas.
Recordo, no entanto, a frase de um amigo, " o dia faz-se é à porta do patrão", e continuo a não me deixar desanimar por este tipo de obstáculos.
Com os milhos em fase de colheita, aproveitam-se algumas aves desalojadas que sempre nos proporcionam bons lances com os cães.
No dia de hoje, não no milho mas nos pastos, destaco paragem da Inka sobre o que me parecia ser no máximo um par de codornizes mas acabaram por se levantarem do local 7 ou 8, em voos desfasados, o que me proporcionou o doble do dia.
Fixei a queda das duas abatidas para efeitos de cobro e as restantes voaram para não se deixarem voltar a ver.
Boa percha no final.
Cães em enorme esforço a necessitarem constantemente de água.
Abraço amigo
quarta-feira, setembro 19, 2018
Coelhos na Caiada
Caiada - Mértola
18-09-2018
Mal dormi na noite anterior.
Muita esperança depositada nesta caçada aos coelhos.
Na Caiada, esta Herdade porventura será uma das mais ricas do concelho de Mértola, digna de uma orografia invejável e apaixonante no que se refere à excelência para caça ao coelho e à perdiz.
Nesta terça-feira 18 de Setembro, logo após o nascer do sol, a temperatura voltou, quase de imediato, a ficar insuportável para esta actividade, devido ao extremo calor que se fez sentir.
Ainda assim, e na medida do que a matilha de cães lá conseguiu aguentar e trabalhar estoicamente, capturámos 33 peças, com inúmeros e divertidos lances de toca, levanta, ladras, fugas e muito tiro.
Abraço amigo
Em tempo: enquanto perdurar este calor e secura, o feitor da Herdade deixou de fazer caçadas.
sábado, setembro 15, 2018
Boa jornada de codornizes
15-09-2018
Serpa
Inacreditavelmente caíram em Serpa durante esta noite algumas (boas) pingas de chuva.
Suficiente para limpar o pó e amolecer os pastos altos, lugares de predilecção destas aves, que, assim, saíram, em maior número, dos milherais.
Suficiente para soltarmos os cães, fazermos alguns levantamentos, alguns bons ( belíssimos) tiros e atingirmos o cupo legal destas aves, em pouco mais de 3 horas.
Nesta caça, a influencia do tempo que se faz sentir é determinante.
Os bracos, à medida que vão caçando, torna-se notória a evolução da sua performance no campo, ao nível do seu trabalho, quer na descoberta, quer nos cobros, por vezes altamente difíceis, destas pequenas galináceas.
Seria bom, mesmo muito bom, cair mais umas chuvadas pelos próximos dias.
Um abraço amigo
Sérgio Vieira
sexta-feira, setembro 07, 2018
Jornada de codornizes
06-09-2018
Serpa
Com o tempo fresco, temperaturas entre os 21 e os 28 graus, e com a imprescindível ajuda da minha Inka, inseparável cadela braco alemão com quase 7 anos, que melhora a olhos vistos de ano para ano, desbravámos, palmo a palmo, esta herdade.
Os milhos continuam por colher, o que é uma (grande) dificuldade acrescida na obtenção de melhores resultados.
A percha, apesar de boa, foi muito suada.
Não fazendo ideia do efectivo de codornizes ali existente, admito uma considerável quantidade que ficará logo disponível quando as plantações de milho forem colhidas. Entretanto, é clara a tendência para se refugiarem naquelas plantações.
Há água, sorgo, pivots ainda a funcionar e mato para refúgio.
A chuva seria a cereja em cima do bolo.
Abraço amigo
domingo, fevereiro 04, 2018
Fecho das perdizes 2018
Vidigueira
27-01-2018
Estando já combinada algumas semanas atrás, com os proprietários da Herdade, tínhamos esta caçada agendada para este dia, para fechar da melhor maneira a época da caça de salto à perdiz.
A habitual disponibilidade e simpatia dos donos da Herdade em receber, aliados à elevada qualidade das aves ali existentes, criou-nos expectativas altas, desta feita acompanhadas de alguma ansiedade, , particularmente por também ser o último dia de caça.
8 armas capturaram 24 perdizes ao longo de uma extensa jornada das 09h00 às 16h00 ( de permeio o habitual taco no campo, para retemperar forças nas pernas, escolhido a rigor e com bom gosto, quer nos belíssimos vinhos que nos oferecem quer nos respectivos acompanhamentos, bem quentinhos ).
