domingo, outubro 08, 2006

Regresso à "Serra" - 2 anos depois

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Foto II
História em breve.

quinta-feira, outubro 05, 2006

Codornizes na Lezíria de Vila Franca



O Pachola já em pleno trabalho!

Codornizes na ZCM de Santo Amador - Moura


Um desejado regresso a Safara - terras de codornizes
Setembro 2006

Nutro um carinho muito especial por estas terras de enormes planícies de restolhos , olivais e pastos.

Aqui, as codornizes encontram o seu habitat preferido: tranquilidade, comida com abundancia e pequenos veios de água ocultos por enormes tufos de junco que persistem através do verão e que lhe dão a bebida necessária para se manterem.

Esta caçada foi em Santo Amador, na sua zona de caça municipal.

A expectativa que tinha era grande, não só porque tinha informação de existirem codornizes na zona mas também porque era a verdadeira "prova de fogo" do meu novo cachorro pointer.

O "pachola" - assim se chama , já tinha nas pernas uma caçada em Estremoz às codornizes, onde, não tendo brilhado, saiu-se razoavelmente bem da sua missão. Aqui, em Santo Amador-Safara, seria onde, na prática,esperava ver evoluir os seus dotes naturais para a procura e paragem destas pequenas e esguias aves.

Às 5h30 da madrugada já entrava com a carrinha no macdam da Herdade, deixando para trás um longo rasto de poeira vermelha, em direcção ao monte da associação de caçadores.

Mal cheguei, notei um movimento algo anormal de caçadores que falavam muito em torcazes e rolas. Apercebi-me que uma parte significativa dos mesmos estaria ali para caçar rolas e pombos, e que a herdade estaria a ser muito visitada por estas aves.

Daí que haveria cerca de 25 caçadores para as rolas e ... só 5 para as codornizes. Óptimo, que quanto menos confusão melhor se caça e melhor para o cachorro.

Recebemos instruções para caçar em ambos os lados do barranco da ribeira, evitando ao máximo entrar nos restolhais para preservar e deixar em sossego lebres e perdizes. Por mim tudo bem... desde que houvesse codornizes no barranco.

E havia.

Parámos os carros debaixo de 2 sobreiros, por forma a deixá-los de forma a evitar o sol escaldante do dia quente que se adivinhava.

Montada a sobrepostos Bereta, colocada a cartucheira recheada de Melior 9 - 28 gramas, soltei o "pachola" que, tresloucado de alegria, galopava que nem louco, acima abaixo, atrás dos outros cães, na expectativa da brincadeira.

Uma apitadela e regressou rápido aos meus pés. "Tá lá sossegadinho que isto agora vai ser a sério"

Do meu lado esquerdo seguia um caçador acompanhado com um par de bracos alemão, também cachorros. Do lado direito da ribeira seguiam outros 3, também com os seus cães.

Do meu lado esquerdo havia um olival que se estendia quase até à ribeira. No seu interior muito pasto criava as condições necessárias para a existencia de codornizes. E foi exactamente para lá que me dirigi. Mal cheguei, logo à entrada, um trio delas arranca pela minha frente voando direitas à ribeira. Com um tiro, derrubo uma e deixo seguir as outras. Vamos vá a ver como se porta o pointer no cobro.

O pachola, depois de ouvir o tiro, já sabia que tinham saltado aves e era a sua vez de as procurar. Rápida e nervosamente o cachorro procurava a ave derrubada. Por fim, bloqueou numa atitude quase felina o local onde a cordorniz tinha caído. Aproximo-me, espreito por entre o pasto e descubro a codorniz morta. "Muito bem pachola, lindo !"

Recarrego a arma e continuo. saí do olival e fui direito a uma zona de pasto muito alto, da altura da cintura.

Mal entramos e mesmo junto à ribeira vejo o pachola imóvel. Rápido, avanço, e coloco-me do lado esquerdo do cão que, obedientemente, aguentou a paragem de forma magnífica.

"Brrrrrrrrr" - salta mais um par delas. Dois tiros e derrubo outra que caíu exactamente dentro da ribeira, numa zona com muito junco e algumas silvas. Procuro, procuro e..nada! Atiro uma pedra para o local onde me pareceu ter caído. O pachola arranca determinado a descobrir e trazer a pedra. No entanto, tal como eu esperava, foi descobrir a codorniz, não sem antes a ter parado momentaneamente, numa atitude belíssima que só os pointers nos sabem dar.

Entre tiros, paragens do cão, cobros, e muito entusiasmo à mistura, acabei por cobrar 7 codornizes no total. Não era o limite, mas para mim, conta mais a qualidade e variedade dos lances do que a quantidade.

