domingo, dezembro 10, 2017

Haja alegria.



















08-12-017


Dia bem passado.

Haja alegria e boa disposição.

Agora que acabou a época das codornizes há que fazer alguns "golpes de  mão" em cantos ainda pouco explorados.

Desta feita,  caçada feita em zona de pinhal, com matos, pinheiros cortados e tombados e pastos altos.

Os cães de parar, bracos, estiveram em grande plano no contributo da descoberta e cobro das peças , com especial relevo para o "café".

Abraço amigo.




quarta-feira, dezembro 06, 2017

Codornizes - Fim de época















02-12-2017


Jornada de caça em Beja que rendeu ainda algumas peças.

Finalizámos no dia 30 a época das codornizes e sobrou divertimento: muita emoção, muitos tiros, paragens por simpatia com 3 bracos em simultâneo e, na soma das partes envolvidas, cupos atingidos.

As lebres e os coelhos deram um jeito e um trio de perdizes enriqueceu a percha.

No dia 02 abrimos aos tordos na Adiça mas as portas que nos calharam em sorte não foram as melhores embora tenha conhecimento de diversas espingardas a atingirem o limite estabelecido por lei. A ver vamos, em próximas visitas.

Abraço amigo.



quinta-feira, novembro 23, 2017

Continua o tempo seco.















19-11-2017
Vidigueira e Salvada

Impressionantes as temperaturas que se têm feito sentir este ano, particularmente já neste mês de Novembro, que mais parece verão.

Foi uma jornada mista, de perdiz de salto e codornizes.

Estas últimas ainda vão aparecendo e permitem belíssimos lances com os cães.

Coloquei 3 fotos propositadamente para evidenciar:

a) na foto com os bracos é possível observar-se o fumo de queima dos restolhos, prática esta habitual nalgumas zonas do alentejo, mas nunca nesta altura do ano, em 19 de Novembro. Aquelas terras estão tão secas, que o que é usual fazer-se durante Setembro, continua a fazer-se em meados de Novembro. Não me lembro sequer na minha vida de tal ter acontecido.

b) fotos do taco a meio da caça às perdizes. Habitual fazer-se um taco a meio da jornada para retemperar forças e seguir caminho até ao final da caçada. Nos recipientes de cortiça podem ver-se pedras de gelo para refrigerar as bebidas. Ensopados de suor com o calor que temos enfrentado, são bebidas frescas, abençoadas. Em novembro, habitualmente, mais a condizer, costumo beber no taco uma taça de vinho tinto que aquece bem mais a alma.. Aqui bebeu-se do branco e gelado, percebem? - é no verão que se bebe desta maneira e não em Novembro às portas do inverno.

Enquanto escrevo, lá fora,  chove abençoada e copiosamente, mas aparentemente não resolverá, para já de imediato, a seca que Portugal atravessa.

Para mais tarde recordar.

Um abraço amigo.



domingo, novembro 12, 2017

Boa jornada de caça

Os meus terrenos de caça
Os meus terrenos de caça





























Quintos
Beja


Embora não tenha andado propriamente em zonas de perdizes, a jornada de caça deste dia correu-me bem, muito bem.

Quando me sinto realizado com um dia  de caça, o volume da percha não é, definitivamente, mesmo o mais relevante.

Desfrutar os mínimos detalhes de um dia nos campos alentejanos, com os meus 2 auxiliares bracos alemães, um deles ainda cachorro e, portanto, ainda a aprender.

Descobrir a caça , apreciar mas também avaliar com rigor o trabalho dos cães,  no encalço, na descoberta e paragem das peças, sentir a adrenalina a invadir-nos o corpo perante o levante da ave, do coelho a serpentear ou da lebre em fuga , quer seja com ou sem paragem, o tiro certeiro,  o cobro irrepreensível,  são mais do que motivos  suficientes para nos sentirmos  satisfeitos e felizes.

