quinta-feira, novembro 23, 2017
Continua o tempo seco.
19-11-2017
Vidigueira e Salvada
Impressionantes as temperaturas que se têm feito sentir este ano, particularmente já neste mês de Novembro, que mais parece verão.
Foi uma jornada mista, de perdiz de salto e codornizes.
Estas últimas ainda vão aparecendo e permitem belíssimos lances com os cães.
Coloquei 3 fotos propositadamente para evidenciar:
a) na foto com os bracos é possível observar-se o fumo de queima dos restolhos, prática esta habitual nalgumas zonas do alentejo, mas nunca nesta altura do ano, em 19 de Novembro. Aquelas terras estão tão secas, que o que é usual fazer-se durante Setembro, continua a fazer-se em meados de Novembro. Não me lembro sequer na minha vida de tal ter acontecido.
b) fotos do taco a meio da caça às perdizes. Habitual fazer-se um taco a meio da jornada para retemperar forças e seguir caminho até ao final da caçada. Nos recipientes de cortiça podem ver-se pedras de gelo para refrigerar as bebidas. Ensopados de suor com o calor que temos enfrentado, são bebidas frescas, abençoadas. Em novembro, habitualmente, mais a condizer, costumo beber no taco uma taça de vinho tinto que aquece bem mais a alma.. Aqui bebeu-se do branco e gelado, percebem? - é no verão que se bebe desta maneira e não em Novembro às portas do inverno.
Enquanto escrevo, lá fora, chove abençoada e copiosamente, mas aparentemente não resolverá, para já de imediato, a seca que Portugal atravessa.
Para mais tarde recordar.
Um abraço amigo.
domingo, novembro 12, 2017
Boa jornada de caça
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Os meus terrenos de caça |
Os meus terrenos de caça |
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Quintos
Beja
Embora não tenha andado propriamente em zonas de perdizes, a jornada de caça deste dia correu-me bem, muito bem.
Quando me sinto realizado com um dia de caça, o volume da percha não é, definitivamente, mesmo o mais relevante.
Desfrutar os mínimos detalhes de um dia nos campos alentejanos, com os meus 2 auxiliares bracos alemães.
Descobrir a caça , apreciar mas também avaliar com rigor o trabalho dos cães, no encalço, na descoberta e paragem das peças, sentir a adrenalina a invadir-nos o corpo perante o levante da ave, do coelho a serpentear ou da lebre em fuga , quer seja com ou sem paragem, o tiro certeiro, o cobro irrepreensível, são mais do que motivos suficientes para nos sentirmos satisfeitos e felizes.
Para isso é sempre necessário uma dose elevada da nossa capacidade em acreditar, e a desistência ou o desânimo não podem, de forma alguma, fazer sequer parte integrante do nosso vocabulário cinegético.
Há uma hora ou mais que não descobres uma peça de caça a tiro? O porfiar vai sempre dar-te a oportunidade de a caça aparecer. Podes não ter sucesso e cobrá-la, mas a dinâmica do dia mede-se sempre pelo número de tiros dados e não pelo número de peças cobradas.
Encontra-te com os teus cães nos lances de sacrifício que eles generosamente te oferecem, afaga-os, tenta fazer com que eles pensem que tu és o seu líder e herói.
No fim da jornada, já com o sol a cair no horizonte o sentimento de prazer e, porque não, alguma nostalgia por "aquilo" já estar a acabar, deves também partilhar esse momento com o teu companheiro de 4 patas.
Não te limites a atirá-lo para dentro do reboque e ires embora. É falta de respeito.
Senta-te, chama-o e faz com que se deite junto de ti,põe-lhe o braço por cima e vê a noite inundar os campos à tua volta.
Depois sim, respeitosamente mete-o dentro da viatura, regressa a casa, trata primeiro logo dele, alimenta-o bem, arruma a tua bagagem, toma um bom banho quente, janta e adormece então a pensar nos melhores lances do dia.
Desta vez correu bem.
terça-feira, novembro 07, 2017
Não fora....
Salvada
Beja
Não fora as copiosas chuvadas ( 11 litros/m2 em Beja) que caíram nos 2 dias anteriores e, seguramente, teríamos mais do que este ano temos vindo a ter.
Mas não. Embora ainda timidamente, S. Pedro olhou para terras de Portugal e despejou-nos alguns baldes das suas ricas reservas.
As terras chegaram a encharcar, tornaram-se mais húmidas, alguns veios de água voltaram a correr de forma cristalina nos barrancos e a caça, milagrosamente, parece que nasce do chão.
Aparentemente, segundo os entendidos, será "chuva de pouca dura" mas foi um enorme prazer assistir ao magnífico espectáculo da chuva a cair nos belos campos de Beja.
A nossa percha foi, assim, enriquecida de forma diversa com perdizes, patos, lebres,coelhos e codornizes.
Abraço amigo
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