É do conhecimento de todos nós, nós os que fazemos parte desta fantástica confraria dos caçadores que " um dia é da caça, outro dia é do caçador". Todos nós certamente saberemos este ditado.
Neste dia, fui uma vez mais feliz e coloquei toda a sorte do meu lado, do lado do caçador.
De entre todos os lances, que não irei detalhar, destacarei para sempre, na memória, um disparo a uma perdiz que nos escapava, voando sobre barragem ali existente. Tiro longo, asa partida e perdiz na água. Como as perdizes têm a particularidade de não saberem nadar seria, sempre, perdiz perdida atendendo à distancia a que caiu e à inexistência de vento suficientemente forte que a conseguisse empurrar para uma das margens.
Mas ainda não tinha baixado a Bereta após o tiro e já a inka, minha braco alemão projectava-se em salto acrobático para dentro de água ( devia estar pouco gelada devia ) e, a gemer, em nítido esforço de luta com aquelas águas geladas, a cadela nadou dezenas de metros até à ave, abocanhou-a e, de forma absoluta e irrepreensível, cobrou-a, trazendo-a na boca, viva. Dado o tempo despendido neste lance deu para tirar foto( acima) .
Um excelente almoço-ajantarado já com o sol a cair no horizonte, deu-se o dia por terminado.
Um bem haja a todos os que participaram e organizaram esta caçada de fecho e a esperança de muita saúde para todos, para nos podermos por lá reunir de novo na próxima época.
Abraço amigo.
sexta-feira, janeiro 26, 2018
Aproveitando o mês de Janeiro.
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| 1ª da manhã |
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| Inka em ponto com codorniz. Blitz em patron. |
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| Blitz parado sobre codorniz. |
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| Inka parada sobre codorniz. |
21-01-2018
Dia de Perdizes
Salvada - Beja
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Num dia que amanheceu cinzento e com intenso nevoeiro, rumámos, como habitualmente, para Beja, para uma nova jornada às perdizes. Nesta altura, lebres e coelhos já descansam, dentro do calendário do defeso, cumprindo a sua função de reprodução.
Ao propósito, logo pela manhã e ao iniciarmos a jornada, um par de lebres namoradeiras veio ter comigo, a trote, quando, desconfiadas ( mas já não atiradas ), ergueram-se ambas sobre as pernas traseiras, a 25/30 metros e observaram-me, demoradamente, como se a época de caça já tivesse terminado há muitos meses. Quase fiquei de boca aberta, perante tamanho desplante e a pensar que se decorresse ainda a época de caça seria muito pouco provável tal acontecer.
Depois do almoço, fomos com os cães a uma zona onde há sempre codornizes sedentárias e, de espingardas abertas, ali estivemos a dar algum treino à Inka e ao Blitz. As fotos acima foram de telemóvel e as melhores possíveis dentro do meu amadorismo fotográfico.
Antes do almoço tínhamos avistado, do carro, bem afastadas, um bando de 4 ou 5 perdizes que tranquilamente comiam longe, na orla de um olival. Logo ali combinámos que depois de comermos seria exactamente para aquela zona que iríamos caçar à perdiz.
Conseguimos, então, o levante de algumas e, com a zona muito bem abordada da nossa parte, espalhámos 2 ou 3 bandos e, correndo-nos bem, com tiros sempre muito certeiros e ajuda dos cães no cobro, cobrámos meia dúzia de belíssimos exemplares.
Anoitecia quando guardámos as armas e recolhemos os cães ao carro, regressando a casa.
Cansaço espelhado no rosto mas satisfação de sobra na alma por um dia muito bem passado.
Abraço amigo.
terça-feira, janeiro 02, 2018
Último dia de caça geral
30-12-2017
Quintos - Beja
Foto na antiga estação de comboios de Quintos. Linha férrea (não visível na foto) agora abandonada.
Das 08h00 às 17h00, belíssimo dia de caça à perdiz , coelho e lebre !
Último dia de caça da época e encerramento com chave de ouro.
Abraço amigo
Dia de coelhos
29-12-2017
Quintos - Beja
4 coelhos e 2 perdizes.