Uma bela manhã de caça, onde tudo correu bem, o pachola "despertou" , dei uns bons tiros,tornámo-nos mais amigos - eu e o pachola - e descobri novas caras que já me deram a oportunidade de lá regressar, desta vez para as perdizes e lebres. Espero aqui relatar tal caçada.

quarta-feira, setembro 06, 2006

Abertura - Codornizes / Estremoz 2006


O baptismo do Pachola nas lides da caça.

sexta-feira, maio 19, 2006

A minha eterna Pointer



Gabi - A minha companheira de sempre.

domingo, abril 02, 2006

Vendinha - Terra de Perdizes e Lebres



Novembro de 2005.
Após a manhã de caça , o regresso a casa faz-se a pé

sábado, fevereiro 18, 2006

Caça Geral em 2005/2006



Fica uma ilustração bonita, mas foi pobre, por Natureza. Saldo final da época ( a comentar brevemente )

FECHO DA ÉPOCA 2005-2006



Tordos no limite máximo permitido. Para mim, o melhor ano de sempre !

domingo, fevereiro 12, 2006

O "Pachola"



Cachorro Pointer com 5 meses. A minha nova promessa para a próxima Temporada ou a história de como veio parar às minhas mãos.

quarta-feira, janeiro 04, 2006

2005 - Um bom ano de Tordos !




Em Beja - manhã de 30 tordos

segunda-feira, dezembro 12, 2005

Perdizes de Mombeja



Ou uma manhã muito bem passada.

segunda-feira, novembro 28, 2005

Os Tordos de Ferreira do Alentejo



e/ou a frustração de ter cobrado os 30 tordos às 9h30 da manhã.

terça-feira, novembro 08, 2005

Javalis na "Serra"



História segue em breve

segunda-feira, outubro 24, 2005

Associação de Caça e Pesca do Degebe



FOTO 2 - quadro final de caça ( após 12 Km a pé contados no pedómetro )
HISTÓRIA SEGUE EM BREVE

Associação de Caça e Pesca do Degebe



FOTO 1 - as duas lebres cobradas

segunda-feira, outubro 17, 2005

quinta-feira, outubro 13, 2005

ZCM Beringel e Mombeja - (ou às Lebres ? )


FOTO 2
Beringel - um regresso.
2000 hectares de planícies onduladas de restolhos ( muito rapados devido à seca deste ano e ao pastoreio) , terras lavradas , pastos de permeio e pequenos retalhos de olival - plantações novas e algumas de arvores seculares, no inverno por vezes muito visitados pelos tordos.

Algumas valas sulcam os campos e que, em bons anos, albergam bastantes codornizes e pequenos muros e montes , poucos, de pedra solta , escondem por vezes uns coelhitos .

A Associação de Caçadores de Beringel e Mombeja , liderados pelos Srs José Casaca e Manuel Inocencio , é uma máquina bem oleada no que respeita à organização das caçadas.

A hora de chegada a Beringel é por eles exigida com rigôr e quem se atrasa arrisca-se a ficar pelas piores soluções do dia. Daí que as 6h30 da manhã são, em geral, respeitadas por todos os caçadores que ali chegam para caçar à perdiz e à lebre. Aliás é habitual logo à partida a boa disposição entre todos, pois adivinha-se sempre uma boa jornada de caça.

Por volta das 7,30 horas da manhã, já após a caçada organizada, as caravanas de Jeeps e outras viaturas repletas de caçadores e perdigueiros dirigem-se para os locais de caça na Herdade.

A acompanharem-me nesta jornada foram o meu cunhado Manel e o Zé Camões, senhor já aposentado do Crédito Predial Português.

Estacionámos o Jeep a cerca de 50 metros do alcatrão. Soltados os cães do reboque, montadas as automáticas e colocadas as cartucheiras à cintura fizémos uma reunião curta onde o Manuel Inocencio explica a volta a dar. Ele iria no meio da linha para garantir o bom andamento da mesma evitando que a mesma "partisse" deixando as perdizes escaparem-se para trás.

A estratégia: as 2 linhas, a saírem de pontas opostas da Herdade, caminharem direito uma á outra para conseguir entalar as perdizes em zona mais ou menos a meio da ZCM.

Começámos a andar. A linha vai abrindo e varrendo as terras e os cães procuram incessantemente a caça. O tempo, bom, céu limpo, sol, alguma brisa e algum frio. Mistura explosiva para uma boa manhã de caça.