Para isso é sempre necessário uma dose elevada da nossa capacidade em acreditar, e a desistência ou o desânimo não podem, de forma alguma, fazer sequer parte integrante do nosso vocabulário cinegético.

Há uma hora ou mais que não descobres uma peça de caça a tiro? O porfiar vai sempre dar-te a oportunidade de a caça aparecer. Podes não ter sucesso e cobrá-la, mas a dinâmica do dia mede-se sempre pelo número de tiros dados e não pelo número de peças cobradas.

Encontra-te com os teus cães nos lances de sacrifício que eles generosamente te oferecem, afaga-os, tenta fazer com que eles pensem que tu és o seu líder e herói.

No fim da jornada, já com o sol a cair no horizonte o sentimento de prazer e, porque não, alguma nostalgia por "aquilo" já estar a acabar, deves também partilhar esse momento com o teu companheiro de 4 patas.

Não te limites a atirá-lo para dentro do reboque e ires embora. É falta de respeito.

Senta-te, chama-o e faz com que se deite junto de ti,põe-lhe o braço por cima e vê a noite inundar os campos à tua volta.

Depois sim, respeitosamente  mete-o dentro da viatura, regressa a casa, trata primeiro logo dele, alimenta-o bem, arruma a tua bagagem, toma um bom banho quente, janta e adormece então a pensar nos melhores lances do dia.

Desta vez correu bem.




terça-feira, novembro 07, 2017

Não fora....






Salvada
Beja

Não fora as copiosas chuvadas ( 11 litros/m2 em Beja) que caíram nos 2 dias anteriores e, seguramente, teríamos mais do que este ano temos vindo a ter.

Mas não. Embora ainda timidamente, S. Pedro olhou para terras de Portugal e despejou-nos alguns baldes das suas ricas reservas.

As terras chegaram a encharcar, tornaram-se mais húmidas, alguns veios de água voltaram a correr de forma cristalina nos barrancos e a caça, milagrosamente, parece que nasce do chão.

Aparentemente, segundo os entendidos, será "chuva de pouca dura" mas foi um enorme prazer assistir ao magnífico espectáculo da chuva a cair nos belos campos de Beja.

A nossa percha foi, assim,  enriquecida de forma diversa com perdizes, patos, lebres,coelhos e codornizes.

Abraço amigo







sábado, outubro 21, 2017

Tempo mais fresco



















19-10-2017
Beja


Num dia que considero belíssimo para a prática deste desporto, bem fresco ( 21 graus de média ), e não querendo desperdiçar as benditas chuvas que caíram na véspera após tão prolongada e angustiante seca de muitos meses, decidimos dar uma saltada a meio da semana,  a Beja, para uma caçada mais longa e séria, desta vez  às perdizes.

Às 05h15 da manhã encontrava-me em Lisboa com o amigo e companheiro PL.

Transferida a bagagem e cães para a viatura da caça, de conversa pelo caminho rapidamente estávamos a entrar na área de serviço de Grândola, onde 2 cafés bem quentes e cheios e uma pinhoada para cada um, especialidade ali da zona, aqueciam e confortavam o estômago.

Já na zona de caça, com estratégia pré-definida no carro, optámos por entrar ali numas franjas semi-lavradas das terras do MO com o objectivo de ir em acto de caça quase até à Corte Condessa e voltar. Volta bem grande, ambiciosa, mas, no nosso entender, não impossível de fazer antes do taco.

Enganámo-nos. Nem perto da Corte Condessa chegámos. Teria de ficar para uma próxima. Nesta volta ainda encontrámos 4  bandos delas. Levantadas e uns tiros de longe, assustam-se, separam-se todas, e permite-nos caçar e usar melhor os cães. Tanto mais que conseguimos empurrar diversas para dentro de um extenso projecto de pinheiros com pastos. Outras escaparam para terras lavradas onde já não nos atrevemos a entrar.