Extraordinário e insuperável trabalho da Inka na caça ao coelho. O dia, muito fresco, também ajudou à festa e entre alguns tiros falhados e outros bem certeiros, a cadela lá me foi descobrindo, parando e levantando os "orelhudos" em terreno de pinhal com muito lenha seca cortada e muitas tocas para onde diversos se escapuliram.
Penso que jamais esquecerei este dia, sobretudo pela qualidade dos lances, nesta divertida caça ao coelho com cão de parar.
Para mim, foi Inka no seu expoente máximo.
Abraço amigo.
Final de Época
Salvada
28-12-2017
Com enfoque muito especial em terrenos menos explorados, a jornada correu-me muito bem, direi mesmo, irrepreensível.
Inka em grande destaque nas planuras, com toda a sua experiência ( na foto acima deu inclusive tempo para captar paragem a lebre, guardar o telemóvel e finalizar o lance, com êxito ) .
Sem esta cadela exemplar, a completar brevemente 7 anos de idade e sempre ao meu lado, reconheço que nem de perto nem de longe conseguiria sequer um terço das perchas.
Insuperável no esforço que dedica na caça, a trabalhar só para mim, para o seu dono, atrevo-me a pensar que seriamos, talvez, uma dupla quase perfeita na caça de salto, não fora sempre alguns tiros falhados pelo seu dono.
Saldo no final : 2 perdizes, 2 lebres e 1 coelho.
Abraço amigo
terça-feira, dezembro 19, 2017
Perdizes na Serra do Mendro - Portel
17-12-2017
Marmelar - Portel
Serra do Mendro
Planeada praticamente desde o inicio da época, este dia de caça na Serra do Mendro caracterizou-se essencialmente... pela vitória das perdizes!
Atacado o topo da serra logo nas primeiras horas da manhã, foi extremamente difícil de lá desalojar as vermelhudas pelo que não tivemos outra solução senão, cansados, mais tarde, descer para o sopé da dita serra e continuar a caçada em terrenos mais acessíveis.
O belíssimo taco a meio da manhã, para retemperar forças, permitiu-nos continuar a caçar em linha até perto das 15 horas.
No final, 9 espingardas e 26 perdizes e uma lebre abatidas.
Abraço amigo.
Dia de Coelhos
15-12-2017
Quintos - Beja
Caça em solitário.
Depois de 1 ou 2 dias de chuvas mais intensas, a jornada de caça foi frutuosa.
Cupo final de 6 coelhos e 2 perdizes .
A Inka, como habitualmente, a não surpreender , a parar e desalojar 4 dos 6 coelhos cobrados.
A percha poderia até ter sido mais alargada, não fora 3 ou 4 disparos falhados.
Abraço amigo
domingo, dezembro 10, 2017
Haja alegria.
08-12-017
Dia bem passado.
Haja alegria e boa disposição.
Agora que acabou a época das codornizes há que fazer alguns "golpes de mão" em cantos ainda pouco explorados.
Desta feita, caçada feita em zona de pinhal, com matos, pinheiros cortados e tombados e pastos altos.
Os cães de parar, bracos, estiveram em grande plano no contributo da descoberta e cobro das peças , com especial relevo para o "café".
Abraço amigo.
quarta-feira, dezembro 06, 2017
Codornizes - Fim de época
02-12-2017
Jornada de caça em Beja que rendeu ainda algumas peças.
Finalizámos no dia 30 a época das codornizes e sobrou divertimento: muita emoção, muitos tiros, paragens por simpatia com 3 bracos em simultâneo e, na soma das partes envolvidas, cupos atingidos.
As lebres e os coelhos deram um jeito e um trio de perdizes enriqueceu a percha.
No dia 02 abrimos aos tordos na Adiça mas as portas que nos calharam em sorte não foram as melhores embora tenha conhecimento de diversas espingardas a atingirem o limite estabelecido por lei. A ver vamos, em próximas visitas.
Abraço amigo.
quinta-feira, novembro 23, 2017
Continua o tempo seco.
19-11-2017
Vidigueira e Salvada
Impressionantes as temperaturas que se têm feito sentir este ano, particularmente já neste mês de Novembro, que mais parece verão.
Foi uma jornada mista, de perdiz de salto e codornizes.
Estas últimas ainda vão aparecendo e permitem belíssimos lances com os cães.