Percorridos os primeiros metros, logo uma lebre salta, longe, atravessa uma vala e escapa-se a trote para dentro de um olival pela minha esquerda. Mais á frente outra lebre, salta, também larga (já andam "escaldadas") e enfia-se, como a outra, dentro do olival.
"No regresso encontramo-nos" - pensei para comigo.

Os primeiros tiros ouvem-se na ponta direita da linha que seguia num plano mais elevado que o meu.
Paro e aguardo á espera de alguma perdiz fugida dos tiros. Nada. Provavelmente teria sido uma lebre.
Algumas boas centenas de metros á frente , seguindo o Zé Camões pela minha direita e logo de seguida o Manel, oiço este último:
"Zé Camões , atrás de si , uma lebre ! "
O dito cujo, virando-se , já não vai a tempo de fazer fogo. A lebre corre desenfreada pelo pasto, matreira, de orelhas coladas às costas.
"Filha da P." - dispara o Zé.

Outros tiros se ouvem.
Mais algumas centenas de metros. Olho á esquerda. e vejo a Pointer marrada de nariz ao alto. Aproximo-me calmamente. A pointer vai olhando pelo canto do olho e dá 2 ou 3 passos e estaca de novo.
"Brrreeee" - salta uma perdiz - logo ao primeiro tiro prego com ela no chão. A pointer arranca, cobra e traz-me a ave á mão. "Linda" - dá , faço-lhe uma festa na cabeça e depois de retirar-lhe a perdiz da boca dou-lhe a cheirar de novo o troféu. O animal abana alegremente a cauda de satisfação.
Continuamos.

A outra linha já se avista ao longe. Nota-se que a perdizes começam a saltar mais curtas. Aí está a táctica a a dar frutos. Apertadas pela frente e por trás, pelas 2 linhas de caçadores, as perdizes amagavam nos pastos e só saltavam desde que incomodadas pelos cão ou pelos pés dos caçadores.
Neste breves minutos fez-se seguramente um bom cinturão de perdizes, a dividir entre todos.

Continuámos. pela frente. agora, terrenos de restolho, com algumas pedras altas rodeadas de pequenos carrascos.

O Manel sobe para cima de uma dessas pedras. Alguns tiros se ouve. Sabe-se lá de onde passa-lhe uma lebre em corrida a cerca de 20-30 metros. O Manel encara a Beneli e faz-lhe 1, 2, 3 tiros esperando vê-la dar uma cambalhota. Qual quê , seguiu que nem uma flecha pelo montado abaixo.
"EhEh - Manel , então como é , 3 tiros numa lebre a 20 metros e no restolho e não fica? - comecei a "entrar com ele" - "que é que queres, não se podem matar todas" - retorquiu desanimado.

Começámos a inverter a marcha para ir de regresso aos carros.

Afastei-me um pouco da linha para deixar a pointer trabalhar à vontade. O regresso era feito contra o vento e com o sol pelas costas, deixando todos os trunfos do meu lado.
Num triangulo de pasto alto , perto de uma vala , a pointer arranca com uma lebre que levanta célere para o meu lado esquerdo. Num ápice a cadela põe-se no seu encalço e, sob pena da cadela encobrir a lebre, tive de encarar e atirar rápido. Ao primeiro tiro derrubo-a , ficando estatelada no pasto.
Gosto muito de ver a minha cadela cobrar uma perdiz na boca mas o espectaculo de ela me trazer uma lebre grande pendurada dá-me sempre um prazer especial pela satisfação do dever cumprido.

Algumas centenas de metros á frente , já com as perdizes muito fustigadas , a pointer desce e entra para dentro de uma vala cheia de juncos e teima em de lá não sair.
Estranho. Tinha de estar a trabalhar alguma peça de caça que lhe fugia no seu interior. Subo para cima de uma pedra para tentar vê-la no interior da vala. Não a consigo ver. O que vejo é uma perdiz a sair a grande velocidade e aos cacarejos de assustada. Desta vez encaro com calma e ao segundo disparo cai deixando um rasto de penas no ar. A Gabi , a pointer, sai do outro lado da vala e rapidamente cobra a ave, depois de a procurar durante alguns segundos com a ajuda da brisa.

"Ó Sérgio, ó Sérgio aí vai outra ! " - olho para o ar e vejo uma de asas abertas planando a espectacular velocidade direita a mim a uma altura de cerca de 30 metros. Aguardo, deixo-a "entrar" no campo de tiro e quando vai a passar por cima de mim primo o gatilho. Nada, a arma não disparou, tinha a arma na segurança. Quando atravessei a vala tinha colocado o travão de segurança e esqueci-me de a destravar. Com o esforço de querer premir o gatilho até me desequilibrei e tive de dar 2 ou 3 passos á frente para nâo cair. Quanto à perdiz... os Deuses estiveram com ela.