No regresso ao taco contávamos 4 aves cobradas. Ainda levantámos, já perto do carro, uma excelente bandada que fugiu para lá da barragem, para os lados do Monte do Cerro, mas as pernas já nos diziam para seguirmos para o taco e deixarmos para a próxima visita. Belas perdizes, bando de guizo que por ali criou e bem.

Abrimos a merendeira e apreciámos uns pães bem cozidos, na véspera, recheados com chouriço, e uns folhados estaladiços de salsicha, muito bem acompanhados com um tinto de Portalegre. Delícia !

Ainda antes do almoço, fomos para uns pastos já conhecidos das codornizes e onde esperámos encontrar já uma ou outra lebre que, com as chuvas, tenham saído dos olivais e para ali se tenham deitado nas chapadas viradas ao sol. Bem pensado bem feito e o meu amigo PL ali fez o gosto ao dedo com umas africanas e tombando uma lebre, com chumbo 9, saída aos pés.

Ao almoço um ligeiro e mero petisco na Salvada, linguiça assada em álcool, azeitonas do ano partidas e temperadas e umas cervejas geladinhas.

Antes do regresso a Lisboa fomos a umas planícies onde esperávamos também encontrar umas lebres e umas codornizes e um ou outro coelhote.

Soltei o "Nice" mas o cachorro, emperrado desde manhã, cedo desatou em galope desenfreado até quase estourar e só serviu, afinal,  de espanador, levantando 3 ou 4 codornizes completamente fora de tiro. Resolvi, assim, mudar de montada e coloquei a "INKA" de novo ao serviço.

E escrevo o nome desta cadela, na foto, com maiúsculas, pois o show de caça que me ofereceu de seguida às codornizes foi simplesmente de não esquecer jamais. Dos pastos muito altos que por ali proliferam, extasiei-me desde paragens a pares e trios de codornizes, a entradas nos pastos entrando aos rastos e expulsando as aves daqueles temíveis emaranhados, cobrou todas as aves abatidas, algumas nem conseguia ver onde caíram, e fechei com a chave de ouro.

No final do dia de caça, embora não tivesse tido a oportunidade de  fotografar o tableau final de caça, dado o tardio da hora e a necessidade do regresso, foram, para 2 espingardas, 13 codornizes, 5 perdizes, 1 lebre e uns 30 ou 40 tiros dados ao longo da jornada.

Abraço amigo.


quarta-feira, outubro 18, 2017

Adeus ao escaldante verão de 2017


















14-10-2017
Salvada - Beja

No que pensamos ter sido o último dia do ano com  temperaturas a rondar os 35 graus, rumámos uma vez mais a sul, para os terrenos da Salvada, para uma caçada à geral.

Por um lado tínhamos consciência que teríamos mais um dia de calor tórrido, e esperava-se dificuldades em tudo o que teria a ver com caçar. Contudo, o optimismo e satisfação devem sempre sobrepor-se nestas coisas e haveria que também celebrar o adeus ao verão quente de 2017.

O "taco" a meio da manhã nunca falta e aproveita-se para retemperar forças e estômago, de preferência à sombra e perto da água.

As lebres continuam muito escondidas no interior dos cada vez mais extensos olivais intensivos e há que aguardar por chuva e arrefecimento acentuado das temperaturas para vê-las com mais abundância deitadas nas grandes planícies.

Deixámos as zonas das perdizes no descanso e fomos, ainda, insistir na procura das codornizes, em algumas linhas de água. Ambos a estrear este ano cachorros com 7 e 11 meses, nada melhor como entrosá-los com as nossas amigas de África, para treino específico.

Entre bastantes tiros, diversas alegrias e algumas desilusões em certos lances de caça, ficámos com um espólio de 14 codornizes, 2 perdizes, 4 coelhos, uma lebre e um pato.

Esperemos agora pelas previstas chuvas e pela desejada descida das temperaturas.

Um abraço amigo