Coloquei 3 fotos propositadamente para evidenciar:
a) na foto com os bracos é possível observar-se o fumo de queima dos restolhos, prática esta habitual nalgumas zonas do alentejo, mas nunca nesta altura do ano, em 19 de Novembro. Aquelas terras estão tão secas, que o que é usual fazer-se durante Setembro, continua a fazer-se em meados de Novembro. Não me lembro sequer na minha vida de tal ter acontecido.
b) fotos do taco a meio da caça às perdizes. Habitual fazer-se um taco a meio da jornada para retemperar forças e seguir caminho até ao final da caçada. Nos recipientes de cortiça podem ver-se pedras de gelo para refrigerar as bebidas. Ensopados de suor com o calor que temos enfrentado, são bebidas frescas, abençoadas. Em novembro, habitualmente, mais a condizer, costumo beber no taco uma taça de vinho tinto que aquece bem mais a alma.. Aqui bebeu-se do branco e gelado, percebem? - é no verão que se bebe desta maneira e não em Novembro às portas do inverno.
Enquanto escrevo, lá fora, chove abençoada e copiosamente, mas aparentemente não resolverá, para já de imediato, a seca que Portugal atravessa.
Para mais tarde recordar.
Um abraço amigo.
domingo, novembro 12, 2017
Boa jornada de caça
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| Os meus terrenos de caça |
| Os meus terrenos de caça |
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Quintos
Beja
Embora não tenha andado propriamente em zonas de perdizes, a jornada de caça deste dia correu-me bem, muito bem.
Quando me sinto realizado com um dia de caça, o volume da percha não é, definitivamente, mesmo o mais relevante.
Desfrutar os mínimos detalhes de um dia nos campos alentejanos, com os meus 2 auxiliares bracos alemães.
Descobrir a caça , apreciar mas também avaliar com rigor o trabalho dos cães, no encalço, na descoberta e paragem das peças, sentir a adrenalina a invadir-nos o corpo perante o levante da ave, do coelho a serpentear ou da lebre em fuga , quer seja com ou sem paragem, o tiro certeiro, o cobro irrepreensível, são mais do que motivos suficientes para nos sentirmos satisfeitos e felizes.
Para isso é sempre necessário uma dose elevada da nossa capacidade em acreditar, e a desistência ou o desânimo não podem, de forma alguma, fazer sequer parte integrante do nosso vocabulário cinegético.
Há uma hora ou mais que não descobres uma peça de caça a tiro? O porfiar vai sempre dar-te a oportunidade de a caça aparecer. Podes não ter sucesso e cobrá-la, mas a dinâmica do dia mede-se sempre pelo número de tiros dados e não pelo número de peças cobradas.
Encontra-te com os teus cães nos lances de sacrifício que eles generosamente te oferecem, afaga-os, tenta fazer com que eles pensem que tu és o seu líder e herói.
No fim da jornada, já com o sol a cair no horizonte o sentimento de prazer e, porque não, alguma nostalgia por "aquilo" já estar a acabar, deves também partilhar esse momento com o teu companheiro de 4 patas.
Não te limites a atirá-lo para dentro do reboque e ires embora. É falta de respeito.
Senta-te, chama-o e faz com que se deite junto de ti,põe-lhe o braço por cima e vê a noite inundar os campos à tua volta.
Depois sim, respeitosamente mete-o dentro da viatura, regressa a casa, trata primeiro logo dele, alimenta-o bem, arruma a tua bagagem, toma um bom banho quente, janta e adormece então a pensar nos melhores lances do dia.
Desta vez correu bem.
terça-feira, novembro 07, 2017
Não fora....
Salvada
Beja
Não fora as copiosas chuvadas ( 11 litros/m2 em Beja) que caíram nos 2 dias anteriores e, seguramente, teríamos mais do que este ano temos vindo a ter.
Mas não. Embora ainda timidamente, S. Pedro olhou para terras de Portugal e despejou-nos alguns baldes das suas ricas reservas.
As terras chegaram a encharcar, tornaram-se mais húmidas, alguns veios de água voltaram a correr de forma cristalina nos barrancos e a caça, milagrosamente, parece que nasce do chão.
Aparentemente, segundo os entendidos, será "chuva de pouca dura" mas foi um enorme prazer assistir ao magnífico espectáculo da chuva a cair nos belos campos de Beja.
A nossa percha foi, assim, enriquecida de forma diversa com perdizes, patos, lebres,coelhos e codornizes.
Abraço amigo
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