Ainda mais á frente , outro lance interessante. O Manuel Inocencio, dono de 2 excelentes cães de caça , um deles levantou-lhe uma lebre jovem, bastante pequena. O caçador que ia ao seu lado levantou ainda a arma para lhe desferir um tiro. Mas o Manuel Inocencio gritou-lhe: "Não atire, a lebre é nova e vamos ver se consegue ainda escapar" . Os cães, claro, desataram no seu encalço e depois de muitas voltas e quebras de rins, a pequena lebre, certamente já muito cansada, acabou por se deixar agarrar já dentro de um olival. Apesar dos gritos do Manuel Inocencio, os cães não lhe obedeceram e acabaram por cobrar o lebracho.

De regresso ás viaturas, foram feitos pequenos montes de caça no chão, mais ou menos iguais para todos e, pelo método do sorteio, cada um levou a sua simpática parte.

O Zé Camões, como no dia seguinte tinha uma caçada às lebres no seu Couto, ofereceu-nos as 2 lebres que lhe tinham calhado. Eu e o Manel, em troca oferecemos-lhe as perdizes que tínhamos.

Beringel , bons terrenos de caça , zona vasta para se poder caçar à vontade , gente simpática.
Enfim, um abraço para todos eles.


domingo, setembro 18, 2005

Patos à noite - cada vez mais uma paixão


17-09-2005
FOTO 2 - No final do dia
6h30 da tarde: defenidas as portas nos açudes , saltámos para cima do Jeep do Guarda da Herdade e encaminhámo-nos para os locais. Não era necessário levar abrigo de caça, dado que Sr Leonel, o Guarda, havia construído 4 abrigos em cada lagoa. Com o sol a começar a cair no horizonte , o Alentejo ganha mais côr e percorrer aquele caminho na caixa do 4x4 , com a brisa pela frente durante alguns minutos , deixou-me como novo.
Chegados ao açude, fizémos um pequeno sorteio das 4 portas existentes e cada um foi para o seu lugar.
Restava-nos esperar...os "meninos".
O açude, quase vazio , demonstrava fortes vestígios da presença dos patos nas suas margens.
7h30: o dia caía forte e a mistura do dia com a noite, naquele local, é simplesmente maravilhoso. O amarelo torrado dos restolhos circundantes , o balir dos chocalhos do gado bovino nas redondezas , o silencio da transposição do dia para a noite só interrompido pelo esvoaçar dos pássaros procurando dormida urgente, e a lua enorme e amarelada a subir no horizonte , deixava-me perfeitamente extasiado com tudo o que de bom a Mãe Natureza tem para nos dar.
Tão diferentes que somos nós caçadores daqueles que procuram avidamente a confusão das catedrais do consumo - os centros comerciais.
A comunhão com a natureza, a melancolia do campo no entardecer, onde tudo e todos se preparam para adormecer, experimentado nestas circunstancias de aguardar uma chegada dos patos, é algo que não se esquece facilmente. Cada vez mais uma paixão.

8h30 da noite: a Lua vai já bem alta e a sua tonalidade bem mais branca inundando de luz os arredores. Os patos tardam e teimam em não aparecer. Que desilusão se não chegarem.

De repente um tiro longinquo, no outro açude da Herdade. A adrenalina sobe de nível. Há que estar estanto pois os patos podem mudar de um para outro açude.
Alguns minutos mais tarde, um esvoaçar forte por cima de mim e a aterragem de um ánade nas águas prateadas do açude.
Ali estava ele, mesmo em frente - a cerca de 3-4 metros- de uma das portas. Desconfiado, o pato arrancou da água e passou por cima da porta. 2 tiros e lá vai ele cheio de saúde. Um chorrilho de impropérios deve ter passado pela cabeça do homem, em ter o pato mesmo ali na sua frente a olhar para ele, e depois tê-lo deixado escapar. Que raiva !

E agora, será que vinham mais? A ansiedade da visita dos patos é grande. Àquelas horas só sentimos a sua chegada através do forte bater das asas e a sua queda na água.

Mais barulho de asas, levanto a cabeça e vejo a chegar um bando de 5 ou 6. Os vultos, a voarem por cima das nossas cabeças, em contraste com o céu clareado pela Lua, preparando-se para aterrar na água, é coisa que não esquecemos.
Mais uns tiros. cai um ou dois.

Alguns minutos mais tarde nova visita. Desta vez eram mais. Cerca de uma dúzia. Notável. Mais uns tiros . Alguns caiem na água, outros nos limos secos das margens e outros já bem fora do açude no campo.
No espaço de cerca de 45 minutos a história repetiu-se por diversas vezes.

Da minha parte, consegui abater 3. Muitos outros houve que falhei estrondosamente. Parece fácil o tiro, mas de facto não é. As distancias são calculadas erradamente e a dificuldade de seguir o pato com a caçadeira é elevada, falhando com frequencia.

Cerca das 9h30 , mais ou menos uma hora após o ocaso, o Guarda chega com o Jeep, direccionando as luzes para o açude, onde boiavam, já sem vida, alguns patos reais, machos e fêmeas.
Recolhidos os animais, regressámos, de noite, para o Monte , onde nos iríamos reunir com os caçadores do outro açude.

O quadro de caça final foi interessante, sendo que os patos seguramente ficaram a ganhar aos caçadores. Fugiram muitos mas muitos mais dos que os que foram abatidos.
Feitas as despedidas. Rumo a casa.

À noite deitei-me e adormeci suavemente a recordar todas as cenas deste outro magnífico dia de caça.
Até à proxima, Herdade de Alcobaça.

Patos à noite - cada vez mais uma paixão.


17-09-2005
FOTO 1 - A meio da manhã

Quinta-feira , 15 de Setembro. Recebi uma chamada do gestor desta Zona de Caça dizendo-me se queria tentar caçar uns patos à noite. Que tinha 2 açudes e que os patos iam lá todas as noites comer.
Para não ir só á noite combinaríamos passar o dia na Herdade caçando de manhã umas codornizes ( bravas e de cativeiro ) , almoçando e depois faríamos a espera aos patos. Concordei. Primeiro porque este ano ainda não tinha posto a minha pointer na caça. Passar uma manhã às codornizes ir-lhe-ia fazer concerteza muito bem, para recuperar a forma e enfrentar a nova época de caça que se avizinha. E em segundo lugar porque patos bravos à noite e em lua-cheia , é sempre uma aventura a que não conseguimos dizer não.

Às 4h30 da manhã acordo com o despertador , tomo um duche, preparo-me , ponho a Gabi - louca de alegria , já sabia para onde ia - dentro da mala do carro e aí vou eu direito a Vila Fernando - Elvas.
Das 8 da manhã às 12h30 ( o dia estava bem fresco ) andámos com os cães em planície de restolho de trigo e sorgo cortado. Só havia meia duzia de codornizes bravas sendo as restantes de cativeiro, mas , ainda, assim, para o meu propósito, treinar o cão, recuperá-lo físicamente e dar uns bons tiros, serviu perfeitamente.

À uma da tarde já o cheirinho da linguiça , morcela e entrecosto a grelhar inundava os ares. Deus meu, que apetite, na caça e em contacto com o campo, a vontade de comer duplica ou triplica. Ali estivémos um pouco à conversa e, mais tarde, aproveitei para dormir um pouco, que a noite tinha sido curta.

segunda-feira, agosto 29, 2005

Às Rolas na ZCM da Serra - Vila Nova S. Bento


27 Agosto 2005

Esta é uma história sem história ou, melhor dizendo, com muito pouca história.

Para haver história em caça tem de haver lances. E o único lance nesta jornada foi o abate de uma só rola, saldo final desta caçada.

Fruto do sorteio realizado no início do dia, coube-me o posto nº 5, por onde passaram 3 ou 4 pássaros e, mesmo, assim, bem altos por sinal, já fustigados pelos tiros das outras portas.

O resultado final da jornada, para 17 postos, foi de 90 bicos , entre rolas e torcazes ( mais torcazes do que rolas como se vê pela fotografia) o que, ainda assim, deu uma média razoável de 5 pássaros por posto. No ano anterior tinha sido bem melhor.

Relato este dia, somente para prestar uma pequena homenagem aos gestores desta Zona de Caça Municipal da Serra , situada na freguesia de Vila Nova de São Bento, concelho de Serpa.

São cerca de 700 hectares de montado e algumas culturas, com condições muito boas para a visita dos torcazes e rolas. Quer criando no local, quer provindo de outras zonas - inclusive de Espanha - através da existencia de 2 ou 3 cevadouros criteriosamente seleccionados e cuidadosamente colocados no local pelos gestores desta ZCM, a herdade é frequentada em abundancia suficiente para proporcionar habitualmente boas jornadas de caça em cada ano.

Parabéns ao Tomé Laneiro , ao Sr António e restantes companheiros que, com rigôr e disciplina, conduzem da melhor forma os destinos da ZC.

Para mim, desta vez, o dia foi da caça. Noutro dia se verá.

Saudações cinegéticas.